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Home  »  Revistas  »  Edição 2163 / 5 de maio de 2010


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Leitor

Assuntos mais comentados
O paciente terminal e a ética médica (capa)
Kátia Abreu (Entrevista)
Condecoração de Marisa e companheiras
Lya Luft
Pesquisas na corrida presidencial

O paciente terminal e a ética médica

"Escrevo diante da cama hospitalar no quarto da minha filha Ana Luíza,
3 anos, há dois diagnosticada com uma doença genética incurável
(mitocondriopatia) e em estado bastante avançado. VEJA mexeu
sensivelmente em nossa ferida, com a mão de um experiente profissional,
mas com um toque doce e aveludado."

Andrea Helena Rigonato
Americana, SP

VEJA conscientiza a população sobre um dos momentos mais difíceis a ser enfrentados por médicos que tratam de vítimas de doenças terminais: justamente o de esclarecer pacientes e familiares sobre a inutilidade de continuar tratamentos que não levarão à cura nem ao alívio de sintomas, mas apenas prolongarão o sofrimento. O momento traz muitas dúvidas e decisões importantes a todos: médicos, familiares e o próprio paciente. O novo Código de Ética Médica oferece aos profissionais de saúde a possibilidade de levar mais qualidade de vida a esses pacientes em sua fase final.
Doutor Ederlon Rezende
Presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib)
São Paulo, SP

O novo Código de Ética deixa claro que, em caso de doença terminal, o médico não se deve valer de ações obstinadas para evitar a morte inevitável. Em vez disso, deve oferecer cuidados paliativos a seu paciente. Mas analgésicos, quando causam "sono profundo", estão sendo usados em doses altas e inapropriadas, que frequentemente aceleram a morte. Isso é crime no Brasil e configura má prática médica, mesmo que o paciente peça.
Doutor Ricardo Tavares de Carvalho
Diretor da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP)
São Paulo, SP

Somente quem viveu uma situação em que um ente querido está entre a vida e a morte pode entender a franqueza e a dor dos depoimentos trazidos por VEJA. Não pude conter as lágrimas ao ver, de um lado, a foto e o depoimento de Claudia de Crescenzo e, de outro, um prematuro, entubado, lutando para viver. Meu pequeno Henrique nasceu quase assim como ele, com 1 005 gramas. Muitos foram os momentos de angústia para todos nós, que observávamos diariamente a sua vontade de viver.
Eleonora Rodrigues
Recife, PE

Minha esposa, acometida por um câncer generalizado, encontrava-se em estado terminal. Além de estar ciente de tudo, ela "apressou" sua ida, desejando morrer logo. Fiquei atento a todos os seus pedidos e mantendo-a confortável no hospital. Na hora certa, a equipe médica aplicou um coquetel de analgésicos, pois a fase de falência respiratória havia começado. Então, ela faleceu dormindo e em paz. Ficaram a saudade, o amor e a certeza de que tudo foi feito em prol dela. A reportagem de VEJA me levou a fazer uma catarse daquele momento tão triste.
Evandro Sudério Ribeiro
Rio de Janeiro, RJ

Tema complexo e polêmico, oportuno e abrangente: a partida. Convém deixar registrado que também padecem, e muito, os familiares – que, junto ao paciente, querem propiciar conforto, tirando alento de seu íntimo com muito sofrimento. Abençoados os que partem deste mundo com leveza.
Chaja Freida Finkelsztain
Rio de Janeiro, RJ

Os avanços da medicina moderna são notáveis. Enquanto o tratamento surtir efeito, tudo deve ser feito para que a vida se prolongue. Porém, acima de tudo e de todos, sempre deve prevalecer a vontade do paciente. Sábio é aquele que sabe viver plenamente e aceitar quando é hora de partir.
Patrícia Silva Vieira
Caçu, GO

Esperança na sobrevida
Ademar Lopes, cirurgião oncologista: "É extremamente
difícil determinar o início do fim irreversível. Se há 10%
de possibilidade de o paciente ter uma sobrevida de pelo
menos seis meses, eu prefiro correr o risco do tratamento"
Laílson Santos

 

 

Kátia Abreu

Com argumentos precisos, a senadora Kátia Abreu (Entrevista, 28 de abril) nos deixa com a convicção de que ser produtor rural no Brasil é viver cercado, de um lado, por bandidos do MST, prontos para saquear e depredar propriedades produtivas – e, de outro, pelo governo, que, motivado por preconceitos ideológicos, trata empreendedores como criminosos, impondo-lhes normas absurdas para continuar produzindo. Na visão tacanha dos radicais do PT, as grandes propriedades que criam emprego e renda e contribuem para impulsionar o PIB nacional deveriam servir à reforma agrária e, nas mãos do MST, ser loteadas e transformadas em comunas, prontas para servir ao "nobre" propósito da revolução socialista no Brasil.
Marcelo Fernandes Coutinho
São José do Rio Preto, SP

Tem razão Kátia Abreu, presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária. Os integrantes do MST pregam ideias contrárias à democracia e ao direito constitucional de propriedade. Outro ponto abordado pela presidente da CNA é o tratamento injusto dado aos produtores rurais no Brasil. Além de vítimas frequentes do MST, os proprietários rurais são estigmatizados pelo preconceito dos cidadãos urbanos. Deveríamos enaltecê-los pela contribuição para a economia do país: saldo positivo da balança comercial, arrecadação recorde de impostos e grande oferta de produtos, que é fator primordial do controle da inflação. Somos beneficiários do trabalho e dos resultados do agronegócio. Fôssemos um povo adepto da meritocracia, teríamos os produtores rurais no mais alto conceito.
João Jacques Affonso de Castro
Araxá, MG

Precisamos de pessoas como Kátia Abreu, positiva, com argumentos concretos e sólidos, para que o Brasil passe a ser um país de fato respeitado. Chega de ideologias ultrapassadas. Vamos para a frente! Temos potencial. Parabéns a Kátia pelo seu empenho no agronegócio.
Cecilia Barros
São Paulo, SP

A senadora Kátia Abreu, agora tão preocupada com a impunidade que se pretende conceder aos invasores de fazendas, dizendo que se trata de uma ameaça ao direito de propriedade e que provoca insegurança jurídica, deveria ter se lembrado disso quando esteve na Comissão de Constituição e Justiça que aprovou a "PEC (Proposta de Emenda Constitucional) do Calote". Conceder à administração pública o privilégio de não pagar precatórios também subverte a ordem jurídica. Para o proprietário, é indiferente perder o seu bem para o invasor de camisa vermelha ou para o agente engravatado do governo que o desapropria e não lhe paga.
Gastão Paolillo
Cotia, SP

 

Condecoração de Marisa e companheiras

A Ordem de Rio Branco representa "o reconhecimento do governo brasileiro a atitudes que estimulem a prática de ações e feitos honrosos, bem como distinguir serviços meritórios e virtudes cívicas". Assim sendo, o que fizeram as senhoras citadas na nota "As condecoradíssimas" (Gente, 28 de abril) para merecer tal distinção? Ao lembrar que a inesquecível Zilda Arns recebeu, anos atrás, a mesma condecoração, vemos que os critérios para a concessão da comenda mudaram muito, e para pior.
Marcelo Ozorio Rosa
Porto Alegre, RS

Se essas senhoras tivessem um mínimo de dignidade, recusariam a comenda. Afinal, quais foram os feitos honrosos? Para uma delas foram plásticas, aplicações de Botox, cidadania italiana... Em vez de aplausos, vaias!
Neusa Stranghette
São Paulo, SP

Em 1990, fui convidado pelo alto-comando do Exército a receber a comenda da Ordem de Rio Branco e a medalha do Pacificador. Recusei o honroso oferecimento por não aceitar homenagem de uma entidade, no caso o Exército, que tinha então Fernando Collor de Mello como chefe supremo. Também, no meu íntimo, não me considerava credor de tão relevante honraria. Hoje, ao saber que tal homenagem foi outorgada à dona Marisa Letícia, fico de alma lavada por não tê-la aceitado.
Roberto Twiaschor
São Paulo, SP

É revoltante ver essas senhoras condecoradas com a Ordem de Rio Branco. Como o desgoverno está em fim de festa, tudo será possível até o final do ano.
Carlos Roberto Costa Pinto
Rio de Janeiro, RJ

Que grandissíssima falta de vergonhíssima na cara! Com que tristezíssima estou ficando de ser brasileiríssima!
Maria Aparecida Godoi
São Paulo, SP

 

Lya Luft

Não é nada romântico observar famílias inteiras ladeadas pela pobreza e moradoras de áreas de risco, com o mundo prestes a desabar sobre suas cabeças a qualquer momento ("Os pais do lixo", 28 de abril). O fim dessa lástima só virá quando os "pais do lixo" renegarem a sua cria, limparem a sujeira na política brasileira e, assim, acolherem os filhos desta nação.
Fernanda Nunes Chiabai Pipa Silva
Vitória, ES

