"Nossos
governantes encaram as Forças Armadas como
ameaça a seus desmandos, e não como guardiãs
de nossa soberania e segurança." Sylvia
Romano São
Paulo, SP
Forças Armadas
É lamentável
constatar a situação de penúria a que
chegaram nossas Forças Armadas ("Em que os militares
miram", 28 de novembro). Sobre a pergunta "Será
que um efetivo de 100.000 homens não seria suficiente?",
na minha opinião não seria, visto ser o Brasil
um país continental, onde cabem várias Colômbias,
Venezuelas e Bolívias juntas. Precisamos de um efetivo
militar condizente com nosso tamanho. Necessitamos urgentemente
de melhores salários, armas e treinamento
para nossos bravos soldados. Ulisses José
de Souza Vitória, ES
VEJA faz uma radiografia
perfeita da falta de investimentos em nossas Forças
Armadas. Além de países, temos ONGs, falsos
padres e missionários e até mesmo um órgão
público (Funai) que trabalham contra a soberania do
Brasil. A demarcação de áreas continentais
para "territórios" indígenas é
vergonhosa e somente beneficia seus falsos protetores. Luciano Coelho Barbosa Campo Grande, MS
Se na ufanista década
de 70 o lema era "Integrar para não entregar",
hoje parece prevalecer a política da terra
devastada: destruir para não entregar. É
realmente inquietante o destino que estamos dando a nossa
floresta. Quantos medicamentos e novas substâncias estão
virando cinzas porque não estamos sabendo cuidar do
nosso maior patrimônio? Antonio Cavalcanti da
Matta Ribeiro Bragança Paulista,
SP
Se o aparato militar
continuar despreparado como está, o Brasil, de fato,
será um "país de todos" (como apregoa
a propaganda governamental): de guerrilheiros colombianos
e de paramilitares venezuelanos, que poderão entrar
no país facilmente por terra ou ar. André Bessa Belo Horizonte, MG
A idéia de
que "potências estrangeiras" estariam de olho
na Amazônia é tosca. A Amazônia, como fonte
de recursos, não vale uma guerra. Ademais, nunca duas
democracias entraram em guerra, quanto mais pelo controle
de uma floresta. Nossos inimigos estão aqui mesmo,
no tal "socialismo do século XXI", ideologia
no ponto para levar a América do Sul de volta à
barbárie, e na união entre os diversos movimentos
e partidos revolucionários em prol da estratégia
continental de conquista do poder. Edgard da Costa Freitas
Neto Itabuna, BA
Como esposa de militar,
gostaria de agradecer a VEJA pela bela reportagem. VEJA mostrou
a real situação das Forças Armadas, que
se encontram à beira da falência, sucateadas
e frágeis, e nas quais militares dão o melhor
de si para servir um país que não valoriza a
sua defesa. Fabrizia Lima São Gonçalo,
RJ
Faço parte
da evasão da caserna. Servi por mais de vinte anos
no Exército brasileiro; já havia muito me decepcionado.
Estudei "clandestinamente" e passei no último
concurso público para a Polícia Federal. Sirvo
ainda ao Brasil, mas de forma competente, dinâmica,
prazerosa e bem remunerada, em comparação ao
soldo. Ednilson Trajano Pereira Mossoró, RN
Sou ex-militar e,
por experiência própria, posso afirmar que nas
Forças Armadas a evasão é cada vez maior.
Os oficiais saem por se sentir frustrados e os praças
já há algum tempo utilizam as instituições
como trampolim. É um primeiro emprego para garantir
alguma renda e em seguida alçar vôos mais
altos. Wellington Silva Brasília, DF
Passei minha infância
na vila militar de São Borja (RS), pois meu pai é
militar e lá serviu por nove anos. Naqueles tempos
o Exército era respeitado; apesar da ditadura, era
o orgulho de todos. Com o soldo de capitão, meu
pai educou cinco filhos. Hoje, com soldo de general, precisa
todo mês da ajuda do filho para comprar os remédios
necessários para amenizar as doenças da idade.
Sou servidor do Rio de Janeiro e, embora ganhe mal, recebo
o dobro de meu irmão, que é major do Exército.
Apesar de tanto massacre, o Exército ainda é
um símbolo nacional. Na Amazônia, ele leva saúde,
comida e esperança às populações
ribeirinhas. Henrique Pereira Leal Rio de Janeiro, RJ
O ministro Jobim
afirmou recentemente que o Ministério da Defesa, junto
com o Ministério Extraordinário de Ações
Estratégicas, apresentará em setembro de 2008
o Plano Estratégico de Defesa, para então definir
os investimentos nas três Forças. Será
que esse plano mudará as necessidades que as três
Forças já levantaram? Quanto aos salários,
existe uma defasagem de cerca de 80% em relação
aos das demais categorias, particularmente do Poder Executivo,
como foi mostrado nas pesquisas de VEJA. Aponto exemplos:
os salários da Polícia Militar do Distrito Federal,
que são pagos pela União, estão
cerca de 40% acima dos salários dos militares das Forças
Armadas; na Polícia Federal, um agente em início
de carreira ganha o mesmo que um capitão do Exército
com mais de dez anos de carreira e um delegado recém-concursado
ganha mais que um general com mais de 35 anos de serviço.
Mas o ministro Jobim tem afirmado que não aceita discutir
parâmetros de comparação salarial com
outras categorias. Então vamos aguardar. Luiz Carlos Marchetti Campo Grande, MS
A questão
central não é manter 190.000 homens armados
"sem guerra à vista" (na opinião dos
repórteres). A questão central é entender
que é um desperdício manter uma força
mal equipada, mal paga e com restrições para
o seu treinamento. Marcelo Hecksher Coronel-aviador Sobradinho, DF
Saulo Ramos
Gostaria de cumprimentar VEJA
pela excelente entrevista com Saulo Ramos (Amarelas, 28 de
novembro), notável advogado que, como o vinho,
quanto mais velho, melhor. VEJA perguntou ao ilustre jurista
sobre a oportunidade que teve o presidente Lula de escolher
sete dos onze ministros do STF; portanto, além de aparelhar
a máquina do estado, em particular, teria condições
de aparelhar o STF. Saulo afirma que "somente uma minoria
de dois ou três são intelectualmente fracos".
Quem são? Saulo elegantemente não enumera, mas
dá algumas pistas. Wagner Pires de Oliveira Brasília, DF
Ler a entrevista
com o ilustre jurista Saulo Ramos é, acima de quaisquer
outros atributos, uma honra prazerosa. É essa a diferença
que VEJA faz: está sempre buscando o lado lúcido
de que o Brasil tanto necessita. Homens como o doutor Saulo
Ramos não devem estar à parte desse processo.
Se há uma Constituição para ser seguida,
por que então agredi-la com tantas medidas provisórias,
num ato claro de contrariedade à própria
democracia? Djalma Alves Gomes Salvador, BA
O doutor Saulo Ramos
diz que a Constituição de 1988, na essência,
serviu bem ao país. Mas desanca e esculhamba barbaramente
o nosso documento maior. Aliás, esse mesmo comportamento
o ilustre advogado teve no seu livro de memórias Código
da Vida, em que sai atirando contra todo mundo,
menos contra o governo Sarney, de que participou com destaque.
É lamentável. Joares Antonio Caovilla Brasília, DF
Partidos
A idéia da
prorrogação de mandatos, além de estapafúrdia,
é um atentado à Constituição.
Não tem o menor cabimento a notícia veiculada
na última edição da VEJA ("Os tucanos
tentam reagir", 28 de novembro) segundo a qual eu estaria
me encontrando com o ex-ministro José Dirceu para tratar
desse e de outros assuntos políticos. Aloysio Nunes Ferreira
Filho Secretário-chefe
da Casa Civil do Governo
de São Paulo São Paulo, SP
Como leitor de VEJA,
venho tendo semanalmente verdadeiras aulas sobre como funciona
a astúcia institucionalizada, sob o rótulo falso
de "política". Aprendi que no país
do mensalão a "oposição" inexiste.
