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Edição 2037

5 de dezembro de 2007
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Cartas

"Nossos governantes encaram as Forças Armadas como ameaça a seus desmandos, e não como guardiãs de nossa soberania e segurança."
Sylvia Romano
São Paulo, SP

Forças Armadas

É lamentável constatar a situação de penúria a que chegaram nossas Forças Armadas ("Em que os militares miram", 28 de novembro). Sobre a pergunta "Será que um efetivo de 100.000 homens não seria suficiente?", na minha opinião não seria, visto ser o Brasil um país continental, onde cabem várias Colômbias, Venezuelas e Bolívias juntas. Precisamos de um efetivo militar condizente com nosso tamanho. Necessitamos urgentemente de melhores salários, armas e treinamento para nossos bravos soldados.
Ulisses José de Souza
Vitória, ES

VEJA faz uma radiografia perfeita da falta de investimentos em nossas Forças Armadas. Além de países, temos ONGs, falsos padres e missionários e até mesmo um órgão público (Funai) que trabalham contra a soberania do Brasil. A demarcação de áreas continentais para "territórios" indígenas é vergonhosa e somente beneficia seus falsos protetores.
Luciano Coelho Barbosa
Campo Grande, MS

Se na ufanista década de 70 o lema era "Integrar para não entregar", hoje parece prevalecer a política da terra devastada: destruir para não entregar. É realmente inquietante o destino que estamos dando a nossa floresta. Quantos medicamentos e novas substâncias estão virando cinzas porque não estamos sabendo cuidar do nosso maior patrimônio?
Antonio Cavalcanti da Matta Ribeiro
Bragança Paulista, SP

Se o aparato militar continuar despreparado como está, o Brasil, de fato, será um "país de todos" (como apregoa a propaganda governamental): de guerrilheiros colombianos e de paramilitares venezuelanos, que poderão entrar no país facilmente por terra ou ar.
André Bessa
Belo Horizonte, MG

A idéia de que "potências estrangeiras" estariam de olho na Amazônia é tosca. A Amazônia, como fonte de recursos, não vale uma guerra. Ademais, nunca duas democracias entraram em guerra, quanto mais pelo controle de uma floresta. Nossos inimigos estão aqui mesmo, no tal "socialismo do século XXI", ideologia no ponto para levar a América do Sul de volta à barbárie, e na união entre os diversos movimentos e partidos revolucionários em prol da estratégia continental de conquista do poder.
Edgard da Costa Freitas Neto
Itabuna, BA

Como esposa de militar, gostaria de agradecer a VEJA pela bela reportagem. VEJA mostrou a real situação das Forças Armadas, que se encontram à beira da falência, sucateadas e frágeis, e nas quais militares dão o melhor de si para servir um país que não valoriza a sua defesa.
Fabrizia Lima
São Gonçalo, RJ

Faço parte da evasão da caserna. Servi por mais de vinte anos no Exército brasileiro; já havia muito me decepcionado. Estudei "clandestinamente" e passei no último concurso público para a Polícia Federal. Sirvo ainda ao Brasil, mas de forma competente, dinâmica, prazerosa e bem remunerada, em comparação ao soldo.
Ednilson Trajano Pereira
Mossoró, RN

Sou ex-militar e, por experiência própria, posso afirmar que nas Forças Armadas a evasão é cada vez maior. Os oficiais saem por se sentir frustrados e os praças já há algum tempo utilizam as instituições como trampolim. É um primeiro emprego para garantir alguma renda e em seguida alçar vôos mais altos.
Wellington Silva
Brasília, DF

Passei minha infância na vila militar de São Borja (RS), pois meu pai é militar e lá serviu por nove anos. Naqueles tempos o Exército era respeitado; apesar da ditadura, era o orgulho de todos. Com o soldo de capitão, meu pai educou cinco filhos. Hoje, com soldo de general, precisa todo mês da ajuda do filho para comprar os remédios necessários para amenizar as doenças da idade. Sou servidor do Rio de Janeiro e, embora ganhe mal, recebo o dobro de meu irmão, que é major do Exército. Apesar de tanto massacre, o Exército ainda é um símbolo nacional. Na Amazônia, ele leva saúde, comida e esperança às populações ribeirinhas.
Henrique Pereira Leal
Rio de Janeiro, RJ

O ministro Jobim afirmou recentemente que o Ministério da Defesa, junto com o Ministério Extraordinário de Ações Estratégicas, apresentará em setembro de 2008 o Plano Estratégico de Defesa, para então definir os investimentos nas três Forças. Será que esse plano mudará as necessidades que as três Forças já levantaram? Quanto aos salários, existe uma defasagem de cerca de 80% em relação aos das demais categorias, particularmente do Poder Executivo, como foi mostrado nas pesquisas de VEJA. Aponto exemplos: os salários da Polícia Militar do Distrito Federal, que são pagos pela União, estão cerca de 40% acima dos salários dos militares das Forças Armadas; na Polícia Federal, um agente em início de carreira ganha o mesmo que um capitão do Exército com mais de dez anos de carreira e um delegado recém-concursado ganha mais que um general com mais de 35 anos de serviço. Mas o ministro Jobim tem afirmado que não aceita discutir parâmetros de comparação salarial com outras categorias. Então vamos aguardar.
Luiz Carlos Marchetti
Campo Grande, MS

A questão central não é manter 190.000 homens armados "sem guerra à vista" (na opinião dos repórteres). A questão central é entender que é um desperdício manter uma força mal equipada, mal paga e com restrições para o seu treinamento.
Marcelo Hecksher
Coronel-aviador
Sobradinho, DF

 

Saulo Ramos

Gostaria de cumprimentar VEJA pela excelente entrevista com Saulo Ramos (Amarelas, 28 de novembro), notável advogado que, como o vinho, quanto mais velho, melhor. VEJA perguntou ao ilustre jurista sobre a oportunidade que teve o presidente Lula de escolher sete dos onze ministros do STF; portanto, além de aparelhar a máquina do estado, em particular, teria condições de aparelhar o STF. Saulo afirma que "somente uma minoria de dois ou três são intelectualmente fracos". Quem são? Saulo elegantemente não enumera, mas dá algumas pistas.
Wagner Pires de Oliveira
Brasília, DF

Ler a entrevista com o ilustre jurista Saulo Ramos é, acima de quaisquer outros atributos, uma honra prazerosa. É essa a diferença que VEJA faz: está sempre buscando o lado lúcido de que o Brasil tanto necessita. Homens como o doutor Saulo Ramos não devem estar à parte desse processo. Se há uma Constituição para ser seguida, por que então agredi-la com tantas medidas provisórias, num ato claro de contrariedade à própria democracia?
Djalma Alves Gomes
Salvador, BA

O doutor Saulo Ramos diz que a Constituição de 1988, na essência, serviu bem ao país. Mas desanca e esculhamba barbaramente o nosso documento maior. Aliás, esse mesmo comportamento o ilustre advogado teve no seu livro de memórias Código da Vida, em que sai atirando contra todo mundo, menos contra o governo Sarney, de que participou com destaque. É lamentável.
Joares Antonio Caovilla
Brasília, DF

 

Partidos

A idéia da prorrogação de mandatos, além de estapafúrdia, é um atentado à Constituição. Não tem o menor cabimento a notícia veiculada na última edição da VEJA ("Os tucanos tentam reagir", 28 de novembro) segundo a qual eu estaria me encontrando com o ex-ministro José Dirceu para tratar desse e de outros assuntos políticos.
Aloysio Nunes Ferreira Filho
Secretário-chefe da Casa Civil do Governo de São Paulo
São Paulo, SP

Como leitor de VEJA, venho tendo semanalmente verdadeiras aulas sobre como funciona a astúcia institucionalizada, sob o rótulo falso de "política". Aprendi que no país do mensalão a "oposição" inexiste. O que existe são grupos "em posição" de dar o bote.
Levi Bronzeado dos Santos
Guarabira, PB

 

Senado

O Senado da República deve ser mantido, sem dúvida. Agora, essa farra de oito anos, suplência etc., é um verdadeiro estelionato eleitoral, como diz o senador Demóstenes Torres ("O fim do senador sem voto", 28 de novembro). Graças ao nosso senador Renan Calheiros, essa instituição, até então longe dos olhos dos seus eleitores, está sendo a vidraça da vez.
Isaac Soares de Lima
Maceió, AL

 

Renan Calheiros

Fiquei desanimado ao ler a reportagem "Presente de Natal" (28 de novembro). Mais uma absolvição de Renan Calheiros está pintando. Um senador que passa por três julgamentos de quebra de decoro parlamentar continuar faceiro e sorridente na maior cara-de-pau me causa in-cômodo e revolta.
Rafael Cavaler Garcia
Curitiba, PR

A se perpetrar esse acintoso acordo entre o PMDB e o PT, pelo qual o primeiro, em atitude fisiológica, aprova a prorrogação da CPMF e o segundo, para o qual os fins justificam os meios, livra novamente Renan da cassação, estará demonstrada a razão dos que querem extinguir o Senado.
João Zanatta
Florianópolis, SC

Não fizeram diferença alguma a indignação e a vergonha do povo brasileiro. Agora virá mais uma decepção e o país seguirá sendo o paraíso da maracutaia, da tramóia e da corrupção. Péssima maneira de comemorar os 22 anos de democracia.
Fausto Góes Fontes Neto
Las Palmas, Gran Canária, Espanha

Revoltante a classe política no Brasil. Não vejo discussões para atender aos interesses da população. Tudo é baseado na troca de favores para a preservação e o ganho de poder deles próprios. E o povo assistindo a tudo sem falar nada. O que importa é se o Flamengo ou o Corinthians jogaram bem no fim de semana. Lamentável. E as eleições para presidente, governadores, deputados e senadores sempre coincidindo com a Copa do Mundo.
Renato Roizenblit
São Paulo, SP

 

França

O Brasil enfrenta problemas muito semelhantes aos da França, com privilégios inaceitáveis para servidores públicos e aposentadorias precoces fora da realidade. O povo, que paga a conta, reclama, e os privilegiados lutam nas ruas para não perder seus direitos. Parabéns pela reportagem "A batalha da França" (28 de novembro), do jornalista Duda Teixeira.
Cláudio Froes Pena
Porto Alegre, RS

Nem Lula, nem Dilma, nem Serra, nem Aécio. Sarkozy para presidente do Brasil em 2010! Tem muito "regime especial" a ser revogado no Brasil! Tem muito privilégio a ser revisto!
Ruy Pigatto
Curitiba, PR

 

Crime no Pará

A violência sofrida por L.A.B. ("Presa, estuprada e torturada", 28 de novembro) deve servir de alerta à sociedade. Antes de respirarmos aliviados pelos dolorosos fatos não terem ocorrido conosco ou com uma de nossas filhas, lembremo-nos de que este é um país em que qualquer um que não possua dinheiro, amigos influentes ou imunidade parlamentar está sujeito a ter seus direitos constitucionais desrespeitados a qualquer momento.
Bleny Camêlo da Silva
Maceió, AL

Trata-se de uma brutalidade inacreditável o que ocorreu em nosso estado. A negligência das autoridades nos deixa assombrados e cobertos de vergonha. Inaceitável que a nossa governadora curta a vida e cuide da família enquanto a selvageria toma conta do Pará.
Geraldo Rogério Silva Pinho
Belém, PA

Ao ler a reportagem, fiquei completamente entristecido e envergonhado de minha origem brasileira. Temos uma passividade para tolerar fatos desumanos como se eles fossem corriqueiros, e na verdade eles o são.
Antônio Soares Júnior
Sítio Novo, MA

Sempre considerei a situação carcerária do país a nossa maior vergonha. Pior que a da saúde e a da educação. Mas o ocorrido no Pará extrapola tudo o que de pior podíamos esperar. É estarrecedor saber que, além de tudo, foi uma "mulher" quem colocou essa menina naquela cela. Desperta na gente um instinto maldoso que é a vontade de ver essa senhora na mesma cela com os mesmos homens por um dia que fosse.
Nanci Morgato de Mello Eiras
São Paulo, SP

O governo estadual ignorar uma lei federal, que proíbe mulheres na mesma cela de homens, e lá colocar uma menina? É caso de intervenção. Acho que a delegada Flávia Pereira, a juíza Clarice de Andrade e a governadora Ana Júlia, três mulheres comandantes, mas mergulhadas num poço de insensibilidade, deveriam dormir apenas uma noite naquela cela.
Marcio Luiz Miranda de Paula
São Paulo, SP

Monstros os torturadores da menina, os transeuntes que não denunciaram e, principalmente, a delegada e a juíza que permitiram que tal barbárie acontecesse.
Flavia Pacheco
Curitiba, PR

 

Stephen Kanitz

Amante da verdade que sou, compartilho da opinião de Stephen Kanitz, de que falta mais franqueza em nossos relacionamentos ("Como combater a arrogância", 28 de novembro). Neste país não costumamos colocar limite às pessoas, confundindo tolerância com permissividade, respaldando um mundo onde vale quem grita mais alto (o que não poderia ser chamado de civilização). De que temos tanto medo? Seria tão grande nosso complexo de inferioridade? Acredito que reconhecer a verdade é essencial para formar uma sociedade próspera e sustentável. Infelizmente, não vislumbro como isso possa acontecer no Brasil.
Paula Kipper
Santa Cruz do Sul, RS

No Brasil é muito difícil criticar, corrigir, debater ou expor opinião sobre qualquer assunto. As pessoas se sentem inferiorizadas quando são criticadas ou corrigidas, o que acredito ser arrogância, como Kanitz disse. Obrigado por abrir a cabeça dos brasileiros.
Angelo Piovesan
Niterói, RJ 

Há muito não lia algo com a caneta na mão, sublinhando o que para mim é destaque no texto. E nunca tinha me apossado do texto de ninguém. Pois, ao fim da leitura, risquei o nome dele e coloquei o meu na página, apropriando-me de todas as idéias, conceitos, constatações e ensinamentos. Mas sou obrigado a devolver a Kanitz uma crítica que ele fez – genialmente – aos outros. Ele não publica seu e-mail. Só o site. Isso dificulta a interatividade defendida por ele.
José Artur Paes Vieira de Melo
Recife, PE

 

Roberto Pompeu de Toledo

Parabéns a Roberto Pompeu de Toledo pelo brilhante ensaio "A palavra como reforço à doença" (28 de novembro). Permito-me adicionar aos termos médicos citados a palavra UTI, utilizada como que representando um evento terminal, quando na verdade significa a luta incansável pela vida. Melhor fariam os políticos em se ater a metáforas policiais em vez de enveredar por citações médicas.
Claiton Martelli
Cardiologista
Curitiba, PR

É desumano saquear terminologias médicas sem pensar nas conseqüências maléficas que isso causa. Penso que deveria haver uma campanha nacional de conscientização para que esse comportamento leviano fosse banido do planeta.
Arlindo Bueno Filho
Casa Branca, SP

 

Especial Tecnologia

Eu tenho o maior orgulho de ser leitor e assinante da melhor revista semanal do Brasil! Só VEJA para dar esse presente no fim do ano (Especial Tecnologia, novembro de 2007). Parabéns pelo trabalho, pela dedicação e pelo respeito aos milhares de leitores. Essa edição chegou na hora certa. Muito obrigado, de coração!
Mario L. Santos
São Paulo, SP

Parabéns pela edição especial de Natal VEJA Tecnologia. Muito bom o conjunto de informações sobre o que há de novo nesse mundo que não pára de evoluir e que leva a informação de uma maneira mais rápida e com melhor qualidade.
Gildo Paretti
Por e-mail

Muito bom o conteúdo de VEJA Tecnologia. Como para a maioria da população o que interessa mesmo é a televisão, a imagem disponível está cada dia melhor. Já não se pode dizer o mesmo da potência do som. Sem mudar de canal, se entra um anúncio, o som fica mais alto. Quando se muda de canal, ele some ou aumenta. No dia em que o som chegar à nossa TV mais ou menos equalizado, nossos ouvidos agradecerão.
Vicente Petinati Netto
São Paulo, SP

 

Tecnologia

Em relação à reportagem "O celular paga a conta" (28 de novembro), gostaria de informar que a Refrigerantes Minas Gerais (Remil), fabricante dos produtos Coca-Cola no estado, já oferece desde junho deste ano o serviço de compra dos produtos das máquinas Coca-Cola, denominadas vending machines, utilizando o celular. O projeto foi lançado pioneiramente em Belo Horizonte, em parceria com a M-Pay (Mobile Payment System), a Telemig Celular e a Visa. A operação de compra pode ser realizada por meio da operadora de celular e o valor é cobrado pelo cartão de crédito Visa.
Rodrigo Campos
Diretor de marketing da Remil
Belo Horizonte, MG

 

Forças Armadas 2

Na belíssima reportagem "Em que os militares miram" (28 de novembro), os tanques mencionados ao pé da página 132 são os M41 Walker Bulldog, que na década de 70 sofreram processo de repotencialização, recebendo nova unidade motriz, transmissão e canhão de 90 milímetros, em lugar do original de 76 milímetros, e passando a ser denominados M41C (de Caxias). Tais modificações deixaram os tanques desbalanceados e com problemas de tração, entre outros, a ponto de terem sido preteridos. Parabéns pela reportagem e espero outra em breve apontando soluções que sirvam para a elaboração do novo plano de defesa nacional.
Ivan Alves de Barros
Surubim, PE

 