 

Institutos de pesquisas na corrida presidencial

A reportagem "A gangorra dos números" (28 de abril) ajuda a esclarecer como as pesquisas de intenção de voto são feitas, e demonstra que nem sempre os resultados são precisos. As pessoas acabam se baseando nas pesquisas e deixam de insistir em suas opiniões e ideais. VEJA abriu os olhos dos leitores para a realidade escondida atrás dos números.
Lucas Rodrigues e Bruno Kretzschmar
Balneário Camboriú, SC

Pesquisas de intenção de voto servem para que os organizadores das campanhas eleitorais adotem medidas adequadas para obter resultados positivos. No entanto, não se descarta a utilização dos números como propaganda intimidatória. O eleitor precisa ter a sensibilidade de acompanhar as manobras e escolher em quem vai votar mediante a seriedade e a clareza das propostas apresentadas.
Uriel Villas Boas
Santos, SP

 

Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu

O subtítulo da reportagem "Como fazer... e como não fazer" (28 de abril) balizou as trapalhadas governamentais. O sinal amarelo já estava aceso bem antes do leilão, quando "as duas construtoras mais capacitadas para executar o projeto, a Odebrecht e a Camargo Corrêa, nem chegaram a entrar na disputa", como bem informou VEJA. Tal situação é agravada pelo fato de que o consórcio vencedor "reúne empresas com poucas credenciais para um projeto de tamanha magnitude". Urge ao presidente Lula e a seus ministros aprenderem que não se constroem obras com bravatas. Assim como está, a construção de Belo Monte será um tremendo fiasco.
Humberto Viana Guimarães
Engenheiro civil e consultor
Salvador, BA

A construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, tem de ser estudada a fundo, pois o clima na Amazônia é muito diferente daquele do Sul e Sudeste. Lá chove mais de 500 milímetros por mês no primeiro semestre (às vezes não tanto) e muito pouco no segundo semestre. Morei no Amapá e toda a energia da minha cidade vinha de uma hidrelétrica no Rio Araguari. Quando chegava a temporada seca, faltava luz na cidade de Macapá e nos arredores, a ponto de se fazer racionamento – mesmo apelando para a compra de energia gerada por óleo combustível pela extinta Mineração Serra do Navio. A energia é necessária e urgente, mas isso não é leilão para fazer em fim de governo, ficar com as "glórias" e então empurrar os problemas para outro.
José Newton Gindri
Carmelo, Uruguai

 

Brasília após o escândalo Arruda

A reportagem "O primeiro desafio" (28 de abril) informa que o bando de malfeitores que saqueia Brasília afronta a sociedade e diz que há chance de o povo reconduzir o chefe do bando (Joaquim Roriz), mais uma vez, ao mais alto cargo da capital do país. O que se verifica é uma sintonia entre os corruptos e a sociedade, que ou é tão corrupta quanto os malfeitores que elege para representá-la – e isso explica por que tantos deles são eleitos e reeleitos neste país – ou é tão imatura que os seus cidadãos bem que poderiam sair papagaiando por aí: "Somos brasileiros e não aprendemos nunca".
Eduardo Roberto da Silva
Natal, RN

Na ciência política, entende-se por legitimidade a aceitação pela sociedade da forma como o poder está sendo exercido em determinado momento. Qual a aceitação popular de uma eleição indireta em que oito dos 24 deputados distritais estavam envolvidos no esquema de corrupção? Por que esses oito deputados que foram impedidos de destituir o governador eleito (o TJ-DF os vetou de participar do processo de impeachment de Arruda) puderam instituir governador-tampão? Direito é lógica e bom senso. Governar é fazer crer. E a crença na política do Distrito Federal inexiste.
Ricardo Santoro Nogueira
Brasília, DF

 

Cartas de intelectuais para dom Pedro II

Muito interessante a reportagem "A razão nos trópicos" (28 de abril), que aborda os feitos do imperador dom Pedro II relacionados com a ciência da época. Acrescento um dos seus maiores méritos: ele foi o precursor, por meio de decreto imperial, da implantação do sistema métrico decimal no Brasil. Até então vigorava o arcaico sistema português de medidas. O sistema métrico significou grande avanço na ciência, na tecnologia e no comércio do país. É interessante notar que até os dias atuais certas unidades de medida resistem ao tempo; os exemplos mais evidentes são a arroba no comércio de carnes bovina e suína e o sistema de classificação dos pregos. Também devemos salientar que o decreto de dom Pedro II encontrou grande resistência popular, ensejando até uma pequena rebelião: a "Guerra do quebra quilo"!
César Figueiredo
Professor Lins, SP

 

Vacina para bebês prematuros

Parabenizo VEJA pela belíssima reportagem "Pulmões a salvo" (28 de abril). O palivizumabe é igualmente importante para as crianças portadoras de cardiopatia congênita e, por isso, é distribuído em postos de vacinação de diversos estados brasileiros também para esse público. É de suma importância a vacinação para a proteção dos pulmões dos pequenos cardiopatas.
Patricia Drummond Tarcha
Fundadora da Associação de Assistência às Crianças Cardiopatas Pequenos Corações
São Paulo, SP

 

Bernardo Paz e seu instituto

Nós, brumadinhenses, temos de nos orgulhar por ter em nosso município um instituto de arte contemporânea e beleza natural de fama e renome mundiais, graças à ousadia e obsessão do empresário mineiro Bernardo Paz ("O imperador de Inhotim", 28 de abril).
Irineu Lamounier Filho
Brumadinho, MG

O Instituto Cultural Inhotim pode não ser uma perfeição (como nada é), mas é um dos maiores museus a céu aberto do mundo, com um grande número de obras de renomados artistas contemporâneos expostas de maneira inusitada entre uma vegetação exuberante e no meio do cerrado mineiro. É uma viagem fantástica andar entre esse acervo. Onde, no mundo, vemos algo assim?
Eliane Lima Roedel
Belo Horizonte, MG

 

Grace Kelly

A reportagem "Demos graças a Grace" (28 de abril), sobre a atriz Grace Kelly, serviu para lembrar às fashion victims que classe e elegância não estão à venda. São algo inato e perene.
Marcio Weiler
São Paulo, SP

 

Leon Fleisher

Maravilhoso saber que o "frívolo" Botox, que geralmente se presta a encher peles, pode resgatar genialidades como a do pianista americano Leon Fleisher e ajudar a manter a beleza da música clássica - uma ilha paradisíaca - nesse tão conturbado e barulhento mundo musical ("A mão mais jovem", 28 de abril).
Karla Porto Bezerra
Fortaleza, CE

VEJA noticiou o caso do pianista americano Leon Fleisher, similar ao do oboísta gaúcho Alex Klein e ao do pianista paulistano João Carlos Martins. Contrações musculares involuntárias parecem um insidioso paradoxo a comprometer o homem no ponto mais sensível de sua atividade. Advogado dedicado a sustentações orais, também convivo, há décadas, com um espasmo hemifacial, do mesmo gênero patológico. Efetivamente, somente a toxina botulínica (Botox) produz resultado satisfatório em cerca de 80% a 90% dos pacientes. Sei, porém, que não são recomendáveis aplicações botulínicas mensais, como faz Leon Fleisher, considerada a hipótese de efeitos colaterais graves. O ideal é a aplicação entre três e seis meses, sob rigoroso critério de profissional especializado.
Amadeu Roberto Garrido de Paula
São Paulo, SP

 

Presidenciáveis

Agradeço a VEJA as reportagens de capa da edição 2 153 (sobre Dilma Rousseff) e da edição 2 161 (sobre José Serra). Dessa forma, nós, eleitores, podemos conhecer melhor o futuro presidente do Brasil. Preparem outras reportagens equivalentes sobre os demais candidatos.
Rodrigo Nishiyama
São José do Rio Preto, SP

 

Leitor

Não é surrealista imaginar que o Brasil seria considerado o país mais democrático do mundo se elegesse Serra presidente e Dilma vice - opinião do leitor Petuel Preda (Leitor, 28 de abril). Não seria, porém, o mais inteligente. Serra teria dificuldade em expurgar a "cumpanheirada" e se livrar do espectro de mensalões, dossiês, dinheiro nas cuecas e namoro com governos autoritários.
Mário Menezes
Londrina, PR

Concordo com a leitora Joanice Almeida, na edição 2 162 (28 de abril). O incrível aconteceu no programa Caldeirão do Huck. Detonaram o garoto Daniel por não saber soletrar um neologismo da nossa língua. Sou formado em letras e, com muita dificuldade, consegui montar mentalmente essa palavra (kirsch).
Paulo D. Neves
Por e-mail

 

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