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5 de setembro de 2007
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O alisamento do rei

 
Mauricio de Souza/AE
Talita Rocha/Contigo

Assumir as rugas nunca fez a cabeça (tingida em casa) do cantor ROBERTO CARLOS. Ao longo dos anos, foi removendo sinais através de métodos temporários. Agora, aos 66 anos, internou-se numa clínica do Rio de Janeiro e fez um lifting completo, a operação de rejuvenescimento facial. Para a cirurgia de quatro horas e um dia de internação, que rendeu 100 pontos atrás de cada orelha, reservou um andar inteiro e levou o próprio pijama – ele tem horror a avental hospitalar. "Foi coisa muito simples", garante Farid Hakme, diretor da clínica. A quem tem o mau gosto de fazer aquela perguntinha besta – "Fez plástica?" –, o cantor diz que tirou uma cicatriz do pescoço. As fotos, do clássico antes e depois, mostram que com a cicatriz se foram algumas dobrinhas a mais.

 

Na igreja, sem Diana

 
Fotos Leon Neal/AP e Gareth Fuller/AP

Dez anos se passaram, as emoções se acalmaram e só mesmo a visão de Harry, o filho caçula de Diana, prestando homenagem à "melhor mãe do mundo" foi capaz de interromper por alguns instantes a principal ocupação da maioria dos presentes à cerimônia religiosa em memória da princesa morta: comentar quem estava vestindo o quê. Com o preto obrigatório do luto dispensado, a rainha Elizabeth II foi toda de roxo. Sua filha, ANNE, usava algo parecido com uma casaca xadrez que desafiava qualquer tentativa de interpretação estilística. BEATRICE, filha do príncipe Andrew, exagerou na sainha curta. E CAMILLA FAYED, a irmã de Dodi, o namorado que morreu com Diana, exagerou na produção: não é nada nobre usar uma bolsa Hermès de crocodilo numa cerimônia assim. E a outra Camilla, a ex-rival que roubou o marido de Diana? Foi vista colhendo cogumelos no bosque.

 

Santa Angelina de Bagdá

Nos seus 20 anos, ANGELINA JOLIE era lindíssima, tinha comportamento de alto risco e gosto eclético em matéria de relacionamentos. Aos 32, está no esplendor de uma carreira sem precedentes no mundo do cinema em matéria de trabalho voluntário, engajada sob a bandeira da ONU na defesa das multidões de refugiados mundo afora. Na vida privada, também tomou um rumo peculiar, o de mãe em série, com três filhos adotivos e uma biológica em pouco mais de quatro anos – o fato de que Brad Pitt seja o pai certamente não atrapalha. Na semana passada, com feições crispadas e colete à prova de bala, fez uma visita-surpresa a refugiados da guerra do Iraque. "Vim chamar atenção para essa crise humanitária", declarou.

 

O MELHOR DO PIOR

Se o assunto é moda, ninguém pontifica com mais audiência atualmente do que Evandro Santo, 32 anos, na encarnação de Christian Pior, personagem satírico do programa Pânico na TV. Quando ataca, não deixa moule sobre moule. Abaixo, algumas de suas considerações sobre moda e os chavões que costumam acompanhar o assunto.

Roberto Setton


• Ser fashion: "É ter estilo próprio, com conforto. Não adianta você colocar uma mulher de tailleur e salto alto se ela não sabe andar de salto, se tem um joanete horroroso e aquela roupa não fica bem nela. Se conheça bem. Se olhe pelada no espelho, sem medo. Olhe as estrias, as celulites, as varizes, veja quão dragão você é ou não é. A primeira coisa para ser fashion é fazer isso".

• Ser cool: "Ser cool é ser chato. Quem é de verdade nem sabe que é. Agora, querer ser cool é uma chatice".

• Ser hypado: "Ser hypado é ser pretensioso. Primeiro porque essa palavra nem é brasileira, é uma coisa de fora, que fica falsa. Ser hypado é aquela coisa chata de colocar uns óculos, uma roupinha e fazer cara de editorial de moda".

• Tendências: "Vai se usar muito new wave. Aquela coisa da década de 80, que as pessoas falam que é uma década perdida, mas que eu acho uma década maravilhosa. Se bem que não adianta nada. Brasileira vai usar o quê? Minissaia, aquela plataforma horrorosa, para ficar gostosa".

• Out, out, out: "Eu acho sandália de matar barata o fim do mundo. Eu acho essas botas pata de bode o fim do mundo. Não é difícil acertar. O problema é quando inventam de incrementar. Aí, lascou".

• Personal stylist: "Sabe o que me lembra? A mãe que escolhe a roupa para o filho vestir. A pessoa não tem olho? Hoje tem moda em todo lugar, na internet, na revista. Não dá para a pessoa olhar e falar quero, não quero? Desculpa, mas ter uma pessoa que vai escolher o que você vai vestir é too much. É contra a vida adulta".

• Dior ou Chanel? "Sinceramente, Chanel. Ela revolucionou a humanidade".

 


Editado por Lizia Bydlowski. Colaboraram Silvia Rogar e Suzana Villaverde

 

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