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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br ]
Serra na cola de FHC Foi escolhido a dedo o apresentador do programa eleitoral de José Serra na televisão, que irá ao ar nesta quarta-feira. Será o mesmo locutor dos programas de FHC em 1994 e 1998. Garotinho desconhecido Uma pesquisa do Ibope, encomendada por Garotinho, revelou que 52% dos evangélicos não sabem que o governador fluminense é também evangélico. O alto comando da campanha esfregou os dedos diante da conclusão óbvia: há ainda muito espaço para crescer dentro daquele rebanho. Nas últimas eleições no Rio de Janeiro, ele obteve 70% dos votos evangélicos. Eterna preocupação Um ministro de FHC que se reuniu com a elite do mercado financeiro londrino um dia desses ouviu um diagnóstico curioso. A Citi acha que Lula perdeu mesmo o gás, mas não está totalmente tranqüila. A banca considera José Serra estatizante demais para seu gosto. Musa do mercado Um banqueiro que ausculta como ninguém as batidas cardíacas do mercado financeiro garante que o bom desempenho de Roseana Sarney nas pesquisas é um dos fatores que mais têm ajudado as bolsas de valores e o dólar a caminhar sem sobressaltos.
Malan dá uma mãozinha Têm sido freqüentes nas últimas semanas os contatos entre Brasília e Washington para tratar de... Argentina. Isso mesmo. Pedro Malan vem comandando uma ofensiva sobre o FMI para que o Fundo dê mais tempo para o governo Duhalde arrumar a casa. Ninguém é bonzinho nessa história: apenas não interessa ao Brasil que a Argentina vá para o buraco.
Assunto de presidente O nome do novo presidente da Previ era para ter sido anunciado na terça-feira passada. O adiamento é fruto de uma briga de foice no governo para indicar o homem que vai comandar um caixa de 37 bilhões de reais. A disputa passa, claro, pelo PSDB e pelo PFL. A palavra final caberá a FHC.
União de gigantes Está se formando o que pode ser o primeiro concorrente de peso da Petrobras no setor de importação de combustível. Nos bastidores, a Shell vem coordenando um grupo de grandes distribuidoras (Esso, Texaco e Ipiranga) para trazer diesel do exterior. O Citi fica O Citibank desmente que vá deixar a Argentina. Admite, no entanto, que, quando a poeira da crise assentar, vai enxugar sua estrutura por lá. Um grande negócio Há três anos, a Petrobras entregou para a Odebrecht explorar 25% do campo petrolífero de Bijupirá/Salema, na Bacia de Campos outros 50% ficaram com a Interprise e o resto com a própria Petrobras. Agora, a Odebrecht acaba de vender sua parte para a Interprise por 130 milhões de dólares. Ou seja, recebeu de graça e passou adiante por essa dinheirama. É candidato, desde já, ao título de melhor negócio da década. Uma estatal no lucro Com racionamento e tudo, Furnas deve anunciar por estes dias um lucro de 1,1 bilhão de reais em 2001. O dobro do ano anterior.
Na ciranda política Troca de guarda no Tribunal Superior do Trabalho. O presidente do TST, Almir Pazzianotto, anuncia sua aposentadoria nesta semana. E cai nos braços da política. Na quinta-feira passada, por exemplo, confabulou longamente com José Sarney, na casa do ex-presidente.
Rio Sul devolve jatos para a Embraer A Embraer perderá um cliente de peso a partir do segundo semestre. A Rio Sul devolverá suas vinte aeronaves ERJ-145 e Brasília para a empresa não sobrará nenhuma para contar história. A companhia aérea renovará sua frota somente com modelos 747 da Boeing. O motivo é um só: a Rio Sul quer operar com aviões muito maiores que os atuais.
Os novos mecenas Atenção, produtores culturais, que sempre andam à procura de algum dinheirinho: a lei que obriga os fundos de pensão a pagar imposto de renda permite também que eles possam dar um baú de reais para o patrocínio de filmes, peças etc. Estima-se que 9 milhões de reais por ano entrarão nessa dança.
Passe
seu carro... A reputação de São Paulo no quesito segurança vai mesmo de mal a pior. Veja a que ponto chegou a paranóia: os organizadores da corrida de F 1 que se realizará no dia 31 exigiram a contratação de uma empresa a italiana GuardOne para fazer o rastreamento por satélite dos carros. Eles querem vigiar metro a metro o deslocamento das McLarens e Ferraris pelas ruas de São Paulo. O.k., a cidade é insegura, mas imaginar alguém roubando um carro de corrida em plena Avenida Paulista é um pouco demais.
Colaborou Marcelo Carneiro
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