Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 716 - 5 de setembro de 2001
Geral Arqueologia
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Sumário
Brasil
Internacional
Geral
  A angústia do excesso de informação
A procura por tesouros na Baía de Guanabara
A Islândia da cantora Björk e das bandas de rock
MBA de Harvard abre mais vagas para estrangeiros
Implante eletrônico contra epilepsia e surdez
Nossos hackers entre os melhores do mundo
Nova droga contra a depressão chega ao Brasil
Pais que ficam com a guarda dos filhos
   
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Contexto
Veja essa
Arc
Hipertexto
VEJA on-line
Notas internacionais
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Digite uma ou mais palavras:

Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Reportagens de capa 2000 | 2001
Entrevistas
2000 | 2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

Tesouro encardido

Mergulhador procura peças
chinesas raras que afundaram no
século XVIII na Baía de Guanabara

Flávia Varella

 
Selmy Yassuda
elmy Yas
Albanèse em frente ao local de busca: "Impossível não achar" Exemplar único de vidro chinês da época: museus interessados até em caco

Quando a nau Rainha dos Anjos explodiu, labaredas enormes subiram ao céu, o deslocamento do ar quebrou as janelas do Mosteiro de São Bento, a proa do navio voou para um lado e a popa, para outro, até submergirem na Baía de Guanabara. Os sinos badalaram e toda a cidade do Rio de Janeiro comentou o triste espetáculo provocado por uma vela acesa esquecida no interior do barco. Isso foi em junho de 1722. Durante os quase três séculos seguintes, o desastre ficou esquecido. Há pouco mais de dez anos, o explorador de naufrágios Denis Albanèse e o almirante Max Justo Guedes começaram a pesquisar a história da Rainha dos Anjos. O projeto de resgatar seus destroços, porém, só ganhou forma quando uma historiadora americana especializada em arte chinesa antiga, Emily Curtis, contou a Albanèse o que havia descoberto em suas pesquisas: a carga do navio incluía mais de uma centena de objetos de vidro do período Kangxi (1661-1722), do qual hoje sobrou uma única peça, exposta no Museu Imperial chinês. A busca do raro tesouro perdido já começou.

"A Rainha dos Anjos tem a carga mais preciosa de todos os naufrágios da costa brasileira", afirma o almirante Guedes, diretor de Patrimônio Histórico e Cultural da Marinha, responsável pelo endosso oficial ao projeto. O primeiro passo para resgatá-la é identificar o local exato em que o navio afundou. Com a análise de livros, documentos, cartas náuticas e até quadros do século XVIII que retratavam o cais do porto, Albanèse concluiu que ele está a não mais de 1,5 quilômetro da costa, próximo do Aeroporto Santos Dumont e da Ilha Fiscal (veja mapa). Essa área está sendo rastreada com sonares que identificam o relevo do fundo do mar e a presença de peças de ferro. "É impossível não encontrar", diz o mergulhador, com a experiência de mais de vinte expedições do gênero.

Embora a nau tenha explodido em pedaços, Albanèse acredita que achará peças inteiras sob o fundo lamacento da Baía de Guanabara. Os chineses embalavam os objetos com várias camadas sobrepostas de argila fresca e palha de arroz, além da caixa de madeira. "Mesmo que se localizem apenas pedaços, todo museu vai querer ter seu caco", diz a historiadora Emily. Antes da busca dos vidros preciosos, porém, Albanèse precisa encontrar patrocinadores para a empreitada submarina, estimada em 3,5 milhões de reais.

   
 

 

 

   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS