No
julgamento histórico em que o STF pôs os mensaleiros (e o governo
e o PT) no banco dos réus, Joaquim Barbosa foi a estrela ele,
o brasileiro que fala alemão, o mineiro que dança forró,
o juiz que adora história e ternos de Los Angeles e Paris
André
Petry
Celso
Junior/AE
O
LULISTA IMPLACÁVEL O ministro Joaquim
Barbosa, mineiro de 52 anos, votou em Lula, mas foi implacável na denúncia do
mensalão – cujos arquivos chegou a estudar até durante as férias em Viena. Das
112 votações que o tribunal fez durante o julgamento, o voto de Barbosa foi seguido
pelos pares em todas as ocasiões – e, em 96 delas, por unanimidade. Ele diz: "Nem
eu esperava tanto"
Hospedado em casa
de amigos na Mariahilfer Strasse, uma das ruas que desembocam
no anel que circunda o centro de Viena, o ministro Joaquim
Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, repassava detalhes do
mensalão. Era julho, o sol do verão austríaco
produzia um calor de quase 40 graus e o ministro carregava
seu carma: um arquivo digital com a íntegra do mensalão.
Entre um concerto e outro, esse amante de música clássica,
cuja coleção particular reúne 700 CDs,
matutava sobre a melhor forma de montar seu voto para o julgamento
do mensalão. O conteúdo já estava resolvido.
Ele se convencera de que uma quadrilha liderada pelo ex-ministro
José Dirceu movimentara dezenas de milhões de
reais para corromper parlamentares em troca de apoio político.
Sua obsessão era a forma do voto, a estrutura, a ordem
dos capítulos. No julgamento, que levou cinco dias
e durou 36 horas, Joaquim Barbosa leu seu voto de 430 páginas.
Fora minuciosamente preparado para que os ouvintes, aos poucos,
fossem compondo mentalmente as tenebrosas conexões
do esquema e o papel de cada comparsa. O resultado foi um
sucesso arrasador. "Nem eu esperava tanto", confessa ele,
abanando a cabeça para dar ênfase.
Das 112 votações,
nas quais os demais ministros do STF eram convidados a decidir se aceitavam a
denúncia de que tal pessoa poderia ter cometido tal crime, Joaquim Barbosa
ganhou todas 96 delas por unanimidade. Com uma linguagem simples e objetiva,
sem os labirintos do juridiquês, o voto de Joaquim Barbosa e sua aprovação
consagradora mostraram que, como na Berlim do século XVIII, ainda há
juízes em Brasília. Do alto de seus 200 anos de história,
o Supremo Tribunal Federal informou ao país que os corruptos e corruptores
do mensalão podem ter sido tolerados pela Câmara dos Deputados, pela
direção de seus partidos e até pelas urnas de outubro, mas
não o serão pela mais alta corte da Justiça brasileira
o que é um alento em um país tão castigado pela impunidade.
"Aqui, ninguém, ninguém repetiu o ministro Celso de Mello,
o mais antigo membro da corte está acima da Constituição."
E assim foi. Ao transformar todos os quarenta denunciados em réus em um
processo criminal, o STF cumpriu seu papel à risca e se agigantou como
uma instituição sólida e soberana.
Por
envolver dois poderes da República, cinco legendas, três ex-ministros
e toda a antiga cúpula do partido do presidente, o mensalão revelou
o mais amplo esquema de corrupção política já desvendado
numa democracia ocidental desconsiderando-se, é claro, a incomparável
metástase criminosa que corroeu a Itália até o início
da década de 90. "Todos os escândalos políticos mundiais recentes
estavam circunscritos a um partido político, como ocorreu com o Partido
Socialista francês, ou a líderes isolados, como Helmut Kohl na Alemanha
e Richard Nixon nos Estados Unidos", analisa o cientista político Octaciano
Nogueira, da Universidade de Brasília. "O mensalão é diferente
porque, além de altos membros do governo petista, envolve líderes
de vários partidos." Com sua escala monumental, o mensalão resultou
num processo com 11.200 páginas, 140 apensos, 41 testemunhas e quarenta
réus defendidos por 29 advogados, o que exigiu do STF um empenho fora do
comum. Ao encerrar o julgamento, a ministra Ellen Gracie, presidente do tribunal,
avaliou: "Tenho dificuldade de crer que alguma corte no mundo se reúna
em plenária num caso tão complexo e debata com tanta minúcia,
como fizemos".
O regente dessa
orquestra é um ministro que parece ser tudo o que não é e,
no entanto, é tudo o que não parece ser. É um homem frugal,
do tipo que prepara seu próprio café-da-manhã, consome comida
natural, bebe suco de clorofila, aprecia um chope com os amigos e escuta MPB.
Mas também é um sujeito refinado, aficionado por música clássica,
modesto bebedor de vinho, que compra seus ternos elegantes em duas cidades: Paris
(o nome da loja? "Não, esse eu não conto, não", ri, com ar
matreiro) e Los Angeles ("A loja é Three-day Suit, tem de ter sorte para
chegar em tempo de liquidação."). Tem uns vinte ternos, e, jura,
nenhum custou mais de 300 dólares. Joaquim Barbosa também é
um homem descontraído, que gosta de jogar uma pelada com amigos duas vezes
por semana, aprecia andar pela Lapa, no Rio de Janeiro, e tem prazer em dançar.
Ao mesmo tempo, é formal, não permite muita aproximação
nem intimidade. É um magistrado apaixonado por história, um brasileiro
que fala alemão e detesta o "jeitinho", um mineiro que dança forró.
"O 'jeitinho' me irrita. Também me irrita o patrimonialismo, essa doença
brasileira de sempre tirar vantagem do que é público."
Eleitor de Lula, Joaquim Barbosa trata sua trajetória de vida de maneira
mais reservada do que o presidente. Ele não desfralda sua origem pobre
de primogênito de oito filhos de pai pedreiro e mãe dona-de-casa
como bandeira para valorizar sua trajetória de sucesso ou apresentar-se
como pós-graduado em povo e faz questão de valorizar os estudos.
Veio de uma família humilde, nunca ficou desabrigado nem passou fome, mas
enfrentou dificuldades. Em sua cidade natal, Paracatu, no interior de Minas, ficou
um ano sem estudar quando era criança porque a diretora da escola, em um
devaneio típico dos que se sentem donos da coisa pública, resolveu
cobrar mensalidade. A família Barbosa não tinha dinheiro, e Joaquim,
o "Joca", ficou fora da escola. "Foi um trauma", relembra. Desmitificador, diz
que nunca comeu o pão que o diabo amassou para chegar aonde está
e que tudo o que fez foi estudar. "Isso eu fiz. Estudei, estudei muito." Fez direito
e pós-graduação em Brasília, virou doutor pela Sorbonne,
em Paris, e foi professor visitante nas faculdades de direito da Columbia, em
Nova York, e da Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Tem dois livros
publicados, um em francês, justamente sobre o STF brasileiro, e outro em
português, sobre a experiência americana com as ações
afirmativas para negros.
Joaquim
Barbosa não é militante da negritude. "Tenho consciência racial,
mas não faço disso uma causa", diz, com certa indiferença.
Antes de chegar ao STF, preocupava-se mais com a questão racial, como mostra
o livro que escreveu sobre igualdade racial, mas o trabalho no tribunal o afastou
do assunto. Seu tempo ficou cada vez mais curto. O último livro que leu?
Uma comédia escrita em alemão sobre o fim da Cortina de Ferro, de
autoria de Wladimir Kaminer, jovem escritor russo radicado em Berlim. Ele gosta
do assunto. Quando o Muro de Berlim ruiu, estava em Paris. "Quase caí da
cama. Lembro até hoje das imagens, o pessoal bebendo champanhe na garrafa
e gritando 'Wahnsinn, Wahnsinn', que significa 'loucura, loucura' ", diz ele,
levantando os braços no ar e imitando o deslumbramento dos alemães
daqueles dias eufóricos. Seu último filme? Um Lugar na Platéia,
simpática comédia francesa. Gostou muito, sobretudo porque o elenco
traz duas atrizes de sua admiração: Valérie Lemercier e Cécile
De France.
Com o caso do mensalão
sobre a mesa, passou os últimos quatro meses deitando, sonhando, acordando
e estudando o escândalo. Manteve, nesse período, apenas o esqueleto
de sua rotina acorda cedo (entre 5 e 5 meia), almoça cedo (antes
do meio-dia) e se deita cedo (até as 10) , recheando-a com estudos
do caso. Outro dado que subverteu sua rotina depois que chegou ao Supremo é
a dor nas costas. "Adquiri aqui, por causa das poltronas do plenário",
acredita. Tem almofadas especiais na poltrona do plenário, na cadeira do
gabinete e no banco do carro. Faz de tudo: massagem, quiropraxia, acupuntura e
pilates. "Vou curar isso", promete a si mesmo. Por causa da dor nas costas, prefere
conversar em pé a sentar. Fez isso nas sessões do julgamento do
mensalão, apoiando-se, em pé, no espaldar da poltrona. No gabinete,
tem uma espécie de púlpito, sobre o qual coloca os livros e papéis
para ler e despachar em pé. Por causa desses incômodos e dificuldades,
ele vive reclamando da vida?
Que nada. Joaquim Barbosa adora viajar, sobretudo aos países cuja língua
conhece. É fluente em francês, inglês e alemão, nessa
ordem. Já esteve duas vezes na África do Sul, ambas para dar palestras,
e uma vez no Senegal, a turismo. O que achou do Senegal? "O problema social é
gritante, a miséria é... ", diz ele, deixando as reticências
como convite à imaginação. Mas ele gosta mesmo é do
Hemisfério Norte. Gosta de Montmartre, o charmoso bairro parisiense onde
já morou e de cuja basílica se tem uma deslumbrante vista da capital
francesa. Já morou também em Nova York, cuja "exuberância
cultural" adora, ainda que deteste o frio do inverno, e em Los Angeles
que, ao contrário da opinião de respeitável maioria, achou
uma "cidade interessante", embora não rivalize com São Francisco,
sua preferida nas terras de Tio Sam. Estava em Los Angeles em fevereiro de 2003,
quando recebeu um e-mail de um tal de Sérgio Sérvulo, então
assessor do Ministério da Justiça, informando que o ministro Márcio
Thomaz Bastos gostaria de conhecê-lo. Avisou seu filho, hoje com 22 anos
e estudante de jornalismo no Rio de Janeiro, que precisaria ir a Brasília.
Foi, e nunca mais voltou, a não ser para recolher seus pertences e vender
o carro californiano. Tomou posse como ministro do STF em junho de 2003.
No caso mais importante de sua vida de magistrado, e da própria história
recente do STF, Joaquim Barbosa fez um voto inteligente. Subverteu a ordem da
denúncia preparada pelo procurador-geral da República. No seu voto,
abriu com o capítulo 5, porque mostrava a fonte do dinheiro que abasteceu
o valerioduto. Depois, pulou para o capítulo 3, no qual são narrados
os casos de desvio de dinheiro público. E, assim, deixou por último
os capítulos mais complexos, incluindo aquele em que José Dirceu
e comparsas são acusados de formação de quadrilha. Com essa
forma, o escândalo ficou mais compreensível e o capítulo anterior
jogava luz sobre o capítulo subseqüente. Talvez isso explique a facilidade
com que o crime de formação de quadrilha foi aceito ao contrário
das expectativas iniciais. Seu colega, o ministro Ricardo Lewandowski, tem outra
leitura. Em reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, a repórter
Vera Magalhães relatou ter presenciado um telefonema de Lewandowski, na
noite do fim do julgamento, em um restaurante em Brasília. Na conversa,
o ministro, que estaria falando com seu irmão, fez afirmações
levianas. Disse que "a imprensa acuou o Supremo", que "todo mundo votou com a
faca no pescoço" e que, antes do acuo do tribunal, a "tendência era
amaciar para o Dirceu". O que teria constrangido o Supremo, na versão de
Lewandowski, foi a publicação na semana anterior de mensagens trocadas
entre ele e a ministra Cármen Lúcia pela intranet. As mensagens
insinuavam que o ministro Eros Grau rejeitaria a denúncia em troca da indicação
ao Supremo de um amigo seu, Carlos Alberto Direito. Eros Grau aceitou a denúncia.
E Direito foi indicado para o STF na semana passada. Isso só mostra que,
se alguém votou com a faca no pescoço, foi Lewandowski aliás,
o único que votou a favor de Dirceu na denúncia por formação
de quadrilha. Envolvido em tanta fofoca em tão pouco tempo, o ministro
já ganhou o apelido de "Lewandowski e Trazendowski". Outros preferem "Leviandowski".
O desabafo de Lewandowski
motivou alguns entre eles, José Dirceu a dizer que o julgamento
estava sob suspeição e que poderia ser anulado. Bobagem. Mas os
mensaleiros, o PT e o Palácio do Planalto têm feito tudo, cada um
a seu modo, para reduzir a grandeza da decisão do Supremo. O presidente
Lula, que no último dia do julgamento sobrevoou a periferia de Brasília,
fez de conta que o assunto não lhe dizia respeito, mas depois mandou um
recado torto aos novos réus: de que não tinham do que se envergonhar...!
Na quinta-feira, os petistas fizeram um jantar em São Paulo em homenagem
aos réus, entre eles João Paulo Cunha, promovendo uma estupidez
que coloca o partido acima dos princípios, um erro que a maioria do PT
vem cometendo desde a eclosão do escândalo, deve voltar a cometê-lo
neste fim de semana, quando faz seu terceiro congresso nacional, e que certamente
ficará como cicatriz indelével na história da legenda. Apesar
da decisão do STF, os petistas seguem agarrados ao discurso de que o mensalão
não passou de conspiração "da elite e da mídia". Agora,
com o processo criminal instalado, caberá ao Ministério Público
recolher as provas necessárias às condenações. Tudo
pode acontecer. Especula-se até que ministros poderiam ter aceitado a denúncia
agora para dar satisfação à opinião pública
e, no decorrer do processo, trabalhar sorrateiramente para inviabilizar as condenações.
O certo é que o Ministério Público terá um trabalho
duro pela frente. O julgamento final não deve ocorrer antes de três
anos portanto, quando um novo governo estiver tomando posse, um novo governo,
é bom atentar, que pode ser da turma petista ou de aliados, mas também
pode não ser.
O julgamento
da semana passada deu a Joaquim Barbosa uma súbita notoriedade. Normalmente,
seu e-mail público (gabminjoaquim@stf.gov.br) não recebe mais do
que cinco mensagens por semana. Nos últimos dias, passaram de 100. "Em
geral, eram mensagem de pessoas se dizendo aliviadas com o resultado do julgamento",
conta. Aposentando-se aos 70 anos, como manda a lei, Joaquim Barbosa ficará
no tribunal até 2025 mas ele dá sinais de que talvez os apelos
da vida o arranquem dali antes disso. "Com certeza, fico até chegar a minha
vez de ser presidente." Pelo rodízio do tribunal, sua oportunidade chegará
dentro de pouco mais de cinco anos. Até lá, haverá um ministro
Joaquim Barbosa, encarregado do processo do mensalão. Depois, sabe-se lá.
"Gosto da vida", diz ele. E, bem ao seu estilo globalizado, percorre mentalmente
seus bairros preferidos em Paris, Berlim e Rio, e completa: "Gosto do Marais,
gosto de Prenzlauerberg, gosto da Lapa". O Brasil jamais teve um deplorável
escândalo como o mensalão. Como compensação, também
jamais teve um ministro como Joaquim Barbosa.
Fotos
divulgação e Dida Sampaio/AE
1
PETISTA NO PASSADO Sergipano de 64 anos, Carlos Ayres Britto já
foi candidato a deputado federal pelo PT em 1990, mas seu passado parece não
ter causado nenhuma influência no julgamento: ele aceitou a esmagadora maioria
das denúncias contra a turma dos petistas célebres 2
ESTRELA DA QUERELA Único barbudo do STF, Eros Grau, gaúcho,
67 anos, estrelou a principal querela do tribunal, quando seus colegas, em emails,
insinuaram que ele negociara o voto: rejeitaria a denúncia em troca da
nomeação de um amigo. A nomeação saiu, mas ele aceitou
a denúncia 3 SILÊNCIO NO TRIBUNAL
Cármen Lúcia, 53 anos, mineira, tomou posse há
pouco mais de um ano no tribunal. Flagrada na futrica com o colega Lewandowski,
quase não abriu a boca no julgamento 4
O VOTO VENCIDO Um dos ministros mais informais e acessíveis, Marco
Aurélio, 61 anos, carioca, também é dos mais falantes.
Gosta de polêmica e não dá a mínima se perde uma votação.
Já foi apelidado de "ministro voto vencido". Agora, no mensalão,
ganhou em todas ao votar sempre com o ministro Barbosa 5
O JURISTA CATÓLICO Sepúlveda Pertence deixou o tribunal,
antecipando sua aposentadoria e dando lugar a Carlos Alberto Direito (nafoto à esq.- 6 ): o novo
ministro faz parte de uma união de juristas católicos e é
contra a descriminalização do aborto 7
ELA FICOU MAIOREllen Gracie, presidente do STF, comandou os trabalhos.
Não explicou nenhum voto, limitando-se a votar sempre com a maioria, mas
teve uma atuação impecável: deu ritmo aos trabalhos, esteve
atenta a todas as questões de ordem e manteve a formalidade. Carioca, 59
anos, ela sai do julgamento do mensalão com estatura maior do que entrou
8 COM LIÇÃO DE CASA Cezar
Peluso, paulista, completa 64 anos nesta segunda-feira. Com seus gorjeios
agudos, foi um dos mais falantes no julgamento do mensalão e mostrou ter
excelente base técnica. Fez a lição de casa: sabia de tudo
e votava com clareza 9 ESBANJANDO LATIM
Mais antigo membro do tribunal, Celso de Mello, 61 anos, paulista,
é uma enciclopédia jurídica. No julgamento, esbanjou seu
latim, deu votos técnicos mas claros, e foi voto vencido apenas uma vez
10 DUAS DERROTAS Nascido em Mato Grosso,
Gilmar Mendes, 51, chegou ao tribunal em 2002, nomeado por FHC. Seu voto
foi técnico, descolado de influências políticas. Votou duas
vezes contra denúncias que afetavam petistas. Perdeu as duas vezes 11
FACA NO PESCOÇORicardo Lewandowski, carioca, 59 anos, foi
manchete involuntária duas vezes: primeiro, quando foi flagrado trocando
e-mails de futrica com Cármen Lúcia; depois, quando foi pilhado
num telefonema em local público, no qual afirmou que "a imprensa acuou
o Supremo" e que "todo mundo votou com a faca no pescoço". A única
coisa certa é que Lewandowski votou, ele sim, com a faca no pescoço
José
Patricio/AE
COM
JANTAR E COM POVO Em São Paulo,
os petistas fazem jantar para os mensaleiros, entre eles João Paulo Cunha.
Em Brasília, Lula cercou-se de povo na hora em que saía o veredicto