|
Cartas
Escândalo dos Correios VEJA nos brinda com um panorama
histórico do processo de denúncias envolvendo
o governo e sua turma. Feliz a colocação de Policarpo
Júnior em "Autópsia da corrupção"
(30 de janeiro) ao mostrar que a meta dos políticos é
alcançar poder e dinheiro. É bom lembrar, até
mesmo como forma de não perdermos a esperança,
que "essas atitudes podem levar à conquista de um
império, mas não à glória!",
nas sábias palavras de Maquiavel (O Príncipe). Estarrecedor. Inacreditável.
É realmente sinistro o relatório da Polícia
Federal. O que nós, eleitores, que pagamos impostos (e
muito), podemos ou devemos fazer? Vamos mais uma vez ficar de
braços cruzados e esperar, como sempre, o "final
feliz" para esses ladrões? É preciso que
alguém tenha, urgentemente, uma boa idéia para
darmos o troco. Quase todos sabem
que os "preparativos" para a corrupção,
na maioria dos casos, se iniciam na época do financiamento
das campanhas eleitorais (com regras e valores definidos pelos
parlamentares) e continuam no desvio sorrateiro de grande parte
dos orçamentos das instituições públicas,
que alimenta, além dos partidos, os políticos,
os lobistas e os financiadores. Como é fácil roubar
o dinheiro do povo neste país. A reportagem mostrou
como o uso ilegal por parte de governantes, funcionários
públicos e agentes privados do poder político
e financeiro de organismos ou agências governamentais
com o objetivo de transferir renda pública tornou-se
comum na política brasileira. O fisiologismo político
não pode ser usado de maneira cínica para abastecer
campanhas políticas. Infelizmente, com
as PúsTulas incomPeTentes instaladas em Brasília,
chegamos realmente ao fundo do poço quanto à ética,
à moral e aos princípios elementares da educação
no serviço público. Por muito menos outro presidente
e sua patota caíram. Quem sabe ainda neste ano aconteça
um puxão na cortina desse palco de pesadelos que enlameia
a história brasileira. Parabéns pela
excelente reportagem de Policarpo Jr., que mostra o enorme ralo
existente em nossos 35 ministérios e 52 estatais, por
onde escoam os bilhões pagos pelo nosso povo que deveriam
ser destinados à segurança pública, à
construção de escolas, hospitais, centros de pesquisa,
estradas, ferrovias, portos e aeroportos, à energia,
ao tratamento de água e ao saneamento, ou seja, a todos
os serviços públicos que dariam qualidade de vida
aos brasileiros e nos transformariam em um país de Primeiro
Mundo. Fiquei surpresa com
a clareza e a objetividade da matéria, que resume e retrata
muito bem esse nosso flagelo. É repugnante assistirmos
no telejornal à negociação descarada dos
cargos públicos como se eles tivessem dono e estivessem
à venda. A troca dos favores é declarada e banalizada
sem nenhum respeito ao povo, que participa apenas como espectador
dessas negociações interessantes aos partidos
e aos próprios parlamentares.
Governo Excelente a reportagem
"Hora de escancarar a porteira" (30 de janeiro). O
PT, com um discurso eloqüente, pensou que se manteria no
auge. Porém, ele caiu em sua própria armadilha
ao ceder maior espaço, ironicamente, à chamada
base aliada e fechar os olhos para a ética. Com isso,
só fez demonstrar, mais uma vez, sua incapacidade de
governança. É muito triste
ver o PT e o PMDB numa briga de foice por cargos no governo
Lula. Ninguém se preocupa com o país, e sim com
seus interesses pessoais e os de sua corriola. Isso representa
o que existe de mais sujo e nojento na política brasileira. Não há
mais nada para denunciar. É um manual de falcatruas,
como nos mostra VEJA. Tenho vergonha de ser ex-militante do
PT. Ao ler a reportagem, eu me senti roubada mais uma vez. Será
que ainda vem mais? Lula conseguiu acabar com a única
coisa que ainda movia os brasileiros: a esperança!
Roberto Teixeira Parabéns pela
ótima reportagem "O incorporador imobiliário"
(30 de janeiro), que demonstra com clareza a manobra feita pelo
compadre de Lula para incorporar bens. Acho que mais escandalosa
que a manobra do advogado Roberto Teixeira é a detecção
clara de uma prova material de transferência direta de
capital dele para o presidente Lula. Trata-se da demonstração
de relação de beneficiamento pelo capital privado
de um homem que ocupa cargo público. Se isso não
é crime, o que é? Por que castigar o Marinho por
aceitar propina? O caso doutor Roberto
Teixeira mostra, e bem, como figuras singulares do PT, ao longo
da história do partido, acumularam patrimônio que
faz banqueiros ficar atônitos!
Bruno Chateaubriand Magnífica a
entrevista com o carioca Bruno Chateaubriand (Amarelas, 30 de
janeiro). Sem rodeios, com muita dignidade e coragem, expôs
a realidade do que é ser gay e toda a hipocrisia com
que se tem de conviver. Pessoas desse naipe são indispensáveis
para o país que queremos ser. Que possamos toda
a sociedade optar por um país mais igualitário,
justo e solidário. Parabéns a Bruno e a VEJA. Li a entrevista do
meu querido amigo Bruno e amei. No dia 15 de dezembro de 2007,
eu me casei no Copacabana Palace, com direito a cerimônia
religiosa, tudo conforme manda o figurino. Amo André
e Bruno, conheço-os há quinze anos. Pensei: vou
convidá-los para ser padrinhos do meu casamento, juntos.
Eles toparam na hora. Acho que chega de hipocrisia, até
o padre concordou. Foi tudo muito discreto, claro, mas eles
entraram juntinhos, e todos acharam lindo! Chamar duas amigas
para entrar de braços dados com os meninos seria um grande
preconceito. Sou fundadora da Associação
Brasileira de Pais e Mães de Homossexuais e falo em nome
da nossa ONG para dar parabéns ao Bruno pela entrevista.
Além da ajuda mútua entre pais e mães no
ainda difícil processo de aceitação de
seus filhos homossexuais, desenvolvemos um trabalho com os jovens
que não tiveram tanta sorte quanto Bruno, pois, independentemente
de seu nível social, eles não são bem-aceitos
pela família nem por ninguém. Como alguém
que é homossexual assumido, exilado no exterior há
alguns anos e decidido a nunca mais voltar a viver no Brasil,
gostaria de comentar a entrevista. O Brasil é um dos
países mais injustos do mundo com a maioria pobre, e
nesse caso nem é preciso ser gay para sofrer e ser discriminado.
A própria entrevista de Bruno Chateaubriand reforça
o poder dos ricos, já que ele é mais um socialite
e a revista VEJA jamais entrevistaria um gay pobre. Ao ler a entrevista,
imaginei quantas meninas e meninos de 30 anos não conseguem
se encontrar e viver a vida em toda a sua plenitude. Com certeza,
Bruno enfrentou dificuldades e soube fazer do limão uma
limonada. Ele inspira não só os homossexuais,
para que se assumam, como as famílias, para que os entendam
e aceitem como iguais, com todas as suas diferenças.
Não sou homossexual,
moro com meu marido na Grécia, acompanho a revista pela
internet e admito que a imagem de Bruno Chateaubriand sempre
foi ligada a luxo e festas. Agora, da próxima vez que
esbarrar com uma foto sua, vou pensar diferente. Pelas suas
respostas e por sua segurança ao tratar do ainda delicado
assunto homossexualidade, encontrei um Bruno diferente do das
imagens. Primeiro, eu não sabia que ele havia sido ginasta.
Segundo, concluí que se trata de um homem consciente
e feliz, que fala do assunto com seriedade. Parabéns,
Bruno. Confesso que fiquei
surpreso ao ler a entrevista com Bruno Chateaubriand, publicada
na última edição de VEJA. Acostumado a
vê-lo nas páginas festivas da revista Caras,
surpreendi-me com sua clareza de pensamento e com sua inteligência.
Concordo quando ele diz que os desfiles e paradas gay de nada
servem para beneficiar a imagem dos homossexuais, e digo mais:
esses eventos, com ares de superprodução, são
úteis apenas a seus organizadores e patrocinadores. Realmente ser gay
não é opção, assumir é. Com
essa atitude Bruno contribuirá para que muitas pessoas
se assumam e sejam felizes. Com relação aos seus
comentários sobre as paradas gay, que apresentam homossexuais
como seres "exibicionistas, caricatos", vejo um certo
exagero. Em 2007, o Brasil foi o segundo país em número
de paradas, com 177, só perdendo para os Estados Unidos.
As paradas, juntamente com as organizações de
defesa dos direitos GLBT, contribuíram para a conquista
do Programa Brasil sem Homofobia, assim como para a formação
da Frente Parlamentar pela Cidadania GLBT, hoje com 226 membros.
Também conquistamos a convocação da I Conferência
Nacional GLBT, que em maio reunirá 700 pessoas da sociedade
civil e do governo para discutir nossas especificidades e definir
políticas públicas. A visibilidade massiva é
fundamental na conquista da cidadania plena para a comunidade
GLBT. Coragem, sensibilidade,
lucidez. Essas são apenas algumas das qualidades manifestadas
por Bruno Chateaubriand em entrevista às páginas
amarelas. Mudei minha concepção a respeito desse
rapaz: alguém que eu considerava fútil agora vejo
com olhos de admiração. A entrevista de Bruno
Chateaubriand Diniz Weissmann revela que a crueldade da homofobia
atinge tanto gays pobres quanto ricos, causando sofrimento e
privações que poderiam ser evitadas se todos respeitássemos
a liberdade alheia.
Big Brother Brasil 8 Como pai do Marcelo,
que está no BBB 8, jamais poderia omitir meu pensamento
a respeito da matéria "O enigma do urso" (30
de janeiro), que questiona a orientação sexual
dele e sua honestidade no jogo. O autor expressa a opinião
de alguém que não o conhece, não acredita
na sua audácia de se mostrar transparente e não
acompanha o cotidiano da casa. Foi somente em 1993 que a Organização
Mundial de Saúde deixou de considerar a homossexualidade
como uma doença. A partir daí não restou
dúvida à ciência de que ela não é
uma opção, e sim uma orientação
sexual. Esperava-se que desde então os homossexuais fossem
mais respeitados, fato não constatado na realidade em
que vivemos. Nós, familiares e amigos, vivenciamos o
sofrimento passado pelo Marcelo no decorrer da sua vida diante
do preconceito. Sua trajetória não é muito
diferente da vivida por Bruno Chateaubriand, entrevistado nas
páginas amarelas. Quem realmente acompanha o BBB
já percebeu a sinceridade do meu filho. Estou feliz por
vê-lo concretizar um antigo sonho e vivenciar, no programa,
os valores por nós cultivados. Não preciso
ser psiquiatra para diagnosticar que o candidato que se declarou
homossexual, Marcelo, é um grande charlatão. Ao
perceber que não tem competência para conquistar
as "gatinhas" da casa como os outros candidatos másculos
e gostosos do BBB 8, achou que, declarando-se gay, ou
seja, ficando sempre em cima do muro, cairia nas graças
dos concorrentes e do público. Como diz o ditado, "macaco
que não consegue pegar a banana diz que ela está
verde". Soa no mínimo
estranho que uma revista como VEJA, que se diz tão preocupada
com a educação de nosso povo e a prosperidade
do país, gaste uma página com as intrigas e os
fuxicos desse fútil programa chamado Big Brother.
Um punhado de bárbaros em busca de fama fácil,
abastecidos com litros de álcool por uma emissora que
visa somente ao lucro, definitivamente não deveria merecer
destaque em uma revista de circulação nacional.
Reinaldo Azevedo Até que enfim!
Há tempos eu esperava que alguém tivesse a ousadia
de falar abertamente do Foro de São Paulo,
quebrando a cortina de silêncio estabelecida há
anos sobre o assunto ("O Foro de São Paulo não
é uma fantasia", Artigo, 30 de janeiro). Trata-se
da maior ameaça à democracia na América
Latina nos últimos quarenta anos, uma organização
revolucionária criada por Lula e pelo tirano Fidel Castro,
com a participação das Farc, para "restaurar
no continente o que se perdeu no Leste Europeu" (ou seja,
o comunismo). Depois disso, será que alguém na
esquerda ainda vai ter a cara-de-pau de negar que o tal Foro
existe e que o governo Lula e os narcoterroristas das Farc são
parceiros? Parabéns ao Reinaldo Azevedo pela coragem! Meus cumprimentos
ao Reinaldo Azevedo por seu artigo sobre o Foro de São
Paulo e a VEJA por publicá-lo. Mostrar a íntima
ligação do PT com organizações terroristas
como as Farc e o ELN, entre outras, e com os partidos comunistas
da América do Sul apenas revela o verdadeiro espírito
do partido: totalitário. Graças ao didatismo
competente de Reinaldo Azevedo, posso, enfim, compreender por
que Lula não critica os meios torpes de Hugo Chávez,
por que o dinheiro público investido na Petrobras foi
cedido ao governo de Evo Morales, por que o governo de Lula
não atua em prol da libertação de todos
os seqüestrados pelas Farc. Tudo isso já estava
combinado antes, nas reuniões do Foro de São Paulo.
Parabéns ao colunista e à revista por trazerem
elementos preciosos à compreensão da política
latino-americana atual.
Diogo Mainardi Humano, comovente
e maravilhoso o artigo de Diogo Mainardi. Faço ao amoroso
pai e brilhante jornalista uma sugestão: vá até
o Monte Sinai onde o Criador de todos nós operou
milagres e, depois, dê uma esticada à Terra
Santa, onde o Senhor também costuma "fazer das suas"
("359 passos ao redor do mundo", 30 de janeiro). Mainardi, seja exemplo
para muitos pais de lindas crianças especiais, como os
que assisto na Associação de Amigos do Autista
(AMA), os quais ajudo a querer viver mais pelos seus filhos
e pela esperança de sua saída do vazio.
Gustavo Ioschpe Meus parabéns
pelo seu artigo "Educação de quem? Para quem?"
(16 de janeiro). Gostei muito do conteúdo e da profundidade,
suas reflexões contribuem para um debate aberto sobre
temas decisivos para a evolução da educação
no nosso país.
Álcool e direção Dar parabéns
pela reportagem "O perigo são os beberrões"
(30 de janeiro) é o mínimo que podemos fazer.
Temos de dar um basta a tanta violência. O motorista que
teima em dirigir sob o efeito do álcool deve, sim, ser
punido de forma rigorosa, de preferência como um criminoso
que se utiliza de um revólver e atira à queima-roupa,
pois o seu desejo é matar.
Roberto Teixeira 2 A reportagem "O
incorporador imobiliário" (30 de janeiro) é
um exercício de criatividade, crueldade e um exemplo
de como um conjunto de fatos pode ser retirado do seu contexto
para criar uma versão distorcida da vida real. A "história"
publicada já havia sido montada pela revista em evidente
conluio com o acusador. Não por acaso, os jornalistas,
ao procurarem esta vítima, evitaram fazer perguntas sobre
o eixo central da reportagem. A revista também omitiu
os diversos boletins de ocorrências policiais e os processos
existentes contra o acusador o que evidenciaria a sua
"credibilidade". Este advogado tem o legítimo
direito de convencionar e receber honorários pelas causas
que patrocina, da mesma forma que cabe à revista estipular
o preço cobrado dos seus leitores e anunciantes. Este
advogado ou os membros de sua família jamais foram acusados
pelos órgãos competentes de se apropriar indevidamente
de bens de terceiros e muito menos praticaram atos dessa natureza.
Estivesse a revista efetivamente interessada na apuração
da verdade, teria constatado que o real acusado pela prática
de ilícitos relacionados à falência objeto
da reportagem foi a "fonte". Sou irmão e
vítima dos destemperos do senhor Arnaldo Aparecido de
Carvalho, razão pela qual não posso concordar
com o teor da reportagem, especialmente em relação
à imagem que esse senhor tentou transmitir aos leitores.
O insucesso pessoal e profissional de Arnaldo tornou-o uma pessoa
rancorosa, cujo único objetivo é agredir pessoas
de nossa família ou, ainda, aqueles que mantêm
ou mantiveram qualquer relação conosco. O doutor
Roberto Teixeira que chegou a defender em juízo,
de forma exemplar, por quase uma década, as mais diversas
ações de assuntos de interesse da nossa família
não merece ter a sua honra atacada, até
porque as acusações feitas por Arnaldo não
são dignas de credibilidade. Na qualidade de ex-colaborador
da família Carvalho, esclareço, para a compreensão
dos fatos, que é prática comum construtoras receberem
terrenos que, com as obras prontas, são pagos com parte
dos imóveis construídos. Se, por um revés,
os projetos não prosperaram, os terrenos podem ser transferidos
para outras construtoras, mantendo-se as obrigações
pactuadas com o seu verdadeiro proprietário, podendo
ser restituídos ao mesmo. A construtora nada perde, porque
nada pagou. Durante anos, nossas empresas foram atendidas pelo
doutor Roberto Teixeira. Jamais houve da parte dele um só
ato que não fosse pautado pela correção,
pela ética e pelo profissionalismo. O mesmo não
se pode dizer do senhor Arnaldo Aparecido de Carvalho. Ele reivindica
imóvel que jamais foi de sua propriedade.
|
|
VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter | ![]() |
|