Edição 1 656 -5/7/2000

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"A reportagem cumpre importante papel social ao demonstrar as indicações e os benefícios na prática preventiva."
Otavio Eboli
São Paulo, SP

 

Check-up

Como cardiologista, gostei muito da reportagem "Check-up, a cura pela prevenção" (28 de junho), pois revela ao público não apenas os avanços em equipamentos de diagnóstico mas também a tendência da avaliação personalizada, direcionada pela anamnese, histórico pessoal e familiar. A reportagem cumpre importante papel social ao demonstrar as indicações e os benefícios na prática preventiva.
Otavio Eboli
São Paulo, SP
otavioeboli@uol.com.br

Brilhante reportagem! Ética, profissional e extremamente atualizada. Sou médica gastroenterologista e endoscopista e gostaria de enfatizar, também, a importância dos exames de endoscopia digestiva alta e de colonoscopia. Sabe-se que a metade dos cânceres existentes no Brasil é de origem gástrica e que a bactéria Helicobacter pylori, encontrada no estômago de algumas pessoas e facilmente diagnosticada pela endoscopia, pode ser responsável por um tipo de linfoma. A grande maioria dos pólipos de intestino grosso tem tendência a se malignizar. Comumente alojados nesse órgão, são totalmente retirados por meio da colonoscopia, antes mesmo de se tornar malignos. A maioria das vezes, evitando-se cirurgia.
Cecília Rio
cila1@terra.com.br

Parabéns pela reportagem, que mostra a importância da medicina preventiva. É lógico investir em saúde para não gastar com doenças. Como médico e defensor da prevenção em saúde, gostaria de salientar que também no Rio se faz check-up de Primeiro Mundo.
Haroldo Jacques
Rio de Janeiro, RJ

Cartas

Tragédia

Que bom que VEJA deu maior importância ao assunto, mais que outros veículos de comunicação. A condenação dos "irresponsáveis" pelo fato não trará de volta as crianças de 2 anos que foram queimadas vivas, mas poderemos evitar novas tragédias ("Todos mortos", 28 de junho).
Cecilia Rosner
cecilia.rosner@valor.com.br

 

Ensaio

A separação entre a Igreja e o Estado está longe de ser realidade no Brasil. Por que, sendo evangélico, eu tenho de aceitar feriados que entram em choque com a minha fé (Ensaio, 28 de junho)?
Jorge Yoshiro Kimura
jorge_kimura@hotmail.com

Em minha cidade, Pimenta Bueno, Rondônia, como se não bastasse o feriado santo, eles (a prefeitura, com a aprovação da Igreja) ainda adiam o feriado que cai no sábado para a segunda-feira, mas a procissão e a missa ocorrem no sábado. Dá para entender isso?
Dalva Luzia Martins Peron
maira@sybernet.com.br

 

Livros

Excelente a reportagem "Cadê a crítica?" (28 de junho), um tema que, apesar da importância acadêmica pela polêmica que produz, também desperta grande interesse social. Mas cadê a crítica brasileira? Que intelectual ousaria criticar gratuitamente? Carlos Graieb levanta uma questão fundamental para o desenvolvimento e fortalecimento da literatura nacional: a covardia.
Ruy Câmara
ruycamara@uol.com.br

 

Violência

O Plano Nacional de Segurança Pública anunciado pelo governo tem tudo para dar certo, desde que os recursos sejam bem aplicados. Acho louvável a medida em que o governo anuncia que só vai liberar recursos para aqueles que apresentarem resultados, mas creio que só isso não basta, pois o governo federal tem de criar mecanismos que anulem qualquer possibilidade de os governadores maquiarem esses resultados ("O Brasil reage ao crime...", 28 de junho).
Sérgio Henrique A. Martins

Manaus, AM

As medidas anunciadas pelo governo federal pouco amenizam a situação da população brasileira. O que deveria existir mesmo é um pente fino nas polícias civil e militar, no Poder Judiciário e nos órgãos controladores. Muitas vezes falamos em falta de recursos, mas o que vemos é a falta descabida de controle para coibir a corrupção, a roubalheira, que anda lado a lado com as drogas, diluindo o patrimônio dos cidadãos. Se faltam recursos, como se explica roubarem tanto? Se roubam, com certeza, é porque se tem recursos, e muito. Então, vamos à luta.
Sebastião Klécyton de Menezes Lima
Campinas, SP

 

Diogo Mainardi

Estamos cansados da crítica fácil, burra, "de uma nota só", e em nada construtiva, própria de sociedades que vivem sob regimes totalitários, o que não é o caso do Brasil. Culpar um governo por uma tragédia como a que aconteceu no Rio de Janeiro é atitude insana. Culpada maior é a sociedade, que no relacionamento diário não é nem um pouco solidária. Diogo Mainardi nos alerta que a destruição das bases de convivência civil causada pela hiperinflação da década de 80 pode agora estar apresentando suas seqüelas tardias na forma de tragédias iguais à ocorrida no ônibus no Rio de Janeiro (Diogo Mainardi, 28 de junho).
Sebastião Dário de Medeiros
Jaboatão dos Guararapes, PE

 

CORREÇÕES: A foto publicada na seção Veja recomenda (28 de junho) é do filme Frenesi, e não de Trama Macabra. A foto publicada na reportagem "O maior do Brasil" (28 de junho) é uma montagem sobre foto aérea do local onde será construído o shopping, com as alterações viárias que resultarão de sua construção. Diferentemente do que foi publicado na reportagem "Check-up, a cura pela prevenção" (28 de junho), Jorge Luiz da Silva tinha uma artéria – e não veia – entupida e duas com obstruções de mais de 60%. Roberto Franca não foi nomeado por Fernando Collor para a presidência da INB, como afirmou a nota "De mal a pior" (Radar, 28 de junho), e sim por Itamar Franco.