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Edição 1 729 - 5 de dezembro de 2001
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O brilho da hora

Relógio esportivo cravejado de
diamantes é o campeão de vendas
das marcas famosas

 
Fotos divulgação
Gucci de aço, TechnoMarine (o mais vendido, todo cravejado, o tradicional e o retangular), o Bulgari roxo e o de ouro branco e o Patek Philippe rosé: diamantes explícitos

Durante um bom tempo, o relógio-jóia, de ouro e pedras preciosas e preço estratosférico, parecia ter seus dias contados, atropelado que vinha sendo por máquinas esportivas cheias de mostradores sem nenhum uso prático, igualmente caríssimas, apenas bafejadas por um sopro de juventude. No fascinante mundo dos relógios, porém, os ponteiros vivem girando. E, de volta em volta, ressuscitaram o conceito de jóia, sob uma nova, digamos, ótica. Agora, o que todas as marcas de luxo oferecem para o pulso, principalmente o feminino, é um relógio que mistura o estilo esportivo (aí incluídas pulseiras de plástico) com o alto luxo, na forma de diamantes – muitos diamantes. Os preços? Nas alturas, como sempre. O original casamento foi celebrado, pioneiramente, por uma marca de relógio de mergulho, a TechnoMarine, que em 1999 lançou a linha Diamond – relógios-cronógrafos resistentes a 200 metros de profundidade, com pulseira plastificada em cores vivas e duas reluzentes fileiras de diamantes no mostrador. A invenção circulou no pulso de Madonna, Sharon Stone e Arnold Schwarzenegger e foi ganhando adeptos no clube dos bem de vida. No Brasil, onde chegou há dois meses, o TechnoMarine (6.400 reais na versão mais simples) não vence as encomendas; na sua linha, o maior sucesso é o TechnoLady, que tem o mostrador inteiramente tomado por brilhantes – 157 ao todo. Custa um pouco mais caro: 9.400 reais. "Quem usa é quem quer sair do tradicional, gente que tem outros relógios e deseja se diferenciar com uma peça que tem plástico, design esportivo e também pedras preciosas", avalia Victor Natenzon, diretor de produto da H. Stern, onde o primeiro lote de TechnoLady (vinte relógios) acabou em dois meses.

Na coruscante esteira desse sucesso, todo mundo cravejou de brilhantes seus mostradores. A versão da Bulgari tem pulseira de couro ou de crocodilo roxo-batata, caixa em ouro branco rodeada de diamantes e preços na faixa dos 25.000 reais (um modelo mais, digamos, clássico, com brilhantes do mostrador ao fecho, custa perto de 65.000 reais e é vendido sob encomenda). O Twenty-4 da veneranda Patek Philippe, em ouro rosé com um total de 45 diamantes e fila de espera a perder de vista, sai por pouco mais de 45.000 reais, mesmo preço de um Cartier com diamantes e pulseira colorida. Breitling, Rolex, Chopard (inclusive com um modelinho de praia, com peixinhos coloridos no mostrador), todo o quem é quem dos relógios aderiu nos últimos meses ao time do diamante explícito, com sucesso. O modelo da Gucci, com pulseira de aço, tem edição limitada e está praticamente esgotado – no Brasil, as últimas sete peças chegam em breve e vão custar cerca de 6.300 reais. O auge do requinte nesse departamento, porém, está em uma marca-símbolo de esportes, a suíça Tag Heuer. Para este Natal, ela lança o Kirium, cronógrafo de titânio, pulseira de borracha vulcanizada e 53 diamantes, do qual apenas cinqüenta peças serão fabricadas. Somente uma, a de número 11, virá para cá. Custará 212.000 reais. Isso sem contar os seguranças...

   
 
   
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