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Ópera
aos pedaços
Sarah Brightman faz sucesso no
mercado de
coletâneas de árias.
E tem um corpão
Sérgio
Martins
Divulgação
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| Sarah,
ex-musa da disco music: "Sempre fui desinibida" |
No
começo dos anos 90, graças a Placido Domingo, José
Carreras e Luciano Pavarotti, as gravadoras de música clássica
toparam com um veio de ouro: o do canto lírico light. Elas ganharam
milhões com seus discos de "ópera aos pedaços"
aqueles CDs que apresentam uma miscelânea de árias famosas.
Apesar disso, pouca gente de renome no mundo da música clássica
resolveu embarcar nessa onda. Restou à indústria fonográfica
sair pela tangente: apostar em cantores de formação lírica
que nunca brilharam nos grandes palcos da ópera. Foi assim que
entraram em cena o italiano Andrea Bocelli e a inglesa Sarah Brightman.
Sarah, de 41 anos, estreou no showbiz na década de 70, como diva
da disco music. Só recentemente voltou a soltar sua voz de soprano
em árias de Puccini e Rossini. Seu álbum de estréia
nessa nova encarnação, Time to Say Goodbye, de 1997,
vendeu 5 milhões de cópias ao redor do mundo. Na semana
passada, ela deu uma passadinha no Brasil, para divulgar seu novo CD,
Classics. Gravou inclusive uma apresentação no programa
Planeta Xuxa, da Rede Globo.
Ao contrário da maioria das divas da ópera, Sarah não
cultiva uma silhueta roliça. É uma sílfide que adora
exibir seu corpinho. "Sempre fui desinibida", reconhece. Em sua fase de
cantora de disco music, ela chegou a ser símbolo sexual na Inglaterra.
No começo dos anos 80, Sarah casou-se com o produtor e compositor
Andrew Lloyd Webber, criador dos musicais Cats e O Fantasma
da Ópera, entre outros. O casamento durou pouco e, ao
que parece, não deixou boas lembranças. "Nunca mais tive
vontade de assistir aos musicais dele", alfineta Sarah. A cantora acredita
que reencontrou sua verdadeira vocação no repertório
lírico. Mas exibe uma ponta de salutar autocrítica. "Eu
jamais interpretaria uma ópera inteira, minha voz não dá
para tanto." Para que contrariar?
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