| Fale conosco |
| Ajuda |
| Mapa do site |
![]() |
|
Crie seu grupo |
Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br ]
Cara a cara José Serra e Nizan Guanaes marcaram uma conversa para logo depois do Carnaval. Ou acertam os ponteiros ali ou nunca mais. A possibilidade de Serra ter o publicitário em sua campanha, no entanto, é maior que a de vê-lo continuar nos braços de Roseana. Sincretismo baiano Um dos dados mais curiosos para quem analisa as pesquisas eleitorais na Bahia é a existência de uma extensa massa de petistas-carlistas fruto da popularidade de ACM e da liderança de Lula nas pesquisas. É aquele eleitor que vota em Lula para a Presidência e em ACM para o Senado. Aliás, nesta semana será divulgada uma pesquisa do Vox Populi mostrando que sete em cada dez baianos votariam em ACM para senador se as eleições fossem hoje. E seis em cada dez o escolheriam caso ele fosse candidato a governador. Sem sentido No próprio Palácio do Planalto há consenso de que já passou dos limites a manutenção da pré-candidatura do ministro Raul Jungmann à Presidência pelo PMDB. Jungmann, a propósito, alcançou 0% das preferências dos eleitores na última pesquisa do Ibope. Dengue não pegou Serra Por incrível que pareça, José Serra não foi abatido pelo Aedes aegypti. A MCI realizou uma pesquisa nacional na semana passada para saber quem era o responsável pela epidemia de dengue no país. Apenas 7% botaram a culpa no Ministério da Saúde. Aliás, os governos municipais e estaduais também escaparam. Foram responsabilizados por apenas 9% e 7% das pessoas, respectivamente. Quem falhou, então? Para 68%, foi a própria população, que deixou de se preocupar com os focos de água parada em casa ou nos arredores.
Um novo xerife na praça Via medida provisória, o governo FHC dará à luz até março uma nova agência reguladora. Ela reunirá as atribuições da Secretaria de Previdência Complementar e da Susep a primeira, atual xerife dos fundos de pensão; a segunda, das companhias de seguro. As últimas pinceladas no projeto estão sendo dadas.
O apetite da Petrobras A Petrobras está estudando a compra de parte da Supergasbrás, a quarta maior distribuidora de gás de cozinha do país. A idéia é entregar a empresa à BR, que entraria, assim, no único setor de distribuição de derivados de petróleo do qual ela não participa. A "Sadigão" não sai O namoro entre Sadia e Perdigão não foi para a frente. Acabou por falta de interesse da Perdigão. Isso quer dizer que a aliança entre os dois gigantes fica restrita à joint venture que montaram na Rússia. Do Nacional para o BC Nada como um dia depois do outro. Ou um balanço depois do outro. A KPMG, que auditava os balanços maquiados do falecido Banco Nacional e lá nunca encontrou nada de errado , é hoje a empresa que faz a auditoria das contas do Banco Central.
Menos problemas para EJ Eduardo Jorge se livrou de mais uma. Na semana passada, a Receita Federal botou um ponto final na diligência que fez sobre a corretora Blue Chip. As contas da empresa estão em ordem, segundo o relatório dos fiscais. Para quem não se lembra, a Justiça Federal determinou a quebra do sigilo bancário de EJ por causa de um empréstimo de 200.000 reais da Blue Chip para ele. A operação foi considerada suspeita pelo procurador Luiz Francisco de Souza. Os superaposentados da RFFSA Difícil é encontrar uma moleza como a que conseguiram os 20.000 aposentados da Rede Ferroviária Federal, a RFFSA. Essa turma foi contratada entre 1969 e 1972 pelas leis da iniciativa privada. Mesmo assim, o governo lhe garantia aposentadoria integral. Em 1972, ganharam os benefícios de um fundo de pensão criado pela Rede. No dia em que vestiram o pijama, levaram para casa duas aposentadorias integrais mais o FGTS. Outros 6.000 funcionários estão conseguindo na Justiça o direito às duas aposentadorias. O pior vem agora: é mais barato o governo desistir da briga e pagar logo as aposentadorias. Gastará menos que se tiver de cobrir o rombo de 700 milhões de reais do fundo de pensão da Rede.
Poder paralelo se alastra Não é só nas favelas do Rio de Janeiro e de São Paulo que o poder da bandidagem esmaga o poder do Estado. Recentemente, na cidade mineira de Contagem, a Telemar teve de negociar com os bandidos que dominam uma favela da cidade permissão para que seus técnicos possam trabalhar em paz. Questão de demanda Há cinco anos, quando a indústria de seqüestros era a que mais prosperava no Rio de Janeiro, a inglesa Control Risks especializada em negociar com os bandidos desembarcou na cidade. Instalou ali sua sede na América Latina. Quando os seqüestros acabaram no Rio, a empresa fechou as portas e migrou de mala e cuia para São Paulo. Parece mas não é O Rio de Janeiro é a capital brasileira com a menor taxa de venda de cigarros falsificados e contrabandeados do país. Apenas 17% do mercado carioca é ocupado por essa bandalheira, metade da média nacional. Beleza. Parece um feito e tanto. Mas pode ser apenas ilusão de ótica: a indústria de cigarros suspeita que o produto ilegal tem mais dificuldade de entrar no Rio por causa das organizações criminosas de traficantes que dominam os morros da cidade.
Colaboraram
Felipe Patury e Ronaldo França
|
|