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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br ]
À meia-luz As usinas térmicas emergenciais que o governo contratou para dar energia ao Nordeste ainda neste verão podem dar chabu. Nos bastidores, as empresas que venceram a licitação acusam o Ministério da Fazenda de fazer jogo duro, dificultando a obtenção das garantias financeiras necessárias à operação. Pode ser só chororô, mas elas garantem que os prazos de implantação das usinas emergenciais estão indo para o espaço.
O favorito de Matarazzo O presidente da Embratur, Caio de Carvalho, é o candidato de Andrea Matarazzo para substituí-lo na Secretaria de Comunicação da Presidência da República. Um pouquinho melhor FHC saboreou na semana passada uma pesquisa para consumo interno feita pela MCI, de Antônio Lavareda, mostrando que a qualificação de "ruim" e "péssimo" de seu governo caiu 6 pontos em relação ao mês anterior. Era de 37% e passou para 31%. As avaliações "bom/ótimo" ficaram na mesma 21%. O salto deu-se entre aqueles que consideram "regular" o governo FHC. Eram 42% na pesquisa anterior. Agora são 48%.
Viva Fidel! Viva Chávez! Nesta semana, Lula viaja para Cuba e Venezuela. Terá dois encontros com políticos que costumam ser alvo de seus elogios o ditador cubano Fidel Castro e o coronel venezuelano Hugo Chávez. Forma ou conteúdo? Num trecho do livro Casos & Coisas, que o marqueteiro Duda Mendonça lança neste mês, há uma afirmação que certamente causará urticária nos petistas mais radicais que não o engolem: "Nas propagandas eleitorais de televisão, a forma é, muitas vezes, mais importante do que o conteúdo". Vão chover reclamações de que ele quer transformar Lula num bibelô. A ordem é descansar a imagem Roseana vai dar uma sumida dos holofotes por um mês, a partir da segunda semana de dezembro. O comando da campanha decidiu que ela não deve sair do Maranhão no período. Quer evitar uma overdose de exposição na mídia antes da hora. Em fevereiro, porém, fará vôos mais longos: o roteiro de sua primeira viagem internacional como candidata está sendo cuidadosamente traçado. Ficará uma semana na Europa. Irá a Espanha (Madri), Portugal (Fátima) e Itália (Roma). Ao mestre, com carinho O guru de Roseana, Michal Gartenkraut, tem de cobrar bem baratinho pelas aulas de economia que vem dando à governadora. De um ano para cá, suas empresas receberam 1,3 milhão de reais em projetos de consultoria para o governo do Maranhão. Assinatura chique Guel Arraes, o queridinho entre os diretores da Globo, deu uns palpites no programa de TV de Garotinho, que vai ao ar no dia 13, em cadeia nacional. Atendeu a um pedido do pai, Miguel Arraes. Sina piauiense Nem bem tomou posse no governo do Piauí, Hugo Napoleão começa a ter problemas semelhantes aos de Mão Santa, recém-apeado do cargo. A Procuradoria-Geral da República está entrando nesta semana com uma ação contra Napoleão por abuso de poder econômico na campanha eleitoral de 1998. Pedirá a cassação do mandato do governador.
Os sem-catálogo Alô, alô, Anatel: há várias capitais brasileiras que estão comemorando dois anos da última edição de seus catálogos telefônicos residenciais. Entre elas, Curitiba e Goiânia. Brasília já está quase chegando lá. Por causa disso, em Curitiba, por exemplo, existem cerca de 550.000 assinantes novos fora da lista. Briga sem fim O presidente da Previ, Luiz Tarquínio, bateu na porta do presidente da Anatel, Renato Guerreiro, com cara feia. Foi reclamar que, em algumas pendências, a Anatel estaria favorecendo o banco Opportunity, um sócio com quem a Previ vive às turras.
Vento a favor Nos últimos dias, depois de meses de maré rasante, Carlos Garcia, embaixador brasileiro em Madri, tem recebido diversos telefonemas de grandes investidores espanhóis. "Precisamos voltar a conversar", é a palavra de ordem deles. Pé no freio até a poeira baixar A quebra da Enron, a sétima empresa americana em vendas, fez a Petrobras desistir de um negócio milionário. A estatal assinaria nesta semana a compra da parte da Enron na Companhia Estadual de Gás do Rio de Janeiro. Preferiu botar o pé no freio no negócio de 240 milhões de dólares.
Tartarugas na pista Os operadores de vôo dos aeroportos estão aderindo a uma operação tartaruga que começa a atrasar os vôos em algumas capitais. O motivo é que a Aeronáutica cortou o auxílio-alimentação da turma. O movimento está prestes a chegar ao Rio de Janeiro e a São Paulo.
Colaboraram: Adriana Negreiros e Maurício Lima
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