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Parabéns,
VEJA, por mostrar que vestibular hoje não é só decoreba,
mas conhecimentos gerais e visão crítica do mundo ("Por
que eles foram os primeiros", 27 de fevereiro). Quem lê com certeza
sobressairá em qualquer teste seletivo. Leitura é cultura! O sucesso
desses jovens brasileiros mostra que família estruturada, seriedade
e objetividade são os caminhos para um futuro vitorioso. A família
pode propiciar o máximo e a escola pode ser a melhor, mas, se o
aluno não mantiver disciplina e determinação, de
nada adiantará. A família sempre foi o maior suporte de
sustentação do ser humano, assim como a escola continua
sendo a norteadora de futuros profissionais e empreendedores. Mas o ser
humano em sua individualidade continua a ser detentor do próprio
destino. Lucas Mendes
é fruto de uma árvore sadia. "O que se planta se colhe".
Parabéns aos pais, Telma e Maurício. Tenho 18
anos e faço faculdade de comércio exterior na UEMS. Morei
em Goiatuba e fui colega do Lucas, estudávamos na mesma escola.
Conheço sua família, e creio ainda não ter visto
educação de melhor qualidade: a que ele recebeu em casa.
Nossa escola era boa, um exemplo, mas acredito, mais que tudo, no esforço
pessoal e na família. "Provado
e aprovado" é o que podemos dizer sobre os conselhos para passar
nos melhores vestibulares. Nossa filha, com 16 anos, garantiu vaga em
cinco universidades: duas federais (UFSCar e UFSC, 1º lugar em engenharia
de produção elétrica), duas estaduais (UEL, 2º
lugar em administração; UEPG, 1º lugar em engenharia
de alimentos ambos em julho de 2001, antes de completar o 3º
ano do ensino médio) e uma particular (PUC-Curitiba, 2º lugar
em engenharia de produção). Gostaríamos de destacar
o conselho número 2: "Leia livros, revistas...", pois nossa assinatura
de VEJA deu-se graças à sugestão do professor de
redação. Ao viajar para prestar os vestibulares, nossa filha
Miriana sempre levou a última edição da revista.
Obrigada, vocês estão informando e formando nossos jovens.
VEJA está
de parabéns pela excelente entrevista com o candidato José
Serra (Amarelas, 27 de fevereiro). Finalmente surgiu um candidato sério,
com plano de metas, planejamento, raciocínio lógico a respeito
dos problemas brasileiros. Pode não ter carisma junto à
população, mas sem dúvida alguma é o melhor
candidato, com muito mais preparo que os outros. Que diferença
dos outros candidatos! Serra é homem correto, com os pés
no chão. Não votar nele seria uma grande temeridade. Se carisma
e simpatia ganhassem eleição, teríamos um apresentador
de televisão (Silvio Santos) no Planalto. Precisamos de um candidato
sério, que nos represente e dê continuidade ao programa de
governo FHC. Sem inflação e lutando contra a corrupção.
Parabenizo
VEJA pela brilhante reportagem "O fantasma do Maranhão" (27 de
fevereiro). Em poucas palavras conseguiu dizer tudo. Há dezoito
anos convivo com a situação deplorável deste Estado.
Ao chegar aqui, logo de cara estranhei que quase não se percebe
a classe média, são todos pobres e uns poucos, muito poucos,
ricos. São quarenta anos de hegemonia Sarney e não avançamos
quase nada, considerando os números nacionais. Belíssima
a reportagem "O fantasma do Maranhão". Ainda bem que temos jornalistas
com a categoria do senhor Maurício Lima. Cumprimento-o por sua
independência e investigação.
Simplesmente
maravilhoso o artigo de Luiz Felipe de Alencastro ("Os negros e a política
de cotas", 27 de fevereiro). Ele nos mostrou quanto é importante
a política de cotas, que tantas críticas vem recebendo de
alguns setores da sociedade. Sua exposição dos fatos históricos
que marcaram a adoção dessas políticas em países
com maior apreço pela eqüidade das raças nos mostra
que temos pessoas realmente preocupadas com a verdadeira igualdade entre
os homens. A não-discriminação
racial é mandamento constitucional, não podendo o Estado
nem o cidadão praticar a positiva em relação a uns
e a negativa em relação a outros. O Ponto de vista "Os negros
e a política de cotas" bem descreve portarias ministeriais que
agridem, pelo menos, os incisos II (cidadania) e III (dignidade da pessoa
humana) do Artigo 1º, além dos artigos 5º (igualdade
de todos perante a lei), 7º, XXX (proibição de critério
de admissão em emprego por motivo de sexo e cor), Artigo 19, III
(impossibilidade de o Estado criar distinções entre brasileiros
ou preferências entre si). A Lei Estadual nº 3708/2001-RJ,
ao fixar cota mínima de 40% das vagas destinadas aos negros nas
universidades estaduais do Rio de Janeiro, contrariou ainda mais os artigos
206, I (igualdade de condições para o acesso à escola),
e 208, V (garantia de acesso à universidade com base exclusiva
na capacidade do candidato).
