Edição 1950 . 5 de abril de 2006

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André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
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Cartas
Radar
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Datas
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Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

• GOVERNO

Quem bancava
Gente graúda do governo trabalha com a informação de que um dos patrocinadores da Mansão do Lobby, onde a turma de Ribeirão Preto pintava e bordava, era o grupo Cutrale, dono de 20% do mercado mundial de suco de laranja concentrado. As conversas se davam por intermédio de Ademerval Garcia, presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos.  

A frota de Lurian
A Presidência da República está promovendo uma licitação para escolher a empresa que fará a manutenção dos carros que, em Florianópolis, servem a dois netos e à filha de Lula, Lurian. São oito veículos: quatro Marea, dois Astra, um Palio e uma Kombi.

 

• CPI DOS CORREIOS

Ainda não acabou 1
É praticamente certo que uma nova listagem de indiciados saia na terça-feira. Segundo integrantes da cúpula da CPI dos Correios tinham como certo na sexta-feira passada, da nova leva não escapará o banqueiro Daniel Dantas – a pressão do PT é grande para que isso aconteça.  

Ainda não acabou 2
Da mesma forma que a turma do outro lado quer porque quer botar numa nova lista pelo menos um diretor da Petrobras por causa das heterodoxas negociações entre a estatal e a notória GDK – aquela que dadivosamente distribui Land Rover.

 

• ELEIÇÕES 2006

Mestre FHC
Por esses dias, o economista Edmar Bacha, que conhece a alma tucana como poucos, comentava que FHC é mesmo um craque na arte da dissimulação: fez todo mundo achar que ele apoiava José Serra para a Presidência, mas desde o início sempre esteve com Geraldo Alckmin.

 

Crise? Sim, mas com vinhos de primeira...

Joedson Alves/AE
Dirceu: uma noite e 15 000 reais em vinho

Agora se sabe que o jantar que juntou o ex-ministro José Dirceu com o pefelista Antonio Carlos Magalhães no restaurante Antiquarius, de São Paulo, em fevereiro passado, teve mais atrações do que apenas moças brejeiras. Estiveram à mesa o empresário do setor de educação João Carlos Di Genio e um dos sócios do restaurante Piantella, de Brasília. O que chamou atenção mesmo foi o consumo de três garrafas do vinho francês La Tâche, da casa Romanée-Conti. Cada garrafa custa 5 000 reais no Antiquarius.

 

• LAVAGEM

A hora de se explicar
Já começou a ser chamada às falas pela Polícia Federal a turma que tem telefonemas registrados com o Credit Suisse, cujo gerente internacional foi preso há duas semanas em São Paulo por suspeita de lavagem de dinheiro e envio ilegal de divisas dos clientes ao exterior. Por enquanto, não se sabe que base documental existe para complicar a vida dos "correntistas". Mas vários deles já foram intimados a depor na PF.

 

• PETRÓLEO

Que festa!
Os eventos que o governo promoverá por causa da auto-suficiência de petróleo são para lá de midiáticos. Um exemplo: no fim de abril, no dia em que se comemorará o feito, está prevista uma cerimônia em que Lula apertará um botão que fará jorrar petróleo. Imediatamente após, os navios petroleiros do país inteiro apitarão ao mesmo tempo.

 

• ECONOMIA

Paz rara
Quem disse que não pode haver negócio sem barulho entre fundos de pensão e Daniel Dantas? Sem alarde, a Previ, a Sistel (fundo de pensão dos empregados de várias empresas de telefonia) e o Citibank venderam ao Opportunity e ao grupo Fink a participação que detinham na Santos Brasil, a companhia que opera o maior terminal de contêineres do Porto de Santos. Valor do negócio, fechado na semana passada: 700 milhões de reais.  

Vôo próprio
A Heineken quer vender sua participação na Kaiser, em que é dona de 14%. Mas quer ficar no Brasil.

Espuma ou realidade?
A AmBev está com tudo pronto para erguer uma fábrica de garrafas no Rio de Janeiro ou em São Paulo que teria a capacidade de suprir 50% de seu consumo na região. A idéia está deixando em polvorosa boa parte dos fabricantes de garrafa, que hoje têm ociosos 20% de sua capacidade de produção. Mas há quem ache que a gigante das cervejas usa o projeto apenas para pressionar seus fornecedores de garrafa.

 

• AVIAÇÃO

Voando baixo
Dentro da Varig há o temor de que nas próximas semanas a empresa seja obrigada a reduzir drasticamente o número de vôos.

 

• PROPAGANDA

Parceria reforçada
Depois de uma longuíssima negociação, foi fechado na semana passada um dos negócios do ano no setor de propaganda. A gigante americana DDB botou um pé no grupo Ypy, que reúne as agências Africa, DM9 e MPM, entre outras: virou minoritária na holding criada por Nizan Guanaes e presidida por Guga Valente. No mesmo movimento, o grupo brasileiro aumenta significativamente sua participação na DM9, controlada pela DDB.

 

• CULTURA

Mindlin, o imbatível
José Mindlin, 91 anos, o maior bibliófilo do país, caminha a passos largos para tornar-se imortal. Com menos de uma semana de campanha, já é pule de dez para ocupar a cadeira que pertenceu a Josué Montello na Academia Brasileira de Letras. Os oráculos da ABL o consideram imbatível. Os outros candidatos estão escalados para a derrota.

 

O Santana morre aos 22 anos

 

Marco de Bari
Santana: fim de linha

A Volkswagen decretou a morte do Santana. No mês que vem, ele deixa de ser fabricado. Lançado em 1984, era o quarto modelo mais antigo ainda em produção no Brasil – só a Kombi, o Gol e a Parati têm mais tempo de pista. O Santana sai de linha no momento em que vende 400 unidades por mês, número considerado baixo pela montadora alemã. Nos últimos anos, não sem razão, também era conhecido como "alegria dos taxistas": cerca de 70% desses veículos vão parar nas mãos de motoristas de táxi. Para substituí-lo, a Volkswagen tem duas apostas: o Polo Sedan e o Bora, importado do México – um deles com versão especial para taxistas.

Colaborou Ronaldo França

 

 

 

 
 
 
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