Monstros na veia
Dose diária de Digimon pode
salvar
o programa de Angélica
Ricardo Valladares
Fox
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As criaturas de Digimon
são calcadas nas de Pokémon:
lavagem cerebral
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Para
anabolizar a audiência de Angélica, que nunca
esteve tão baixa, a Rede Globo resolveu recorrer
a um remédio japonês. Nesta segunda-feira estréia
no programa da loirinha o desenho Digimon, criado
no ano passado por uma produtora concorrente da que inventou
Pokémon. Este último é um fenômeno
mundial que já arrecadou 7 bilhões de dólares
entre direitos de exibição e licenciamento.
Digimon está se aproximando dessa marca. Nos
Estados Unidos, as duas séries têm praticamente
a mesma audiência. Uma é claramente calcada
na outra. Ambas reproduzem grosseiramente a estética
do videogame, com uma pequena diferença no que se
refere ao enredo. Os "Pokémons" (nome que vem do
inglês pocket monsters, "monstros de bolso")
vivem no mundo real e são capturados pelas crianças.
Já os "Digimons" (abreviatura de "monstros digitais")
habitam uma espécie de universo paralelo, para o
qual os sete protagonistas são transportados. Em
ambas as atrações as criaturas são
feias para chuchu e têm superpoderes especialmente
o da lavagem cerebral em grande escala. Os desenhos parecem
saídos da cabeça de um camicase desgovernado.
Junior Fernandes
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Angélica: audiência
que já foi de 16 pontos agora está em
4
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A estréia de Digimon estava prevista para
setembro, mas foi antecipada para conter a sangria de audiência
do horário no mês de julho, quando Angélica
estará de férias. A apresentadora deixou apenas
as chamadas pré-gravadas. Durante a sua ausência,
as manhãs da Globo serão ocupadas por uma
bateria de desenhos animados. Além de Digimon,
serão exibidos O Garoto Bugiganga e Pinky
e Cérebro, entre outros já veiculados
pelos canais por assinatura. Em agosto, o Angel Mix voltará
totalmente reformulado. Contará com desenhos da Turma
da Mônica e também com episódios baseados
nas histórias do Sítio do Picapau Amarelo,
de Monteiro Lobato, esta, sim, uma idéia inteligente.
Independentemente da qualidade das novidades, elas devem
dar fôlego ao programa de Angélica, que anda
patinando num ibope de 4 pontos. Um número ridículo
se comparado aos 16 pontos de média em 1999.