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Brinde ao frio
Um vinho
italiano suaviza
o inverno

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Em boa parte
do território brasileiro, nenhuma outra bebida combina tanto com
esta época do ano quanto um bom vinho. O casamento fica perfeito
se ele for tinto. Um cálice é suficiente para reconfortar
noites frias, mas existem opções para qualquer ocasião.
Nas refeições, a bebida cai bem não apenas com massas
como também com todo tipo de prato, da pizza ao churrasco. A despeito
dos franceses, que também são especialistas nessa arte,
os produtores italianos têm tradição e variedade,
especialmente nas faixas de preço adequadas a quem está
ensaiando suas descobertas nesse item da boa mesa. Existem vinhos de excelente
qualidade produzidos em qualquer região da Itália, desde
a fronteira com a Suíça e a Áustria até o
sul da Sicília. Não são poucos os que apresentam
preço além dos 200 reais, mas há também boas
opções contradizendo o mito de que o vinho é uma
bebida para especialistas ou endinheirados. O fichário acima traz
uma lista pequena e prática para quem quer poupar tempo e evitar
o risco do aprendizado por conta própria. Existem também
bons vinhos nacionais, melhores a cada safra.
J. Miranda
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Para produzir vinho, além de seletas uvas maduras, é preciso
que haja sol, calor e clima seco até a época da colheita.
Durante o processo de fermentação, no outono, a bebida ganha
qualidade se a temperatura for mais amena. É que a reação
química natural que transforma o açúcar em álcool
libera calor, e se a temperatura ambiente também estiver alta o
vinho fica mais rústico menos elegante, como dizem os enólogos.
Nas regiões
no norte da Itália o clima sempre foi muito favorável. Mas
somente nas últimas décadas os produtores do sul do país
conseguiram tecnologia para superar inconvenientes meteorológicos.
Hoje as uvas aguardam a fermentação em tonéis com
serpentinas de água gelada ou em tanques de aço inoxidável
resfriados. Os novos processos provocaram uma avalanche de bons produtos
em todas as regiões da Itália, explica o enólogo
e importador de vinhos Ciro Lilla, de São Paulo. "Eles ganharam
qualidade e ao mesmo tempo ficaram mais acessíveis", afirma. Os
vinhos do sul ainda são os mais encorpados, mais concentrados e
com maior teor alcoólico. No centro encontram-se exemplares mais
elegantes, aqueles que não são nem fortes nem leves, excelentes
para acompanhar uma boa refeição. Só a região
de Piemonte, no norte, tem mais variedades que muitos países. Lá
se encontram as melhores uvas e também os melhores vinhos. Nos
últimos anos, várias pesquisas têm reforçado
a tese de que o consumo moderado da bebida faz bem à saúde.
Mas nem é preciso recorrer a argumentos médicos para saboreá-la.
Ela estimula o paladar e também faz muito bem ao espírito.
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