Edição 1 656 -5/7/2000

VEJA esta semana

Brasil
Internacional
Geral
Muhammad Yunus, o banqueiro bonzinho de Bangladesh
Por que tantas pessoas acreditam em óvnis
A chuva cai, mas não traz solução para a miséria da seca
O bolo com a foto do homenageado
Restaurantes caros entregam marmita nos escritórios
Trânsito e violência fazem surgir o helicóptero coletivo
Empresas virtuais começam a dispensar empregados
Uniformes que melhoram a performance dos atletas
Ronaldinho envolve-se em escândalo
Souza Cruz terá de pagar indenização a fumante
O sucesso das modelos brasileiras
Como e quando o genoma afetará sua vida

Economia e negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Colunas
Stephen Kanitz
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote 
Veja essa
Arc
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Para usar
Veja recomenda
Os mais vendidos

Banco de Dados 

Para pesquisar digite uma ou mais palavras no campo abaixo. 


 

Vai um pedaço?

Festinha diferente agora tem bolo
com foto do homenageado



David Brasil
Tiazinha e o bolo com a cara do namorado, Eriberto: papel de açúcar


Suzana Alves, a Tiazinha, pôs a cara, o cabelão e a barba do namorado, Eriberto Leão, cobrindo seu bolo de aniversário. Foi um sucesso. Carla Perez, gulosa, encomendou logo dois, de coração, com o rosto do pagodeiro Xandy. Paulo Maluf mandou fazer o seu no ano passado, e a produção do Domingo Legal, de surpresa, grudou o repaginadíssimo rosto de Gugu Liberato não só no bolo, mas também nos bombonzinhos de sua festa. Nos últimos tempos, em comemorações de famosos ou nem tanto, a estrela da mesa de doces na hora do parabéns é o bolo com o homenageado impresso nele. Isso mesmo – impresso, em impressora comum. A diferença está no papel, de açúcar ou arroz, e nas tintas, feitas com corantes comestíveis. "Foi a maior surpresa. Xandy adorou", derrete-se a apaixonada Carla.


Romero Cruz
Gugu em dose dupla: surpresa na comemoração do aniversário

A técnica pioneira é a que usa o tal papel de açúcar, que vem a ser açúcar prensado com resistência suficiente para passar numa impressora comum – produto desenvolvido e patenteado pelo confeiteiro paulistano Bernardo Pulla. Ele também inventou o corante comestível que faz as vezes de tinta. "Primeiro, passo a foto por um scanner. Depois, edito a figura no computador e vou imprimindo em pedaços, até cobrir a superfície", conta. O bolo, por sua vez, é comum, ao gosto do freguês. Custa cerca de 25 reais o quilo. O papel de arroz é importado e um pouco mais caro. Uns poucos boleiros dispõem de uma impressora americana especial, equipada com corante comestível. Mas cuidado com as imitações, alertam as doceiras. "Como o papel é fácil de achar, mas o equipamento é caro, tem muita gente usando tinta química na impressão", diz a carioca Simone Vasconcellos, que vende fotos avulsas para bolos (preço: 12 reais) e prepara cerca de cinqüenta por dia. O mimo só não é muito recomendável para crianças pequenas. Em geral, elas abrem o berreiro quando vêem sua foto, algo canibalisticamente, ser cortada em pedacinhos.