Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 754 - 5 de junho de 2002
Geral Segurança
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
 

Os filhos da Aids chegam à adolescência
Confirmada a existência de água em Marte
O bilionário negócio dos cosméticos continua crescendo
Os ateus saem do armário
A mania do blog, o diário virtual
O Brasil é líder no ranking da blindagem de veículos
Nasa caça chips obsoletos para seus computadores
Paulo Afonso, na Bahia, vira a meca do bungee jump
O GHB invade as pistas de dança
Um guia erótico de Paris
A Califórnia quer acabar com praias privadas
O tênis fica chique
Universidade pública tem mais vagas – para quem pode
Começa o campeonato do único esporte global
O dilema da paixão

Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Stephen Kanitz
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA on-line
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

Brasil = México + Colômbia

País assume uma triste liderança
no ranking de blindagem de veículos

Ricardo Mendonça

 
Divulgação

Fábrica paulista de blindagem: o preço caiu pela metade

A taxa de criminalidade nas grandes cidades brasileiras permitiu ao país bater mais um triste recorde. O Brasil havia assumido a liderança no ranking da blindagem de automóveis. Agora, descobre-se que o total de veículos blindados em solo nacional não é apenas o maior do mundo. Esse número já é superior à soma de carros blindados no México e na Colômbia. Detalhe: no ranking da blindagem, esses dois países ocupam, respectivamente, a segunda e a terceira posições. De acordo com as informações divulgadas pela recém-criada Associação Brasileira dos Blindadores de Veículos Automotivos (isso mesmo, já existe até uma associação do setor), estão sendo realizadas, em média, 400 blindagens por mês no Brasil, enquanto no México se fazem 170 e na tumultuada Colômbia, 150. De acordo com especialistas em segurança, o total de veículos com esse tipo de proteção é tão grande que se tornou um indicador para aferir o grau de criminalidade nacional. Quanto maior ele for, pior estará o Brasil nesse campo – até porque seu crescimento tem acompanhado o de alguns dos mais perversos crimes praticados no país.

A maior parte dos carros blindados circula em São Paulo, Estado em que um dos crimes mais assustadores do momento, o seqüestro, virou rotina. Em 1996, ano em que doze pessoas foram seqüestradas em São Paulo, blindaram-se 1.200 veículos. No ano passado, quando o número de seqüestros subiu para 307, 4.200 carros foram blindados. O Brasil tem a nona maior frota de veículos do mundo e, devido à baixa qualidade do transporte público, as pessoas usam o carro para tudo. De acordo com os especialistas, essa dependência faz com que, no trânsito, elas fiquem mais expostas à criminalidade. De cada dez assaltos registrados em São Paulo, em um deles a vítima estava dentro de um veículo. Nessa situação, a blindagem não resolve o problema, mas ajuda.

 
Antonio Milena

Empresa de segurança: avanços tecnológicos

A evolução da blindagem no Brasil é impressionante. Há seis anos, só quatro empresas ofereciam o serviço em carros e as encomendas destinavam-se a um público restrito: grandes empresários, presidentes de corporações e políticos. Hoje, 49 empresas atuam na área. Com o aumento da concorrência, o preço do serviço acabou caindo de tal forma que blindar o automóvel já faz parte da lista de projetos de famílias de classe média alta. Cinco ou seis anos atrás, a blindagem completa, envolvendo a troca de vidros e o reforço da lataria com material especial, custava cerca de 90.000 reais para um carro de médio porte. Atualmente, o mesmo serviço pode ser feito pela metade desse preço. Para ajudar, o mercado desenvolveu dois segmentos. Há o consórcio de blindagem, pelo qual se adquire o encouraçamento do veículo a prazo, e também a possibilidade de adquirir um carro seminovo já protegido a prestação, em até 36 meses.

Existem várias formas de blindagem, que vão das mais simples, capazes de suportar alguns tiros de armas leves, até aquelas preparadas para agüentar atentados terroristas, ataques com fuzil e granadas. Como as pessoas procuram o serviço para se defender de bandidos armados com revólver, o grosso das opções é pela blindagem simples. Trata-se de um acessório que contribui muito para reduzir o risco de ser assaltado ou seqüestrado, mas que evidentemente não resolve o problema sozinho. O ideal, mesmo com o carro equipado com a proteção, é estar orientado sobre como reagir numa tentativa de assalto ou seqüestro. "Sem treinamento, nem tanque de guerra resolve", afirma o consultor de segurança Ricardo Chilelli.

Outros serviços ligados à segurança crescem com o aumento da violência. O rastreamento de veículos por satélite, que até pouco tempo atrás era um produto exclusivo de frotas de caminhões, está sendo oferecido agora para carros de passeio comuns de todos os portes. Atualmente, 30% das encomendas da Graber, uma das empresas que fazem o rastreamento, são para automóveis particulares. No ano passado, nesse mesmo período, o índice não chegava a 10%. No Brasil já existem pelo menos 32.000 carros "rastreáveis", que podem ser localizados em qualquer instante ao primeiro sinal de emergência. Há tecnologias que acionam a central de rastreamento em botões instalados no veículo, no momento em que ele passa de uma determinada velocidade ou quando sai de um perímetro previamente combinado entre seu dono e a empresa de rastreamento. Do ponto de vista tecnológico, tais avanços são fabulosos. Do ponto de vista social, é devastador ter de comemorar conquistas dessa natureza.

 



   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS