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TelebrásA privatização da
Telebrás já deveria ter ocorrido há muito tempo. Com
ela, telefone no Brasil deixará de ser artigo de luxo, e
mais pessoas poderão ter acesso a uma linha. Isso
representa um grande passo para o verdadeiro
desenvolvimento, que não se faz por meio de crescimento
econômico apenas, mas também da possibilidade de a
maioria da população poder usufruir os mesmos recursos
("13.500.000.000", 29 de julho). É evidente que a
privatização é necessária. A empresa estatal
geralmente é incompetente, favorece uma minoria da
população, agravando ainda mais a desigualdade social,
e é um cabide de empregos desnecessários em uma
organização que precisa de tecnologia e não de
funcionários ociosos. É absurdo um país que vive a
globalização querer integrar-se sem um serviço de
comunicações competente. Como se pode aceitar uma linha
telefônica a cada 100 famílias da classe D? Quanto ao
desemprego, são as dolorosas transições para um mundo
global. Habituado com
Internet, linhas digitais, fax, celulares e outras
facilidades de comunicação no dia-a-dia, fiquei
impressionado com os números que a reportagem mostra
sobre a elitização do acesso à telefonia no Brasil. E
pensar que, mesmo com essa megaprivatização, daqui a
nove anos -- investidos milhões e milhões de dólares
-- apenas 16% da população terá acesso a um telefone
celular. É atraso demais. A não ser por
causa de interesses corporativos, ninguém é contra as
privatizações, pois o governo não pode nem deve ficar
administrando empresas. Mas no caso específico da
Telebrás o preço mínimo pedido é aviltante. Esses
13,5 bilhões de reais são uma piada da qual quem vai
rir é quem comprar por esse preço, praticamente de
graça. O falecido ministro Sergio Motta havia calculado
o preço em 40 bilhões, o que não era nenhum absurdo
por um sistema como o da Telebrás. O pior é que do
dinheiro arrecadado os compradores só terão de pagar à
vista 40%, o restante será pago a perder de vista.
Privatizações devem acontecer, mas o que estão fazendo
é entregar os bens nacionais por preços aviltantes. Fome na ÁfricaCulpa e vergonha
foi o que senti ao ler a reportagem e ver as fotos da
criança e da mãe desnutridas. Culpa por nada fazer e
vergonha por me preocupar com coisas tão sem
importância do meu dia-a-dia. Meu almoço foi indigesto
("A praga africana", 29 de julho). Como mãe que
amamentou três filhos posso sentir a dor dessa mulher,
pele e osso, ao tentar aliviar a fome de seu filho,
prestes a morrer, com um leite que já não vem. Aumenta
a minha dor em saber que em um mundo que se diz
globalizado seres humanos morram de fome. Veja on-lineDe acordo com a
pesquisa publicada em VEJA de 29 de julho, página 35, o
governo brasileiro tem a obrigação de prestar contas ao
contribuinte brasileiro do destino da arrecadação da
CPMF. Sinto-me "roubada" cada vez que esse
tributo me é cobrado. Já pagamos tantos impostos (sem
saber a que fim se destinam), e o povo continua não
usufruindo uma melhora no sistema de saúde, os
corredores de hospitais estão cheios de pessoas sem
atendimento, que morrem esperando por um médico, e de
equipamentos que não funcionam. E esse mesmo governo
quer enganar o contribuinte dizendo que a CPMF destina-se
à saúde? (Veja on-line, 29 de julho). HomossexualismoA pessoa que sai do
estilo de vida homossexual não volta simplesmente para o
"armário", como foi dito na reportagem. O
resultado desse processo é muito mais ativo e
abrangente. Quem está no armário (como eu que lá vivi
durante mais de vinte anos) leva uma vida dupla,
escondida, e às vezes de negação, conflito e
auto-rejeição. O ex-homossexual sai desse estado de
conflito passivo para uma nova forma de vida que antes
parecia impossível para ele, não mais dirigido por
impulsos e carência de afirmação. ("De volta ao
armário", 29 de julho). Conheço gays que
compreenderam a verdade e, em coerência com a palavra de
Deus, abandonaram o seu comportamento e hoje estão
felizes. Creio que o homossexualismo não é uma doença
nem é irreversível. Portanto, damos graças a Deus pela
existência de grupos como o Exodus. Patrimônio históricoMeus parabéns pela
reportagem ("De volta ao passado", 29 de
julho), mas não concordo com a frase "o governo age
na contramão", sugerindo que só as empresas
investem em favor da cultura. Diversas obras mencionadas
na reportagem foram apoiadas não apenas por empresas,
aliás segundo projetos aprovados no Ministério da
Cultura e com base nas deduções fiscais autorizadas
pela Lei Federal da Cultura, como também com recursos
orçamentários diretos do Ministério da Cultura.
Apoiamos a revitalização do Pelourinho com 3.806.000
reais, o bairro do Recife com 508.000 reais, o Convento
de Santo Antônio com 150.000, a Casa França-Brasil com
253.000, a Biblioteca Nacional com 1,5 milhão e o Museu
Nacional do Mar com 35.000. Não é verdade que o
orçamento do Iphan foi reduzido em 40%. Se isso
acontecesse, a instituição desapareceria. De 1997 a
1998, o orçamento daquela instituição passou de 60.742.000
a 58.517.000 reais. LivrosLi a excelente
reportagem "A vida como ela é" (29 de julho),
que trata da obra do escritor Adolfo Caminha, em especial
de seus livros Bom-Crioulo e A Normalista.
Apesar do conteúdo editorial ser bastante esclarecedor e
bem redigido, gostaria de fazer uma ressalva. Por se
tratar de obras de domínio público, esses títulos são
publicados também por outras editoras. A Editora Ática
possui em seu catálogo a série Bom Livro, que tem por
volta de oitenta títulos, entre eles Bom-Crioulo
e A Normalista. Além da qualidade, uma das marcas
registradas desta coleção é o preço mais acessível
-- no caso desses livros, os preços sugeridos para a
venda são respectivamente 5,40 e 6,90 reais. SenadoresCom relação à
reportagem "Os parentes suplentes" (22 de
julho), sobre os critérios de escolha de suplentes de
senadores, quero informar que milito no PMDB do Rio
Grande do Norte há muitos anos, desde quando ele era a
única força partidária organizada em oposição aos
governos militares. Contrariando os usos e costumes do
nosso país, jamais mudei de partido. Certamente, por
essa fidelidade, fui escolhido suplente de Garibaldi
Alves no Senado federal e, mais tarde, quando ele se
elegeu governador, passei a ocupar a sua cadeira,
tornando-me, assim, candidato natural à reeleição. RadarAo contrário do
que informa a nota "O milagre do voto" (22 de
julho), esclareço que freqüento e tenho acompanhado o
trabalho da Comunidade Evangélica desde meu casamento
com Anna Christina em 1990, celebrado pelo pastor
Villarindo, da Igreja Batista Central de Brasília, que
é evangélica. No início do ano, fui batizado pelo
pastor Robson Rodovalho por convicção pessoal, sem
motivação política ou divulgação, o que só agora,
em tom maldoso, é registrado por VEJA. CORREÇÕES:
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