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O brilho
da hora
Relógio
esportivo cravejado de
diamantes é o campeão de vendas
das marcas famosas
Fotos divulgação
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| Gucci
de aço, TechnoMarine (o mais vendido, todo cravejado, o tradicional
e o retangular), o Bulgari roxo e o de ouro branco e o Patek Philippe
rosé: diamantes explícitos |
Durante um
bom tempo, o relógio-jóia, de ouro e pedras preciosas e
preço estratosférico, parecia ter seus dias contados, atropelado
que vinha sendo por máquinas esportivas cheias de mostradores sem
nenhum uso prático, igualmente caríssimas, apenas bafejadas
por um sopro de juventude. No fascinante mundo dos relógios, porém,
os ponteiros vivem girando. E, de volta em volta, ressuscitaram o conceito
de jóia, sob uma nova, digamos, ótica. Agora, o que todas
as marcas de luxo oferecem para o pulso, principalmente o feminino, é
um relógio que mistura o estilo esportivo (aí incluídas
pulseiras de plástico) com o alto luxo, na forma de diamantes
muitos diamantes. Os preços? Nas alturas, como sempre. O original
casamento foi celebrado, pioneiramente, por uma marca de relógio
de mergulho, a TechnoMarine, que em 1999 lançou a linha Diamond
relógios-cronógrafos resistentes a 200 metros de
profundidade, com pulseira plastificada em cores vivas e duas reluzentes
fileiras de diamantes no mostrador. A invenção circulou
no pulso de Madonna, Sharon Stone e Arnold Schwarzenegger e foi ganhando
adeptos no clube dos bem de vida. No Brasil, onde chegou há dois
meses, o TechnoMarine (6.400 reais na versão
mais simples) não vence as encomendas; na sua linha, o maior sucesso
é o TechnoLady, que tem o mostrador inteiramente tomado por brilhantes
157 ao todo. Custa um pouco mais caro: 9.400
reais. "Quem usa é quem quer sair do tradicional, gente que tem
outros relógios e deseja se diferenciar com uma peça que
tem plástico, design esportivo e também pedras preciosas",
avalia Victor Natenzon, diretor de produto da H. Stern, onde o primeiro
lote de TechnoLady (vinte relógios) acabou em dois meses.
Na coruscante
esteira desse sucesso, todo mundo cravejou de brilhantes seus mostradores.
A versão da Bulgari tem pulseira de couro ou de crocodilo roxo-batata,
caixa em ouro branco rodeada de diamantes e preços na faixa dos
25.000 reais (um modelo mais, digamos, clássico,
com brilhantes do mostrador ao fecho, custa perto de 65.000
reais e é vendido sob encomenda). O Twenty-4 da veneranda Patek
Philippe, em ouro rosé com um total de 45 diamantes e fila de espera
a perder de vista, sai por pouco mais de 45.000
reais, mesmo preço de um Cartier com diamantes e pulseira colorida.
Breitling, Rolex, Chopard (inclusive com um modelinho de praia, com peixinhos
coloridos no mostrador), todo o quem é quem dos relógios
aderiu nos últimos meses ao time do diamante explícito,
com sucesso. O modelo da Gucci, com pulseira de aço, tem edição
limitada e está praticamente esgotado no Brasil, as últimas
sete peças chegam em breve e vão custar cerca de 6.300
reais. O auge do requinte nesse departamento, porém, está
em uma marca-símbolo de esportes, a suíça Tag Heuer.
Para este Natal, ela lança o Kirium, cronógrafo de titânio,
pulseira de borracha vulcanizada e 53 diamantes, do qual apenas cinqüenta
peças serão fabricadas. Somente uma, a de número
11, virá para cá. Custará 212.000
reais. Isso sem contar os seguranças...
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