Vício
nenhum será vencido no âmbito de uma sociedade. A questão
é individual e depende da consciência de cada pessoa sobre
o valor de seu corpo e da intensidade de seu amor-próprio ("O vício
resiste a tudo", 27 de fevereiro).
Mais uma
vez Roberto Pompeu de Toledo me fascinou com sua forma equilibrada de
misturar as palavras, transformando-as num texto agradável de ser
lido e apreciado ("Saudade do televizinho", Ensaio, 27 de fevereiro).
Suas palavras são a constatação do óbvio,
que ninguém quer enxergar. Principalmente os pais, que procuram
incansavelmente por uma receita mágica que lhes possibilite substituir
a atenção dos filhos (leia-se família toda) à
televisão. A questão agora não é procurar
uma receita mágica. Resta o velho bom senso. Cada família
tem de estar consciente da importância da televisão em nossa
vida e criar hábitos que permitam uma convivência harmoniosa
sem a necessidade de regras e normas que nunca satisfazem a maioria. É
difícil e muito subjetivo, mas ninguém disse que era fácil.
É só mais um desafio ao próprio ser que criou a situação.
Gostaria
de comentar a "overdose" de Big Brother Brasil a que a Rede Globo
tem submetido os telespectadores. Além do programa em si ser de
péssimo gosto (aqui me refiro à idéia original do
reality show), chega a ser deprimente a luta desesperada da emissora
pela audiência. Sinto um processo de idiotização do
povo em andamento e me pergunto: onde vamos parar? ("A guerrilha contra
a líder", 27 de fevereiro).
Jamais afirmei
que "o PT já era um partido de centro-esquerda" (Veja essa, 27
de fevereiro). O que declarei e reafirmo é que o PT, desde 1995,
vem propondo e fazendo alianças de centro, com base em um programa
de centro-esquerda.
Citado na
reportagem "O escândalo não está nas algemas" (27
de fevereiro), gostaria de prestar a seguinte informação:
a Ordem dos Advogados do Brasil é a única entidade da sociedade
civil a manter comissões de defesa dos direitos humanos em suas
27 seccionais, cobrindo todo o território brasileiro. Por intermédio
dessas comissões, a OAB presta assistência jurídica
gratuita a milhares de homens, mulheres e crianças vítimas
da violência, do preconceito e da intolerância. Infelizmente,
não foi para falar deles que fui procurado pela imprensa, mas sim
do ex-senador Jader Barbalho. Sendo assim, manifestei o que penso do instituto
da prisão preventiva, e em nenhum momento a entidade que presido
emitiu nota oficial a respeito. Ao contrário, estamos roucos de
denunciar, em notas e pronunciamentos públicos, os desmandos dos
mais poderosos sobre os ernanis e marias que diariamente são algemados
e espancados nas delegacias. Mesmo assim, continuaremos a fazê-lo,
pois acreditamos que um dia seremos ouvidos. E publicados. A frase a
mim imputada não se refere de modo algum ao meu entendimento sobre
a prisão preventiva ou qualquer outra forma de prisão. Foi
esclarecido ao repórter que a origem histórica da prisão
se fundamentou naquela de há muito superada concepção
religiosa de "crime = pecado". Meu entendimento e o do Instituto Brasileiro
de Ciências Criminais, do qual sou diretor, conforme os mais atuais
estudos criminológicos, apontam em sentido exatamente oposto. A
prisão deve ocorrer somente em casos extremos, nos quais a liberdade
do acusado ou condenado coloca em risco ou traz comprovado perigo ao convívio
social.
Como leitor
assíduo da coluna de Diogo Mainardi e admirador de seu texto conciso,
tomo a liberdade de discordar e repelir, com veemência, referências
injustas à "cafajestice" de quem se filia ao PPB. Em seu artigo
"Fora, Romário" (27 de fevereiro), ele foi no mínimo infeliz
ao reclamar que o atleta teria demonstrado, "mais uma vez, que sua cafajestice
não é só de fachada, ao se filiar ao PPB". Meu partido,
o PPB, conta sim com homens que procuram honrar a desacreditada vida pública.
Luana Piovani
não foi madrinha de bateria do Salgueiro. Ela foi passista. O Salgueiro
não tem madrinha de bateria (Gente, 20 de fevereiro).
CORREÇÕES:
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