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VEJA
Recomenda
TELEVISÃO
Divulgação
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| Pacino
e Meryl, em Angels in America: vidas que se cruzam por
causa da aids |
Angels in America (Estréia no domingo, dia 9, às
21h, na HBO) Nos anos 80, quando a ciência engatinhava
no estudo da aids, a doença teve efeito devastador sobre
a comunidade gay nova-iorquina. Essa minissérie oferece um
retrato pungente do período. Ganhador de cinco Globo de Ouro,
o programa tem seis horas de duração (a HBO exibirá
metade no dia 9 e o restante no dia 16). Adaptação
da peça do americano Tony Kushner, Angels focaliza
seis personagens cujas vidas se cruzam em razão da aids.
Trata-se, sobretudo, de uma denúncia da hipocrisia que cercava
o tema na época. Meryl Streep interpreta a mãe de
um mórmon que é homossexual enrustido. Al Pacino surge
na pele de uma figura da vida real: Roy Cohn, advogado ultraconservador
que faz de tudo para manter as aparências ao ser acometido
pela doença.
DVDs
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| Michael
Moore: reportagem corrosiva |
Roger & Eu (Roger & Me, Estados Unidos, 1989. Warner)
O "eu" do título designa o agitador (e narcisista)
profissional Michael Moore, hoje mais conhecido pelo documentário
Tiros em Columbine. No fim dos anos 80, Moore lançou
sua carreira com essa reportagem corrosiva sobre a morte de sua
cidade natal Flint, no Estado de Michigan em razão
do fechamento de onze fábricas da General Motors. O culpado:
Roger Smith, então presidente da corporação,
que transferiu os cerca de 30.000 empregos cortados em Flint para
o México, onde a mão-de-obra era muito mais barata.
Numa série de seqüências hilariantes, Moore persegue
o executivo por clubes e restaurantes, ao mesmo tempo que compõe
um retrato sinistro da indiferença do poder público
e corporativo nos Estados Unidos.
Caçada
Humana (The Chase, Estados Unidos, 1966. Columbia)
Bubber Reeves fugiu da prisão, e em sua cidade essa notícia
cai como uma faísca num paiol de pólvora. Alimentados
pelo tédio, ignorância, ganância e mesquinharia,
os moradores pouco a pouco fazem de Bubber papel de Robert
Redford o alvo de uma cruzada, contra a qual a sensatez do
xerife local (Marlon Brando) é uma barreira obviamente insuficiente.
O roteiro da dramaturga Lillian Hellman e a direção
de Arthur Penn manejam de forma soberba esse material: o ritmo
e a sensação de asfixia cresce exponencialmente,
até que não haja outro desfecho possível que
não a catástrofe. O elenco conta ainda com Jane Fonda
e Angie Dickinson.
LIVROS
O
Círculo dos Mentirosos, de Jean-Claude Carrière
(tradução de Cláudio Figueiredo; Códex;
420 páginas; 42 reais) Carrière é conhecido
como dramaturgo e roteirista de cinema. Já trabalhou com
cineastas do calibre de Luis Buñuel e Louis Malle. Seu nome,
porém, é talvez o que menos importa nesse livro. Os
verdadeiros autores, afinal, são os "mentirosos" referidos
no título: antigos e sábios contadores de histórias
cujos nomes foram esquecidos ao longo dos séculos. O escritor
francês recolheu lendas, anedotas e fábulas de várias
tradições orais e as organizou em 21 capítulos
temáticos. Há ensinamentos de mestres zen, de dervixes,
de rabinos, em histórias geralmente curtas. E o bom é
que a inteligência e o humor dessas anedotas superam em muito
seus eventuais intuitos moralizantes.
Além
do Fim do Mundo, de Laurence Bergreen (tradução
de Ana Luiza Dantas Borges; Objetiva; 460 páginas; 57,90
reais) O navegador português Fernão de Magalhães
zarpou da Espanha, em 1519, decidido a chegar até as especiarias
do Oriente seguindo o rumo do oeste. Ele provou que a nova rota
era navegável, contornando a América pelo estreito
que hoje leva o seu nome. Magalhães morreu em uma batalha
nas Filipinas, em 1521, e apenas um dos cinco navios de sua frota
retornou à Espanha. A história dessa pioneira circunavegação
do mundo é reconstituída pelo jornalista americano
Laurence Bergreen em uma narrativa que mistura a sólida reportagem
com um certo tom de romance de aventura. Leia
trechos.
DISCOS
Twentysomething,
Jamie Cullum (Universal) O cantor e pianista de 24 anos é
a resposta da Inglaterra ao fenômeno Norah Jones. A exemplo
da artista americana, Cullum traduz a linguagem do jazz para as
platéias jovens. A diferença é que Cullum é
mais abusado do que Norah Jones. Combina músicas tradicionais
com hits da era do rock, e suas apresentações ao vivo
têm um quê de "performáticas" Cullum chega
a martelar o piano para dar um ar punk ao seu show. Twentysomething
é o CD de estréia do artista pela Universal, que pagou
1,8 milhão de dólares pelo seu passe. A versão
dele para Wind
Cries Mary, de Jimi Hendrix, e a cover de Singin'
in the Rain provam que o investimento foi válido.
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| N.E.R.D.:
garantia de uma festa animada |
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Fly
or Die, N.E.R.D. (EMI) Produtora dos principais artistas
do pop dos Estados Unidos (como Justin Timberlake e Britney Spears),
a dupla formada por Pharrell Williams e Chad Hugo esbanja criatividade
em dois projetos diferentes. Sob o nome de Neptunes, eles lançam
discos de rap. Já o N.E.R.D. fica mais próximo do
rock apesar de contar com um rapper, Shay Hayley, em sua
formação. Segundo disco do grupo, Fly or Die
combina a guitarra psicodélica de Jimi Hendrix aos experimentos
funk de Prince. Nem mesmo uma canção de sete minutos,
Wonderful Place, soa chata: ela muda de ritmo várias
vezes. As faixas She Wants to Move e Maybe (que tem
participação especial de Lenny Kravitz) são
garantia de uma festa animada.
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