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Ufa, sobrevivemos!Estudo revela que a humanidade
escapou
Houve um momento na história remota da humanidade em que quase fomos extintos. Cientistas da Universidade da Califórnia, em San Diego, chegaram a essa dedução depois de analisar e comparar o material genético humano com o de várias espécies de primatas. Descobriram que a diversidade genética das pessoas, mesmo entre populações distintas e de lugares muito distantes entre si, como Amazônia e Sibéria, é muito pequena em relação à dos macacos. A conclusão é que os seres humanos descendem todos de um pequeno grupo de ancestrais. Para que isso tenha acontecido é bem provável que, em algum momento da Pré-História, uma mortandade em massa reduziu os nossos antepassados a um número tão pequeno que a espécie correu um sério risco de extinção. A catástrofe teria ocorrido há, no máximo, 1 milhão de anos, num período em que os seres humanos já haviam deixado a África para colonizar outros continentes. Ninguém sabe exatamente o que aconteceu. As principais hipóteses incluem uma epidemia, alguma catástrofe natural ou uma cruel disputa territorial (veja quadro). "A variedade genética da humanidade hoje é muito pequena para uma árvore evolucionária que tem tantos elementos e ramificações", afirmou a VEJA o coordenador da pesquisa, David Woodruff. A comparação que ele e sua equipe fizeram do perfil genético dos macacos e dos homens é surpreendente. Num único grupo de 55 chimpanzés africanos, a variação genética encontrada foi maior do que a existente entre todos os quase 6 bilhões de seres humanos hoje vivos. "A diferença, em relação à diversidade genética dos chimpanzés, é impressionante", compara o biólogo. "É como se fôssemos todos clones de uma única matriz, como na experiência com a ovelha Dolly." Eva africana – O caminho percorrido pelos pesquisadores de San Diego é bastante semelhante ao que levou os cientistas da Universidade de Berkeley a traçar, há doze anos, a hipótese da existência de uma Eva africana. Essa fêmea teria vivido entre 800.000 e 100.000 anos atrás e gerado o código genético básico da humanidade atual. As duas equipes analisaram amostras de DNA das populações atuais retiradas da mitocôndria, a parte da estrutura celular passada por herança materna que não se recombina durante o processo de reprodução sexual. Nas duas pesquisas, o histórico genético foi reconstituído com a ajuda de computadores. No estudo mais recente, esse método foi adotado tanto na análise do DNA humano quanto na do macaco.
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