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VEJA Recomenda
CINEMA
Divulgação
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| Violação de
Domicílio: alegoria do impasse
entre Israel e Palestina |
Violação de Domicílio (Private, Itália,
2004. Desde sexta-feira em cartaz em São Paulo) Em
algum ponto não identificado da Palestina, a casa de uma
família é tomada, sem maiores explicações,
por soldados israelenses o andar de cima passa a ser proibido
para eles e, todas as noites, os moradores terão de ser aprisionados
em sua própria sala de estar. O pai, um professor, pretende
resistir; a mãe implora para ir embora; e os filhos se dividem
entre enfrentar o inimigo, matá-lo ou se isolar na apatia.
Dirigido pelo italiano Saverio Costanzo com máxima tensão,
esse filme singular é bem-sucedido em dois aspectos quase
sempre excludentes: arrebata como narrativa realista e provoca como
alegoria do impasse aparentemente insolúvel entre Israel
e Palestina.
MÚSICA
Man-Made,
Teenage Fanclub (Slag Records) Os anos 60 sempre estiveram
presentes nos discos desse trio escocês. A sonoridade limpa
das guitarras remete a grupos como The Byrds, e suas harmonias vocais
têm a qualidade das de Crosby, Stills & Nash. Man-Made,
o novo lançamento do Teenage, traz mais um elemento: os teclados
de John McEntire, produtor do disco e líder da banda de rock
alternativo Tortoise. A intervenção de McEntire, no
entanto, não alterou a sonoridade do Teenage Fanclub. Os
escoceses continuam a compor "odes às alegrias do amor e
da vida", como bem define o escritor e fã de carteirinha
Nick Hornby. Faixas como Fallen Leaves e Time Stops
são os melhores exemplos dessa qualidade do grupo.
LIVROS
Indícios
Flutuantes, de Marina Tsvetáieva (tradução
de Aurora Fornoni Bernardini; Martins Fontes; 148 páginas;
36,50 reais) A poesia moderna russa foi uma das mais inventivas
do século XX. Seus maiores nomes, porém, seriam marcados
pela tragédia é o caso, por exemplo, dos poetas
Ossip Mandelstam, morto pela repressão stalinista, e Vladimir
Maiakovski, que cometeu suicídio. Marina Tsvetáieva
(1892-1941) também foi uma figura trágica: seu marido
e uma filha foram condenados a trabalhos forçados pelos soviéticos,
e ela se matou durante a invasão nazista. Essa edição
bilíngüe traz poemas das mais diversas fases da autora,
permitindo acompanhar sua evolução cronologicamente.
Seus versos conseguem combinar delicadeza e violência: "O
mundo são muros, / A saída é o machado". Leia
trecho.
Ilícito,
de Moisés Naím (tradução de Sérgio
Lopes; Jorge Zahar; 338 páginas; 34,50 reais) Ex-diretor
executivo do Banco Mundial e editor da Foreign Policy, revista
americana especializada em política internacional, o venezuelano
Moisés Naím mostra nesse livro um sombrio efeito colateral
da expansão do comércio mundial: ao mesmo tempo em
que integra mercados e produz riqueza, a chamada globalização
também abre mais oportunidades para o crime organizado. Abrangente
em sua pesquisa, o livro examina as mais diversas atividades do
crime multinacional: comércio ilegal de armas, lavagem de
dinheiro, tráfico de drogas, falsificação de
produtos. Entre outros dados estarrecedores, Naím revela
que, todo ano, 2 milhões de pessoas são traficadas
de um país para outro como escravas. Leia
trecho.
DVDs
Divulgação
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| Um Refúgio:
cheio de atmosfera |
Um Refúgio no Passado (In My Father's Den, Inglaterra/Nova
Zelândia, 2005. Focus) O fotógrafo e correspondente
de guerra Paul (Matthew Macfadyen, o Sr. Darcy de Orgulho &
Preconceito) volta para casa para o enterro do pai, e tudo parece
estar como sempre esteve: o irmão religioso, a cidade sonolenta
e a cabana em que seu pai se refugiava da família. Quanto
mais Paul se demora a ir embora, porém, mais sua presença
deflagra crises novas e antigas que culminarão no
desaparecimento de Celia (Emily Barclay), uma adolescente que ele
julga ser sua filha. Cheio de atmosfera, esse drama contemplativo
cede a tentações freudianas no trecho final
mas até aí se excede na maneira como conecta os dois
ótimos protagonistas e retrata o clima sufocante de uma cidade
pequena. Veja
cenas.
Eliot Elisofon/Time Life Pictures/Getty
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| Ellington: o Beethoven do jazz |
Concert of Sacred Music/Love You Madly, Duke Ellington (ST2)
Trompetista e estudioso do jazz, Wynton Marsalis afirma que
Duke Ellington (1889-1974) tem a mesma importância para o
gênero que Beethoven ou Bach tiveram para a música
erudita. Mas Ellington não se limitou a trabalhar nessa seara.
Compôs trilhas para cinema, apresentou-se em musicais da Broadway
e criou um concerto inspirado na luta pelos direitos civis dos negros.
Esse DVD traz duas mostras de sua versatilidade. Love You Madly
é um documentário e tem diversas entrevistas com
Ellington. Concert of Sacred Music é o registro de
uma apresentação feita em 16 de setembro de 1965,
na qual Ellington e sua banda executam uma peça de música
sacra composta especialmente para a ocasião.
TELEVISÃO
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| My Name Is Earl: o novo Seinfeld?
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My Name Is Earl (estréia no domingo, dia 9, às
21 horas, no FX) Sorte não é algo de que Earl
(Jason Lee), protagonista dessa série cômica, possa
se gabar. Ele é um desajustado que leva a vida na dureza,
só se dá mal em seus trambiques e está cercado
de gente que lhe traz problemas como um irmão abobado
e uma ex-mulher que tem fixação em matá-lo.
Depois de perder um bilhete premiado na loteria e safar-se por pouco
de um atropelamento, Earl tem um momento esotérico e passa
a acreditar que tudo de errado que acontece com ele é fruto
de seu carma. Ele decide que a melhor maneira de consertar a vida
é reparar seus erros passados. Com tiradas que oscilam da
ironia ao puro nonsense, My Name Is Earl é um sopro
de renovação nos humorísticos da TV americana.
Não à toa, tem sido comparado a Seinfeld.
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