Saulo Ramos 2

Nas páginas amarelas da edição de 28 de novembro, o ilustre advogado Saulo Ramos dá uma entrevista com cujos pontos principais eu concordo. Não obstante, comete dois deslizes. O primeiro ao atribuir a mim voto favorável à emenda proposta por Fernando Gasparian, meu saudoso amigo, fixando na Constituição em 12% os juros máximos a ser cobrados no país. O entrevistado não se deu ao trabalho de pesquisar os votos. Eu não estive presente à votação no primeiro turno, o que equivalia a não aprová-la, pois a matéria exigia quórum qualificado para aprovação, que obteve 559 votos contra a opinião de 99 deputados. No segundo turno, acompanhei o voto do deputado Luis Roberto Pontes em sua emenda, que mandava a matéria ser fixada em lei ordinária. Perdemos, tendo obtido apenas 78 votos, contra os mesmos 559. Quanto à pessoalíssima interpretação de que, uma vez aprovado um plebiscito em 1963 contra o parlamentarismo (caso Jango Goulart), a Constituinte – soberana – não poderia mudar a forma de governo, trata-se apenas de opinião, que não foi acompanhada pelos constituintes. Foi contra invectivas arrogantes do ilustre causídico às decisões da Constituinte que me opus, e não em função da matéria da fixação de juros. Incitei-o a que buscasse primeiro o mandato popular para depois se intrometer na Constituinte. Infelizmente, pois Saulo Ramos seria excelente parlamentar, o povo não endossou minha sugestão nem os propósitos dele.
Fernando Henrique Cardoso
Sociólogo, presidente do iFHC
(www.ifhc.org.br)
São Paulo, SP

 

Moda

A cópia de modelagem, estampas e design é considerada ato ilícito no Brasil e vem sendo combatida com êxito pelos titulares das respectivas criações, não só nos Estados Unidos como também aqui. Essa prática está inserida nas modalidades de concorrência desleal e infração de direitos autorais, já existindo inclusive decisões judiciais nesse sentido, proferidas por tribunais brasileiros ("Saiu lá, multiplicou aqui", 28 de novembro).
Luiz Edgard Montaury Pimenta
Advogado
Rio de Janeiro, RJ

 

Correção: a medida que poderia aumentar os mandatos atuais não inclui os prefeitos ("Os tucanos tentam reagir", 28 de novembro).

 

 

O porto de submarinos

Porto de Humaitá: as águas tomaram conta

Uma obra preocupa o leitor amazonense Benhur Luiz Maieron, da cidade de Humaitá. "Aqui na Amazônia o dinheiro público não some no buraco, some na água. As imagens (fotos) são do porto de Humaitá, cidade localizada no sul do Amazonas. A obra, de quase 10 milhões de reais, teve início quando o nível da água do Rio Madeira começava a subir, quando deveria ter sido o contrário. Dois meses depois, está tudo alagado e há sério risco de desmoronamento da rua localizada na margem, quando o nível do rio atingir o máximo. O povo já batizou o local de ‘Piscinão de Ramos’ e os mais gaiatos dizem que se trata do primeiro porto para submarinos, pois está submerso. Para a imprensa local (www.ocurumim.com.br), o porto teria sido engolido pela cobra-grande, a boiúna do folclore amazônico. É, as cobras daqui são realmente muito grandes."



A pomba da paz

A Pomba da Concórdia: paz no STF

A leitora Nídia Maria Martins leu a reportagem "Barraco no Supremo" (21 de novembro) e resolveu comentá-la de forma original: "Faço da foto do grande Gervásio Baptista, que na opinião de muitos é o melhor fotojornalista do país, a minha carta do leitor, desejando que a paz reine no STF". Gervásio Baptista iniciou sua carreira no jornal O Estado da Bahia, transferindo-se depois para o Rio de Janeiro, onde trabalhou em O Cruzeiro e Manchete. Documentou a construção de Brasília e fez a famosa foto de Juscelino Kubitschek acenando com o chapéu. Foi fotógrafo oficial de Tancredo Neves. A foto enviada por Nídia é A Pomba da Concórdia, com a qual a leitora manifesta seu desejo de que reine a paz entre os juízes da mais alta corte do país.



A TV em cores no Brasil

Ooops!: 25 anos não. São
35 anos de TV em cores entre nós

Na capa da edição especial VEJA Tecnologia (28 de novembro) foi publicado que no Brasil a TV em cores tem 25 anos. Na verdade são 35 anos. A primeira transmissão em cores se deu, experimentalmente, durante a Copa de 70, para um grupo seleto de pessoas. A primeira transmissão aberta da TV em cores aconteceu dois anos depois, no dia 19 de fevereiro de 1972, durante a Festa da Uva de Caxias do Sul, com a presença de Jô Soares, Francisco Cuoco e Tônia Carrero. No dia 31 de março do mesmo ano foi ao ar o Caso Especial Meu Primeiro Baile, com Glória Menezes e Marcos Paulo, o primeiro programa produzido e transmitido em cores. A primeira novela colorida foi O Bem-Amado, de Dias Gomes, em 1973.



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