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Edição 2046

6 de fevereiro de 2008
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Cartas

"Quanto tempo ainda levará para que a
sociedade perceba que toda essa podridão
é o grande obstáculo ao desenvolvimento
do país?"

Eduardo Ledoux Gava
Joinville, SC

Escândalo dos Correios

VEJA nos brinda com um panorama histórico do processo de denúncias envolvendo o governo e sua turma. Feliz a colocação de Policarpo Júnior em "Autópsia da corrupção" (30 de janeiro) ao mostrar que a meta dos políticos é alcançar poder e dinheiro. É bom lembrar, até mesmo como forma de não perdermos a esperança, que "essas atitudes podem levar à conquista de um império, mas não à glória!", nas sábias palavras de Maquiavel (O Príncipe).
Clóvis Mario de Oliveira
Belo Horizonte, MG

Estarrecedor. Inacreditável. É realmente sinistro o relatório da Polícia Federal. O que nós, eleitores, que pagamos impostos (e muito), podemos ou devemos fazer? Vamos mais uma vez ficar de braços cruzados e esperar, como sempre, o "final feliz" para esses ladrões? É preciso que alguém tenha, urgentemente, uma boa idéia para darmos o troco.
Iracema Silva Macedo
Brasília, DF

Quase todos sabem que os "preparativos" para a corrupção, na maioria dos casos, se iniciam na época do financiamento das campanhas eleitorais (com regras e valores definidos pelos parlamentares) e continuam no desvio sorrateiro de grande parte dos orçamentos das instituições públicas, que alimenta, além dos partidos, os políticos, os lobistas e os financiadores. Como é fácil roubar o dinheiro do povo neste país.
Fernando Sielski
Curitiba, PR

A reportagem mostrou como o uso ilegal – por parte de governantes, funcionários públicos e agentes privados – do poder político e financeiro de organismos ou agências governamentais com o objetivo de transferir renda pública tornou-se comum na política brasileira. O fisiologismo político não pode ser usado de maneira cínica para abastecer campanhas políticas.
Géssica Lafetá Rabelo
Montes Claros, MG

Infelizmente, com as PúsTulas incomPeTentes instaladas em Brasília, chegamos realmente ao fundo do poço quanto à ética, à moral e aos princípios elementares da educação no serviço público. Por muito menos outro presidente e sua patota caíram. Quem sabe ainda neste ano aconteça um puxão na cortina desse palco de pesadelos que enlameia a história brasileira.
Maria Elizabeth Fleury Teixeira
Goiânia, GO

Parabéns pela excelente reportagem de Policarpo Jr., que mostra o enorme ralo existente em nossos 35 ministérios e 52 estatais, por onde escoam os bilhões pagos pelo nosso povo que deveriam ser destinados à segurança pública, à construção de escolas, hospitais, centros de pesquisa, estradas, ferrovias, portos e aeroportos, à energia, ao tratamento de água e ao saneamento, ou seja, a todos os serviços públicos que dariam qualidade de vida aos brasileiros e nos transformariam em um país de Primeiro Mundo.
Maria Elisa Salles
Por e-mail

Fiquei surpresa com a clareza e a objetividade da matéria, que resume e retrata muito bem esse nosso flagelo. É repugnante assistirmos no telejornal à negociação descarada dos cargos públicos como se eles tivessem dono e estivessem à venda. A troca dos favores é declarada e banalizada sem nenhum respeito ao povo, que participa apenas como espectador dessas negociações interessantes aos partidos e aos próprios parlamentares.
Lina C. de Góes Nakano
Maringá, PR

 

Governo

Excelente a reportagem "Hora de escancarar a porteira" (30 de janeiro). O PT, com um discurso eloqüente, pensou que se manteria no auge. Porém, ele caiu em sua própria armadilha ao ceder maior espaço, ironicamente, à chamada base aliada e fechar os olhos para a ética. Com isso, só fez demonstrar, mais uma vez, sua incapacidade de governança.
Carla Geralda Leite
Belo Horizonte, MG

É muito triste ver o PT e o PMDB numa briga de foice por cargos no governo Lula. Ninguém se preocupa com o país, e sim com seus interesses pessoais e os de sua corriola. Isso representa o que existe de mais sujo e nojento na política brasileira.
Eliana Oda
São Paulo, SP

Não há mais nada para denunciar. É um manual de falcatruas, como nos mostra VEJA. Tenho vergonha de ser ex-militante do PT. Ao ler a reportagem, eu me senti roubada mais uma vez. Será que ainda vem mais? Lula conseguiu acabar com a única coisa que ainda movia os brasileiros: a esperança!
Marcia Fonseca
Belo Horizonte, MG

 

Roberto Teixeira

Parabéns pela ótima reportagem "O incorporador imobiliário" (30 de janeiro), que demonstra com clareza a manobra feita pelo compadre de Lula para incorporar bens. Acho que mais escandalosa que a manobra do advogado Roberto Teixeira é a detecção clara de uma prova material de transferência direta de capital dele para o presidente Lula. Trata-se da demonstração de relação de beneficiamento pelo capital privado de um homem que ocupa cargo público. Se isso não é crime, o que é? Por que castigar o Marinho por aceitar propina?
Sérgio Magnavita Sabino
Belo Horizonte, MG

O caso doutor Roberto Teixeira mostra, e bem, como figuras singulares do PT, ao longo da história do partido, acumularam patrimônio que faz banqueiros ficar atônitos!
Edivelton Tadeu Mendes
São Paulo, SP

 

Bruno Chateaubriand

Magnífica a entrevista com o carioca Bruno Chateaubriand (Amarelas, 30 de janeiro). Sem rodeios, com muita dignidade e coragem, expôs a realidade do que é ser gay e toda a hipocrisia com que se tem de conviver. Pessoas desse naipe são indispensáveis para o país que queremos ser. Que possamos – toda a sociedade – optar por um país mais igualitário, justo e solidário. Parabéns a Bruno e a VEJA.
Bruno Chausson
Belo Horizonte, MG

Li a entrevista do meu querido amigo Bruno e amei. No dia 15 de dezembro de 2007, eu me casei no Copacabana Palace, com direito a cerimônia religiosa, tudo conforme manda o figurino. Amo André e Bruno, conheço-os há quinze anos. Pensei: vou convidá-los para ser padrinhos do meu casamento, juntos. Eles toparam na hora. Acho que chega de hipocrisia, até o padre concordou. Foi tudo muito discreto, claro, mas eles entraram juntinhos, e todos acharam lindo! Chamar duas amigas para entrar de braços dados com os meninos seria um grande preconceito.
Andrea Mendonça
Rio de Janeiro, RJ

Sou fundadora da Associação Brasileira de Pais e Mães de Homossexuais e falo em nome da nossa ONG para dar parabéns ao Bruno pela entrevista. Além da ajuda mútua entre pais e mães no ainda difícil processo de aceitação de seus filhos homossexuais, desenvolvemos um trabalho com os jovens que não tiveram tanta sorte quanto Bruno, pois, independentemente de seu nível social, eles não são bem-aceitos pela família nem por ninguém.
Edith Modesto
GPH – Associação Brasileira de Pais e Mães de Homossexuais
São Paulo, SP

Como alguém que é homossexual assumido, exilado no exterior há alguns anos e decidido a nunca mais voltar a viver no Brasil, gostaria de comentar a entrevista. O Brasil é um dos países mais injustos do mundo com a maioria pobre, e nesse caso nem é preciso ser gay para sofrer e ser discriminado. A própria entrevista de Bruno Chateaubriand reforça o poder dos ricos, já que ele é mais um socialite e a revista VEJA jamais entrevistaria um gay pobre.
Francisco Tomé de Castro
Amsterdã, Holanda

Ao ler a entrevista, imaginei quantas meninas e meninos de 30 anos não conseguem se encontrar e viver a vida em toda a sua plenitude. Com certeza, Bruno enfrentou dificuldades e soube fazer do limão uma limonada. Ele inspira não só os homossexuais, para que se assumam, como as famílias, para que os entendam e aceitem como iguais, com todas as suas diferenças.
Danielle Padilla
Laguna Beach, Califórnia, EUA

Não sou homossexual, moro com meu marido na Grécia, acompanho a revista pela internet e admito que a imagem de Bruno Chateaubriand sempre foi ligada a luxo e festas. Agora, da próxima vez que esbarrar com uma foto sua, vou pensar diferente. Pelas suas respostas e por sua segurança ao tratar do ainda delicado assunto homossexualidade, encontrei um Bruno diferente do das imagens. Primeiro, eu não sabia que ele havia sido ginasta. Segundo, concluí que se trata de um homem consciente e feliz, que fala do assunto com seriedade. Parabéns, Bruno.
Ana Carolina Terzoudis
Drama, Grécia

