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Edição 1 729 - 5 de dezembro de 2001
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Vida de artista pós-Casa dos Artistas


Cida Souza
Núbia: modelo, fazendeira e, agora, candidata a atriz

O fracasso fez um bem enorme à carreira de Núbia Ólive. Limada de Casa dos Artistas, de onde ressurgiu do semi-anonimato em toda a sua beleza morena, a modelo e empresária no ramo rural tem agora uma chance real de emplacar como atriz. "Talvez eu participe da próxima novela do SBT", cobiça. Enquanto avalia convites, Núbia vai tocando sua fazenda de 400 alqueires, 200 cabeças de gado e cinqüenta touros bravos "para rodeio". Aberta a novas experiências, ela só desmente, categórica, qualquer segunda intenção no comentado encontro que teve com Silvio Santos nos bastidores do programa. "Fui agradecer. Ele não me cantou", esclarece.

 

Um Nobel em noite de beldades

Que Prêmio Nobel, que nada. Bom mesmo foi ver a monumental Maria Fernanda Cândido estrear no papel de Maria de Magdala na versão teatral de O Evangelho Segundo Jesus Cristo, em São Paulo. José Saramago, o derretido autor, ainda ouviu elogios literários da bela. "Eu me dou muito bem com a escrita dele. É uma leitura que flui para mim, vira um rio correndo", filosofa. Existe coisa melhor na vida de um escritor? Existe. Na platéia, ele se sentou pertinho de Suzana Alves, a Tiazinha, que vem a ser namorada de Eriberto Leão, o Jesus Cristo da peça, e que, garante ele, também lê Saramago: "Ela está terminando o Ensaio sobre a Cegueira".

 

Reais gentilezas

 
AFP
Reuters
Galliano e a comenda: de fraque, sem camisa Elizabeth e Jennifer: aperto de dedinhos, com luva

Ser rainha não é só viver cercada de senhores encasacados e senhoras enchapeladas. Na semana passada, em um espetáculo beneficente, Elizabeth II da Inglaterra, em fase de marketing populista, estendeu a ponta dos dedinhos enluvados para o aperto de mão de Jennifer Lopez. "Ela me perguntou se tinha vindo especialmente para o show. Disse que era uma honra", comentou J-Lo, num decote discretíssimo para seus padrões. No dia seguinte, Elizabeth recebeu em palácio o estilista John Galliano, da Dior, a quem agraciou com uma comenda. De fraque, colete e chapinha no cabelo – mas sem camisa –, ele só tinha elogios para sua soberana: "Ela é sublime. Criou um estilo todo seu".

 

Santo de casa faz, sim, milagre

Para a estréia de sua segunda exposição em Paris, a artista plástica Christina Oiticica, a senhora Paulo Coelho, pôs nos ombros uma capa da grife italiana Escada, bordando-a com nome de santos e, lá no meio, o do maridão-escritor, festejadíssimo na França. Ela não tem medo de que as pessoas confundam as coisas? "É o que eu sempre digo: marido famoso é que nem faca. Você pode usar para matar alguém ou para cortar um pão e dar de comer", diz, misteriosa. Neste caso, o parentesco tem rendido uma padaria: em uma semana, ela vendeu trinta obras.

 

A plataforma dela é bacana


Antonio Milena

Ana: namoros no currículo


Se cuida, Roseana. Vem aí Ana Paula Junqueira, 31 anos, modelo com ambições políticas, ex-PMDB, candidata a candidata a deputada estadual pelo PFL (pragmatismo puro: "Na lista dele é mais fácil se eleger"). Currículo, ela tem pouco, a não ser pelo rol de namorados confirmados (o ex-piloto Pedro Paulo Diniz e o tenista Fernando Meligeni) e desmentidos (Ronaldinho, o empresário Fernando Altério, o deputado Aécio Neves). Mas sobram-lhe intenções elevadas. "Sempre fui muito idealista e tenho um projeto social bacana", apregoa.

 

Teve Xangô no WTC


Fernando Vivas
Smith: o babalaô de Queens

No quarto festival internacional do candomblé (na Bahia, ora, onde mais?), o destaque foi o bombeiro e babalaô americano Warren Smith, 47 anos, que estava no World Trade Center na hora dos atentados e sobreviveu à tragédia "graças a Xangô". Cabeça raspada, alto e musculoso, Smith tocou batá (o tambor ritual do candomblé), dançou e fez muita filha-de-santo perder a compostura. "Ouvi falar que agradei bastante", gaba-se. Casado, freqüentador de um terreiro no bairro de Queens há dezenove anos, Smith virou fã da Bahia, onde também esteve no ano passado: "Se me convidarem, volto amanhã mesmo".


Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Adriana Negreiros,
Ricardo Valladares e Thaís Oyama


 
 
   
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