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Home  »  Revistas  »  Edição 2124 / 5 de agosto de 2009


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Assuntos mais comentados

O partido do fisiologismo (capa) — 78
Emirados Árabes Unidos — 61
Lya Luft — 24
Gripe suína — 17
Tratado de Itaipu — 15

O PMDB e o fisiologismo

"O grandioso e paradoxal PMDB é hoje uma imunda geleia geral da corrupção endêmica, do clientelismo, do fisiologismo adesista e de todos os males possíveis e impossíveis da vida pública brasileira."
Kelmo Oliveira Bernardes Santos
Feira de Santana, BA

Corajosa e brilhante a reportagem "A digestão do poder" (29 de julho), a respeito da voracidade do PMDB por cargos que lhe permitam todo tipo de lesão ao Brasil e aos brasileiros. Até hoje eu não tinha lido um diagnóstico tão preciso das práticas desse partido, das razões para a sua sustentação e permanência, apesar de todos os malefícios que já causou ao país.
Zulma Jacinto Garcia
Curitiba, PR

VEJA está de parabéns por inovar em seu artigo de capa desta semana. Abordar o fisiologismo do PMDB produziu informações que deixam patente a necessidade de mudar o quadro, para que a politicagem nefasta dê lugar a partidos de maior compromisso com os destinos da nação, não com o interesse de seus membros e de pessoas a eles ligadas.
Antonio do Vale
São Paulo, SP

Orlando Brito/Obritonews
ADESISMO FISIOLÓGICO
Arthur Virgílio, senador (PSDB-AM): "Em um governo, o PMDB tem uma colher de sopa. Em outro, de sobremesa. Em outro, de chá. Mas ele sempre ganha seu bocado de poder".

 

Deputado federal constituinte pelo PMDB e filiado desde 1976 ao MDB da Paraíba, certa feita, irritado com as brigas entre o PFL e o PMDB pela indicação dos chefes do Funrural nos municípios e com a indefinição do presidente Sarney sobre as nomeações, fui ao gabinete do doutor Ulysses e, somente eu e ele, perguntei-lhe, de chofre: "Doutor Ulysses, o senhor tem 305 deputados do partido na Câmara, por que o senhor não rompe com o governo?". Ele olhou nos meus olhos e disse: "Meu filho, se eu fizer isso, mais da metade fica com o governo". Passados alguns dias, tive uma audiência com o presidente Sarney e lhe perguntei, também de chofre: "Presidente, por que o senhor não governa com o PMDB?". Ele não titubeou: "João, eu fui da UDN, da Arena e do PDS. Em toda a minha vida pública fiz amigos nesses partidos e não posso governar com quem não conheço ou não confio". Conclusão: o fisiologismo do PMDB – e não me refiro ao PMDB de Ulysses, Waldir Pires, Mario Covas e tantos outros que construíram a legenda – vem de priscas eras.
João Agripino
Brasília, DF

Após ler a reportagem de capa da edição 2 123, e analisando a biografia dos principais líderes do PMDB, cheguei à conclusão de que na política brasileira trocamos a ditadura militar por uma corja de bandidos.
Benedito José do Espírito Santo
São José dos Campos, SP

Ver um partido que lutou no passado para conquistar a liberdade política e a democracia se vender hoje para quem der mais é desanimador. Já vimos políticos se venderem, mas um partido inteiro é a primeira vez.
Roberto Mendes da Silva
Cuiabá, MT

O PMDB foi um verdadeiro partido da oposição, que infelizmente sucumbiu à sedução dos prazeres da corrupção e aos escândalos. Lamentavelmente, o Brasil e todos nós perdemos com essa exposição de descalabros e escândalos morais.
Elisa Horn
Balneário Camboriú, SC

Já era hora de VEJA denunciar o marasmo ético em que se transformou o antigo arauto da resistência contra a ditadura militar, que foi o PMDB. Merecem admiração os remanescentes honrados das antigas lideranças, como Jarbas Vasconcelos e Pedro Simon, por terem estômago de ainda permanecer nas suas fileiras e resistirem ao fisiologismo escancarado da sua imensa maioria.
Thomas Hartmann
Salvador, BA

O grande senador Jarbas Vasconcelos não deveria estar mais no PMDB. Sempre votei em Jarbas, em todas as eleições de que ele participou. Não votarei mais nele se continuar nessa legenda podre. Ele não pertence a isso.
Paulo Serafim
Recife, PE

Brilhante a capa de VEJA, porém a hiena seria um símbolo mais apropriado ao PMDB.
Jorge Jossi Wagner
Ribeirão Preto, SP

Com relação à reportagem "O PMDB e seu bocado no governo federal" (29 de julho), apresento meu mais veemente protesto contra a inclusão de meu nome como indicado por partido político à função que ora ocupo. Não tenho relação com políticos de partido algum, o que inclui o PMDB. Tenho uma longa carreira na Receita Federal e participo de alguma função de gerência desde 1992. Trabalho há 25 anos no órgão e exerci minhas atividades nos maiores portos, aeroportos e pontos de fronteira do país. Ademais, eu já era integrante da equipe de chefia dessa unidade quando da aposentadoria da inspetora anterior, em 2004, e minha ascensão à função ocorreu de forma natural.
José Guilherme Antunes de Vasconcelos
Inspetor-chefe da alfândega da RFB
Santos, SP

O PMDB tem quatro principais reparos a fazer na reportagem publicada por VEJA: 1) O PMDB tem identidade e espinha dorsal bem definidas. Seu compromisso com a liberdade democrática e com os avanços sociais é inarredável e público, o que está devidamente inscrito no programa partidário. O PMDB estava em linha com seu programa partidário quando apoiou a eleição de Tancredo Neves e o governo de José Sarney. Foi assim que o Brasil conquistou a democracia; quando apoiou o governo Itamar Franco, expoente do partido. Foi assim que o Brasil conquistou o Plano Real, um notável avanço social. Quando apoiou o governo de Fernando Henrique Cardoso. Foi assim que o Brasil iniciou o processo de estabilização econômica. E o PMDB está em linha uma vez mais com seu programa partidário ao apoiar o governo do presidente Lula, autor do maior projeto de distribuição de renda do mundo. 2) Os cargos públicos são apenas consequência de ideais convergentes. Neste exato momento, o partido administra 1 201 prefeituras e nove governos estaduais. No Poder Legislativo, sua bancada conta com 8 500 vereadores, 172 deputados estaduais, 95 deputados federais e dezenove senadores. 3) É difícil pensar em algo mais injusto do que montar um quadro intitulado "O PMDB e seu bocado no governo federal". Nenhum ministro de estado, seja do PMDB, seja de qualquer outro partido, toma decisões com a liberdade que a revista sugere no material publicado. 4) Caciques são a expressão do atraso. O PMDB se alimenta da força de seus 2 milhões de filiados e do apoio de seus eleitores. Sem votos não haveria PMDB. No pleito de 2006, o partido obteve 16,8 milhões de votos para governador. Em 2008, foram 18,5 milhões de votos para prefeito. São números que falam por si.
Michel Temer
Presidente licenciado do PMDB
Iris de Araújo
Deputada e presidente do PMDB
Brasília, DF

Esclareço que o diálogo entre mim e o meu irmão, reproduzido em VEJA, retrata informação relativa à investigação de ilícitos cometidos na gestão do ex-governador do Maranhão. As anotações de próprio punho do contador de Aderson Lago, ex-secretário de governo de Jackson Lago, revelam que o valor depositado em conta do filho dele resulta no montante de 900.000 reais, e não 5 milhões, como havia sido informado pelo jornalista Sergio Macedo, por mim referido no diálogo. Também afirmo que, independentemente do valor dos desvios, deveríamos denunciar o ilícito, como afinal foi feito em reportagem, dias após o diálogo. Afirmo ainda na conversa que o "negócio é quente", no sentido de que a denúncia era real e tinha provas. Aderson Lago utilizou notas fiscais frias, da empresa-fantasma PR Cardoso, para sacar os aludidos recursos da prefeitura de Caxias. Essas são as notas frias referidas no diálogo. Faço prova do afirmado acima por intermédio dos documentos que seguem anexos. 1 – Alguns exemplares de notas fiscais, expedidas por empresa-fantasma, para dar cobertura a desvio de recursos repassados pelo governo do estado à prefeitura de Caxias; 2 – Anotações do contador de Aderson Lago, informando que o depósito em conta foi ("+ R$ 900 mil"), sendo o restante do desvio de recursos pago em "cash"; 3 – Rosto da conta bancária que recebeu depósito ilegal, com anotação de próprio punho de Aderson Lago, registrando o recebimento de "R$ 963.931,50"; 4 – Reportagem apresentando a denúncia do desvio de recursos aludido no diálogo.
Sarney Filho
Deputado
Brasília, DF

