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• TCU: Como ele evita o desperdício de dinheiro públicoGeral
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Especial 2010Cumprimento
VEJA pelas 62 páginas de um amplo painel dos produtos, ideias e posturas
que a partir de 2010 começarão a delinear mais claramente um cotidiano
baseado na economia limpa. Sigo
desconfiando que a hidroeletricidade não seja tão boa quanto se
propaga e a eólica não tão cara quanto mostram os quadros.
Por ter seus custos e impactos mais fáceis de apurar, esta sai mal na foto
injustamente. A meu ver, a emissão de gás do efeito estufa causada
pela energia eólica não tem como ser semelhante à das hidrelétricas,
que decompõem a matéria orgânica das áreas alagadas,
entre outras coisas. Perda de biodiversidade, de terras férteis, deslocamento
de populações, mudança no regime dos rios por mais
que se gaste com tais impactos, colocando-os numa embalagem para presente, eles
não deixam de acontecer e têm um valor difícil de ser mensurado
("O vento tem a resposta", 30 de dezembro). Obrigado
pela edição Especial 2010, principalmente pelas fotos apresentadas.
São todas obras-primas.
Carta ao LeitorMeus
parabéns à Editora Abril e a VEJA pelas iniciativas a favor do clima
do mundo, lançando revistas com papel certificado, substituindo a tinta
da capa por um material não agressivo e embalando as revistas em sacos
plásticos biodegradáveis. Eu agradeço, o planeta Terra agradece.
Tomara que todos sigam o exemplo da Editora Abril.
Carta do EditorA
lúcida Carta do Editor (30 de dezembro) enfatiza a necessidade de mudanças
e reformas estruturais, situação que se apresenta neste ano eleitoral,
com a oportunidade inestimável de alternância no poder nas esferas
legislativa e executiva. Que o eleitor pense nisso, relembre os escândalos
políticos e reflita sobre a observação de Eça de Queiroz:
"Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela
mesma razão".
Retrospectiva 2009O
Brasil desponta como paraíso de terroristas, assassinos internacionais
e políticos golpistas. É uma afronta a acolhida por parlamentares
do PT, do PCdoB e do PSOL ao assassino/terrorista Cesare Battisti. Que venham
os terroristas, assassinos e golpistas, pois aqui terão a cobertura do
ministro da Justiça, de parlamentares aloprados, do Itamaraty
e do próprio presidente da República. Basta dizerem que os crimes
praticados em seu país foram políticos, em prol da esquerda. Mas,
caso vocês sejam jornalistas estrangeiros dizendo verdades, correrão
o risco de ser deportados ("Bem-vindo, terrorista!", 30 de dezembro). VEJA
mais uma vez emociona seus leitores com as belas lembranças das pessoas
de bem e as inúmeras lambanças dos políticos de sempre. VEJA
é uma revista séria, indispensável. Mas desta vez me fez
chorar de tanto rir ("Comigo ninguém pode", 30 de dezembro). Não
consigo entender como um semanário com a repercussão de VEJA faz
um resumo do ano de 2009 e não tece sequer uma linha a respeito da conquista
do Brasileirão pelo Flamengo. Marcus Villa Costa
A SemanaAlguns afirmam que o povo brasileiro não merece
os políticos que tem. Mas quem elegeu o senhor José Roberto Arruda
governador de Brasília e reconduziu ao Senado o falecido senhor Antônio
Carlos Magalhães, depois de ambos terem renunciado ao mandato pela patifaria
da violação do painel do Senado? E quem elegeu senador o ex-presidente
Collor, depois do impeachment? E quem reelegeu Lula presidente da República,
depois do mensalão ("Entre a máfia e a máfia",
30 de dezembro)? Seria
cômica, se não fosse lamentável, a memória do eleitor
brasileiro, que vende seu voto em troca de mixaria e se vê no direito de
cobrar uma atitude enérgica que venha a desfazer seu erro na urna eleitoral.
Gostaria de alertar os amigos que irão às urnas em 2010 para o fato
de que é mais fácil eleger do que brigar por impeachment depois.
Então, evitem fazer bobagem na urna eletrônica.
Diogo MainardiDei
boas risadas ao ler "A chapa cabocla" (30 de dezembro). Cumprimento
o competente articulista pelas verdades ditas com muito humor. Que Serra e Marina
juntos iriam fazer muita água rolar é um fato, mas ganhariam a eleição? A
chapa cabocla implodiria a estrutura arcaica que sustenta a vida política
brasileira. Ela iniciaria uma nova era. Quem sabe, além da economia estável,
teríamos mais justiça social, preservação ambiental
etc.
J.R. GuzzoO artigo "Primeira classe" (23 de dezembro)
reproduz a realidade do acéfalo Judiciá-rio brasileiro e suas esdrúxulas
resoluções. Culpar a legislação vigente pelas famigeradas
aberrações jurídicas é fácil. Muito difícil
é compreender por que bêbados ao volante atropelam e matam mas não
ficam presos. Entretanto, e sem apologia, os presídios estão repletos
de criminosos que cometeram delitos insignificantes em relação à
vida. Na verdade, os juízes não se consideram apenas sábios,
mas legítimos "irmãos" de Deus, ou seja, tudo é
permitido a eles, exceto punições.
Lei RouanetEm vez de centralizar
o poder de decisão nas mãos do estado, a reforma da Lei Rouanet
vai democratizar o acesso a recursos públicos, baseada agora em critérios
transparentes para aprovação de projetos a serem financiados. O
objetivo é diminuir distorções que tornam a lei conhecida
publicamente, como o fato de que 3% dos proponentes captam mais da metade de todo
o dinheiro público para a cultura e os altos custos de intermediação
feita com dinheiro do contribuinte. O novo Fundo Nacional de Cultura (FNC), hoje
exclusivamente gerido pelo governo federal, passará a ter uma gestão
compartilhada com artistas e empresários. Além disso, contaremos
com uma rede de especialistas independentes que fará a análise dos
projetos, seguindo o bom exemplo de instituições como a Capes, o
CNPq e a Fapesp. O projeto deseja inverter o cenário atual, no qual 95%
dos recursos que financiam a Cultura são pagos pelo contribuinte e apenas
5% vêm do setor privado. O verdadeiro investimento privado em cultura deve
aumentar, assim como a presença de recursos públicos do novo fundo
("O estado quer ser crítico de arte", 23 de dezembro).
SuplicyA
seção Gente ("Vem aí o sungão 2010", 30
de dezembro) contém imprecisões. Não me coloquei como candidato
à Presidência em 2010.
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