Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 741 - 6 de março de 2002
Artes e Espetáculos Televisão
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos
  Gosford Park, de Robert Altman
Falcão Negro em Perigo, de Ridley Scott
Calouros se profissionalizam e fazem sucesso
O homem que perdeu 1 milhão de reais
O casal gay da novela das 7
A dança em O Clone
A falta de estilo na nova literatura brasileira

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Claudio Moura Castro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA on-line
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

"Perdemos tudo, Jair!"

O positivismo, quem diria, tirou 1 milhão
de reais de um professor aposentado

Ricardo Valladares

 

O homem-enciclopédia meditabundo

O homem-enciclopédia confiante

O homem-enciclopédia desolado: tropeço no último instante

Foi uma cena patética, daquelas que deixam o espectador sem saber se cai na risada ou derrama uma lágrima. Num instante, Jair Hermínio da Silva tinha nas mãos o prêmio máximo do programa Show do Milhão, apresentado por Silvio Santos. Bastava-lhe acertar uma questão simplicíssima – quantas letras contém o lema positivista inscrito na bandeira nacional. Vinte segundos depois, esgotado o tempo para que ele respondesse, o auditório vinha abaixo. O professor aposentado de 57 anos, que havia passado incólume por uma bateria de dezoito perguntas, muitas delas cabeludas, e recebera por isso o apelido de "homem-enciclopédia", se confundiu e errou. Em vez de "Ordem e Progresso", ele pensou em "Ordem ou Progresso". Em vez de quinze, contou dezesseis letras. Quando, com cara confiante, proferiu sua resposta, a primeira a reagir foi sua amiga Maria José de Camargo, a Zezé, que torcia por ele da platéia. "Perdemos tudo, Jair!", gritou ela. Como prêmio de consolação, o homem-enciclopédia levou 300 reais. Saiu, é claro, inconsolável.

Desde a estréia do Show do Milhão, em 1999, apenas outros seis concorrentes chegaram ao ponto a que Jair chegou. Na hora H, todos depararam com perguntas mais difíceis que a dele. Optaram por não responder e embolsaram 500.000 reais. O homem-enciclopédia acredita que foi a facilidade do desafio que acabou por traí-lo. "Era óbvio demais. Fiquei eufórico e me dei mal", conta. A psicoterapeuta Lídia Aratangy concorda. Segundo ela, seu lapso foi típico de quem passa por situações de tensão. "Basta a pessoa se sentir em segurança para relaxar e perder o foco", diz Lídia. "Os esportistas conhecem bem essa situação."


Zezé: a amiga levaria um terço da bolada

Jair inscreveu-se no programa por insistência de Zezé e de outra amiga, Ana Genedir Romanini – a Didi. Se ele vencesse, os três dividiriam o prêmio em partes iguais. Como aposentados, recebem de 1.800 a 2.000 reais por mês. Jair mora numa casa alugada em Guaxupé, no interior de Minas Gerais. Ensinou inglês e português por 36 anos e hoje ocupa o seu tempo com leituras variadas. Apesar do apelido de "homem-enciclopédia", ele só tem um livro desse tipo em casa. Adquiriu-o juntando os fascículos que vinham encartados num jornal. Jair é solteirão convicto. Diz que namorou pela última vez há trinta anos, por prezar demais sua liberdade. Com o prêmio do Show do Milhão, planejava dar uma volta ao mundo. "Eu adoro viajar", diz ele. A Zezé também, Jair...

   
canaldecompras
O que é canal de compras
CDs DVDs Vídeos
Saraiva.com.br
 
Livros
Saraiva.com.br
Livraria Nobel
 
Ingressos
Ingresso.com.br
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS