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Edição 2085

5 de novembro de 2008
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Medidas contra invasores

Segundo os especialistas, um conjunto de procedimentos simples pode ajudar a bloquear o acesso de gente estranha às informações armazenadas em laptops e celulares

Ilustração Junião

Desativar o Bluetooth
Comentário: o dispositivo, que permite a troca de dados entre aparelhos por meio de uma rede sem fio, costuma ficar ativado sempre que o laptop ou o celular está ligado. O problema é que, num raio de até 100 metros, uma pessoa pode ter fácil acesso aos arquivos de outra. Daí ser indicado acionar o Bluetooth apenas quando se for de fato usá-lo

Criar senhas
Comentário: sistemas operacionais, como o Windows, oferecem um bom mecanismo para dificultar o acesso indevido a dados pessoais. Eles permitem criar senhas para a visualização e a cópia dos arquivos

*#06#
Comentário: quando se digita esse código no celular, aparece um número correspondente ao registro do aparelho na operadora. Só ele garante o bloqueio da linha e do próprio telefone, caso seja roubado

 

"Meu dinheiro de volta"

Os especialistas indicam como proceder em duas situações inesperadas
(e não raras) de roubo de cartão de crédito

Situação: a administradora prometeu, mas não bloqueou o cartão – e o ladrão gastou à vontade
O que fazer: ao se pedir o bloqueio, é recomendável cobrar o número do protocolo, nem sempre fornecido espontaneamente. Isso ajuda a recuperar o dinheiro gasto pelo ladrão caso a operadora tenha falhado no cancelamento do cartão. Outro procedimento útil é registrar o fato num boletim de ocorrência – mais uma prova a favor de quem teve o cartão roubado

Situação: a administradora se recusa a devolver o dinheiro gasto pelo ladrão
O que fazer: entrar com uma ação num órgão de defesa do consumidor. A resolução vem em cerca de duas semanas. Outra opção é recorrer à Justiça comum. A lei permite pedir até o dobro da quantia roubada – mas o processo dura, na melhor hipótese, dois meses

 

Lailson Santos

PREJUÍZO NO CARTÃO

A administradora Claudia Carvalho, 36 anos, caiu no conto do ladrão. Depois que sua carteira com o cartão de crédito desapareceu, ela recebeu um telefonema de alguém que dizia tê-la encontrado e prometia a devolução para o dia seguinte. Iludida, Claudia esperou mais do que devia para fazer o bloqueio – um erro básico. Foi o tempo de o ladrão usar o cartão à vontade. "Consegui reaver a quantia perdida, mas sofri à toa"

 


Com reportagem de Camilla Costa e Renata Betti



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