Confesso que fiquei surpreso ao ler a entrevista com Bruno Chateaubriand, publicada na última edição de VEJA. Acostumado a vê-lo nas páginas festivas da revista Caras, surpreendi-me com sua clareza de pensamento e com sua inteligência. Concordo quando ele diz que os desfiles e paradas gay de nada servem para beneficiar a imagem dos homossexuais, e digo mais: esses eventos, com ares de superprodução, são úteis apenas a seus organizadores e patrocinadores.
Anderson Antunes da Silva
Dublin, Irlanda

Realmente ser gay não é opção, assumir é. Com essa atitude Bruno contribuirá para que muitas pessoas se assumam e sejam felizes. Com relação aos seus comentários sobre as paradas gay, que apresentam homossexuais como seres "exibicionistas, caricatos", vejo um certo exagero. Em 2007, o Brasil foi o segundo país em número de paradas, com 177, só perdendo para os Estados Unidos. As paradas, juntamente com as organizações de defesa dos direitos GLBT, contribuíram para a conquista do Programa Brasil sem Homofobia, assim como para a formação da Frente Parlamentar pela Cidadania GLBT, hoje com 226 membros. Também conquistamos a convocação da I Conferência Nacional GLBT, que em maio reunirá 700 pessoas da sociedade civil e do governo para discutir nossas especificidades e definir políticas públicas. A visibilidade massiva é fundamental na conquista da cidadania plena para a comunidade GLBT.
Toni Reis
Presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT)
Curitiba, PR

Coragem, sensibilidade, lucidez. Essas são apenas algumas das qualidades manifestadas por Bruno Chateaubriand em entrevista às páginas amarelas. Mudei minha concepção a respeito desse rapaz: alguém que eu considerava fútil agora vejo com olhos de admiração.
Sílvia Abrahão
João Pessoa, PB

A entrevista de Bruno Chateaubriand Diniz Weissmann revela que a crueldade da homofobia atinge tanto gays pobres quanto ricos, causando sofrimento e privações que poderiam ser evitadas se todos respeitássemos a liberdade alheia.
Luiz Mott
Salvador, BA

 

Big Brother Brasil 8

Como pai do Marcelo, que está no BBB 8, jamais poderia omitir meu pensamento a respeito da matéria "O enigma do urso" (30 de janeiro), que questiona a orientação sexual dele e sua honestidade no jogo. O autor expressa a opinião de alguém que não o conhece, não acredita na sua audácia de se mostrar transparente e não acompanha o cotidiano da casa. Foi somente em 1993 que a Organização Mundial de Saúde deixou de considerar a homossexualidade como uma doença. A partir daí não restou dúvida à ciência de que ela não é uma opção, e sim uma orientação sexual. Esperava-se que desde então os homossexuais fossem mais respeitados, fato não constatado na realidade em que vivemos. Nós, familiares e amigos, vivenciamos o sofrimento passado pelo Marcelo no decorrer da sua vida diante do preconceito. Sua trajetória não é muito diferente da vivida por Bruno Chateaubriand, entrevistado nas páginas amarelas. Quem realmente acompanha o BBB já percebeu a sinceridade do meu filho. Estou feliz por vê-lo concretizar um antigo sonho e vivenciar, no programa, os valores por nós cultivados.
Neylson Eustáquio Arantes
Uberaba, MG

Não preciso ser psiquiatra para diagnosticar que o candidato que se declarou homossexual, Marcelo, é um grande charlatão. Ao perceber que não tem competência para conquistar as "gatinhas" da casa como os outros candidatos másculos e gostosos do BBB 8, achou que, declarando-se gay, ou seja, ficando sempre em cima do muro, cairia nas graças dos concorrentes e do público. Como diz o ditado, "macaco que não consegue pegar a banana diz que ela está verde". 
Raquel Jeber Campos
Belo Horizonte, MG

Soa no mínimo estranho que uma revista como VEJA, que se diz tão preocupada com a educação de nosso povo e a prosperidade do país, gaste uma página com as intrigas e os fuxicos desse fútil programa chamado Big Brother. Um punhado de bárbaros em busca de fama fácil, abastecidos com litros de álcool por uma emissora que visa somente ao lucro, definitivamente não deveria merecer destaque em uma revista de circulação nacional.
Flávio Silveira
Novo Hamburgo, RS

 

