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Cartas
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"No
Brasil se morre de fome e de falta de atendimento médico.
Quem rouba dinheiro público deveria responder por crime hediondo."
Raymundo Paraná, médico e professor
Salvador, BA
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Prefeituras
Ousada
e realista a reportagem "Pragas urbanas Desperdício,
desvio e corrupção" (28 de abril), relembrando-nos
como a corrupção, o desperdício e a má
administração do dinheiro público são
nocivos ao Brasil. Se esses preciosos recursos não fossem
escandalosamente desviados, possibilitariam pôr fim a tamanhas
desigualdades e injustiças sociais, diminuir a carga tributária,
potencializar o crescimento econômico e gerar milhares de
novos empregos.
Douglas Linares Flinto
Diretor-presidente Instituto Brasileiro de Ética nos Negócios
www.eticanosnegocios.org.br
Realmente
temos de eliminar essas saúvas que acabam com o dinheiro
público e constroem grandes formigueiros para abrigar parentes
e amigos. A melhor ferramenta para evitar isso é a fiscalização.
Nesse sentido, elaborei, no ano passado, um projeto de lei que dificulta
a roubalheira nas prefeituras. O projeto obriga o Estado a notificar
a Comissão de Fiscalização e Controle da Assembléia
Legislativa de São Paulo e as câmaras municipais das
cidades que receberão o dinheiro do governo do Estado. O
documento deve conter o valor e a finalidade do repasse. O projeto
está na ordem do dia, pronto para ser votado. Para reforçar
a necessidade de ele ser aprovado, solicitei que a reportagem de
VEJA seja anexada ao processo.
Vanderlei Siraque
Deputado estadual
São Paulo, SP
Excepcional
a abordagem de VEJA acerca dos desvios de verbas nas prefeituras
municipais. Citados diversas vezes na reportagem, os analistas e
técnicos de finanças e controle da Controladoria-Geral
da União (CGU) sentem-se revigorados pelo reconhecimento
de seu trabalho, pois, a despeito de todas as dificuldades estruturais
e das críticas de determinados grupos políticos, esses
incansáveis servidores vêm desempenhando papel primordial
no combate à corrupção no país, sobretudo
em decorrência do Programa de Fiscalização por
Sorteios Públicos, cujos relatórios sintetizados são
regularmente divulgados pela CGU. Contudo, é lamentável
que a publicação das constatações apuradas
pelos agentes fiscais esteja servindo mais para o aperfeiçoamento
das técnicas de fraudes e desvios dos dinheiros públicos
que para a adoção de medidas efetivas visando a prevenir
e combater os atos irregulares dos maus gestores.
Renilson Barboza dos Santos
Presidente regional da União Nacional dos Analistas e Técnicos
de Finanças e Controle
Aracaju, SE
Presido
uma CPI na cidade de Três Rios para apurar possíveis
irregularidades da prefeitura, mas a Justiça acabou com ela
por meio de uma liminar. Estranho é que a juíza da
cidade havia mantido a CPI e dado até busca e apreensão
de documentos na prefeitura porque o prefeito não atendeu
nenhum ofício da comissão parlamentar. Mas o juiz
de plantão, em pleno domingo, deu outra liminar acabando
com a CPI.
Nilton Cesar Queiroz Cordeiro
Vereador Três Rios,
RJ
O
Maranhão, com os piores índices sociais do país,
é um exemplo da devastação provocada pela ação
dos prefeitos e presidentes de câmaras nas finanças,
na saúde, na educação e no IDH dos municípios.
Aqui, infelizmente, são comprovadas as equações
apresentadas na matéria, ou seja, que o atraso político
e a impunidade são diretamente proporcionais à corrupção.
A sensação de impunidade é generalizada e facilmente
comprovada, pois, ao contrário do que ocorre no Rio Grande
do Sul, aqui nenhum prefeito é condenado por desvio de recursos.
Por mais que o Ministério Público reúna provas
(e elas não são difíceis), não se consegue
responsabilizar os ímprobos.
Samaroni de Sousa Maia
São Luís, MA
A
reportagem compara o sistema federativo brasileiro com o de países
totalmente distintos. O modelo brasileiro, incluindo a figura dos
municípios como entes federados, é peculiar ao Brasil.
Em nosso país eles têm atribuições que
em outros países são da União. Cite-se, como
exemplo, o SUS etc. Os municípios brasileiros, em sua esmagadora
maioria, têm contribuído de forma efetiva para a construção
de um melhor sistema de saúde pública e de educação
(vide os números da última pesquisa do IBGE quanto
à inclusão social de parcelas da população
que não tinham acesso ao sistema de ensino).
Evandro de Castro Bastos
Presidente da Associação Nacional dos Procuradores
Municipais (ANPM)
Por e-mail
Em
relação à informação de que fui
cassado por uso irregular de verbas do Fundef, por desvio de dinheiro
da saúde e por reduzir ilegalmente os investimentos em educação,
impõem-se os seguintes esclarecimentos. Não usei irregularmente
nenhuma verba do Fundef. O secretário municipal gestor da
conta Fundef transferiu, sem meu conhecimento ou autorização,
parte de recursos da referida conta para pagar aposentados da prefeitura.
Não pude fazer retornar os valores para a referida conta
porque o município sofreu intervenção estadual
arbitrária e imotivada. Quanto às aplicações
de recursos nas ações de saúde e nas de manutenção
e desenvolvimento do ensino fundamental, nunca houve desvio algum,
e nem é possível, antes que o Tribunal de Contas dos
municípios aprecie o balanço geral de 2002, afirmar
se os índices exigidos pela Constituição Federal
foram ou não alcançados. Então, por que tive
meu mandato cassado? Porque o governador do Estado assim determinou
à maioria dos vereadores, como represália à
minha atitude de promover, contra ele, ação penal
por crime contra a minha honra, distribuída no STJ sob o
n° AP 255, autuada no dia 23 de julho de 2003.
Ernani José de Paula
Prefeito municipal
Anápolis, GO
Aécio
Neves
O
que tem sido realizado em Minas Gerais pelo governador Aécio
Neves mostra que existe solução para a maioria dos
problemas. Basta ter visão, vontade e saber escolher as pessoas
certas para gerenciar. Coisas que infelizmente o governo federal
não tem a mínima chance de fazer, especialmente porque
lhe falta humildade para admitir que a oposição pode
estar fazendo algo decente no país. Uma pena ("O trem
no trilho", 28 de abril)!
Sidnei Tibério
Rio Claro, SP
Fiquei
muito satisfeito ao saber da atuação do governador
do meu Estado, conseguindo recuperar nosso equilíbrio financeiro
e nosso prestígio. Só gostaria que ele se lembrasse
com mais carinho de seu funcionalismo público, que paga (a
duras penas) por tal equilíbrio: salários defasados,
acesso dificultado ao atendimento médico (principalmente
no interior). Enfim, tomara que após tal tempestade possamos
respirar mais tranqüilos, sabendo que nossa autoridade maior
continuará cuidando para que Minas Gerais volte a ser um
Estado próspero.
Ilton do Carmo
Sabará, MG
Supertelescópio
A
nota "O supertelescópio brasileiro" (28 de abril) me chamou
a atenção. Nossa tecnologia é tanta que até
supera em partes o famoso Hubble! Que maravilha, pois notícias
como essa nos deixam orgulhosos de ser brasileiros e mostram ao
mundo e ao próprio país que aqui também se
produz tecnologia, além do Carnaval e da gigantesca violência.
Diego Denner Paiva
Loanda, PR
Massacre
de garimpeiros
A
responsabilidade jurídica dos indígenas perante o
direito civil é uma questão extremamente complicada,
para a qual não se acham respostas fáceis. Sua indefinição
é um dos "belos" legados da ditadura militar, como ainda
existe na Lei nº 6.001, de 19 de
dezembro de 1973, o famoso Estatuto do Índio, que deu continuidade
a princípios tutelares anteriores, porém está
em plena defasagem em relação à Constituição
Federal em vigor. O Estatuto das Sociedades Indígenas, que
deve adequar a legislação indigenista às determinações
da Constituição, continua preso nas tramas de inatividade
e desinteresse parlamentaristas. Porém, não nos deveria
causar surpresa que haja uma minoria indígena contra a abolição
da tutela, já que ela oferece algumas vantagens políticas,
econômicas e até judiciais. Como os não-indígenas,
os índios não são nenhuma massa homogênea.
E, como na grande maioria da população brasileira,
também há indígenas que querem aproveitar brechas
nas leis em seu favor por motivos pouco pios. O massacre dos garimpeiros
em Rondônia é, sem dúvida, mais que uma tragédia,
porque os guerreiros cintas-largas, em vez de prender e expulsar
os invasores de suas terras, o que seria seu direito legítimo,
optaram por uma retaliação totalmente desproporcional
ao crime cometido ("Sem fé, lei ou rei", 28 de abril).
Professor doutor Peter Schröder
Programa de pós-graduação em antropologia
Universidade Federal de Pernambuco
Extremamente
esclarecedora a reportagem de VEJA, que mostrou, de forma inequívoca,
a realidade da cultura dos indígenas de nossos dias, que
em nada diferem dos demais transgressores de leis em nosso país.
Equivocado, talvez até mesmo por falta de reportagens como
esta ao longo dos anos, acostumou-se o brasileiro, e até
mesmo a comunidade externa, a encarar os indígenas brasileiros
como habitantes indefesos, abandonados no meio da Floresta Amazônica,
à mercê de garimpeiros e contrabandistas, cujas intenções
únicas eram as relacionadas à destruição
de suas reservas e comprometimento, até mesmo, da caça
e pesca fundamental (será?) para sua sobrevivência.
Mauricio de Queiroz
Caçapava, SP
É
lamentável o tom da reportagem sobre o conflito entre índios
e garimpeiros na Terra Indígena Roosevelt (RO), pois denota
uma incontrolável ansiedade por parte dos editores desta
conceituada revista de eliminar qualquer possibilidade de ponderação
acerca das razões pelas quais a tragédia se instalou
naquela região. As acusações de suposta corrupção
na instituição que foi criada para defender os direitos
indígenas não passam de citações de
pessoas interessadas em turvar ainda mais as relações
entre índios e não-índios. A "reportagem",
na verdade, revela o pensamento elitista anti-republicano, remanescente
do colonialismo português, que sempre foi contra os povos
indígenas.
Mércio Pereira Gomes
Presidente da Funai
Brasília, DF
As
declarações do ministro da Justiça, Márcio
Thomaz Bastos, e do presidente da Funai, Mércio Pereira Gomes,
visando a justificar o massacre de garimpeiros em Rondônia
pelos índios cintas-largas (os índios estavam "defendendo
suas terras" e os garimpeiros estavam "cometendo crime"), abrem
um perigoso precedente. E se todo fazendeiro resolvesse trucidar
integrantes do MST em defesa de suas terras? Qual seria então
a posição desses senhores?
Carlos Gilberto Gama Filho
Manaus, AM
Matemática
Fiquei
emocionado ao ler a matéria "Equações, futebol
e forró" (28 de abril), não só pelo fato de
Carlos Matheus Silva Santos ser um talento precoce mas também
por ser sergipano, embora para muita gente pareça impossível
o Nordeste revelar talentos desse nível. Pior ainda é
saber que não temos faculdades no mesmo patamar das dos grandes
centros e por isso acabamos por exportar pessoas como Matheus para
se aperfeiçoar nessas regiões.
Jony Lima da Silva
Itabuna, BA
Focas
no Canadá
A
caça às focas é uma atividade econômica
tradicional regulamentada por leis e normas que são rigorosamente
executadas pelo Departamento de Pesca e Oceanos. A caça comercial
de filhotes de foca em fase de amamentação é
proibida no Canadá. As focas que são caçadas
são animais independentes. Elas não podem ser capturadas
quando estão em ambientes de procriação ou
áreas de reprodução. Visto que o Canadá
respeita os direitos dos indivíduos de se oporem à
caça às focas, encorajamos as pessoas a formar suas
opiniões com base nos fatos. Informações adicionais
também poderão ser encontradas na brochura "Seis Fatos
sobre a Caça às Focas no Canadá" no endereço
www.canada.org.br
("A matança dos bebês", 21 de abril de 2004).
Suzanne Laporte
Embaixadora do Canadá
Brasília, DF
Justiça
Quero
registrar minha estranheza e indignação em relação
à forma preconceituosa, desrespeitosa e desnecessária
como fui tratado na referência pessoal que consta no texto
"O esquema dos sem-terra" (28 de abril). A informação
de venda dos lotes chega a esta autarquia por denúncias e
por vistorias realizadas pelos técnicos nos assentamentos,
que se constituem em trabalho de fiscalização permanente.
O combate à venda dos lotes não se faz somente com
o material de divulgação, o qual funciona apenas como
instrumento de educação e conscientização.
A venda de lotes não é um problema menor nem é
negligenciado por este governo, visto que desde o ano passado determinei
às superintendências regionais do Incra a deflagração
de campanhas que já obtiveram como resultado a recuperação
de 6.000 lotes. O Incra segue todo o
procedimento administrativo legal de investigação
da irregularidade, composto de mais de cinco fases, e, constatada
a venda, procede à abertura de processo administrativo e
o encaminha à Polícia Federal para a instauração
de inquérito criminal. Esses procedimentos têm começo
e fim nas superintendências regionais e, conforme explicado
ao jornalista, não havia tempo hábil para fornecer
os dados solicitados.
Rolf Hackbart
Presidente do Instituto Nacional de Colonização e
Reforma Agrária
Brasília, DF
Vazamento
nuclear
Em
nenhum momento a coordenação da Comissão Nacional
de Energia Nuclear e as Indústrias Nucleares do Brasil quiseram
manter "o assunto na surdina", como afirma o texto da reportagem
"Desleixo nuclear" (28 de abril). O presidente da CNEN revelou,
de forma transparente, as informações obtidas até
aquele momento. Explicou que o vazamento só foi detectado
três dias depois de ocorrido porque o nível de radiação
foi inferior ao grau de alerta. A equipe de radioproteção
da fábrica de Resende aplicou as normas e os padrões
de segurança previstos, além de iniciar o processo
de investigação das causas do incidente. De forma
alguma o governo e o ministério tratam da questão
nuclear com amadorismo, fragilidade e vulnerabilidade na segurança.
Vera Canfran
Assessora de imprensa do Ministério da Ciência e Tecnologia
Brasília, DF
Dissidentes
da TFP
Picante
e com verve a reportagem "A TFP do B" (28 de abril), do jornalista
João Gabriel de Lima, sobre a divisão na TFP. Não
é questão de luta de classes. De ambos os lados há
pessoas de todos os níveis sociais que sempre se deram bem.
O que não era possível nem reto, numa entidade com
fins beneficentes, culturais e religiosos, foi pretender geri-la
como uma empresa comercial de propriedade pessoal e vitalícia
de oito antigos diretores (cuja média de idade está
bem acima dos 75 anos).
Fernando Larrain
São Paulo, SP
Guia
Em
relação à nota "Seguros diferentes" (Guia,
21 de abril), gostaríamos de esclarecer que a Assist-Card
não é uma seguradora. Prestamos serviços de
assistência de viagens, que incluem seguros, fornecidos pela
seguradora ACE, nossa parceira.
Laís Maziero
Departamento de marketing da Assist-Card Brasil
São Paulo, SP
CORREÇÃO:
No quadro "Ajuda curta para desempregados" (28 de abril) o correto
é: Em 2003, a pretexto de combater fraudes no FAT, o governo
Lula cortou recursos de maneira drástica.
| FORO
ESPECIAL |
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Na
reportagem "E Lalau vai se livrar de mais uma..." (21
de abril), que tratou da prescrição de
um dos crimes pelos quais o ex-juiz Nicolau dos Santos
Neto estava sendo processado, VEJA afirmou que, por
ser aposentado, Lalau escapou de ser julgado como cidadão
comum. Essa afirmação baseou-se no fato
de que a Lei nº 10 628, de 24 de dezembro de 2002
(que assegura o foro especial para a autoridade mesmo
quando ela não está mais no exercício
do cargo), é posterior ao crime e ao processo
de Lalau, que teve início em 2000. Alguns leitores,
como a advogada Bárbara I. C. Reis, discordaram.
Embora não haja consenso entre os juristas quanto
à aplicação da lei a crimes ocorridos
antes de sua promulgação, o STJ recusou
o processo de Lalau e o devolveu ao TRF. Nesse caso,
ao livrar-se do processo por prescrição
do crime (no último dia 24), o ex-juiz livrou-se
também de ser julgado como cidadão comum,
conforme VEJA publicou.
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| CARTILHA
CONTRA A CORRUPÇÃO |
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A
cartilha Combate à Corrupção
nas Prefeituras do Brasil, elaborada pelo consultor
Antoninho Marmo Trevisan e outros consultores, citada
na reportagem "Como pegar um corrupto" (28 de abril),
é uma publicação da Amarribo e
da Ateliê Editorial. Os interessados podem obter
mais informações por telefone: (11) 4612-9666;
e-mail: atelie_editorial@uol.com.br;
e site: http://www.amarribo.com.br/cartilha.html.
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| A
TORCIDA DE SENNA RESPONDE |
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O
leitor Helder do Amaral Oliveira, de São Gonçalo,
Rio de Janeiro, perguntou: "Será que Senna seria
um vencedor se pegasse carros medíocres como
os da Jaguar, da Jordan ou da Minardi?" (Cartas, 21
de abril). Doze fãs do piloto responderam à
indagação de Helder: "Devolvo a pergunta:
teriam Nelson Piquet e Alain Prost sido grandes vencedores
competindo com os medíocres carros da Jaguar,
Jordan ou Minardi?", perguntou Leonço B. Alencar,
de Santos. "Na era Schumacher existem campeões
excepcionais como Alain Prost, Nigel Mansell, Nelson
Piquet e Niki Lauda?", escreveu Rafael Drummond Lopes,
de Piraju, São Paulo. "Helder se esquece da memorável
corrida de Mônaco, em 1984, em que Senna conseguiu
a 13ª posição no grid de largada,
uma vitória para sua inexpressiva Toleman. Na
16ª volta conquistou a terceira posição,
ultrapassando nada menos que a McLaren do bicampeão
Niki Lauda. Na 31ª volta já estava no vácuo
do líder Alain Prost e, pelas tomadas de tempo,
em meia volta o passaria. Mas o circo não podia
permitir isso, e Jacky Ickx, ex-piloto e diretor da
prova, encerrou a corrida naquela volta, alegando motivos
de segurança", escreveu Ismael de Carvalho, do
Rio de Janeiro.
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| TFP |
Rogerio Montenegro
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| Oratório
de Nossa Senhora da Conceição: contra
o terrorismo |
A reportagem "A TFP do B" (28 de abril) afirmou que
os rebeldes da organização católica
Tradição, Família e Propriedade
tomaram posse do casarão do bairro paulistano
de Higienópolis onde funciona a sede da entidade
e constataram que tapetes e imagens haviam sido levados
pelos seus antecessores. Paulo Corrêa de Brito
Filho, diretor-conselheiro da entidade, escreve à
redação de VEJA para dizer que "os mencionados
objetos da sede são propriedade particular de
alguns dos sócios, os quais podiam dispor deles
livremente. Não houve, assim, nenhuma irregularidade
que tenha sido praticada pelos referidos sócios".
A foto publicada na página da reportagem não
é do interior da sede da TFP, como foi publicado,
mas do oratório Nossa Senhora da Conceição,
Vítimas do Terrorismo, localizado à Rua
Martim Francisco, no bairro paulistano de Higienópolis,
que foi erguido em novembro de 1969 no local onde uma
bomba explodira cinco meses antes.
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