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5 de dezembro de 2007
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Beleza
Em busca do colágeno perdido

Eliminar rugas e flacidez é um sonho –
novamente alimentado por uma máquina que
regenera as fibras de sustentação da pele


Anna Paula Buchalla

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Quadro: Como funciona o Titan
Exclusivo on-line
Em profundidade: Beleza e boa forma

Qual é o maior sonho de toda mulher que avança a marca dos 35 anos? Não, não é um príncipe encantado, um anel de brilhantes do outro mundo ou aquela bolsa carésima (esses são o segundo, o terceiro e o quarto itens, não necessariamente nessa ordem). O maior sonho é voltar a ter a pele lisinha, firme e viçosa. Para dar conta dessa missão (impossível, sentimos dizer), de tempos em tempos alardeiam-se métodos maravilhosos. O do momento atende pelo nome de Titan – uma máquina antiflacidez vendida pelo fabricante como uma alternativa ao lifting. Um exagero, evidentemente. O que faz boa parte da fama do Titan é o seu efeito vapt-vupt. Imediatamente após a sessão, é possível notar os resultados: a pele mais esticada e radiosa, sem expressão de cansaço. Tanto que há atrizes que se submetem ao procedimento antes de ir a festas, daí o apelido americano de "Oscar plastic". Annette Bening, Sandra Bullock e a apresentadora Oprah Winfrey já recorreram ao artifício. Esse "efeito Cinderela", no entanto, permanece apenas alguns dias. Os resultados mais duradouros só aparecem depois de três meses, no mínimo. O primeiro ano de tratamento requer mais de uma sessão. Depois, a manutenção é anual. O que faz o Titan? Estimula a regeneração e a formação de colágeno, a fibra de sustentação da pele de cuja fraqueza ou escassez se originam as rugas. Tal é, aliás, a estratégia dos procedimentos mais modernos para o rejuvenescimento da pele. "A estimulação de colágeno é para a primeira década do século XXI o que foi a toxina botulínica para os anos 90", diz o dermatologista Jardis Volpe, de São Paulo.

Roberto Setton
O dermatologista Jardis Volpe aplica o Titan: do efeito vapt-vupt surgiu o nome "Oscar plastic"

Aparelhos de laser, radiofreqüência e luz infravermelha são o que há de mais avançado para estimular a produção ou reduzir a frouxidão das fibras de colágeno. "O próximo passo é a combinação dessas tecnologias em um único equipamento", diz a dermatologista Érica Monteiro, da Universidade Federal de São Paulo. Por meio de luz infravermelha, o calor emitido pelo Titan estimula a formação de colágeno novo. Promove ainda uma retração imediata das fibras, melhorando a flacidez do rosto e de algumas partes do corpo, como abdômen, costas e braços. A energia liberada pelo calor intensifica a produção de colágeno no período de até um ano (veja o quadro abaixo). Outras estrelas dos consultórios, como o Fraxel, o ThermaCool e o Accent, ganharam recentemente novas versões: o Fraxel SR 1 500, o Accent XL e o ThermaCool NXT. Cada qual traz vantagens diferentes, dependendo do tipo de pele, do grau de envelhecimento e do local de maior flacidez – se rosto, pescoço ou membros, por exemplo. A segunda geração do laser Fraxel causa menos dor e tem mais potência. Ele atinge uma profundidade duas vezes maior em relação ao modelo anterior. "Além de melhorar rugas, manchas solares e a textura da pele, trata cicatrizes de acne e estrias", afirma o dermatologista Guilherme de Almeida, de São Paulo.

"Graças à popularização do laser, diminuiu o número de liftings", disse a VEJA o professor de dermatologia do Albert Einstein College of Medicine, Cameron Rokhsar. Os lasers são usados há mais de vinte anos na dermatologia. Os mais antigos, como o resurfacing de CO2, um tipo de peeling profundo, são muito agressivos – esfolam a pele e exigem, no mínimo, um mês de recuperação. Esses métodos podem ainda deixar manchas e cicatrizes. A nova geração de equipamentos alcança alvos mais seletivos e encontra o comprimento de onda mais preciso para que o colágeno seja estimulado sem agredir a superfície da pele. As novas terapias anti-rugas também são menos dolorosas e não exigem nenhum tipo de recuperação. Os tratamentos costumam girar em torno de 1.500 a 3.000 reais a sessão. Dá para voltar a ter a pele de antes dos 35 anos? Não, não dá. Mas dá para disfarçar bastante. Já está bom, convenhamos.

Xô, celulite?

A máquina VelaSmooth: se você ainda acredita em milagres...

A celulite é o maior inimigo estético da mulher. E dos médicos também. Nada do que se tentou até agora – de lipoaspiração a mesoterapia e drenagem linfática – se mostrou realmente efetivo contra aquela aparência de casca de laranja nas pernas e no bumbum, o horror feminino que se torna ainda maior no verão. A celulite resulta de fatores genéticos e hormonais combinados com excesso de peso e má circulação. O acúmulo de toxinas entre as células adiposas dificulta a passagem do sangue, levando à formação dos furinhos na pele. A aposta mais recente dos dermatologistas contra essa praga está para chegar ao Brasil – só falta o aval do Ministério da Saúde. O VelaSmooth, sucesso nos Estados Unidos e na Europa, é um equipamento que combina três das principais frentes de ataque à celulite: a endermologia, a radiofreqüência e a luz infravermelha. O somatório de diferentes ações potencializaria os resultados do tratamento. A endermologia funciona como uma espécie de drenagem linfática mecânica profunda, o que ajudaria a eliminar as toxinas. A radiofreqüência e a luz infravermelha fariam a reestruturação das fibras de colágeno, melhorando a flacidez. Elas também ajudariam na quebra das células de gordura. "O que se nota na prática é a redução de um ou dois graus do nível de celulite", diz o médico Marcelo Bellini, da Sociedade Brasileira de Medicina Estética. Se você não é mulher, talvez não saiba que os níveis de celulite variam do grau 1 ao 4, do mais leve ao mais intenso. Para que os primeiros resultados comecem a aparecer (se é que aparecem mesmo), são necessárias de doze a quinze sessões, de uma hora cada uma. Uma sessão custará o equivalente a 200 dólares. O tratamento requer manutenção constante e a infalível combinação de ginástica e dieta. Pensou que ia escapar do sacrifício, não é?




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