BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
ACESSO LIVRE
Conheça as seções e áreas de VEJA.com
com acesso liberado
REVISTAS
VEJA
Edição 2037

5 de dezembro de 2007
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
Lya Luft
Millôr
André Petry
Diogo Mainardi
Reinaldo Azevedo
Roberto Pompeu de Toledo
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA.com
Holofote
Contexto
Radar
Veja essa
Gente
Datas
Auto-retrato
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
Publicidade
 

Cidadania eletrônica

Cartões tornam mais palatável a indigesta burocracia estatal


Fernanda Galvão

Marcelo Cura
Benefícios de bolso
Programas do governo são pagos com cartões

Os cartões magnéticos não servem apenas como meio de pagamento. Eles são eficientes dispositivos para tornar a administração pública mais ágil. A gestão do fundo de garantia do tempo de serviço (FGTS) é um bom exemplo. Trata-se de uma operação complexa. Todo trabalhador que tem (ou teve) um emprego formal é cotista desse fundo e possui tantas contas quantos foram seus empregos formais. Multiplique o número de empregadores pela quantidade de trabalhadores brasileiros e o resultado é um pesadelo administrativo, muita burocracia e incontáveis desvãos pelos quais podem passar muitas irregularidades. Para gerir essa montanha de informações, a Caixa Econômica Federal, administradora oficial do FGTS, lançou, em 2000, o Cartão do Cidadão. No princípio, sua única utilidade era permitir a consulta dos saldos do fundo. Sua praticidade levou a Caixa a expandir seu uso. Hoje, o cartão é utilizado por beneficiários de cerca de vinte programas governamentais, como o abono salarial, o seguro-desemprego e, mais recentemente, o Bolsa Família. "Ainda queremos novas formas de utilização do cartão", diz Ana Lúcia Amorim, gerente nacional de projetos sociais da Caixa.

Nos sete anos de funcionamento, já foram emitidos 85 milhões de cartões da Caixa, que movimentam anualmente, em média, 12,5 bilhões de reais em benefícios em 114,2 milhões de transações. "O cartão facilita a vida do trabalhador e do governo e a administração dos pagamentos para o banco", observa Ana Lúcia. Os cartões também têm sido usados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para reduzir o risco de fraudes e tornar mais ágil o pagamento de benefícios aos aposentados. Assim como a do FGTS, a gestão do INSS é uma operação complicada. São 25 milhões de aposentadorias e pensões pagas mensalmente, das quais 15 milhões são sacadas com o cartão especial da Previdência. O Ministério da Saúde usa 23 milhões de cartões magnéticos como forma de controlar os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Não é possível acreditar que, isoladamente, o uso de cartões vá tornar a gestão pública um modelo de eficiência. Para isso, é necessário reduzir a burocracia, exigir padrões de desempenho dos servidores, investir em treinamento de pessoal e em equipamento. Os cartões, ao menos, tornam mais palatável a indigesta burocracia estatal. Além disso, há um aspecto prático que, como bem lembra Ana Lúcia, não pode ser desprezado: "Se todas as pessoas que sacam dinheiro com os cartões fossem às agências, não teríamos condições de atendê-las".




  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |