Edição 1827 . 5 de novembro de 2003

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Cartas

 

"A reportagem sobre os transgênicos é esclarecedora. Agora, sim, posso dizer que sou a favor dos transgênicos. Obrigado por esse alívio."
Everaldo Santos Silva
Amargosa, BA

Transgênicos

O velho ditado "Não tenhas medo do fato científico, mas da versão do fato político" enquadra-se na abordagem do tema "transgênicos". As ciências médicas estudam, verificam e demonstram com evidências, mas a versão dos fatos é mais discutida e comentada, dificultando o avanço tecnológico. A reportagem "Transgênicos – Os grãos que assustam" (29 de outubro) é brilhante, pois elucida os fatos científicos e coíbe a versão do fato. Parabéns.
Professor doutor Durval Ribas-Filho
Presidente da Associação Brasileira de Nutrologia
www.abdnutrologia.com.br

O Greenpeace lamenta a reportagem. A matéria trilha o caminho da defesa da transgenia sem levar em conta opiniões e estudos científicos contrários à liberação das culturas transgênicas da forma irresponsável como ela vem sendo feita no Brasil e no mundo. É bastante reducionista colocar de um lado os pró-transgênicos como defensores da razão e do bom senso e do outro os ambientalistas como sendo "ecoxiitas" e "barulhentos". Também temos a lamentar com veemência as insinuações de má-fé feitas pela reportagem ao trabalho realizado pela organização. O Greenpeace há 32 anos tem se notabilizado pela irrestrita defesa do meio ambiente e por sua atuação não violenta como base de sua existência, não tendo jamais tomado parte em manifestações violentas nem contra pessoas. Quanto à citação sobre a doutora Marijane Lisboa, uma ex-profissional do Greenpeace que hoje ocupa posição de importância no Ministério do Meio Ambiente, a reportagem se mostra leviana e irresponsável. O fato de ter trabalhado no Greenpeace, ao invés de desabonador, é na verdade evidência de que a profissional carrega consigo conhecimento suficiente sobre a temática ambiental, a ponto de fazer jus a um convite para compor a equipe governamental. O artigo de VEJA é tendencioso e carente de informação. Infelizmente, não contribui para a formação da opinião pública.
Frank Guggenheim
Diretor executivo do Greenpeace Brasil
www.greenpeace.org.br
São Paulo, SP

VEJA mostra mais uma vez por que é a revista escolhida pela maioria dos leitores brasileiros. A reportagem retrata fielmente a situação absurda em que se encontra o debate sobre a biotecnologia no Brasil e esclarece com brilhantismo que a ciência sempre ajudou o homem. A pergunta que fica é a seguinte: por que temos de dar as costas, agora, ao que dizem os cientistas?
Leonardo Vilela
Deputado federal (PP-GO)
Brasília, DF

Lucidez e informação precisa são os ingredientes da reportagem. Muito se tem falado da transgenia, mas poucos têm analisado sua repercussão no campo comercial, científico, médico com isenção de ânimo e sem filigranas interpretativas. Parabenizo a revista VEJA pelos importantes esclarecimentos à sociedade brasileira, mostrando que é possível fazer da imprensa um veículo útil para os brasileiros.
Nelson Marquezelli
Deputado federal (PTB-SP)
Brasília, DF

 

McDonald's

Com relação à nota "Tempos difíceis" (Holofote, 29 de outubro), gostaria de fazer os seguintes esclarecimentos: 1) As vendas mundiais da McDonald's Corp. fecharam o terceiro trimestre do ano com crescimento de 10,8% sobre igual período do ano passado. Nos últimos seis meses, as cotações da empresa saltaram de um patamar em torno de 16 dólares para cerca de 24 dólares por ação; 2) O McDonald's Brasil projeta para 2003 faturamento semelhante ao do ano passado (1,7 bilhão de reais), quando crescemos 6,25%. Nosso desempenho em 2003, é importante destacar, será muito superior à média do varejo, que acumula queda média de 7% no ano; 3) O processo de escolha do novo presidente do McDonald's Brasil está sendo conduzido pela empresa. Ainda não foi definido o nome, mas não será um americano; 4) É incorreta a informação de que "alguns franqueadores ganharam o direito de reduzir o aluguel que pagam das lojas". O STJ determinou que um único franqueado terá direito a pagar o aluguel mínimo durante disputa judicial com o McDonald's Brasil. Até o momento, os tribunais deram ganho de causa à empresa em oito das nove ações referentes à cobrança de aluguéis.
Marcel Fleischmann
Presidente do McDonald's Brasil
Barueri, SP

 

Eleições

Com relação à reportagem "Paz, amor e guerra" (29 de outubro), gostaria de exercer meu direito de fazer as seguintes considerações: 1) Minha decisão política, e entusiasmado empenho pessoal, para que o PL viesse a se coligar com o PT foi feita durante o governo de FHC; 2) Na época em que fui vítima de falsas denúncias (em 1995, requentadas em 2001), o governo era do PSDB, o presidente da Câmara era Aécio Neves, também do PSDB, e o corregedor da Câmara era o deputado Barbosa Neto, do PMDB, partido também aliado ao governo tucano; 3) Em nenhum momento a Corregedoria da Câmara concluiu por pedir minha cassação. Durante o processo, apresentei provas documentais de minha inocência e a inexistência de conta bancária no exterior. A Mesa da Câmara, na época, seguiu a recomendação do corregedor e, com uma única abstenção e nenhum voto contra, decidiu pelo arquivamento das denúncias.
Luiz Antônio de Medeiros
Deputado federal (PL-SP)
Brasília, DF

Foi com indignação que li a citação de meu nome na reportagem. Fui procurado pelo repórter de VEJA, por intermédio da assessoria de imprensa do MTE, para falar dos bastidores da campanha do então candidato Lula. Como não fiz parte da equipe de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recusei-me a atender ao pedido de entrevista. Durante o processo eleitoral de 2002, participei da coordenação de campanha do candidato ao Senado Federal por São Paulo Aloizio Mercadante. Estranho ainda o teor da matéria, publicada no exato momento em que a CUT e a Força Sindical realizam a mais bem-sucedida campanha salarial unificada de sua história. Além disso, as duas centrais estão atuando em grande sintonia no Fórum Nacional do Trabalho, que prepara a reforma sindical e trabalhista brasileira.
Osvaldo Martines Bargas
Secretário de Relações do Trabalho do MTE e coordenador-geral do Fórum Nacional do Trabalho
Brasília, DF

Diante de matéria publicada por VEJA em sua edição 1.826, a Central Única dos Trabalhadores vem a público manifestar o seguinte: Por decisão de sua 10ª Plenária Nacional, a CUT decidiu encaminhar seu apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. Em momento algum a CUT pautou sua ação, de dirigentes e assessores, por esquemas subterrâneos de ataque à imagem de candidatos adversários e sindicalistas de outras centrais sindicais ou qualquer outra iniciativa que não fosse a legítima defesa de sua posição política. A CUT contesta as informações da reportagem de VEJA que lhe atribuem ações de espionagem contra outras candidaturas e nega que tenha profissionalizado qualquer pessoa com esse fim.
Luiz Marinho
Presidente nacional da CUT
São Paulo, SP

 

Turismo

A reportagem "Tem de gostar muito do Brasil" (22 de outubro), apesar do título, fala de quanto a cultura brasileira encanta os estrangeiros que nos visitam. Em pesquisa realizada pela Embratur, 96,12% dos turistas que vieram ao Brasil no ano passado se disseram dispostos a voltar; 65,34% já tinham vindo ao país anteriormente.
Eduardo Sanovicz
Presidente da Embratur
www.embratur.gov.br

 

Cartas

Na seção Cartas da edição 1.826 (29 de outubro) foi publicado o comentário do doutor Caio Moreira, sobre o tratamento de bursite do presidente Lula com as aplicações de acupuntura feitas pelo senhor Gu Hanghu. Na verdade, sua declaração foi infeliz e injusta. Quando o presidente sofreu a queda e rompeu um tendão no ombro, o ortopedista e eu fomos consultados, e lhe foi indicada a realização na Semana Santa de cirurgia com a finalidade de reconstituir o tendão rompido. O plano era o seguinte: primeiro se faria a cirurgia, e no pós-operatório eu aplicaria a acupuntura para atenuar dor e inflamação. Porém, o presidente Lula, com medo de anestesia, cancelou a cirurgia e resolveu fazer a acupuntura em Brasília para alívio da dor porque outros procedimentos não tiveram sucesso.
Doutor Hong Jin Pai
Vice-presidente da Sociedade Médica Brasileira de Acupuntura
Por e-mail

 

CORREÇÕES:.As calorias do McLanche Feliz (bebida pequena, fritas pequenas e sanduíche) nos Estados Unidos variam de 560 a 680, e não 1 100, como foi publicado na reportagem "Magro e rápido" (15 de outubro). .As crianças brancas são cerca de 60% do total da população abaixo de 15 anos de idade nos Estados Unidos, e não 13%, como foi publicado na reportagem "A beleza e a força dos latinos" (15 de outubro). O nome do bancário Adam Nusbaum foi escrito incorretamente na matéria "O melhor para cada silhueta" (Especial VEJA Homem, outubro de 2003). O nome da atriz que fez topless na novela Celebridade (Veja essa, 22 de outubro) é Juliana Paes, e não Juliana Paes Leme. A sigla da extinta LBA significa Legião Brasileira de Assistência, e não Legião Brasileira da Boa Vontade ("Vem aí mais um nome", 22 de outubro).

 

Internautas na Alca

Diferentemente do que foi publicado na seção A Voz do Internauta (VEJA on-line, 22 de outubro), o texto que corresponde à opinião do leitor Félix José Ximenes Ávila, de Fortaleza, Ceará, é: "Acho a atitude do Brasil correta. Por que deve aderir à Alca? Por que não liderar o bloco de comércio do continente?" E o comentário sobre a Alca feito pelo leitor Noval Benaion Mello, do Rio de Janeiro, é: "O fortalecimento do Mercosul e o apoio à Associação Latino-Americana de Integração podem ser alternativas mais interessantes para nós que a adesão à Alca".

 

 


 
 
 
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