O que existe são grupos "em posição" de
dar o bote. Levi Bronzeado dos Santos Guarabira, PB
Senado
O Senado da República
deve ser mantido, sem dúvida. Agora, essa farra de
oito anos, suplência etc., é um verdadeiro estelionato
eleitoral, como diz o senador Demóstenes Torres ("O
fim do senador sem voto", 28 de novembro). Graças
ao nosso senador Renan Calheiros, essa instituição,
até então longe dos olhos dos seus eleitores,
está sendo a vidraça da vez. Isaac Soares de Lima Maceió, AL
Renan Calheiros
Fiquei desanimado
ao ler a reportagem "Presente de Natal" (28 de novembro).
Mais uma absolvição de Renan Calheiros está
pintando. Um senador que passa por três julgamentos
de quebra de decoro parlamentar continuar faceiro e sorridente
na maior cara-de-pau me causa in-cômodo e revolta. Rafael Cavaler Garcia Curitiba, PR
A se perpetrar
esse acintoso acordo entre o PMDB e o PT, pelo qual o primeiro,
em atitude fisiológica, aprova a prorrogação
da CPMF e o segundo, para o qual os fins justificam os meios, livra
novamente Renan da cassação, estará demonstrada
a razão dos que querem extinguir o Senado. João Zanatta Florianópolis,
SC
Não fizeram
diferença alguma a indignação e a vergonha
do povo brasileiro. Agora virá mais uma decepção
e o país seguirá sendo o paraíso da maracutaia,
da tramóia e da corrupção. Péssima
maneira de comemorar os 22 anos de democracia. Fausto Góes Fontes
Neto Las Palmas, Gran Canária,
Espanha
Revoltante a classe
política no Brasil. Não vejo discussões
para atender aos interesses da população. Tudo
é baseado na troca de favores para a preservação
e o ganho de poder deles próprios. E o povo assistindo
a tudo sem falar nada. O que importa é se o Flamengo
ou o Corinthians jogaram bem no fim de semana. Lamentável.
E as eleições para presidente, governadores,
deputados e senadores sempre coincidindo com a Copa do Mundo. Renato Roizenblit São Paulo, SP
França
O Brasil enfrenta
problemas muito semelhantes aos da França, com
privilégios inaceitáveis para servidores públicos
e aposentadorias precoces fora da realidade. O povo, que paga
a conta, reclama, e os privilegiados lutam nas ruas para
não perder seus direitos. Parabéns pela
reportagem "A batalha da França" (28 de novembro),
do jornalista Duda Teixeira. Cláudio Froes
Pena Porto Alegre, RS
Nem Lula, nem Dilma,
nem Serra, nem Aécio. Sarkozy para presidente do Brasil
em 2010! Tem muito "regime especial" a ser revogado
no Brasil! Tem muito privilégio a ser revisto! Ruy Pigatto Curitiba, PR
Crime no Pará
A violência
sofrida por L.A.B. ("Presa, estuprada e torturada",
28 de novembro) deve servir de alerta à sociedade.
Antes de respirarmos aliviados pelos dolorosos fatos não
terem ocorrido conosco ou com uma de nossas filhas, lembremo-nos
de que este é um país em que qualquer um que
não possua dinheiro, amigos influentes ou imunidade
parlamentar está sujeito a ter seus direitos constitucionais
desrespeitados a qualquer momento. Bleny Camêlo da
Silva Maceió, AL
Trata-se de uma
brutalidade inacreditável o que ocorreu em nosso estado.
A negligência das autoridades nos deixa assombrados
e cobertos de vergonha. Inaceitável que a nossa governadora
curta a vida e cuide da família enquanto a selvageria toma
conta do Pará. Geraldo Rogério
Silva Pinho Belém, PA
Ao ler a reportagem,
fiquei completamente entristecido e envergonhado de minha
origem brasileira. Temos uma passividade para tolerar fatos
desumanos como se eles fossem corriqueiros, e na verdade eles
o são. Antônio Soares
Júnior Sítio Novo,
MA
Sempre considerei
a situação carcerária do país
a nossa maior vergonha. Pior que a da saúde e a da
educação. Mas o ocorrido no Pará extrapola
tudo o que de pior podíamos esperar. É estarrecedor
saber que, além de tudo, foi uma "mulher"
quem colocou essa menina naquela cela. Desperta na gente um
instinto maldoso que é a vontade de ver essa senhora
na mesma cela com os mesmos homens por um dia que fosse. Nanci Morgato de Mello
Eiras São Paulo, SP
O governo estadual
ignorar uma lei federal, que proíbe mulheres na mesma
cela de homens, e lá colocar uma menina? É caso
de intervenção. Acho que a delegada Flávia
Pereira, a juíza Clarice de Andrade e a governadora
Ana Júlia, três mulheres comandantes, mas mergulhadas
num poço de insensibilidade, deveriam dormir apenas
uma noite naquela cela. Marcio Luiz Miranda
de Paula São Paulo, SP
Monstros os torturadores
da menina, os transeuntes que não denunciaram e, principalmente,
a delegada e a juíza que permitiram que tal barbárie
acontecesse. Flavia Pacheco Curitiba, PR
Stephen Kanitz
Amante da verdade
que sou, compartilho da opinião de Stephen Kanitz,
de que falta mais franqueza em nossos relacionamentos ("Como
combater a arrogância", 28 de novembro). Neste
país não costumamos colocar limite às
pessoas, confundindo tolerância com permissividade,
respaldando um mundo onde vale quem grita mais alto (o que
não poderia ser chamado de civilização).
De que temos tanto medo? Seria tão grande nosso complexo
de inferioridade? Acredito que reconhecer a verdade é
essencial para formar uma sociedade próspera e sustentável.
Infelizmente, não vislumbro como isso possa acontecer
no Brasil. Paula Kipper Santa Cruz do Sul,
RS
No Brasil é
muito difícil criticar, corrigir, debater ou expor
opinião sobre qualquer assunto. As pessoas se sentem
inferiorizadas quando são criticadas ou corrigidas,
o que acredito ser arrogância, como Kanitz disse. Obrigado
por abrir a cabeça dos brasileiros. Angelo Piovesan Niterói, RJ
Há muito
não lia algo com a caneta na mão, sublinhando
o que para mim é destaque no texto. E nunca tinha me
apossado do texto de ninguém. Pois, ao fim da leitura,
risquei o nome dele e coloquei o meu na página, apropriando-me
de todas as idéias, conceitos, constatações
e ensinamentos. Mas sou obrigado a devolver a Kanitz
uma crítica que ele fez genialmente aos
outros. Ele não publica seu e-mail. Só o site.
Isso dificulta a interatividade defendida por ele. José Artur Paes
Vieira de Melo Recife, PE
Roberto Pompeu
de Toledo
Parabéns
a Roberto Pompeu de Toledo pelo brilhante ensaio "A
palavra como reforço à doença" (28
de novembro). Permito-me adicionar aos termos médicos
citados a palavra UTI, utilizada como que representando um
evento terminal, quando na verdade significa a luta incansável
pela vida. Melhor fariam os políticos em se ater a
metáforas policiais em vez de enveredar por citações
médicas. Claiton Martelli Cardiologista Curitiba, PR
É desumano
saquear terminologias médicas sem pensar nas conseqüências
maléficas que isso causa. Penso que deveria haver uma
campanha nacional de conscientização para que
esse comportamento leviano fosse banido do planeta. Arlindo Bueno Filho Casa Branca, SP
Especial Tecnologia
Eu tenho o maior
orgulho de ser leitor e assinante da melhor revista semanal
do Brasil! Só VEJA para dar esse presente no fim do
ano (Especial Tecnologia, novembro de 2007). Parabéns
pelo trabalho, pela dedicação e pelo respeito
aos milhares de leitores. Essa edição chegou
na hora certa. Muito obrigado, de coração! Mario L. Santos São Paulo, SP
Parabéns
pela edição especial de Natal VEJA Tecnologia.
