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Edição 1 754 - 5 de junho de 2002
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Brinde ao frio

Um vinho italiano suaviza o inverno


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Dos arquivos de VEJA
Reportagem de Veja São Paulo de 8/5/2002: "O vinho está com tudo"
Reportagem de VEJA de 12/9/2001: "Ressaca francesa"
Reportagem de VEJA de 27/6/2001: brasileiro aprende a estocar vinho

Em boa parte do território brasileiro, nenhuma outra bebida combina tanto com esta época do ano quanto um bom vinho. O casamento fica perfeito se ele for tinto. Um cálice é suficiente para reconfortar noites frias, mas existem opções para qualquer ocasião. Nas refeições, a bebida cai bem não apenas com massas como também com todo tipo de prato, da pizza ao churrasco. A despeito dos franceses, que também são especialistas nessa arte, os produtores italianos têm tradição e variedade, especialmente nas faixas de preço adequadas a quem está ensaiando suas descobertas nesse item da boa mesa. Existem vinhos de excelente qualidade produzidos em qualquer região da Itália, desde a fronteira com a Suíça e a Áustria até o sul da Sicília. Não são poucos os que apresentam preço além dos 200 reais, mas há também boas opções contradizendo o mito de que o vinho é uma bebida para especialistas ou endinheirados. O fichário acima traz uma lista pequena e prática para quem quer poupar tempo e evitar o risco do aprendizado por conta própria. Existem também bons vinhos nacionais, melhores a cada safra.

J. Miranda


Para produzir vinho, além de seletas uvas maduras, é preciso que haja sol, calor e clima seco até a época da colheita. Durante o processo de fermentação, no outono, a bebida ganha qualidade se a temperatura for mais amena. É que a reação química natural que transforma o açúcar em álcool libera calor, e se a temperatura ambiente também estiver alta o vinho fica mais rústico – menos elegante, como dizem os enólogos.

Nas regiões no norte da Itália o clima sempre foi muito favorável. Mas somente nas últimas décadas os produtores do sul do país conseguiram tecnologia para superar inconvenientes meteorológicos. Hoje as uvas aguardam a fermentação em tonéis com serpentinas de água gelada ou em tanques de aço inoxidável resfriados. Os novos processos provocaram uma avalanche de bons produtos em todas as regiões da Itália, explica o enólogo e importador de vinhos Ciro Lilla, de São Paulo. "Eles ganharam qualidade e ao mesmo tempo ficaram mais acessíveis", afirma. Os vinhos do sul ainda são os mais encorpados, mais concentrados e com maior teor alcoólico. No centro encontram-se exemplares mais elegantes, aqueles que não são nem fortes nem leves, excelentes para acompanhar uma boa refeição. Só a região de Piemonte, no norte, tem mais variedades que muitos países. Lá se encontram as melhores uvas e também os melhores vinhos. Nos últimos anos, várias pesquisas têm reforçado a tese de que o consumo moderado da bebida faz bem à saúde. Mas nem é preciso recorrer a argumentos médicos para saboreá-la. Ela estimula o paladar e também faz muito bem ao espírito.

 
 

 



   
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