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VEJA
Recomenda
DVDs
Divulgação
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| Hulk:
caixa para os fãs babarem |
Hulk Edição Limitada de Colecionador (The
Hulk, Estados Unidos, 2003. Universal) Apesar de alguns
bons achados como a transposição da diagramação
dos quadrinhos para a tela , falta humor e sobra solenidade
no filme do taiwanês Ang Lee. Poucas categorias são
tão fiéis, entretanto, quanto a dos fãs de
HQ. Para esses, os 1.000 exemplares numerados dessa caixa que está
sendo colocada à venda no país são realmente
de babar. Além do disco duplo da edição normal,
aqui há um terceiro disco (com mais documentários),
um conjunto de cartões-postais com desenhos de produção,
um livreto com uma seqüência do filme reimaginada por
quatro artistas de quadrinhos e o filé mignon
uma reimpressão da revista com que Stan Lee, da editora Marvel,
lançou o personagem, em 1962.
Ricardo R. Alves
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| Lennon:
antologia abrangente |
Lennon Legend, John Lennon (EMI) Nos últimos
anos, a vida e a obra do ex-beatle John Lennon ganharam inúmeros
registros em DVD. Faltava, no entanto, uma antologia tão
abrangente quanto essa, produzida por sua viúva, Yoko Ono.
Baseado no repertório do CD homônimo, lançado
na segunda metade dos anos 90, Lennon Legend reúne
clipes de vinte canções que marcaram a carreira-solo
do cantor, de Imagine a Working Class Hero. Parte
desses vídeos foi elaborada especialmente para o DVD e os
já existentes passaram por restaurações.
O lançamento traz também uma série de extras
curiosos. Há imagens de uma performance feita por Lennon
e Yoko nos anos 60 e um registro da última apresentação
do cantor ao vivo, na televisão, em 1975.
TELEVISÃO
VIP/Jaime Hughes
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| Scorsese:
amor pelo cinema italiano |
My Voyage to Italy, de Martin Scorsese (Il Mio Viaggio
in Italia, Estados Unidos/Itália, 1999. Estréia
nesta sexta-feira, às 22h, no Cinemax) "Quanto mais
filmes eu faço, mais percebo a marca indelével que
o cinema italiano deixou em mim." A frase dita pelo americano Martin
Scorsese na abertura desse programa expressa bem o que se verá
a seguir: mais do que um documentário, uma declaração
de amor do diretor de Taxi Driver aos filmes italianos. My
Voyage to Italy tem como ponto de partida o impacto que os clássicos
do neo-realismo tiveram em sua infância, numa família
de imigrantes sicilianos em Nova York. A partir daí, Scorsese
analisa e comenta, ao longo das quatro horas do programa, as obras
de cineastas como Federico Fellini e Luchino Visconti, além
de recuperar nomes menos conhecidos.
LIVROS
Minha
Ántonia, de Willa Cather (tradução
de Maria Luiza X. de A. Borges; Códex; 336 páginas;
38 reais) Willa Cather (1873-1947) é um dos maiores
nomes da ficção americana do começo do século
XX, e um dos menos conhecidos do leitor brasileiro. O grande tema
da escritora foi a vida dos imigrantes que ajudaram a desbravar
o Oeste dos Estados Unidos. É disso que trata esse romance,
publicado originalmente em 1918 e considerado uma obra-prima por
críticos como Harold Bloom. A Ántonia do título
é uma garota de origem boêmia que chega a Nebraska
com sua família para cultivar a terra. Ela marca a juventude
de Jim Burden o narrador que, anos mais tarde, recompõe
todo aquele ambiente (com a linguagem delicada que Willa Cather
lhe empresta) graças às lembranças que carrega
de Ántonia: "Ela sempre fora de deixar na mente imagens que
não se desvaneciam que ficavam mais fortes com o tempo".
Leia
trecho do livro.
Tesouro
do Templo, de Eliette Abécassis (tradução
de Maria Angela Villela; Ediouro; 294 páginas; 36 reais)
Francesa de origem judaica, Eliette Abécassis é
escritora, filósofa e roteirista de cinema. Ela dividiu com
o diretor isralense Amos Gitai os créditos de Laços
Sagrados Kadosh, filme que causou polêmica ao abordar
o modo de vida dos judeus fundamentalistas. Eliette, de 34 anos,
também é autora de uma trilogia de romances policiais
históricos sim, o gênero é esse mesmo
cujas tramas giram em torno dos Manuscritos do Mar Morto.
O Tesouro do Templo é o segundo livro da série,
mas o primeiro lançado no Brasil. A partir do assassinato
brutal de um arqueólogo, desenrola-se uma história
que tem conexões com fatos do passado e do presente de Israel.
CINEMA
Divulgação
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| Segunda-Feira
ao Sol: a angústia dos desempregados |
Segunda-Feira ao Sol (Lunes al Sol, Espanha/França/Itália,
2002. Estréia nesta sexta-feira) Num porto espanhol,
um grupo de amigos desempregados devido ao fechamento de um estaleiro
passa os dias num bar, destilando suas amarguras. Um deles esconde
dos colegas o fato de que foi abandonado pela família. Outro
tenta parecer mais jovem para arrumar trabalho, e outro ainda se
ressente de ser sustentado pela mulher. Santa (Javier Bardem), o
líder informal da trupe, esbraveja muito, mas nada faz. É
um retrato triste e honesto da apatia, da perda de referências
e do tolhimento da masculinidade acarretados pelo desemprego. Apesar
disso, e da magnífica atuação de Bardem, o
que deu fama ao filme foi ter sido indicado pela Espanha ao Oscar
de produção estrangeira neste ano, no lugar do Fale
com Ela de Pedro Almodóvar.
DISCOS
Divulgação
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| Van
Morrison: jazz, blues, folk e rock |
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What's
Wrong with This Picture?, Van Morrison (EMI) Autor
de álbuns clássicos como Astral Weeks (1968)
e Moondance (1970), o irlandês Van Morrison, de 58
anos, é uma das figuras menos afeitas à badalação
no showbiz. Toda a sua energia é dedicada à música:
ele lança um disco após o outro, mantendo um impressionante
padrão de qualidade. A única oscilação
é entre CDs de inspiração mais jazzística
e outros em que ele explora a mistura de blues, jazz, rock e música
folk que o consagrou. Esse novo disco trabalho de estréia
em uma nova casa, o selo Blue Note inclui-se na segunda categoria.
Considerado um dos grandes letristas da música pop, Morrison
aborda temas como a solidão e a fama em músicas como
Meaning
of Loneliness e Goldfish Bowl.
Original
Pirate Material, The Streets (Warner) The Streets
é um grupo de um homem só: o produtor e cantor Mike
Skinner. Considerado o enfant terrible da música eletrônica
inglesa, ele se tornou um dos porta-vozes da juventude de seu país,
que vive a ressaca dos excessos do ecstasy e das raves nos anos
90. A novidade de Original Pirate Material, seu primeiro
álbum, está em injetar boas doses de crítica
social num gênero para lá de despretensioso: o 2-step,
uma batida dançante que faz sucesso nas pistas inglesas.
Nas catorze faixas do disco, Skinner dispara letras inteligentes
numa cadência que oscila do soul ao hip hop. Os agradecimentos
no encarte do CD dão uma idéia da irreverência
do rapaz: "Obrigado a todas as garotas que me deram foras e a todos
os valentões que me espancaram vocês me ajudaram
a ser tão centrado".
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