Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 741 - 6 de março de 2002
Geral Medicina
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
 

Nixon queria jogar uma bomba atômica no Vietnã
Executivos bebem vinho de 17.500 dólares e são demitidos
As supertatuagens crescem no corpo dos moderninhos
Invenção substitui alguns transplantes de córnea
Pílula do aborto fracassa no mercado americano
As agências matrimoniais na internet

A nova Ferrari Maranello está ainda melhor
A importância dos barcos na região
A primeira santa brasileira
Os exageros e os riscos das cirurgias plásticas

Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Claudio Moura Castro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA on-line
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

Não vingou

Vendas da pílula do aborto
fracassam nos Estados Unidos



O RU486: apenas 6% dos médicos receitam o comprimido

Acostumada a colecionar sucessos estrondosos no lançamento de medicamentos, a indústria farmacêutica encontra-se agora às voltas com um intrigante caso de fracasso. Ele envolve a comercialização da pílula abortiva, vendida desde dezembro de 2000 nos Estados Unidos. Batizado com a sigla RU486, o remédio bloqueia a produção do hormônio progesterona. Sem esse hormônio, o embrião não se fixa na parede do útero e acaba sendo expelido pelo corpo. Quando o produto chegou ao mercado, os laboratórios responsáveis por sua fabricação anunciaram que ele seria a maior conquista feminina desde a invenção do comprimido anticoncepcional. As previsões otimistas, porém, não se confirmaram, apesar da eficácia comprovada do remédio. De acordo com uma pesquisa divulgada recentemente nos Estados Unidos, apenas 6% dos ginecologistas do país estão receitando a pílula abortiva.

Existem algumas razões para explicar o fracasso comercial do medicamento. Há quem evite o remédio por causa dos efeitos colaterais que ele provoca. Depois de ingerir as cinco cápsulas necessárias para a interrupção da gravidez, a mulher pode ter sangramentos durante um mês, acompanhados de náuseas, diarréia e cólicas fortíssimas. Muitos especialistas também evitam receitar a pílula por medo do poderoso lobby exercido pelos grupos conservadores de religiosos. Quando o medicamento foi liberado, esses ativistas chegaram a ameaçar de morte alguns ginecologistas favoráveis a sua utilização. Em pesquisas recentes, os laboratórios constataram ainda outro problema: o produto é pouco conhecido. Entre as americanas sexualmente ativas, apenas 14% já ouviram falar da pílula do aborto.

   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS