Assumir
as rugas nunca fez a cabeça (tingida em casa) do cantor
ROBERTO CARLOS. Ao longo dos anos, foi removendo sinais
através de métodos temporários. Agora,
aos 66 anos, internou-se numa clínica do Rio de Janeiro
e fez um lifting completo, a operação de rejuvenescimento
facial. Para a cirurgia de quatro horas e um dia de internação,
que rendeu 100 pontos atrás de cada orelha, reservou
um andar inteiro e levou o próprio pijama ele
tem horror a avental hospitalar. "Foi coisa muito simples",
garante Farid Hakme, diretor da clínica. A quem tem
o mau gosto de fazer aquela perguntinha besta "Fez
plástica?" , o cantor diz que tirou uma cicatriz
do pescoço. As fotos, do clássico antes e depois,
mostram que com a cicatriz se foram algumas dobrinhas a mais.
Na igreja, sem Diana
Fotos Leon Neal/AP e Gareth
Fuller/AP
Dez
anos se passaram, as emoções se acalmaram e
só mesmo a visão de Harry, o filho caçula
de Diana, prestando homenagem à "melhor mãe
do mundo" foi capaz de interromper por alguns instantes a
principal ocupação da maioria dos presentes
à cerimônia religiosa em memória da princesa
morta: comentar quem estava vestindo o quê. Com o preto
obrigatório do luto dispensado, a rainha Elizabeth
II foi toda de roxo. Sua filha, ANNE, usava algo parecido
com uma casaca xadrez que desafiava qualquer tentativa de
interpretação estilística. BEATRICE,
filha do príncipe Andrew, exagerou na sainha curta.
E CAMILLA FAYED, a irmã de Dodi, o namorado
que morreu com Diana, exagerou na produção:
não é nada nobre usar uma bolsa Hermès
de crocodilo numa cerimônia assim. E a outra Camilla,
a ex-rival que roubou o marido de Diana? Foi vista colhendo
cogumelos no bosque.
Santa Angelina de
Bagdá
Nos seus 20 anos, ANGELINA
JOLIE era lindíssima, tinha comportamento de alto
risco e gosto eclético em matéria de relacionamentos.
Aos 32, está no esplendor de uma carreira sem precedentes
no mundo do cinema em matéria de trabalho voluntário,
engajada sob a bandeira da ONU na defesa das multidões
de refugiados mundo afora. Na vida privada, também
tomou um rumo peculiar, o de mãe em série, com
três filhos adotivos e uma biológica em pouco
mais de quatro anos o fato de que Brad Pitt seja o
pai certamente não atrapalha. Na semana passada, com
feições crispadas e colete à prova de
bala, fez uma visita-surpresa a refugiados da guerra do Iraque.
"Vim chamar atenção para essa crise humanitária",
declarou.
O MELHOR DO PIOR
Se
o assunto é moda, ninguém pontifica com mais
audiência atualmente do que Evandro
Santo, 32 anos, na encarnação de Christian
Pior, personagem satírico do programa Pânico
na TV. Quando ataca, não deixa moule sobre moule.
Abaixo, algumas de suas considerações sobre
moda e os chavões que costumam acompanhar o assunto.
Roberto
Setton
Ser fashion: "É ter estilo próprio, com
conforto. Não adianta você colocar uma mulher
de tailleur e salto alto se ela não sabe andar de salto,
se tem um joanete horroroso e aquela roupa não fica
bem nela. Se conheça bem. Se olhe pelada no espelho,
sem medo. Olhe as estrias, as celulites, as varizes, veja
quão dragão você é ou não
é. A primeira coisa para ser fashion é fazer
isso".
Ser cool:
"Ser cool é ser chato. Quem é de verdade nem
sabe que é. Agora, querer ser cool é uma chatice".
Ser hypado:
"Ser hypado é ser pretensioso. Primeiro porque essa
palavra nem é brasileira, é uma coisa de fora,
que fica falsa. Ser hypado é aquela coisa chata de
colocar uns óculos, uma roupinha e fazer cara de editorial
de moda".
Tendências:
"Vai se usar muito new wave. Aquela coisa da década
de 80, que as pessoas falam que é uma década
perdida, mas que eu acho uma década maravilhosa. Se
bem que não adianta nada. Brasileira vai usar o quê?
Minissaia, aquela plataforma horrorosa, para ficar gostosa".
Out, out,
out: "Eu acho sandália de matar barata o fim do mundo.
Eu acho essas botas pata de bode o fim do mundo. Não
é difícil acertar. O problema é quando
inventam de incrementar. Aí, lascou".
Personal
stylist: "Sabe o que me lembra? A mãe que escolhe a
roupa para o filho vestir. A pessoa não tem olho? Hoje
tem moda em todo lugar, na internet, na revista. Não
dá para a pessoa olhar e falar quero, não quero?
Desculpa, mas ter uma pessoa que vai escolher o que você
vai vestir é too much. É contra a vida adulta".
Dior ou Chanel?
"Sinceramente, Chanel. Ela revolucionou a humanidade".
Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Silvia Rogar e Suzana Villaverde