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Cartas
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"Senhora deputada, sua dança no plenário
da Câmara fez-me sentir envergonhada de ser brasileira e mulher."
Marilda d'Avila Martins
Petrópolis, RJ |
Paloccigate
A boa reportagem "O 'Paloccigate'
e a morte na ética" (29 de março) me fez lavar a alma
por traduzir minha indignação com um governo que transgride
todos os limites da ética e da moral para manter sua estratégia
de perpetuação no poder. Não se vê um
projeto para o país e a nação sofre ao deus-dará.
José Pedrosa Ferraz Jr.
Ribeirão Preto, SP
Nem na época da ditadura
militar chegamos a esses extremos. E o incrível é
que tudo é apoiado por representantes legitimamente eleitos
pelo povo. Querem que o caseiro explique a origem de seu dinheiro
de forma autoritária, pois ainda não há lei
que o obrigue a dar essa informação. Se recebeu o
dinheiro dias atrás, decerto é que deverá prestar
contas à Receita Federal, mas isso só no ano que vem.
Por enquanto, não tem de dar satisfação aos
seus interlocutores, que deveriam estar na mira do Judiciário.
Sergio Mantovani, advogado
Diretor da Associação dos Advogados Criminalistas
do Estado de São Paulo (Acrimesp)
São Paulo, SP
A quebra do sigilo bancário
do caseiro faz a situação semelhante a quê?
Uma ditadura? Que o Brasil não deixe essa crise passar em
branco e dê a resposta que Lula merece nas urnas.
Ana Carolina Gomes Correia Letzler
Dallas, Texas, EUA
Fico cada vez mais enojado com
a turma de Brasília e, infelizmente, mesmo com todas as dificuldades,
me sinto muito mais gente numa terra que nem é a minha, aqui
do outro lado do mundo.
Marcelo Komatsu
Shizuoka Ken, Japão
Pode-se acusar o presidente Lula
de tudo, menos de falta de visão, pois qual seria outra explicação,
senão a clarividência, agora, para justificar sua tentativa
de amordaçar a imprensa, como ele tentou no início
de seu mandato?
Marcia Maluf
São Vicente, SP
Ética cotidiana
Sabe aquele chute de longa distância
que entra no ângulo, indefensável para o goleiro? Assim
é a reportagem "40 questões do dia-a-dia sobre o que
é certo ou errado Ética cotidiana" (29 de março),
de Jerônimo Teixeira. Será que essa barbárie
de comportamentos desonestos, amorais, antiéticos dos nossos
representantes políticos não é o reflexo do
comportamento da maior parte da nossa sociedade? Será que
não é essa sociedade que cria essas figuras públicas
deploráveis?
Mário Fernandes
São Paulo, SP
A partir de um episódio
que para nós se tornou corriqueiro e já quase imperceptível,
como uma comemoração solitária de um trunfo
eticamente condenável, o autor tratou de questões
universais e pertinentes, para as quais buscamos constantemente
as respostas. Uma vez respondidas e assumidas pela sociedade, as
questões éticas formam um dos alicerces básicos
para o crescimento autêntico (engrandecimento) de uma civilização.
Maria Valéria Affonso Lopes
Santos, SP
VEJA tocou num ponto extremamente
importante, subproduto da crise que vivemos, que é a crise
de valores e a crise moral. Acredito que o interesse gerado por
esse assunto merece, a exemplo do que fez o New York Times,
uma coluna semanal.
Emerson Kapaz
Presidente executivo
Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial
São Paulo, SP
Não houve greve no Tribunal
de Justiça de Minas, mas uma paralisação simbólica
dos desembargadores numa segunda-feira, dia em que não há
mesmo sessões de julgamento. A manifestação
se referia a pontos de resoluções do CNJ, que ofendem
direitos adquiridos. O tribunal ficou aberto, os prazos correram
e venceram normalmente, e as medidas urgentes foram distribuídas
e despachadas. A foto que ilustra a matéria é, na
verdade, uma reivindicação do Sindicato dos Servidores
da Segunda Instância do Poder Judiciário de Minas Gerais,
relacionada ao Plano de Carreiras.
Ricardo Arnaldo Malheiros Fiuza
Secretário do presidente e supervisor da Assessoria de Comunicação
do Tribunal de Justiça
Belo Horizonte, MG
Deputada bailarina
Na semana em que se comemora
o Dia do Circo, gostaria de cumprimentar VEJA pela belíssima
homenagem prestada a essa forma de distração. Como
apreciadora desse tipo de entretenimento, agradeço à
revista por não ter poupado esforços em mostrar o
maior circo já montado no Brasil: o Congresso Nacional. No
centro do picadeiro, para delírio do público, a dançarina
Angela Guadagnin deu um show após a apresentação
do mágico João Magno. E, entre contorcionistas, malabaristas,
trapezistas e equilibristas, a platéia, formada por 170 milhões
de palhaços, assiste atônita a esse show de bizarrices.
Respeitável público, o espetáculo continua...
("Moral torta", 29 de março).
Michele Koch
Estância Velha, RS
Todos os domingos, religiosamente,
vou à banca comprar a minha revista VEJA. Nunca, nestes anos
todos, uma capa me indignou tanto quanto a do último dia
29 de março, ao ver o rosto sarcástico da deputada
petista Angela Guadagnin. Nem a dança da garrafa, a egüinha
Pocotó ou as cachorras dos bailes funks conseguiram ser tão
imorais e vergonhosas quanto a bizarra dança dessa deputada!
Eduardo Scatolin
Rio Claro, SP
É inadmissível
o comportamento de nossos dirigentes. Além de legislarem
em causa própria, terem direitos que toda a população
trabalhadora não tem, manterem uma carga tributária
pesadíssima, absolverem deputados comprovadamente envolvidos
em corrupção, ainda promovem concursos para eleger
a nova loira do Tchan do Congresso.
Adriano Carmensi Carneiro
Kitwe, Zâmbia
Sou nascido em São Caetano,
mas me considero joseense de coração, por morar há
quase trinta anos na terra da madrinha da bateria da "Unidos do
Mensalão": a excelentíssima sambista federal Angela
Guadagnin. Ainda bem que sua excelência apareceu sambando
em todos os telejornais do Brasil, pois assim as chances de ela
se reeleger com os votos de São José dos Campos vão
se tornando um pouco mais remotas.
Marcos F. Madeira
São José dos Campos, SP
Nossa nobre deputada, simplesmente
por um ato de valentia e coragem, comemorou a vitória da
clePTocracia. Valeu, doutora Angela, em outubro a gente conversa.
Fausto Rodrigues Garcia
São José dos Campos, SP
Essa nobre deputada me humilhou,
sapateou e pisoteou nos votos dos meus irmãos eleitores de
São Paulo. Parabéns a VEJA por dar a ela a capa da
semana. Parabéns à imprensa em geral por abordar o
assunto na devida proporção.
Paulo Guerra
Curitiba, PR
Senhora deputada, sua dança
no plenário da Câmara fez-me sentir envergonhada de
ser brasileira e mulher. Por favor, preste um serviço à
nação: suma do cenário político.
Marilda d'Avila Martins
Petrópolis, RJ
A "dança da pizza" protagonizada
pela deputada Angela Guadagnin não surpreende, apenas expõe
de maneira clara o comportamento do governo e seus "companheiros"
desde que veio a público o esquema do valerioduto. A desonra,
o acinte e o escárnio ao povo brasileiro foram explicitados
no cenário mais adequado para tal gesto: a "pizzaria" da
Câmara Federal.
Mario Marcio Gomes da Silva
Recife, PE
A atitude da deputada
aliás, mais parece dançarina de gafieira ao
comemorar a impunidade do seu colega corrupto não faltou
apenas com a ética, mas também com o decoro, a decência
e, principalmente, com o respeito a milhares de brasileiros que
a ela confiaram seus votos.
João Nunes Neto
Morro do Chapéu, BA
Diogo Mainardi
Meus cumprimentos ao jornalista
Diogo Mainardi, ao apontar profissionais que, por corporativismo,
compactuam com aqueles que faltam à verdade e corrompem.
Continue, Mainardi, a dar nome aos bois ("Marcelo Netto, Marcelo
Netto", 29 de março).
Augusto Cesar Geoffroy
Rio de Janeiro, RJ
Diogo Mainardi na frente, a verdade
vem logo atrás. Como pode o ministro achar que estava blindado?
Errou, errou feio, envergonhou a nação com suas mentiras,
confiando que era o todo-poderoso do governo, da oposição
e do Brasil. Estamos engatinhando, aprendendo a dar os primeiros
passos no sistema democrático. Não estamos olhando
nem para trás, nem para a esquerda, nem para a direita. Mas
para a frente.
Vera Lucia Jader Pandini
Brasília, DF
Nossa indignação
no caso da quebra de sigilo bancário não se limita
apenas aos agentes do governo, da Caixa, da Polícia Federal.
Parece-nos igualmente grave o papel da imprensa no episódio.
A revista Época agiu levianamente e em conluio torpe
com os protagonistas desse triste espetáculo antidemocrático,
autoritário e covarde.
Feliciano Ribeiro
Rio de Janeiro, RJ
Marcelo Netto, Marcelo Netto
e Marcelo Netto, antes de Diogo Mainardi, desconhecido graças
ao "acordão" de parte do jornalismo brasileiro. Depois de
Diogo Mainardi, consolidado como o principal "agente" do crime praticado
contra o caseiro Francenildo. Parabéns a Diogo Mainardi,
Diogo Mainardi, Diogo Mainardi.
Márden de Pádua
Belo Horizonte, MG
Sempre começo a leitura
de VEJA do final para o início, e nesta edição
notei que o artigo de Diogo Mainardi demorava a chegar. Pensei que
ele havia saído de férias novamente. Mas achei seu
artigo na página 57, bem perto de uma foto de Lulla. Percebi
que Diogo se "aproximou" do nosso presidente e talvez por
educação , na presença de ilustre personagem,
não se referiu diretamente a ele, porém levantou muito
bem o assunto a respeito do corporativismo no meio jornalístico.
Na verdade, escrevo estas linhas para elogiar a foto de Lulla na
página 56. Em uma primeira análise, as fotos parecem
mostrar o presidente com olhar ressabiado para o senhor deputado
Alberto Goldman, mas se olharmos atentamente veremos que na verdade
o olhar é para o seu algoz, Diogo Mainardi!
Guilherme Steckelberg
São Bernardo do Campo, SP
Petrobras
Quem foi mesmo que mentiu? Excluindo
os 60 milhões de brasileiros incautos e incultos, o restante
já sabia que a tríade petista Delúbio,
Silvinho e José Genoino não só mentiu
sobre esse caso, mas também sobre toda a tunga aos cofres
das empresas públicas, praticada pelo seus pares. E o presidente
Lula ainda tem a coragem de dizer que não sabia de nada.
Será ("E agora, Petrobras?", 29 de março)?
Edivelton Tadeu Mendes
São Paulo, SP
Se uma empresa tiver qualquer
problema jurídico, fiscal ou de idoneidade, fica impedida
de realizar contratos ou fornecer bens e serviços para a
estatal; se o fato ocorrer depois do contrato fechado, bens fornecidos
ou serviços realizados, o pagamento fica suspenso até
a regularização da situação. No caso
do marqueteiro das contas ilegais no exterior, Duda Mendonça,
e da GDK, que realizou o sonho do Land Rover do secretário
do PT, Silvio Pereira, nada disso valeu. Este é um país
de todos, mas está faltando o complemento: desde que sejam
amigos do PT.
Abel Pires
Rio de Janeiro, RJ
Mais uma vez sinto a necessidade
urgente de privatização desse câncer nacional
chamado Petrobras. Melhor ainda, doação para quem
quiser tocá-la, com honestidade. Nós, brasileiros,
pagamos os combustíveis mais caros e piores do planeta, tudo
para sustentar esse monstro, verdadeiro cabide de empregos. Eu tenho
a absoluta certeza de que atrás de todas as "maracutaias"
se esconde essa famigerada empresa.
Braz Ferraz Carlomanho
Piracicaba, SP
Radar
A nota "Ano de Copa, ano de pirataria"
(Radar, 29 de março) sugere que a Warner Bros. está
engajada em uma ação oportunista de pirataria envolvendo
a Copa do Mundo e ligando um de seus personagens, o Piu Piu, a um
grafismo semelhante ao logotipo da CBF. A mercadoria mencionada
foi fabricada, sem nosso conhecimento, por uma indústria
do México que tem a licença apenas para uso de nossos
personagens. Tão logo tomamos conhecimento da possível
existência de tal produto, iniciamos um levantamento dos fatos.
Apuramos que 488 camisetas haviam sido vendidas a um varejista no
México e prontamente solicitamos a esse varejista que recolhesse
todo o estoque em sua loja. Como resultado dessa investigação,
encerramos nosso relacionamento com aquele licenciado. Estamos absolutamente
alinhados com a CBF e todas as organizações cujo sucesso
vem do respeito à proteção da propriedade intelectual
e dos direitos autorais.
Salvador Viramontes
Vice-presidente para a América Latina
Los Angeles, Califórnia, EUA
Roberto Pompeu de Toledo
Fina a ironia destilada em "O
futuro uma visão virtuosa" (29 de março). De
maneira surrealista, o artigo expressou nossa indignação
diante dos descalabros de que tomamos conhecimento. Precisamos urgentemente
virar essa página negra de nossa história.
Mariza Simon dos Santos
Capão da Canoa, RS
O sonho estava indo tão
bem, de repente virou pesadelo: Lula reeleito em 2007. É
mais fácil o ex-ministro da Fazenda virar o "irmão
Antonio", da ordem dos franciscanos em Monte Santo, no sertão
baiano, do que Lula se tornar menos deslumbrado com o poder, mais
consciente e mais ético.