Com relação à reportagem "A digestão do poder", publicada na edição 2 123, venho informar que houve um equívoco de VEJA ao citar o deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT) como parlamentar que "responde a processo no Supremo por peculato e corrupção". A informação precisa ser reparada, porque nem sequer houve processo em julgado. Na verdade, foi instaurado inquérito perante a Justiça Federal de Mato Grosso, para apurar crimes que teriam sido cometidos no caso conhecido como "sanguessugas" e seus possíveis autores. O inquérito policial foi remetido à Procuradoria-Geral da República, sendo que o procurador Antônio Fernando Barros e Silva de Souza, após análise e pesquisa, concluiu que o deputado Carlos Bezerra não cometeu crime de nenhuma natureza, já que inexistem nos autos da investigação criminal elementos que justifiquem o oferecimento da denúncia. E por não configurar o seu comportamento ilícito penal, mediante decisão fundamentada, e por absoluta falta de provas, pediu a exclusão do deputado Carlos Bezerra do referido inquérito. Assim, o inquérito foi encaminhado à então presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Ellen Gracie, que, acolhendo o substancioso parecer do procurador da República, excluiu o deputado Carlos Bezerra do inquérito policial, e, por conseguinte, não foi instaurado contra ele ação penal de nenhuma natureza, determinando-se pelo seu arquivamento. Trecho do parecer do Procurador-Geral da República, que orientou a decisão do STF: "Após a devida análise do material angariado, posso concluir que os elementos de convicção colhidos no curso da apuração não são suficientes para formulação de imputação criminal contra o deputado federal Carlos Gomes Bezerra".
Arlindo Teixeira Jr.
Assessor de imprensa
Brasília, DF

Gilberto Mestrinho

Sobre a nota publicada em Datas (29 de julho) acerca da morte de Gilberto Mestrinho, digo que ele foi, além de político, um homem de vanguarda, com ideias e pensamentos transcendentes à sua época. Ainda na década de 80, tempo em que se preconizava com demagogia a preservação da Amazônia através da sua blindagem e intocabilidade, ele já difundia com entusiasmo, além de nossas fronteiras, suas teses acerca do desenvolvimento sustentável da região. Incompreendido, foi alvo de intolerância e preconceito, decorrentes da falta de informação naquele cenário. Na década seguinte, com a racionalização do tema, seu discurso passou a ser aceito e assimilado até pelos mais radicais; o que antes definiam como "desmatamento" passou a ser chamado de "manejo sustentável". Apaixonado pelo estado do Amazonas, sempre visualizou o progresso através do aproveitamento racional da potência de seus recursos naturais. Não foi ecologista, foi um amazônida, conhecedor profundo do universo amazônico. Foi ainda por três vezes consecutivas presidente da comissão de orçamento, sem nenhuma mácula em sua atuação.
Katyuska São Thiago Neta
Manaus, AM

Radar

Não procede a informação de que uma empresa alemã teria oferecido ao Brasil "um negócio semelhante" ao acordo assinado com a França para desenvolver o submarino brasileiro com propulsão nuclear, e ainda por custo inferior (Radar, 29 de julho). A Alemanha não poderia fazer tal proposta, pois não fabrica submarinos nucleares, e propôs apenas a continuidade da construção de submarinos convencionais, com duas novas unidades. No acordo com a França está prevista a fabricação no Brasil de quatro submarinos convencionais, com a transferência, durante esse processo, das tecnologias não nucleares necessárias à construção do quinto submarino, com propulsão nuclear desenvolvida pela Marinha do Brasil.
José Ramos Filho
Coordenador de Comunicação Social do Ministério da Defesa
Brasília, DF

Outlet

A reportagem "Viajar é carregar sacolas" (15 de julho) informou que o primeiro outlet multimarcas da América Latina foi inaugurado no Brasil há três semanas, quando a própria Premium tem aberto na Cidade do México, desde 2006, um outlet enorme: http://www.premiumoutlets.com.mx/center/.
Adriana Smith
Por e-mail


Correção:
o infectologista Mauro Salles é do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, e não da Fundação Oswaldo Cruz, como informou a reportagem "Não há motivo para tanto alarme" (29 de julho).

 

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