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Edição 1 741 - 6 de março de 2002
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Os bilionários ficaram
menos ricos

O Brasil tem oito bilionários na
nova lista da Forbes, que mostra
uma diminuição da fortuna no
topo da pirâmide social

Murilo Ramos

Epitacio Pessoa/AE
Frederic Jean
Renata C. Branco
Irmãos Safra (no alto): os mais ricos do Brasil. Antônio Ermírio (a esq.) caiu para o segundo lugar. Aloysio Faria é o terceiro


Veja também
A lista completa dos bilionários da Forbes (em inglês)

O Brasil, que já teve dez bilionários, um recorde nacional, no levantamento de 1996 da revista americana Forbes, emplacou oito na lista de 2002, divulgada na semana passada. Apenas um nome brasileiro novo, o de Lily Safra, herdeira de Edmond Safra, o banqueiro morto num incêndio em seu apartamento em Monte Carlo em 1999. Lily tem ações das lojas Ponto Frio, apartamentos em Londres, Paris, Nova York e Monte Carlo e ainda é apontada como uma das maiores colecionadoras mundiais de obras de arte e antiguidades. "Metade da fortuna de Edmond foi para a caridade, mas a parte que coube a Lily fez dela uma bilionária", escreveu a Forbes. Os irmãos de Edmond, Moise e Joseph Safra, passaram à frente de Antônio Ermírio de Moraes, que, mesmo tendo aumentado seu patrimônio em 100 milhões de dólares em 2001, caiu para o 103º lugar na lista da Forbes. Os irmãos Safra, com 4 bilhões de dólares de patrimônio, são os brasileiros mais bem colocados no ranking. Em 2001, a fortuna deles teve um aumento de 1,1 bilhão de dólares.


Os bilionários brasileiros mereceram também uma referência curiosa. A Forbes lista Roberto Marinho, 97 anos, dono da Rede Globo e 445º no ranking, como o bilionário mais velho da lista. O mais novo é o príncipe alemão Albert von Thurn und Taxis, de apenas 18 anos, que nada fez para juntar sua fortuna de 1,4 bilhão de dólares. Albert simplesmente nasceu em berço de ouro. É herdeiro da tradicional família alemã dona, entre outras coisas, de um império siderúrgico. Roberto Marinho foi também o bilionário brasileiro cuja riqueza mais encolheu nos últimos anos. De uma fortuna de 6,4 bilhões, segundo a Forbes, ele viu seu patrimônio bater em 1 bilhão de dólares. "Foi um ano duro para a Globo. O faturamento caiu 54% no primeiro semestre pela diminuição da procura dos anunciantes e pelas perdas com o portal de internet Globo.com", escreveu a Forbes sobre Roberto Marinho.

Antônio Ermírio e o banqueiro Aloysio Faria, que passou a freqüentar a lista das pessoas mais ricas do mundo depois de vender seu Banco Real em 1998, são os mais estáveis. A fortuna deles flutua pouco de ano para ano. A de Faria ficou exatamente a mesma, 2,8 bilhões de dólares, o que a Forbes interpretou como sinal de que suas investidas empresariais depois da venda do Banco Real, entre elas uma madeireira, hotéis, uma rede de lojas "faça você mesmo" e um banco de investimentos, ainda não decolaram.

O dono da rede de supermercados Pão de Açúcar, Abilio Diniz, e o banqueiro Júlio Bozano, que vendeu seu banco ao espanhol Santander no ano 2000, viram sua fortuna se reduzir em 500 milhões de dólares, segundo a avaliação da Forbes. Ambos perderam algumas posições no ranking. "Diniz herdou e fez crescer sua fortuna, produzindo um lucro de 166 milhões de dólares em 2000", afirmou a Forbes, que descreve Diniz como um "atleta obsessivo que corre, nada e levanta pesos durante várias horas por dia".

A versão 2002 da lista de homens e mulheres mais ricos do mundo que a revista publica anualmente tem um interesse especial. Nela está estampado um retrato do que foi a economia mundial no ano passado. Foi um ano recessivo que se arrastou até setembro, quando os atentados terroristas aos Estados Unidos praticamente aplicaram um freio na economia americana com reflexos pelo mundo. Resultado: a fortuna somada dos bilionários de 2002 ficou 190 bilhões de dólares menor que a de 2001. Apenas 497 pessoas preencheram o requisito básico para entrar no ranking, que é ter patrimônio igual ou maior que 1 bilhão de dólares. "Tivemos de cortar 83 tradicionais freqüentadores de nossa lista, que ficaram menos ricos em 2001", diz Luisa Kroll, uma das organizadoras do levantamento anual dos mais ricos do mundo. Foi um ano atípico, em que 249 dos bilionários listados viram sua fortuna diminuir no ano passado. A região que mais perdeu riqueza foi a Ásia. O bilionário asiático mais bem colocado no ranking, Li Ka-shing, o rei do plástico, ficou em 23º lugar, mesmo perdendo um quarto de sua fortuna. Quinze asiáticos deram adeus à lista.

No topo do ranking da revista americana, como nos últimos cinco anos, está Bill Gates, um dos fundadores da Microsoft. Ele perdeu quase 6 bilhões em 2001, mas sua riqueza pessoal de 52,8 bilhões de dólares não foi páreo para ninguém. O segundo colocado, Warren Buffett, o megainvestidor que só compra ações de empresas cujos produtos são descartáveis, como a Gillette e a Coca-Cola, tem 35 bilhões de dólares. Entre os novos bilionários aparece um italiano, Steno Marcegaglia, que começou a vida como dono de uma pequena metalúrgica e hoje possui um império que produz 400.000 toneladas de aço por ano. Surge também um israelense de 35 anos de idade chamado Gil Shwed, criador de um programa que protege redes de computadores de ataques de hackers e vírus. "A lista mostra que diminuiu o número de bilionários no mundo", diz Luisa Kroll. "Mas fica claro também que as pessoas continuam descobrindo novas maneiras de ficar ricas."

 
Fotos Luiz Claudio Ribeiro e divulgação



 
 
   
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