Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 737 - 6 de fevereiro de 2002
Carta ao leitor

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
VEJA on-line
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

O benefício de vigiar e punir

A condenação em primeira instância dos ex-donos e executivos do falecido Banco Nacional mostra que o país atingiu a maturidade numa área vital para sua estabilidade. Marcos Magalhães Pinto, ex-presidente e um dos controladores do Nacional, dormiu quatro noites na cadeia no Rio de Janeiro. Por decisão do Supremo Tribunal Federal, o banqueiro aguardará em liberdade a confirmação da sentença que o condenou a 28 anos de prisão. Nem ele nem os sete outros condenados poderão sair do país. Descoberta em 1996, a fraude do Banco Nacional foi dolorosa e cara para a sociedade brasileira. Mas felizmente poderá ser lembrada como um momento de atuação modelar do Estado brasileiro num episódio em que ele vigiou e puniu, em benefício da maioria.

O saneamento dos bancos pela implantação de um programa de estabilização, o Proer, em 1995, custou ao país 30 bilhões de reais e ao governo federal uma fonte perene de críticas. Nunca se creditou devidamente ao sucesso do projeto de solidificação do sistema financeiro o fato de o país ter conseguido atravessar, quase sem solavancos, inúmeras crises internacionais, entre elas uma recessão na maior economia do planeta, a dos Estados Unidos, e um terremoto econômico e institucional na vizinha Argentina. A boa saúde dos bancos foi um dos escudos que protegeram a economia brasileira dos vendavais vindos de fora. Sobre isso há uma concordância quase unânime entre os especialistas, aliás, amplamente amparada pela realidade. Os países se empenham como podem para manter o vigor de sua rede bancária. O Chile gastou 41% do PIB para salvar seus bancos nos anos 80. Com o mesmo objetivo, os Estados Unidos empenharam 3% da riqueza nacional entre 1984 e 1991. Com a parte do empréstimo aos bancos que já voltou aos cofres do governo, o Proer brasileiro ficou em 0,1%. Saiu barato. Veja reportagem.

 
Leia também
Na seção Em Dia, reportagem de capa de VEJA de 28/2/1996, sobre o caso Banco Nacional.

 

 
 
   
  voltar
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS