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Máquina
de fraudes
Documentos
indicam que cartola
lavava dinheiro e
usava recursos da CBF
Alexandre Oltramari
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OPERAÇÃO
LIECHTENSTEIN
O
presidente da CBF, Ricardo Teixeira, usou uma empresa de fachada,
a R.L.J. Participações, com sede no Rio de Janeiro,
para esquentar dinheiro ilícito vindo de um paraíso
fiscal, o principado de Liechtenstein. A operação foi
assim: em julho de 2000, a R.L.J. registrou em seu balanço
uma dívida de 2,9 milhões de reais com a Sanud Etablissement,
de Liechtenstein (no alto). Documento sigiloso do Banco Central
de 1º de novembro passado, ao qual VEJA teve acesso, indica que,
nos últimos seis anos, a R.L.J. não recebeu empréstimo
da Sanud e, nesse mesmo período, não mandou um único
centavo a Liechtenstein a título de pagamento. Além
disso, no ano passado, a Sanud já não existia havia
dezenove meses. Seu fechamento, que não poderia ocorrer sem
a quitação de todos os seus créditos, inclusive
os 2,9 milhões de reais de Ricardo Teixeira, está documentado
em correspondência do Coaf, órgão brasileiro de
fiscalização financeira (acima). |
Ricardo Teixeira, o maior cartola do futebol brasileiro, é um homem
visado. Dele, já se falou de tudo. Já se disse que teria
amealhado um patrimônio pessoal considerável e que, entre
outras peripécias, teria desviado para o próprio bolso dinheiro
da entidade que preside há uma década, a Confederação
Brasileira de Futebol (CBF), a mais alta entidade do futebol nacional.
Também já se especulou que Ricardo Teixeira usaria suas
empresas no Brasil para lavar dinheiro ilícito vindo de paraísos
fiscais. Até agora, tudo isso tinha ficado no território
da suspeita ou, pior, da acusação sem provas. Nas
últimas semanas, porém, VEJA teve acesso exclusivo a um
conjunto de documentos cuja leitura indica que tudo o que se disse acima
é verdade. Com um patrimônio pessoal declarado superior a
5 milhões de reais, Ricardo Teixeira tornou-se íntimo dos
cofres da CBF. Usou dinheiro da entidade para pagar pelo menos 82.000
reais a dois advogados que defendiam suas causas pessoais, e não
as da CBF. Por meio de uma empresa no Brasil, o cartola recebeu pelo menos
4,9 milhões de reais, de origem desconhecida. Mais da metade desse
dinheiro saiu do principado de Liechtenstein, um dos mais fechados paraísos
fiscais da Europa.
Ricardo Teixeira diz que nunca desviou um centavo da CBF nem lavou dinheiro
sujo. Os documentos obtidos por VEJA contam uma história diferente.
Em dezembro de 1992, a principal empresa de Ricardo Teixeira, a R.L.J.
Participações, resolveu associar-se à Sanud Etablissement,
uma firma com sede em Liechtenstein. Pelos termos do contrato, a Sanud
deveria integralizar suas cotas, no valor de 850.000 reais, até
julho de 1993. Desde então, em razão da tal sociedade, Teixeira
recebeu vários repasses de dinheiro. Até o ano passado,
as transferências somavam 2,9 milhões de reais. Mas era tudo
fachada, descobriu-se agora. As cotas nunca foram integralizadas pela
Sanud, de modo que a sociedade jamais se materializou. Se a sociedade
não foi firmada, por que a Sanud mandava dinheiro a Ricardo Teixeira?
Diz a contabilidade da R.L.J. que os valores decorriam de "empréstimos"
tomados da Sanud. A empresa do cartola poderia ter feito empréstimos,
mas há um problema: examinando-se os balanços da R.L.J,
constata-se que nos últimos seis anos a empresa não pagou
um centavo do "empréstimo", nem um tostãozinho de juro,
e não foi cobrada por isso.
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NO
PRÓPRIO BOLSO
Há suspeitas de que Ricardo Teixeira tenha desviado
recursos da CBF para uso pessoal. Na correspondência acima,
o advogado Leonardo Orsini de Castro Amarante pede ao diretor do departamento
jurídico da CBF documentos sobre um inquérito
que
apura denúncia de contrabando contra a empresa El Turf, de
propriedade de Ricardo Teixeira. O
rabisco manuscrito, na base do
ofício, manda que o departamento financeiro da CBF
faça
o pagamento ao advogado, ainda que a causa fosse de interesse exclusivamente
pessoal de Ricardo Teixeira. O pagamento, de 12 000 reais, foi feito
pela CBF por meio do
cheque número 027601, do Banco
Real, no dia 29 de maio, seis dias depois da data da carta. |
Até esse ponto, pode parecer que Teixeira, usando sua experiência
no mercado financeiro, no qual atuou antes de virar cartola do futebol,
teve a astúcia de encontrar uma mamata financeira com uma empresa
otária de Liechtenstein que empresta dinheiro a rodo, não
cobra juro nem exige pagamento do principal. Mas não. Há
quatro meses, o Coaf, órgão do governo brasileiro de fiscalização
financeira, interessou-se pelas transações. Investigando
o assunto, o Coaf foi informado de que a Sanud se extinguiu em 8 de janeiro
de 1999. "Isso não é possível. Eu nunca soube disso",
espanta-se o sócio Ricardo Teixeira. Como uma empresa não
pode fechar as portas sem antes acertar sua contabilidade, recebendo o
que lhe devem e pagando o que deve a terceiros, fica difícil entender
como a R.L.J de Teixeira declarou ter uma dívida com a Sanud em
sua contabilidade de 2000, quase dois anos depois do fechamento da companhia
européia. É mais um sinal de que o tal "empréstimo"
tomado pela R.L.J. não passou de invenção contábil.
Tem cara de ter sido um negócio feito com recursos do próprio
Ricardo Teixeira. "Essa é a clássica forma de lavar dinheiro
sujo do exterior, parecida com a Operação Uruguai, feita
por Collor", afirma um alto funcionário do governo brasileiro especialista
no assunto, que examinou os papéis obtidos por VEJA.
A Operação Liechtenstein de Ricardo Teixeira se repetiu
em outra ocasião, só que no Brasil. Em seu balanço
de dezembro de 1999, a R.L.J. informa ter tomado um empréstimo
de 1,2 milhão de reais de uma tal Acoc Administração
e Participação, com sede no Brasil. A transação
tem as mesmas características de falcatrua para esquentar dinheiro
ilícito. Na contabilidade da Acoc não aparece nenhuma menção
ao negócio. No seu balanço de dezembro de 1999, a Acoc informa
que tem apenas 200.000 reais de crédito para receber, e não
1,2 milhão. "Eu não tenho dados sobre isso", declara Ricardo
Teixeira. Como a R.L.J. diz uma coisa e a Acoc informa outra, a conclusão
é inevitável: uma das duas empresas fraudou o balanço.
Ganha uma chuteira da Nike quem apostar que a fraude é da R.L.J.,
pois há outros descalabros contábeis da firma. Num deles,
a R.L.J. registra que deve quase 800.000 reais a uma pessoa. O indivíduo
em questão é o próprio Ricardo Teixeira. Porém,
em sua declaração de imposto de renda não há
nenhum vestígio do tal empréstimo.
Uma coisa é certa: no Brasil, em Liechtenstein ou no paraíso
fiscal das Ilhas Cayman, Teixeira tem uma lábia tremenda para descolar
um financiamento. Consegue crédito apesar de suas cinco empresas
exibirem uma saúde financeira equivalente à de borracharia
de deserto. É mais um indício de que os "empréstimos"
são, na verdade, lavagem de dinheiro. Alguns exemplos tirados de
negócios feitos por empresas pertencentes a Ricardo Teixeira:
Entre 1997 e 1999, a City Port Bar obteve dois empréstimos, no
total de 900.000 dólares um saiu do Brasil mesmo, outro
das Ilhas Cayman. No mesmo período, a empresa amargou um prejuízo
de 610.000 reais.
Em 1996, a El Turf Bar e Restaurante levantou 2,5 milhões de dólares
no Banco Real. Desde 1995, no entanto, a El Turf não sai do vermelho.
Em 1999, seu prejuízo acumulado chegava a 4 milhões de reais.
Nos últimos cinco anos, a R.L.J. acumulou prejuízos de 3,1
milhões de reais e sua receita operacional foi zero real. Repita-se:
zero real. Mesmo assim, conseguiu os "empréstimos" de 2,9 milhões
em Liechtenstein.
Até a Rio Port View One Bar tem crédito na praça.
E, nos últimos três anos, sofreu prejuízo de 500.000
reais. Em 1998, faturou zero real. No ano seguinte, melhorou barbaramente:
amealhou 38,95 reais. Deu quase 40 reais.
Ricardo Teixeira tem crédito inclusive junto aos cofres da CBF,
apesar de ter empurrado a entidade para o vermelho. Condenado a seis anos
de prisão por sonegação de impostos, sentença
da qual está recorrendo em liberdade, Ricardo Teixeira já
contratou advogados para se defender em causas pessoais mas a conta
é espetada na CBF, o que pode valer-lhe a acusação
de apropriação indébita. O advogado Leonardo Amarante,
por exemplo, recebeu pelo menos 62.000 reais da CBF, por meio de quatro
cheques, a título de serviços jurídicos desde 1995.