Reinaldo Azevedo

Até que enfim! Há tempos eu esperava que alguém tivesse a ousadia de falar abertamente do Foro de São Paulo, quebrando a cortina de silêncio estabelecida há anos sobre o assunto ("O Foro de São Paulo não é uma fantasia", Artigo, 30 de janeiro). Trata-se da maior ameaça à democracia na América Latina nos últimos quarenta anos, uma organização revolucionária criada por Lula e pelo tirano Fidel Castro, com a participação das Farc, para "restaurar no continente o que se perdeu no Leste Europeu" (ou seja, o comunismo). Depois disso, será que alguém na esquerda ainda vai ter a cara-de-pau de negar que o tal Foro existe e que o governo Lula e os narcoterroristas das Farc são parceiros? Parabéns ao Reinaldo Azevedo pela coragem!
Gustavo Henrique Marques Bezerra
Brasília, DF

Meus cumprimentos ao Reinaldo Azevedo por seu artigo sobre o Foro de São Paulo e a VEJA por publicá-lo. Mostrar a íntima ligação do PT com organizações terroristas como as Farc e o ELN, entre outras, e com os partidos comunistas da América do Sul apenas revela o verdadeiro espírito do partido: totalitário.
Osmar José de Barros Ribeiro
Maringá, PR

Graças ao didatismo competente de Reinaldo Azevedo, posso, enfim, compreender por que Lula não critica os meios torpes de Hugo Chávez, por que o dinheiro público investido na Petrobras foi cedido ao governo de Evo Morales, por que o governo de Lula não atua em prol da libertação de todos os seqüestrados pelas Farc. Tudo isso já estava combinado antes, nas reuniões do Foro de São Paulo. Parabéns ao colunista e à revista por trazerem elementos preciosos à compreensão da política latino-americana atual.
Amanda Peixoto
Vitória, ES

 

Diogo Mainardi

Humano, comovente e maravilhoso o artigo de Diogo Mainardi. Faço ao amoroso pai e brilhante jornalista uma sugestão: vá até o Monte Sinai – onde o Criador de todos nós operou milagres – e, depois, dê uma esticada à Terra Santa, onde o Senhor também costuma "fazer das suas" ("359 passos ao redor do mundo", 30 de janeiro).
Nelson Coslovsky
Presidente Prudente, SP

Mainardi, seja exemplo para muitos pais de lindas crianças especiais, como os que assisto na Associação de Amigos do Autista (AMA), os quais ajudo a querer viver mais pelos seus filhos e pela esperança de sua saída do vazio.
Evilásio Cardoso,
psicanalista
Salvador, BA

 

Gustavo Ioschpe

Meus parabéns pelo seu artigo "Educação de quem? Para quem?" (16 de janeiro). Gostei muito do conteúdo e da profundidade, suas reflexões contribuem para um debate aberto sobre temas decisivos para a evolução da educação no nosso país.
Jorge Gerdau Johannpeter
Por e-mail

 

Álcool e direção

Dar parabéns pela reportagem "O perigo são os beberrões" (30 de janeiro) é o mínimo que podemos fazer. Temos de dar um basta a tanta violência. O motorista que teima em dirigir sob o efeito do álcool deve, sim, ser punido de forma rigorosa, de preferência como um criminoso que se utiliza de um revólver e atira à queima-roupa, pois o seu desejo é matar.
Antonio Luiz Pimentel
Salvador, BA

 

Roberto Teixeira 2

A reportagem "O incorporador imobiliário" (30 de janeiro) é um exercício de criatividade, crueldade e um exemplo de como um conjunto de fatos pode ser retirado do seu contexto para criar uma versão distorcida da vida real. A "história" publicada já havia sido montada pela revista em evidente conluio com o acusador. Não por acaso, os jornalistas, ao procurarem esta vítima, evitaram fazer perguntas sobre o eixo central da reportagem. A revista também omitiu os diversos boletins de ocorrências policiais e os processos existentes contra o acusador – o que evidenciaria a sua "credibilidade". Este advogado tem o legítimo direito de convencionar e receber honorários pelas causas que patrocina, da mesma forma que cabe à revista estipular o preço cobrado dos seus leitores e anunciantes. Este advogado ou os membros de sua família jamais foram acusados pelos órgãos competentes de se apropriar indevidamente de bens de terceiros e muito menos praticaram atos dessa natureza. Estivesse a revista efetivamente interessada na apuração da verdade, teria constatado que o real acusado pela prática de ilícitos relacionados à falência objeto da reportagem foi a "fonte".
Roberto Teixeira
São Paulo, SP

Sou irmão e vítima dos destemperos do senhor Arnaldo Aparecido de Carvalho, razão pela qual não posso concordar com o teor da reportagem, especialmente em relação à imagem que esse senhor tentou transmitir aos leitores. O insucesso pessoal e profissional de Arnaldo tornou-o uma pessoa rancorosa, cujo único objetivo é agredir pessoas de nossa família ou, ainda, aqueles que mantêm ou mantiveram qualquer relação conosco. O doutor Roberto Teixeira – que chegou a defender em juízo, de forma exemplar, por quase uma década, as mais diversas ações de assuntos de interesse da nossa família – não merece ter a sua honra atacada, até porque as acusações feitas por Arnaldo não são dignas de credibilidade.
Cassiano Tadeu de Carvalho
São Paulo, SP

Na qualidade de ex-colaborador da família Carvalho, esclareço, para a compreensão dos fatos, que é prática comum construtoras receberem terrenos que, com as obras prontas, são pagos com parte dos imóveis construídos. Se, por um revés, os projetos não prosperaram, os terrenos podem ser transferidos para outras construtoras, mantendo-se as obrigações pactuadas com o seu verdadeiro proprietário, podendo ser restituídos ao mesmo. A construtora nada perde, porque nada pagou. Durante anos, nossas empresas foram atendidas pelo doutor Roberto Teixeira. Jamais houve da parte dele um só ato que não fosse pautado pela correção, pela ética e pelo profissionalismo. O mesmo não se pode dizer do senhor Arnaldo Aparecido de Carvalho. Ele reivindica imóvel que jamais foi de sua propriedade.
Carlos Alberto Bezerra de Souza
São Paulo, SP


CORREÇÃO:
a foto da atriz Débora Falabella publicada na seção Veja essa (30 de janeiro) é do fotógrafo Sacha.

 

Dirigir embriagado é crime

O leitor Caio Paschoal, de Brasília, e o promotor de Justiça Criminal Salvador Francisco de Souza Freitas, de São Paulo, comentam um detalhe do quadro "Punir para evitar mortes", da reportagem "O perigo são os beberrões" (30 de janeiro): "A revista diz que dirigir embriagado no Brasil é apenas infração administrativa. Cabe fazer um reparo: é crime, previsto no artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/97). As penas são de seis meses a três anos de detenção, multa e suspensão ou proibição de obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor", diz Souza Freitas. "Qualquer cidadão poderá – e as autoridades policiais e seus agentes deverão – prender quem quer que esteja dirigindo embriagado (art. 301 do Código de Processo Penal). Para a lei brasileira não é preciso que o indivíduo esteja em manifesto estado de embriaguez, basta que esteja apenas dirigindo sob a influência de álcool ou de substância de efeitos análogos, a partir da seguinte medida de álcool no sangue: 0,6 grama por litro."



Não é desperdício

Abriu-se a reportagem "Cai do céu, mas pode faltar" (30 de janeiro) com uma fotografia de página inteira de uma vila japonesa onde hidrantes borrifavam água sobre o telhado das casas. A legenda dizia que aquela ação visava a "amenizar o calor", num exemplo "generoso" do uso da água, um recurso precioso que pode nos faltar no futuro. O leitor Roberto Endo, de São Paulo, escreveu para comentar: "Antes que o povo japonês (do qual eu descendo) seja acusado de desperdício de água, devo dizer que a foto ilustra um treinamento de incêndio realizado anualmente no país em 1º de setembro (dia oficial de prevenção de tragédias naturais – data em que ocorreu o grande terremoto de Kansai, em 1923)". A leitora Hanako Tsujimoto corrobora o que disse Endo: "Naquela vila japonesa, que se chama Shirakawa, um dos patrimônios da humanidade (Unesco), existem casas centenárias feitas de estrutura de madeira e teto de palha. A foto mostra o teste periódico de dispositivos que formam cortinas de água para impedir que um eventual incêndio se alastre para outras casas. A coloração das árvores da foto indica o fim do outono, quando a temperatura máxima na região chega a 15 graus". Sergio Ujiyo completa: "A água que VEJA afirma servir para amenizar o calor na verdade é para combater um eventual incêndio, pois caso isso ocorra ele se propagará com grande rapidez". Outras imagens do sistema de prevenção de incêndios como o da foto publicada por VEJA podem ser vistas no site http://www12.ocn.ne.jp/~miyama-m/hozon.html, indicado por Roberto Endo.




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