Muito bom o conjunto de informações sobre o
que há de novo nesse mundo que não pára
de evoluir e que leva a informação de uma maneira
mais rápida e com melhor qualidade. Gildo Paretti Por e-mail
Muito bom o conteúdo
de VEJA Tecnologia. Como para a maioria da população
o que interessa mesmo é a televisão, a imagem
disponível está cada dia melhor. Já não
se pode dizer o mesmo da potência do som. Sem mudar
de canal, se entra um anúncio, o som fica mais alto.
Quando se muda de canal, ele some ou aumenta. No dia em que
o som chegar à nossa TV mais ou menos equalizado, nossos
ouvidos agradecerão. Vicente Petinati Netto São Paulo, SP
Tecnologia
Em relação
à reportagem "O celular paga a conta" (28
de novembro), gostaria de informar que a Refrigerantes Minas
Gerais (Remil), fabricante dos produtos Coca-Cola no estado,
já oferece desde junho deste ano o serviço de
compra dos produtos das máquinas Coca-Cola, denominadas
vending machines, utilizando o celular. O projeto foi
lançado pioneiramente em Belo Horizonte, em parceria
com a M-Pay (Mobile Payment System), a Telemig Celular e a
Visa. A operação de compra pode ser realizada
por meio da operadora de celular e o valor é cobrado
pelo cartão de crédito Visa. Rodrigo Campos Diretor de marketing
da Remil Belo Horizonte, MG
Forças
Armadas 2
Na belíssima
reportagem "Em que os militares miram" (28 de novembro),
os tanques mencionados ao pé da página
132 são os M41 Walker Bulldog, que na década
de 70 sofreram processo de repotencialização,
recebendo nova unidade motriz, transmissão e canhão
de 90 milímetros, em lugar do original de 76 milímetros,
e passando a ser denominados M41C (de Caxias). Tais modificações
deixaram os tanques desbalanceados e com problemas de tração,
entre outros, a ponto de terem sido preteridos. Parabéns
pela reportagem e espero outra em breve apontando soluções
que sirvam para a elaboração do novo plano de defesa
nacional. Ivan Alves de Barros Surubim, PE
Saulo Ramos
2
Nas páginas
amarelas da edição de 28 de novembro, o ilustre
advogado Saulo Ramos dá uma entrevista com cujos pontos
principais eu concordo. Não obstante, comete dois deslizes.
O primeiro ao atribuir a mim voto favorável à
emenda proposta por Fernando Gasparian, meu saudoso amigo,
fixando na Constituição em 12% os juros máximos
a ser cobrados no país. O entrevistado não se
deu ao trabalho de pesquisar os votos. Eu não estive
presente à votação no primeiro turno,
o que equivalia a não aprová-la, pois a matéria
exigia quórum qualificado para aprovação,
que obteve 559 votos contra a opinião de 99 deputados.
No segundo turno, acompanhei o voto do deputado Luis Roberto
Pontes em sua emenda, que mandava a matéria ser fixada
em lei ordinária. Perdemos, tendo obtido apenas 78
votos, contra os mesmos 559. Quanto à pessoalíssima
interpretação de que, uma vez aprovado um plebiscito
em 1963 contra o parlamentarismo (caso Jango Goulart), a Constituinte
soberana não poderia mudar a forma de
governo, trata-se apenas de opinião, que não
foi acompanhada pelos constituintes. Foi contra invectivas
arrogantes do ilustre causídico às decisões
da Constituinte que me opus, e não em função
da matéria da fixação de juros. Incitei-o
a que buscasse primeiro o mandato popular para depois se intrometer
na Constituinte. Infelizmente, pois Saulo Ramos seria excelente
parlamentar, o povo não endossou minha sugestão
nem os propósitos dele. Fernando Henrique Cardoso Sociólogo, presidente
do iFHC (www.ifhc.org.br) São Paulo, SP
Moda
A cópia de
modelagem, estampas e design é considerada ato ilícito
no Brasil e vem sendo combatida com êxito pelos titulares
das respectivas criações, não só
nos Estados Unidos como também aqui. Essa prática
está inserida nas modalidades de concorrência
desleal e infração de direitos autorais, já
existindo inclusive decisões judiciais nesse sentido,
proferidas por tribunais brasileiros ("Saiu lá,
multiplicou aqui", 28 de novembro). Luiz Edgard Montaury
Pimenta Advogado Rio de Janeiro, RJ
Correção:a medida que poderia aumentar os mandatos atuais não
inclui os prefeitos ("Os tucanos tentam reagir",
28 de novembro).
O porto de submarinos
Porto de Humaitá: as águas
tomaram conta
Uma obra preocupa
o leitor amazonense Benhur Luiz Maieron, da cidade de
Humaitá. "Aqui na Amazônia o dinheiro
público não some no buraco, some na água.
As imagens (fotos) são do porto de Humaitá,
cidade localizada no sul do Amazonas. A obra, de quase
10 milhões de reais, teve início quando
o nível da água do Rio Madeira começava
a subir, quando deveria ter sido o contrário.
Dois meses depois, está tudo alagado e há
sério risco de desmoronamento da rua localizada
na margem, quando o nível do rio atingir o máximo.
O povo já batizou o local de Piscinão
de Ramos e os mais gaiatos dizem que se trata
do primeiro porto para submarinos, pois está
submerso. Para a imprensa local (www.ocurumim.com.br),
o porto teria sido engolido pela cobra-grande, a boiúna
do folclore amazônico. É, as cobras daqui
são realmente muito grandes."
A pomba da paz
A Pomba da Concórdia:
paz no STF
A leitora Nídia
Maria Martins leu a reportagem "Barraco no Supremo"
(21 de novembro) e resolveu comentá-la de forma
original: "Faço da foto do grande Gervásio
Baptista, que na opinião de muitos é o
melhor fotojornalista do país, a minha carta
do leitor, desejando que a paz reine no STF". Gervásio
Baptista iniciou sua carreira no jornal O Estado da
Bahia, transferindo-se depois para o Rio de Janeiro,
onde trabalhou em O Cruzeiro e Manchete. Documentou
a construção de Brasília e fez
a famosa foto de Juscelino Kubitschek acenando com o
chapéu. Foi fotógrafo oficial de Tancredo
Neves. A foto enviada por Nídia é A Pomba
da Concórdia, com a qual a leitora manifesta
seu desejo de que reine a paz entre os juízes
da mais alta corte do país.
A TV em cores
no Brasil
Ooops!: 25 anos não. São
35 anos de TV em cores entre nós
Na capa da edição
especial VEJA Tecnologia (28 de novembro) foi
publicado que no Brasil a TV em cores tem 25 anos. Na
verdade são 35 anos. A primeira transmissão
em cores se deu, experimentalmente, durante a Copa de
70, para um grupo seleto de pessoas. A primeira transmissão
aberta da TV em cores aconteceu dois anos depois, no
dia 19 de fevereiro de 1972, durante a Festa da Uva
de Caxias do Sul, com a presença de Jô
Soares, Francisco Cuoco e Tônia Carrero. No dia
31 de março do mesmo ano foi ao ar o Caso
Especial Meu Primeiro Baile, com Glória Menezes
e Marcos Paulo, o primeiro programa produzido e transmitido
em cores. A primeira novela colorida foi O Bem-Amado,
de Dias Gomes, em 1973.