Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 716 - 5 de setembro de 2001
Geral Turismo
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Sumário
Brasil
Internacional
Geral
  A angústia do excesso de informação
A procura por tesouros na Baía de Guanabara
A Islândia da cantora Björk e das bandas de rock
MBA de Harvard abre mais vagas para estrangeiros
Implante eletrônico contra epilepsia e surdez
Nossos hackers entre os melhores do mundo
Nova droga contra a depressão chega ao Brasil
Pais que ficam com a guarda dos filhos
   
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Contexto
Veja essa
Arc
Hipertexto
VEJA on-line
Notas internacionais
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Digite uma ou mais palavras:

Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Reportagens de capa 2000 | 2001
Entrevistas
2000 | 2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

Islândia na garagem

Com o sucesso de Björk, o mundo
descobre a ilha repleta de bandas
de rock, DJs e diversão

Raul Juste Lores


AP
Björk, a cantora de roupas extravagantes: 10 milhões de discos vendidos


É fácil entender por que Liverpool e Seattle se tornaram cidades ícones da era do rock. Mas como explicar Reykjavik? Capital da Islândia, uma ilha que toca o Círculo Polar Ártico, passou a ser uma atração por causa da fartura de bandas e cantores que surgem por lá. Com um território pouco maior que o de Santa Catarina, a Islândia (o nome em islandês, Lydveldid, significa terra do gelo) tem apenas 280.000 habitantes, pouco menos que Florianópolis. Seria uma gelada completa – a temperatura média é de 5 graus – se não fossem as piscinas aquecidas, os vulcões em atividade e, claro, o rock. Tudo começou com uma grande estrela, Björk. A cantora de visual extravagante já vendeu 10 milhões de discos, virou atriz no filme Dançando no Escuro, do diretor dinamarquês Lars von Trier, venceu o Festival de Cannes e foi indicada para o Oscar. Seu último CD, Vespertine, chega ao Brasil na semana que vem. O sucesso de Björk ajudou a chamar a atenção para as centenas de músicos conterrâneos, tão surpreendentes como ela própria.

A última grande contribuição islandesa à música pop é a banda de rock Sigur Rós, que deve apresentar-se no Brasil no próximo mês, depois de uma turnê na Europa e nos Estados Unidos. Outros destaques são o grupo eletrônico Gus Gus (formado por músicos e cineastas) e a cantora Emiliana Torrini. Há mais de 200 bandas de rock na Islândia, o que significa uma para cada 1.000 habitantes. DJ é uma profissão em alta na ilha, visto a grande quantidade de bares e shows em Reykjavik. Na platéia sempre se encontram executivos de grandes gravadoras, como EMI e Warner, com o intuito de descobrir e contratar novos artistas. O badalado inglês Damon Albarn, vocalista das bandas Blur e Gorillaz, comprou até apartamento lá e ficou sócio de um bar para acompanhar de perto o fenômeno.

Uma explicação para tanto rock é a seguinte: a Islândia é rica e tediosa. O rock é um excelente passatempo nas garagens durante o prolongado inverno. "A juventude tem muito dinheiro e é sedenta de informações", diz o VJ da MTV Fabio Massari. "Estão por dentro de tudo o que se faz em música, moda e cinema no mundo." Dono de uma coleção de 6.000 discos de rock, Massari é autor de Rumo à Estação Islândia, livro em que conta os porquês do fenômeno e faz um quem-é-quem da música islandesa. Independente da Dinamarca desde 1944, a Islândia vive da exportação de pescados e tem uma das maiores rendas per capita do mundo, de quase 30.000 dólares, ou oito vezes a brasileira. Reykjavik é uma cidade cosmopolita, plugada na internet, mas é pequena o suficiente para que todos os músicos conheçam uns aos outros. Com sua profusão de barzinhos e bandas de rock de garagem ganhando as paradas internacionais, a Islândia virou a meca turística para quem gosta de música.

   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS