Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 741 - 6 de março de 2002
Geral Consumo
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
 

Nixon queria jogar uma bomba atômica no Vietnã
Executivos bebem vinho de 17.500 dólares e são demitidos
As supertatuagens crescem no corpo dos moderninhos
Invenção substitui alguns transplantes de córnea
Pílula do aborto fracassa no mercado americano
As agências matrimoniais na internet

A nova Ferrari Maranello está ainda melhor
A importância dos barcos na região
A primeira santa brasileira
Os exageros e os riscos das cirurgias plásticas

Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Claudio Moura Castro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA on-line
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

Um jantar de
63 000 dólares

Executivos de banco inglês
perdem o emprego depois de
abusar dos vinhos mais caros

 

Talvez tenha sido a garrafa do Château Petrus, safra 1947, que custou 17.500 dólares. O certo é que, depois de gastarem 63.000 dólares em bebidas finas num único jantar em um restaurante chique de Londres, seis executivos do Barclays, um dos maiores bancos ingleses, estão agora com uma tremenda ressaca. Ao tomar conhecimento da noitada ocorrida em julho, o Barclays demitiu cinco deles – o sexto foi perdoado por ser novo na casa. Eles haviam pago a conta do próprio bolso, mas o Barclays entendeu que a exorbitância seria péssima para a imagem de um banco que demitiu 40.000 empregados no ano passado, num programa de reestruturação com corte de gastos. Há quem diga que os executivos farristas só perderam o emprego por ter tentado recuperar parte da despesa com a apresentação de notas falsas a título de "despesa com clientes". No jantar em questão, no Petrus, um dos restaurantes mais caros de Londres, a comida foi apenas o coadjuvante. Os executivos, que comemoravam uma gorda comissão, tomaram cinco garrafas de vinhos de preço estratosférico. Três eram Château Petrus Pomerol, da região francesa de Bordeaux. O mais caro, da safra de 1947, custou 17.500 dólares. Os outros dois, de 1945 e 1946, saíram por 16.500 dólares e 13.400 dólares respectivamente. Tomaram também o vinho de sobremesa Château d'Yquem 1900 por 13.100 dólares e um branco de preço mais modesto, Le Montrachet 1982, pela bagatela de 2.100 dólares. O gerente do restaurante ficou tão encantado que não cobrou pela comida (560 dólares).

Vinhos como esses não costumam ser bebidos desse jeito. Em geral, são abertos em ambiente especial, para degustação entre peritos. É difícil mensurar a qualidade de um vinho. Os especialistas levam em conta a perfeição do aroma, a consistência e o envelhecimento. Já a diferença de preço está ligada a outros fatores. Um deles é a escassez. O Petrus é feito de uvas merlot cultivadas numa pequeníssima propriedade de 12 hectares. A produção não ultrapassa 5.000 garrafas por ano. Os restaurantes não costumam ter mais que umas poucas unidades em estoque. No Fasano, restaurante de São Paulo que está entre os mais luxuosos do Brasil, o vinho mais valioso já servido a um cliente saiu por 1.500 dólares. "Ninguém pede cinco garrafas desse preço de uma única vez", diz Rogério Fasano, dono do estabelecimento. "Acho que isso deve ser atribuído ao humor inglês."

   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS