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Edição 1 737 - 6 de fevereiro de 2002
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"A violência chegou ao primeiro escalão. Perplexidade é pouco para explicar toda a angústia e o medo que sinto."
Fernanda Castro
Belo Horizonte, MG

 

Criminalidade

Magnífico o trabalho de reportagem sobre o caos em que se transformou a segurança pública no país ("O Brasil ensangüentado", 30 de janeiro). A Constituição "cidadã" de 1988 trouxe ao país a falsa idéia de que uma nação pode ter muitos direitos e poucos deveres. O resultado aí está: impunidade generalizada para a "politicalha" corrupta e o mau exemplo se espalhando daí para baixo, em todos os níveis de atuação do Estado.
Joel Santos Neves Filho
Vila Velha, ES

Nós, brasileiros, sempre estivemos expostos à violência. Uns podendo se proteger mais, outros menos. Mas precisou acontecer uma tragédia com uma autoridade para finalmente despertarmos.
Thais Monteiro
São Paulo, SP

As manifestações de indignação do povo não terão sentido algum enquanto não houver participação das autoridades.
Henrique K. Nakada
Utsunomiya, Tochigi, Japão

Aflige-me ver a cidade em que nasci e cresci ficar famosa devido à potencialização da violência. Assim como todo cidadão campineiro, espero que essa divulgação transmita consciência e coragem para o governo tomar medidas que acabem de vez com esse mal que afeta profundamente a população.
Talita de Freitas Miranda
Campinas, SP

O bairro onde moro desde criança sempre foi pacato e referência de qualidade de vida. Hoje, saio de casa para trabalhar sem a certeza da volta. Tomara que as futuras gerações tenham a chance de recuperar a liberdade hoje tolhida.
Gustavo Henrique de B. Alves Freire
Recife, PE

A maioria dos problemas referentes à criminalidade urbana e à violência no Brasil não se justifica somente pela desqualificação dos policiais e pela desorganização no sistema judiciário. Resulta principalmente do fato de as crianças terem sua infância roubada. Muitas crescem em meio à violência familiar, à brutalidade e ao alcoolismo dos pais. Fogem para as ruas, mas acabam encontrando uma sociedade gananciosa, desigual e cheia de injustiças. Aí é que entra a importância da educação na vida dessas crianças. Com uma reforma de base na educação será possível reduzir consideravelmente problemas como os ocorridos nas últimas semanas.
Silfarnei S. de Melo Júnior
Morrinhos, GO

Fujo do noticiário sobre crime para não me aniquilar no medo, mas essa radiografia de VEJA, enriquecida pelo artigo de Luiz Eduardo Soares ("Para fugir à armadilha da simplificação", 30 de janeiro), mostra a diversidade das causas da violência, ao mesmo tempo que aponta a mais coerente direção para seu combate. É preciso enaltecer tão rara lucidez!
Helena G. Oliveira
São Paulo, SP

O senhor William Bratton nos ensinou que é possível vencer o crime no Brasil. Gostaria de saber qual das autoridades teria coragem de coibir a corrupção na polícia e no Judiciário. Só alguém com muita coragem, comprometimento e amor ao país ("O Brasil pode vencer o crime", 30 de janeiro).
Adriana Couto
São Bernardo do Campo, SP

 

Alessandro Zanardi

Achei impressionante a lucidez do piloto Alessandro Zanardi (Amarelas, 30 de janeiro). Com seu modo sensato de avaliar suas condições atuais, mostrou ser um campeão também fora das pistas.
Camilo Jonas da Silva Costa
Pato Branco, PR

A entrevista com Zanardi apenas confirma que ele é um grande herói. Ele nos deu muita alegria. Deve o Alex ser nossa referência de vida, de amor à família e de caráter.
Paulo Eduardo Depiro
Ribeirão Preto, SP

Sou fã de corrida e fiquei chocada quando vi o acidente e suas conseqüências. A lição de vida que esse ser humano e piloto está passando nos faz pensar em quanto estamos perto da morte e como não valorizamos os momentos preciosos que temos para viver. Na última semana, perdi um amigo que foi assassinado, vítima de assalto, na porta de casa, ajoelhado e pedindo ao menor assassino que não o matasse, que levasse tudo o que quisesse, mas o deixasse vivo.
Danielle Soares de Oliveira
Olinda, PE

 

Stephen Kanitz

Muito bom o artigo "Férias? Nem pensar" (Ponto de vista, 30 de janeiro). É vergonhoso que com tantos feriados, sábados e domingos necessitemos de férias longas. Férias para quê? Ainda não vi ninguém morrer porque trabalhou demais. Sou microempresário, trabalho doze horas por dia, minhas férias são de no máximo sete dias por ano, e não tenho 13º salário. As leis trabalhistas devem ser revistas com urgência.
Claudio T. Batistela
Maringá, PR

Como empresário, achei excelente. Vivemos num país em que até desempregados falam em direitos trabalhistas, incompetentes têm estabilidade de emprego e se tornam mais inúteis a cada dia. Quando o brasileiro vai descobrir que só a competência pode garantir o emprego?
Celso Freire
celso@luthier.com.br

Pelo artigo "Férias? Nem pensar", Stephen Kanitz passa a merecer o troféu Diogo Mainardi para idéias ao contrário.
Paulo Pinheiro Gomes
Pelotas, RS

Deus, que é todo-poderoso, descansou no sétimo dia, isto é, empregou quase 17% do tempo trabalhado no gozo de férias. Nós, sofridos brasileiros, só empregamos 12%. O texto, que amaldiçoa as férias, só pode ser coisa do diabo, pois o autor descansava na Disney, quando lhe chegou, do inferno, a maldita inspiração.
Jorge Mileto de Miranda
Itajaí, SC

O senhor Kanitz está precisando de férias. Só para lembrar: em todas as religiões existe um dia de descanso. Por que isso é assim? Para que a lei humana não interfira e a lei divina se torne eterna e intocável, independentemente do governante.
Günther Petrusch
Canoas, RS

Acho uma boa oportunidade para falar no cooperativismo, movimento que vem crescendo muito em todo o planeta. Ele prestigia o bom trabalhador (e não empregado) e torna clara a relação entre este e as empresas que se utilizam dos serviços das cooperativas. Acredito que o mercado acabará por regular o sistema em futuro próximo com a melhoria da qualidade de mão-de-obra dos cooperativados e o pequeno (mas importante) apoio que nossas leis oferecem no desconto em alguns impostos.
Julio C. Alfaya
Rio de Janeiro, RJ

 

Popó

Parabéns a VEJA pela escolha da entrevista (Amarelas, 23 de janeiro). Popó nos surpreende até mesmo quando já sabemos suas respostas. Ele fala o que pensa e o que sente. Fala com o espírito. Alegra saber que mais um baiano chega ao topo. Uma pessoa com alma, que usa de sua fama para realizar os sonhos de outras que não têm oportunidade. Um jovem que não se envergonha de falar de seus medos e do amor à mulher e à família.
Marcel Janot
Stanley, Dakota do Norte, EUA

Na entrevista com o atleta Acelino Freitas, ele disse que "seus ex-empresários pagavam 25% do que recebiam". A bem da verdade, a Oficina de Idéias pagava ao atleta 50% das receitas brutas auferidas desde a conquista do título mundial em agosto de 1999, após investimentos contínuos na sua carreira.
Roberto Messias
Assessor de imprensa
Lauro de Freitas, BA

 

Bancada dos Siqueira

A reportagem "A bancada dos Siqueira" (30 de janeiro), a respeito do governador do Tocantins, o senhor Siqueira Campos, é muito pertinente. Dessa forma, tornam-se públicos para o país (pois para nós já não é novidade) o poder e a tirania que ele exerce em nosso Estado. Aqui, muitos já estão indignados com a administração de Siqueira, devido aos aspectos apresentados na reportagem e a outros que vemos no cotidiano. Ele é dono de todo este território: essa é a verdade. Mas não se pode negar que ele fez e faz muito em prol deste lugar. Afinal, ele tem de cuidar de suas terras.
Cláudia Vieira
Miracema do Tocantins, TO

Está de parabéns a revista VEJA por mostrar para o Tocantins e o Brasil o que é o clã dos Siqueira. O Tocantins, que foi criado para ser um Estado-modelo, transformou-se numa capitania hereditária.
Josiram Bezerra
Miracema do Tocantins, TO

 

Mórmons

Com grande satisfação li a reportagem sobre as Olimpíadas de Inverno em Salt Lake City ("Os jogos no reino dos mórmons", 30 de janeiro). Já faz quase quatro anos que eu moro em Provo, Utah, estudando ciências da computação na Brigham Young University (BYU). A Igreja Mórmon é muito rica e mais da metade do dinheiro da igreja é investida na BYU em forma de bolsas de estudo e pesquisas. Espero que as Olimpíadas tragam uma idéia nova a todos sobre os mórmons de Salt Lake City.
Juliana Tonisi Pinto
Provo, Utah, EUA

O nome "mórmon" não deriva do anjo Moroni. Mórmon foi uma pessoa e Moroni, outra. Moroni foi quem enterrou as placas de ouro contendo os escritos do que hoje é O Livro de Mórmon. Esse livro não é outra versão da vida de Cristo, é mais uma testemunha da vida de Cristo. Ele não contradiz nada do que há na Bíblia Sagrada. Apenas conta o que aconteceu depois que Cristo subiu aos céus.
Thiago Rodrigues Alves
thiagoalves_00@yahoo.com.br

 

Diogo Mainardi

Em seu artigo "A grande mãe" (30 de janeiro), o colunista Diogo Mainardi superou-se. Foi perfeita sua análise sobre a maneira subliminar como a Rede Globo introduziu na programação a figura de Roseana Sarney, fortalecida pelas inserções do seu programa partidário nos intervalos comerciais. Não bastasse isso, em outro folhetim da mesma emissora o Maranhão é mostrado como um lugar fantástico, um paraíso. As duas novelas são mesmo clones.
Sérgio Tolentino
Recife, PE

Achei muito pertinente o comentário de Diogo Mainardi. Concordo plenamente com seu ponto de vista. Contudo, a frase "Não sei se as mulheres são pessoas mais interessantes que os homens. Além de iogurtes e perus empanados, elas também consomem Roseana Sarney" me ofendeu profundamente. Independentemente de militâncias políticas, não concordo com o tom preconceituoso da frase.
Débora Longhini
Piracicaba, SP

 

Arc

Fiquei assustado depois que acabei de ler o artigo "Férias? Nem pensar", de Stephen Kanitz. Após virar três páginas vi a notícia de que nosso amigo marciano saiu de férias ("Férias em Marte", 30 de janeiro). Será que ele corre o risco de perder o emprego para algum lunático, que, ao invés de investir em nosso planeta, possa querer explorá-lo ainda mais?
Sergio Adalberto Garcia
sagarciaz@ig.com.br

 

Príncipe Harry

VEJA erra, na reportagem "O barato do príncipe" (23 de janeiro), quando diz que o príncipe Charles "lembra-se com horror de sua estada no internato Eton". Na realidade, ele esteve no privilegiado internato Gordonstoun School, derivado da alemã Schule Schloss Salem.
Matias Landshoff
mlands@attglobal.net


CORREÇÃO: O número de assassinatos na cidade de Nova York citado na reportagem "Lições de quem venceu os bandidos" (30 de janeiro) caiu de cerca de 3.000 para menos de 700 por ano, e não por mês.

 

 
O CHOCOLATE DA BRITNEY

Reproduzida na seção "Veja essa" (23 de janeiro), a frase "Chocolate é tão bom quanto um orgasmo", da cantora americana Britney Spears, despertou a imaginação dos leitores. "Ou essa mulher nunca transou de verdade, ou eu não sei comer chocolate direito!", escreveu o paulista Eduardo R. Aniceto Jr., de Jundiaí. Para Ademar Palma Jr., de Campinas, a frase é o fim de uma polêmica: "As declarações da cantora não deixam dúvida: a menina é virgem". Guilherme Labronici, de Petrópolis, no Estado do Rio, provocou o namorado da cantora: "Que a musa teen há muito não é aquela santinha que costumava dizer, todo mundo já sabia, mas que as performances de Justin ('N Sync) andam deixando a desejar é novidade". Manuel C.R. dos Santos, por e-mail, faz um pedido: "Gostaria de saber qual é a marca de chocolate que a cantora anda comendo".

 

O INTERVALINHO POLÊMICO

A nota "Pausa para a pipoca" (Radar, 9 de janeiro), sobre a implantação no Brasil, em caráter experimental, dos intervalos em filmes de longa duração, levou o leitor Milton Alexandre Durski a escrever a VEJA: "O intervalo é adotado nos Cines Água Verde, em Curitiba, desde 2000. A experiência foi posta em prática pela primeira vez no filme À Espera de um Milagre". Ele explica que o intervalo foi bem aceito pelo público. A rede de cinemas passou a adotá-lo em todos os filmes longos desde aquela data. Jefferson Coronel, chefe da agência de comunicação do governo do Amazonas, lembrou que "na década de 70 os cinemas faziam intervalos". Ele acha que o público aprovará a novidade. Pablo Carvalho, de Salvador, assistiu recentemente a O Senhor dos Anéis e ficou indignado com a pausa. "O intervalo quebra totalmente o ritmo da história. É um ato de vandalismo contra a sétima arte", protestou. Para as pessoas que sentem dores nas costas, ele sugere a instalação de poltronas mais confortáveis, em lugar de intervalos no meio da sessão.



 
 
   
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