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Beleza
Plástica
de voz
Produtos
contra rugas também atuam para
enrijecer e rejuvenescer as cordas vocais
Para
amenizar rugas e vincos e rejuvenescer o rosto sem intervenção
do bisturi, os médicos contam com um conhecido arsenal de
substâncias de preenchimento: colágeno, silicone, ácidos
(Restylane e afins). Pois as mesmas substâncias são
usadas para recuperar um outro grupo de músculos envelhecidos,
as cordas vocais. Inalcançáveis aos olhos e geralmente
ignoradas, elas são a mais recente fronteira da eterna luta
contra os efeitos do envelhecimento. As cordas vocais também
se ressentem do peso dos anos e, a partir dos 45 anos, sofrem um
processo de deterioração. Antes forte e contínua,
a voz vai ficando fraca, tremida, "assoprada", mais grave nas mulheres
e mais aguda nos homens. Os procedimentos para atenuar essas mudanças
são dois: terapias fonoaudiológicas, que exigem tempo
e disciplina, e as chamadas "plásticas da voz" aplicações
de colágeno, esponja de fibrina, gordura ou ácido
diretamente nas pregas vocais. Ainda com objetivo estético,
pratica-se a tireoplastia, menos recomendada e mais dolorosa, em
que se faz um implante de silicone nas cordas vocais por meio de
uma incisão no pescoço do paciente.
Durante
a respiração, as cordas vocais se abrem totalmente
para permitir a passagem de ar pela laringe; durante a fala, elas
se fecham, para que o ar vindo dos pulmões as faça
vibrar e gerar som. "Com o envelhecimento, os músculos das
pregas vocais e laringe ficam flácidos, atrapalhando a vibração
e o fechamento das cordas", explica a fonoaudióloga Leny
Kyrillos. As mudanças na voz decorrentes desse processo são
sinais amplamente reconhecidos de velhice. "A injeção
dessas substâncias nas pregas vocais ameniza a flacidez causada
pelo envelhecimento, fazendo com que as cordas se reaproximem e
vibrem melhor", diz o cirurgião Paulo Pontes, otorrinolaringologista
e cirurgião da Escola Paulista de Medicina. E Botox para
a voz, tem? Claro que tem, só que para fins unicamente terapêuticos:
aplica-se a toxina botulínica na laringe de quem sofre de
disfonia espasmódica, um problema raro que faz com que a
voz saia entrecortada, aos solavancos. Paralisada uma parte dos
músculos, a fala volta ao normal por um período determinado.
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