Amarante trabalhou em três processos, mas em nenhum o cliente é
a CBF. É sempre Ricardo Teixeira. A advogada Márcia Parente,
do Rio de Janeiro, ingressou com um pedido de habeas-corpus em favor de
Ricardo Teixeira para evitar que ele fosse preso sob a acusação
de sonegar imposto. O processo não tinha nada a ver com a CBF,
mas, de novo, quem pagou a conta foi a confederação. Nesse
caso, 20.000 reais. "Nunca trabalhei para a CBF. Sempre defendi Ricardo
Teixeira", diz a advogada.
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DESTINO
DESCONHECIDO
Sob o comando de Ricardo Teixeira na CBF, houve o sumiço de
pelo menos 400 000 dólares. O dinheiro foi comprado pela entidade
no Banco Rural, em fevereiro de 1998. Em seguida, foi transferido
para uma instituição (a IBJ Schroder) e depois para
outra (a Northern), ambas nos Estados Unidos. A transferência,
curiosamente, foi comunicada, como mostra o extrato acima, para Renato
Tiraboschi, amigo e sócio de Teixeira em vários empreendimentos.
Tiraboschi não possui nenhum cargo na CBF e, em tese, não
teria razão para ser informado sobre a movimentação
financeira da entidade. No mesmo dia em que Tiraboschi é avisado
da mudança de endereço dos 400 000 dólares, o
dinheiro foi remetido para um banco em Montevidéu, no Uruguai.
E sumiu. Na contabilidade da CBF, não há registro da
movimentação dos recursos nem informação
sobre seu destino final. |
Com práticas assim, a CBF vem apresentando sucessivos prejuízos
nos últimos anos mas Ricardo Teixeira e seus amigos estão
sempre no lucro. Em 1995, a entidade fechou contrato com uma corretora
de câmbio do Rio, a Swap. A corretora, na época, pertencia
a dois empresários que, por coincidência, também eram
sócios de Teixeira na El Turf. Foi uma festa. Quando a CBF comprava
dólares, a Swap vendia-os por cotação superior à
do mercado. Quando a CBF precisava vendê-los, a corretora aplicava
uma cotação inferior à do mercado. Fazendo-se as
contas, descobre-se que o prejuízo da CBF (e o lucro da Swap) chegou
a 2,2 milhões de reais até o ano passado, quando o contrato
foi rompido. O interessante é que a corretora só era um
lobo mau em negócios com a CBF. Quando Ricardo Teixeira fazia transações
pessoais, a Swap virava um cordeirinho manso e brindava o cartola
com descontos de até 20% na cotação do dia. Será
que, para merecer tal deferência, Teixeira era um cliente mais graúdo
que a CBF? Era o contrário: as operações da entidade
somaram 127 milhões de reais. As de Ricardo Teixeira não
chegaram a 170.000 reais.
O
presidente da CBF pode ter tido outros lucros com a Swap. Em 1996, enquanto
enchia as burras com operações de câmbio, o empresário
Octávio Koeler, um dos donos da corretora e ex-sócio de
Teixeira, vendeu uma mansão em Búzios, no litoral do Rio,
para uma tal Ameritech Holding, empresa com sede nas Ilhas Virgens Britânicas,
outro paraíso fiscal na história. Vendeu, não. Deu
de presente, pois cobrou só 14.500 reais por um casarão
num terreno de 1.400 metros quadrados, em ponto nobre do balneário.
Um ano depois, a Ameritech vendeu a mansão a Ricardo Teixeira por
500.000 dólares. Durante as transações, a Ameritech
foi representada por dois procuradores um era advogado de Teixeira,
o outro era sócio dele. A suspeita, óbvia, é uma
só: que a Ameritech seja, na verdade, propriedade de Ricardo Teixeira.
Ele jura que não. "Não tenho empresas no exterior", diz.
Mas é engraçado: dois anos depois de vender a mansão,
a Ameritech descobriu que tinha uma dívida de 18.000 reais em impostos
da casa. Sem chiar, Teixeira pagou o débito.
Os
amigos de Ricardo Teixeira, mesmo aqueles que não têm nada
a ver com a CBF, costumam exibir uma notável intimidade com os
negócios da confederação. É o caso do empresário
Renato Tiraboschi, que também foi dono da Swap durante a farra
dos dólares e sócio do cartola. Em fevereiro de 1998, a
CBF despachou 400.000 dólares para os Estados Unidos. O dinheiro
caiu na conta de uma instituição financeira, o IBJ Schroder,
em Miami. Em tese, seria usado para custear despesas da Seleção
Brasileira de Futebol, que estava nos Estados Unidos disputando um torneio,
a Copa Ouro. No mesmo dia, sabe-se lá por quê, a CBF decidiu
transferir a bolada para outra instituição americana e,
dali, para um banco no Uruguai, onde não havia competição
nenhuma. Por alguma razão, o IBJ Schroder comunica a transferência
a Renato Tiraboschi, que nunca ocupou cargo algum na CBF. "Foram gastos
60.000 dólares, e 340.000 voltaram para o Brasil", garante Ricardo
Teixeira, que diz desconhecer que o dinheiro passeou pelo Uruguai. Ocorre
que não há registro na contabilidade da CBF sobre o destino
final do dinheiro depois da escala uruguaia. "Não sei por que meu
nome aparece no extrato", observa Tiraboschi. "Mas, se a transação
não está na contabilidade da CBF, aí é estranho
mesmo", completa.
Com suspeitas de lavagem de dinheiro e apropriação indébita,
além das intrincadas conexões com empresas em paraísos
fiscais, Ricardo Teixeira está no olho do furacão. Nesta
semana, o Senado deve votar o relatório final da CPI do Futebol,
que, atiçada pelo milionário contrato de patrocínio
firmado entre a CBF e a Nike, investigou os maiores cartolas brasileiros.
O relator da CPI, senador Geraldo Althoff, do PFL de Santa Catarina, dá
pistas de que seu relatório, guardado a sete chaves, será
duro com Ricardo Teixeira, mas não comenta detalhes. Na semana
passada, Althoff limitou-se a dizer que tem recebido muitas pressões,
inclusive algumas sibilinas ofertas de suborno, para amenizar o texto
do relatório. Na tribuna, o senador Álvaro Dias, presidente
da CPI, fez a mesma acusação, mas também não
deu detalhes sobre as descobertas da investigação parlamentar.
Se a CPI não chegou aos documentos a que VEJA teve acesso, mostrando
a folia financeira de Ricardo Teixeira, seu trabalho terá sido
de mentirinha. Se chegou, a vida de Ricardo Teixeira nunca mais será
igual ao que era até a semana passada.
André Penner
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André Sant'Anna
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Fotos Oscar Cabral
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Ff
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UM
PATRIMÔNIO CONSIDERÁVEL
Entre seus bens, o cartola tem uma casa em Miami (no alto
à esq.), outra no Rio de Janeiro (no alto à dir.)
e uma terceira em Búzios (acima, à esq.),
além de lancha: fortuna de mais de 5 milhões de reais |
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OS
MOVIMENTOS DA MALA PRETA
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DENÚNCIA
À PF
O relator da CPI, Geraldo Althoff: tentativa de suborno |
Às vésperas da votação do relatório
final da CPI do Futebol, os homens da mala parecem ter-se mobilizado.
O relator da CPI, o senador catarinense Geraldo Althoff, foi procurado
por um suposto enviado da CBF quando estava na cidade de Tubarão,
no interior de Santa Catarina. Foi no domingo passado. Althoff não
quis recebê-lo. Em seu lugar, o senador despachou um assessor,
que, mais tarde, relatou a proposta que ouviu: que o tal enviado
dos cartolas tinha à disposição alguns milhões
de reais que poderiam ser generosamente distribuídos entre
os senadores da CPI, e Althoff em particular, para ajudar no financiamento
da campanha eleitoral do ano que vem. Em suma, uma proposta escancarada
de suborno para que o senador amenizasse o conteúdo do relatório
da CPI. Indignado, Althoff denunciou o caso à Polícia
Federal. São recorrentes as denúncias de que parlamentares
são assediados com dinheiro para mudar seu voto. Desta vez,
porém, o caso motivou a abertura de investigação
pela Polícia Federal.
Até sexta-feira passada, os policiais estavam empenhados
em descobrir se o emissário da mala realmente tinha mandado
da CBF para fazer seu périplo. Não se tem notícia,
até agora, de nenhum senador que tenha sido seduzido pelo
balaio financeiro da cartolagem para alterar seu voto. Mas é
certo que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, não está
de braços cruzados. Na semana passada, o cartola esteve em
Brasília, onde despachou na sede da confederação
até quinta-feira, quando embarcou de volta para o Rio de
Janeiro. "Liguei para uns três senadores apenas, para dar
minha versão dos fatos", explica o dirigente. O curioso é
que Ricardo Teixeira está de licença médica.
Por causa disso, não depôs na CPI do Futebol, porque
afinal estava doente e não podia deslocar-se a Brasília
e até se afastou do comando da confederação
de futebol. Ao que parece, Teixeira já se recuperou plenamente
de seus problemas de saúde.
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