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Edição 1 737 - 6 de fevereiro de 2002
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Saudades do Brasil

País verá pela primeira vez a obra
inteira de
Albert Eckhout, pioneiro
em retratar brasileiros


Divulgação
Homem Tupinambá: índios mostrados com a mesma altivez dedicada às poses dos nobres europeus

Pouco se sabe ao certo sobre a vida do pintor holandês Albert Eckhout, exceto que ele era um apaixonado pelo Brasil. Membro da corte de Maurício de Nassau, Eckhout desembarcou no Nordeste em 1637, durante a ocupação da região pelos seus compatriotas, e passou os sete anos seguintes retratando os diversos tipos étnicos do Novo Mundo, além de exemplares de sua fauna e flora. Em 1654, Nassau presenteou seu rei, Frederico III, com a parte mais preciosa dessa obra, formada por 26 telas a óleo. Duas se perderam com o tempo e as remanescentes estão hoje depositadas no Museu Nacional da Dinamarca, que as conta entre os seus principais tesouros. Nunca esse acervo pôde ser conferido em sua totalidade no território onde ele foi confeccionado. O máximo que o Brasil já recebeu foram catorze quadros, para uma exposição no Museu de Arte de São Paulo (Masp), em 1991. Mas a lacuna está prestes a ser preenchida, graças à mostra Retrato do Novo Mundo: o Legado de Albert Eckhout. Ela terá início na próxima sexta-feira na Dinamarca e deverá desembarcar no Brasil – mais precisamente no Recife, tema dos quadros do pintor – em setembro deste ano. Em dezembro segue para Brasília e, logo depois, para São Paulo. É a primeira vez que o acervo completo do pintor holandês sai da Dinamarca para uma exposição.

Albert Eckhout pintou índios, negros, mestiços e mamelucos. Seus personagens eram mostrados com uma postura altiva, a exemplo dos retratos de nobres europeus. Apenas numa tela foi mantida a aura "selvagem" dos retratados: um quadro dos tapuias, como os tupis designavam seus inimigos de outras tribos. Ele também se dedicou a criar naturezas-mortas com plantas tropicais, que formarão uma parte importante de Retrato do Novo Mundo. O projeto dessa mostra foi acalentado durante cinco anos por seu organizador, o publicitário dinamarquês Jens Olensen, presidente da McCann-Erickson no Brasil. "Encantei-me com as obras de Eckhout quando as vi em Copenhague, aos 8 anos de idade", diz ele. Nesse maravilhamento, aliás, Olensen foi precedido por um brasileiro ilustre. Em 1876, durante uma visita a Copenhague, o imperador dom Pedro II apaixonou-se pelas telas, a ponto de encomendar cópias a um pintor local. Elas não são ruins, e podem ser apreciadas atualmente no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, no Rio de Janeiro. Mas nada como ver o original.

   
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