BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
ACESSO LIVRE
Conheça as seções e áreas de VEJA.com
com acesso liberado
REVISTAS
VEJA
Edição 2024

5 de setembro de 2007
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
Stephen Kanitz
Millôr
André Petry
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA.com
Holofote
Contexto
Radar
Veja essa
Gente
Datas
Auto-retrato
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
Publicidade
 

VEJA Recomenda

DVDs
Divulgação
Em Segredo: feridas expostas da Guerra na Bósnia


Em Segredo
(Grbavica,
Áustria/Bósnia-Herzegovina/Croácia, 2006. Europa) – Uma mãe solteira – até onde se sabe, viúva – arruma emprego num bar, janta com sua filha adolescente, briga com ela quando sua rebeldia passa dos limites. A aparência de normalidade, porém, é só isso: aparência. Na Sarajevo de hoje, que a diretora Jasmila Zbanic retrata em seu filme de estréia, os ecos da Guerra da Bósnia se fazem ouvir em todas as circunstâncias e em todos os lugares – especialmente no bairro de Grbavica, onde a protagonista Esma (Mirjana Karanovic) mora e no qual as valas comuns continuam a ser abertas, revelando cadáveres anônimos que os sobreviventes tentam identificar. O saldo do conflito, mostra a diretora, é mais duro para as mulheres, em quem as memórias continuam vivas de formas inesperadas.

Como Possuir Lissu (Gambit, Estados Unidos, 1966. Universal) – Nos anos 60, as boas comédias sobre golpes brotavam como mato – e essa é uma das melhores. Michael Caine é o escroque que está de olho no valiosíssimo busto de uma rainha egípcia (a totalmente fictícia Lissu do título). Para ganhar acesso ao seu dono, um milionário recluso, arregimenta uma garota de programa, interpretada por Shirley MacLaine, que é a imagem viva da estátua. Encantadora no auge da juventude e do seu timing cômico, Shirley passa a primeira parte do filme sem dizer palavra – e a explicação para tanto é só uma das ótimas sacadas do filme dirigido pelo inglês Ronald Neame, veterano de outros excelentes suspenses mais ou menos sérios, como O Dossiê de Odessa e O Espião Trapalhão.

 

LIVROS

A Bela Senhora Seidenman, de Andrzej Szczypiorsky (tradução de Henryk Siewierski; Estação Liberdade; 240 páginas; 39 reais) – Como tantos poloneses de sua geração, Andrzej Szczypiorsky (1924-2000) conheceu a perseguição nazista – foi detento num campo de concentração – e depois a opressão comunista. Embora sua matéria principal seja a Polônia ocupada pelos alemães, A Bela Senhora Seidenman, publicado em Paris em 1986, só circulou clandestinamente pela Polônia comunista. Tratava-se, afinal, de uma reflexão sobre todas as formas de autoritarismo. O romance acompanha uma galeria de personagens do gueto de Varsóvia, em 1943. A personagem que dá título à obra tenta sobreviver fazendo-se passar por viúva de um oficial polonês. Leia trecho.

Viagem à Lua, de Cyrano de Bergerac (tradução de Fulvia M.L. Moretto; Globo; 240 páginas; 29 reais) – Muitas lendas românticas se criaram em torno do escritor francês Cyrano de Bergerac (1619-1655) e seu proverbial narigão. Nenhuma supera a surpresa e a originalidade de sua literatura. Espécie de romance de ficção científica avant la lettre, Viagem à Lua, com sua fantasia exuberante, seu deboche das autoridades religiosas e sua divulgação de novas idéias científicas, tinha um conteúdo explosivo para a época. Foi publicado pela primeira vez dois anos depois da morte do autor, com vários trechos expurgados – e o texto integral só foi restabelecido no século XX. A presente edição traz ainda cartas de Cyrano, que incluem ataques ferinos a seus inimigos e até considerações heréticas sobre a feitiçaria. Leia trecho.

A Sombra de Allan Poe, de Matthew Pearl (tradução de Maria Inês Duque Estrada; Ediouro; 400 páginas; 44,90 reais) – Mestre do conto de horror, o americano Edgar Allan Poe (1809-1849) morreu em circunstâncias misteriosas. Saiu de Richmond, onde morava, em viagem a Nova York, com uma escala prevista na Filadélfia, mas, depois de um sumiço de cinco dias, acabou aparecendo, doente e desorientado, em uma taverna de Baltimore, cidade onde morreu quatro dias mais tarde. Autor de O Clube Dante, romance policial que envolvia os primeiros tradutores americanos da Divina Comédia, Matthew Pearl toma os dias finais de Poe como ponto de partida para um thriller histórico em que um devoto leitor de Os Crimes da Rua Morgue resolve investigar os detalhes da morte do escritor. Leia trecho.

 

DISCO

Mardulce, Bajofondo (Universal) – Formado por músicos argentinos e uruguaios, o grupo Bajofondo foi um dos precursores da fusão de tango e música eletrônica (que já dava tom a seu disco de estréia, de 2003). Hoje em dia, quando esse tipo de mistura virou modismo, o Bajofondo investe em outras direções musicais. Mardulce – apelido do Rio da Prata, que separa a Argentina do Uruguai – tem participação especial de artistas do rock, pop e outros ritmos da região. Na primeira categoria, um dos destaques é o cantor argentino Gustavo Cerati. Sua El Mareo tem o vigor característico do rock local. Outro gênero presente no álbum é o candombe, um ritmo afro-uruguaio. Ele pode ser apreciado na faixa Chiquilines, interpretada pela veterana cantora Lágrima Ríos.

 

 

TELEVISÃO

Divulgação
Big Love: a nada mole vida de um mórmon dissidente com três mulheres


Amor Imenso – Big Love
(estréia no domingo 9, às 22h, na HBO) – No início da segunda temporada da série produzida pela HBO em parceria com Tom Hanks, a dona-de-casa Barb (Jeanne Tripplehorn) está em crise. O motivo: quando estava prestes a se sagrar a Mãe do Ano do estado americano de Utah, ela tem sua condição de esposa de um polígamo revelada e perde o título. A convulsão familiar que se segue a isso não é à toa: poligamia é crime nos Estados Unidos, embora seja praticada de forma clandestina no interior do país por mórmons fundamentalistas como os protagonistas. Big Love mostra com realismo a vida de um homem (Bill Paxton) emparedado. Além de administrar um casamento com três mulheres, ele vive com medo constante de ser denunciado e tem de lidar com parentes para lá de mafiosos.

 

 

Fontes: Belém: Laselva; Belo Horizonte: Laselva, Leitura; Brasília: Cultura, Fnac, Laselva, Leitura, Saraiva; Campinas: Laselva, Fnac; Campo Grande: Leitura; Curitiba: Fnac, Laselva, Livrarias Curitiba, Saraiva; Florianópolis: Laselva, Livrarias Catarinense; Fortaleza: Laselva; Foz do Iguaçu: Laselva; Goiânia: Leitura, Saraiva; Londrina: Livrarias Porto; Maceió: Laselva; Manaus: Laselva; Natal: Laselva; Navegantes: Laselva; Porto Alegre: Cultura, Livrarias Porto, Saraiva; Porto Seguro: Laselva; Recife: Cultura, Laselva, Saraiva; Rio de Janeiro: Argumento, Fnac, Laselva, Saraiva, Travessa; São Paulo: Cultura, Fnac, Laselva, Livraria da Vila, Nobel, Saraiva; Teresina: Laselva; Vitória: Laselva, Leitura; internet: Cultura, Laselva, Leitura, Nobel, Saraiva, Submarino.
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |