"É absurdo um país que vive a globalização querer integrar-se sem um serviço de comunicações competente."
Daniel Martins de Souza
danyms@factory.com.br

Telebrás

A privatização da Telebrás já deveria ter ocorrido há muito tempo. Com ela, telefone no Brasil deixará de ser artigo de luxo, e mais pessoas poderão ter acesso a uma linha. Isso representa um grande passo para o verdadeiro desenvolvimento, que não se faz por meio de crescimento econômico apenas, mas também da possibilidade de a maioria da população poder usufruir os mesmos recursos ("13.500.000.000", 29 de julho).
Luiz Cláudio Mariano de Carvalho
Foz do Iguaçu, Paraná

É evidente que a privatização é necessária. A empresa estatal geralmente é incompetente, favorece uma minoria da população, agravando ainda mais a desigualdade social, e é um cabide de empregos desnecessários em uma organização que precisa de tecnologia e não de funcionários ociosos. É absurdo um país que vive a globalização querer integrar-se sem um serviço de comunicações competente. Como se pode aceitar uma linha telefônica a cada 100 famílias da classe D? Quanto ao desemprego, são as dolorosas transições para um mundo global.
Daniel Martins de Souza
danyms@factory.com.br

Habituado com Internet, linhas digitais, fax, celulares e outras facilidades de comunicação no dia-a-dia, fiquei impressionado com os números que a reportagem mostra sobre a elitização do acesso à telefonia no Brasil. E pensar que, mesmo com essa megaprivatização, daqui a nove anos -- investidos milhões e milhões de dólares -- apenas 16% da população terá acesso a um telefone celular. É atraso demais.
Carlos Eduardo Favaron Malluta
spcenter@ensino.net

A não ser por causa de interesses corporativos, ninguém é contra as privatizações, pois o governo não pode nem deve ficar administrando empresas. Mas no caso específico da Telebrás o preço mínimo pedido é aviltante. Esses 13,5 bilhões de reais são uma piada da qual quem vai rir é quem comprar por esse preço, praticamente de graça. O falecido ministro Sergio Motta havia calculado o preço em 40 bilhões, o que não era nenhum absurdo por um sistema como o da Telebrás. O pior é que do dinheiro arrecadado os compradores só terão de pagar à vista 40%, o restante será pago a perder de vista. Privatizações devem acontecer, mas o que estão fazendo é entregar os bens nacionais por preços aviltantes.
Daniel Rogerio Machado de Avila
alkimist@zaz.com.br

Fome na África

Culpa e vergonha foi o que senti ao ler a reportagem e ver as fotos da criança e da mãe desnutridas. Culpa por nada fazer e vergonha por me preocupar com coisas tão sem importância do meu dia-a-dia. Meu almoço foi indigesto ("A praga africana", 29 de julho).
Mirna Cassiano Cruz
São Paulo, SP
 

Como mãe que amamentou três filhos posso sentir a dor dessa mulher, pele e osso, ao tentar aliviar a fome de seu filho, prestes a morrer, com um leite que já não vem. Aumenta a minha dor em saber que em um mundo que se diz globalizado seres humanos morram de fome.
Regina Persechini
Belo Horizonte , MG

Veja on-line

De acordo com a pesquisa publicada em VEJA de 29 de julho, página 35, o governo brasileiro tem a obrigação de prestar contas ao contribuinte brasileiro do destino da arrecadação da CPMF. Sinto-me "roubada" cada vez que esse tributo me é cobrado. Já pagamos tantos impostos (sem saber a que fim se destinam), e o povo continua não usufruindo uma melhora no sistema de saúde, os corredores de hospitais estão cheios de pessoas sem atendimento, que morrem esperando por um médico, e de equipamentos que não funcionam. E esse mesmo governo quer enganar o contribuinte dizendo que a CPMF destina-se à saúde? (Veja on-line, 29 de julho).
Elizabeth Cunha Zanini
elizabeth@ccfbrasil.com.br

Homossexualismo

A pessoa que sai do estilo de vida homossexual não volta simplesmente para o "armário", como foi dito na reportagem. O resultado desse processo é muito mais ativo e abrangente. Quem está no armário (como eu que lá vivi durante mais de vinte anos) leva uma vida dupla, escondida, e às vezes de negação, conflito e auto-rejeição. O ex-homossexual sai desse estado de conflito passivo para uma nova forma de vida que antes parecia impossível para ele, não mais dirigido por impulsos e carência de afirmação. ("De volta ao armário", 29 de julho).
Wilson Orlando
Memphis, Tennessee, EUA
 

Conheço gays que compreenderam a verdade e, em coerência com a palavra de Deus, abandonaram o seu comportamento e hoje estão felizes. Creio que o homossexualismo não é uma doença nem é irreversível. Portanto, damos graças a Deus pela existência de grupos como o Exodus.
Pedro Roberto da Silva Neto
Brasília, DF

Patrimônio histórico

Meus parabéns pela reportagem ("De volta ao passado", 29 de julho), mas não concordo com a frase "o governo age na contramão", sugerindo que só as empresas investem em favor da cultura. Diversas obras mencionadas na reportagem foram apoiadas não apenas por empresas, aliás segundo projetos aprovados no Ministério da Cultura e com base nas deduções fiscais autorizadas pela Lei Federal da Cultura, como também com recursos orçamentários diretos do Ministério da Cultura. Apoiamos a revitalização do Pelourinho com 3.806.000 reais, o bairro do Recife com 508.000 reais, o Convento de Santo Antônio com 150.000, a Casa França-Brasil com 253.000, a Biblioteca Nacional com 1,5 milhão e o Museu Nacional do Mar com 35.000. Não é verdade que o orçamento do Iphan foi reduzido em 40%. Se isso acontecesse, a instituição desapareceria. De 1997 a 1998, o orçamento daquela instituição passou de 60.742.000 a 58.517.000 reais.
Francisco Weffort
Ministro da Cultura
Brasília, DF

Livros

Li a excelente reportagem "A vida como ela é" (29 de julho), que trata da obra do escritor Adolfo Caminha, em especial de seus livros Bom-Crioulo e A Normalista. Apesar do conteúdo editorial ser bastante esclarecedor e bem redigido, gostaria de fazer uma ressalva. Por se tratar de obras de domínio público, esses títulos são publicados também por outras editoras. A Editora Ática possui em seu catálogo a série Bom Livro, que tem por volta de oitenta títulos, entre eles Bom-Crioulo e A Normalista. Além da qualidade, uma das marcas registradas desta coleção é o preço mais acessível -- no caso desses livros, os preços sugeridos para a venda são respectivamente 5,40 e 6,90 reais.
Alfredo do Amaral Chianca
São Paulo, SP

Senadores

Com relação à reportagem "Os parentes suplentes" (22 de julho), sobre os critérios de escolha de suplentes de senadores, quero informar que milito no PMDB do Rio Grande do Norte há muitos anos, desde quando ele era a única força partidária organizada em oposição aos governos militares. Contrariando os usos e costumes do nosso país, jamais mudei de partido. Certamente, por essa fidelidade, fui escolhido suplente de Garibaldi Alves no Senado federal e, mais tarde, quando ele se elegeu governador, passei a ocupar a sua cadeira, tornando-me, assim, candidato natural à reeleição.
Fernando Bezerra
Natal, RN
 

Radar

Ao contrário do que informa a nota "O milagre do voto" (22 de julho), esclareço que freqüento e tenho acompanhado o trabalho da Comunidade Evangélica desde meu casamento com Anna Christina em 1990, celebrado pelo pastor Villarindo, da Igreja Batista Central de Brasília, que é evangélica. No início do ano, fui batizado pelo pastor Robson Rodovalho por convicção pessoal, sem motivação política ou divulgação, o que só agora, em tom maldoso, é registrado por VEJA.
Paulo Octávio Pereira
Brasília, DF


CORREÇÕES: No mapa que ilustra a reportagem "Adeus, conexões" (29 de julho), Paris está situada erroneamente na Espanha. Na reportagem "Epopéia selvagem" (29 de julho), a sigla do Estado de Roraima está grafada de maneira errada no mapa. O correto é RR.


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Formei-me em turismo em janeiro de 1997 com financiamento do programa de Crédito Educativo Ministério da Educação. Em março deste ano, recebi as primeiras faturas mensais de 538 reais para pagar. Sem condições de pagar, dirigi-me à Caixa Econômica Federal para tentar acordo, e me ofereceram abater 50% da mensalidade, dobrando o razo de pagamento de três para seis anos. Para isso, seria necessário que meus rendimentos fossem iguais ou superiores a quatro vezes o valor da fatura renegociada, quase 1.100 reais. Como não atingi esse patamar, fui conselhado a escrever ao ministério. Escrevi e não obtive resposta. Recebi há duas semanas uma carta da Caixa, comunicando que meu nome está no Cadastro de Proteção ao Crédito e no Cadin. Como um programa do governo que visa estimular o ensino de nível superior pode de uma hora para outra destruir a carreira desses alunos por eles não terem como saldar suas dívidas? Peço às autoridades que prestem atenção a esse problema, que não é só meu.
Ney Huberto Neves
Rio de Janeiro, RJ


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