Edição 1852 . 5 de maio de 2004

Índice
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Claudio de Moura Castro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
VEJA on-line
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 
Televisão
Maria Bofetão

A surra que Maria Clara aplicou
na vilã Laura levantou a audiência
da novela Celebridade


Ricardo Valladares


Cláudia e Malu: depois da gravação, as duas ficaram com arranhões nos braços

Na segunda-feira passada, 28 tabefes bem aplicados pela heroína Maria Clara (Malu Mader) derrubaram a ignóbil Laura (Cláudia Abreu) e levantaram a audiência de Celebridade, a novela das 8 da Globo. Enquanto a surra transcorria – e a gravação da seqüência deixou as duas atrizes com arranhões nos braços –, o folhetim registrou 63 pontos no Ibope. A média geral do capítulo foi de 58 pontos (ou seja, excelente) e repetiu-se no dia seguinte, quando o espectador descobriu que a humilhação de Laura foi ainda mais profunda, pois ela perdeu um dente em conseqüência da sova. Seria natural que episódios dramáticos como esses atraíssem a atenção do público, mas deve-se reconhecer que o autor Gilberto Braga soube conduzir a trama de maneira hábil em direção a esse clímax. Tanto a mocinha quanto a vilã ganharam nova dimensão nos últimos tempos. Maria Clara, depois de perder sua fortuna, deixou de ser apenas uma patricinha magnânima e insossa, a aborrecida Maria Chata. Ela ganhou fibra e mostrou que não tem sangue de barata. Quanto a Laura, ficou claro que sua maldade tem proporções oceânicas: continuou com suas perfídias mesmo depois de conquistar a fama e o dinheiro que almejava. Por tripudiar tanto assim sobre a inimiga, atraiu o ódio dos noveleiros. "A surra foi uma catarse para agradar ao público e a mim mesmo, que também torço. Não gosto de violência, mas a Laura estava merecendo", diz o autor Gilberto Braga.

A dois meses do final da novela, a sorte de Laura começou a virar. Ela foi chantageada pelo vigarista Renato Mendes (Fábio Assunção), que descobriu que no passado ela teve envolvimento com o tráfico de drogas. Renato a obrigou a casar-se com ele e agora vai torturá-la, cercando-a de seguranças e fazendo com que viva num "esquema Big Brother", vigiada por câmeras o tempo todo. Laura até será privada de seu maior passatempo – fazer sexo e às vezes, ironicamente, levar uns tapinhas do cúmplice Marcos (Márcio Garcia). Apelidada de "cachorra" pelo amante, Laura, enfim, vai viver uma vida de cão. Mas ainda assim conseguirá fazer maldades. Vai esconder um rato morto na geladeira da casa de espetáculos onde Maria Clara agendou um show de Zeca Pagodinho, provocando a interdição do espaço e o cancelamento da apresentação. Segundo Gilberto Braga, contudo, não se deve esperar que, ao revidar, a personagem de Malu Mader assuma novamente a identidade de Maria Bofetão. "Não temos outras cenas de pugilato preparadas. E minha intuição indica que não deve haver", afirma o autor.

 
 
 
 
topo voltar