Helaine Póvoa Aires Rodrigues
Brasília, DF
André Petry
Ao proibir o caseiro Francenildo
de depor na CPI, o ministro do STF justificou a decisão alegando
a "condição cultural" da testemunha ("O Estado policial",
29 de março). Tal juízo me deixou extremamente feliz.
Esclareço: como decisão judicial não se discute,
a partir de agora o presidente Lula fica terminantemente proibido
de abrir a boca.
Carlos Gilberto Gama Filho
Manaus, AM
André Petry, com maestria,
nos lembrou de fatos que demonstram que, sob Estados que dizem pensar
no social e agem de forma imoral, existem dois pesos e duas medidas.
Emprestando e ampliando um dos milhares de bordões deste
governo: "O melhor do Brasil é o brasileiro e o pior são
os governantes".
Marcos Tadeu Lima
São José dos Campos, SP
Balada com os pais
Com relação à
reportagem "Os limites da amizade" (29 de março), quero dizer
que os filhos precisam de pai e mãe, e não de amigos.
O pai e a mãe precisam ter outro tipo de comportamento para
que possam cobrar uma postura mais decente, mais séria dos
filhos. Essa história de querer viver a vida dos filhos não
existe.
Fernando De Lamonica Freire
Cuiabá, MT
CORREÇÕES: Na
edição VEJA Porto Alegre (março de 2006),
a galeteria Casa do Marquês não tem serviço
à la carte, apenas rodízio e bufê executivo.
A reportagem "40 questões do dia-a-dia sobre o que é
certo ou errado" (29 de março) atribuiu erroneamente ao escritor
João Ubaldo Ribeiro a frase "O problema está em nós.
Nós como povo. Nós como matéria-prima de um
país". A citação foi retirada do estudo "Corrupção
na política: eleitor vítima ou cúmplice?",
realizado pelo Ibope. O instituto de pesquisas, por sua vez, a encontrou
no site Jornal do Meio Ambiente. A frase pertence a um texto apócrifo.
A reportagem "Os mimados de março" (29 de março) informa
erroneamente que a Comuna de Paris teria inspirado Karl Marx e Friedrich
Engels a escrever o Manifesto Comunista. Na verdade, a Comuna de
Paris aconteceu em 1871 e o Manifesto foi publicado em 1848, ano
dos levantes que levaram à queda de Luís Felipe de
Orleans.
Canção do Exílio, de Gonçalves Dias,
foi decalcado de um poema anterior do alemão Johann von Goethe,
e não de Heine, como constava na matéria "Os ladrões
criativos" (29 de março).
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A PIZZA DEU BANDEIRA
O artista plástico
Dudu Rodrigues, indignado com a absolvição
dos deputados envolvidos no escândalo do mensalão,
propôs uma campanha nacional contra o descaramento.
Dudu integra um grupo de cinqüenta artistas plásticos
que tem uma exposição permanente na Praça
dos Omáguas, em Pinheiros, São Paulo,
todos os sábados, das 9h30 às 18h. Aí
está a bandeira de sua campanha.
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O DENTISTA DE OKAMOTTO
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A reportagem "Okamotto,
o tipo O" (15 de março), falou da generosidade
do presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, que pagou dívidas
de 29 000 reais do presidente Lula e de 26 000 reais
de sua filha Lurian e ainda doou 24 000 reais à
campanha eleitoral de Vicentinho. Essas doações
não foram declaradas ao imposto de renda. Para
demonstrar que não foi por esquecimento que Okamotto
não as declarou, VEJA citou o pagamento de modestos
340 reais feitos a "um certo José Lázaro
Henrique Júnior" e devidamente declarados por
Okamotto. Henrique Júnior, dentista em Santo
André, não gostou de ser chamado de "um
certo José Lázaro Henrique Júnior"
e ficou preocupado por ver seu nome em reportagem daquele
teor: "Sou um profissional com 24 anos de profissão
que, como deve ser, emitiu um recibo relativo ao tratamento
dentário que realizou no senhor Paulo Okamotto".
A expressão usada por VEJA não tem nenhuma
conotação pejorativa nem a citação
do nome do profissional teve por objetivo envolvê-lo
nos atos de Paulo Okamotto. O objetivo único
da reportagem foi demonstrar que Okamotto é meticuloso
em sua prestação de contas ao Fisco, chegando
a declarar os mínimos pagamentos. Portanto, se
ele não declarou as três gordas doações,
foi porque não quis que fossem conhecidas. Ao
contrário de Okamotto, José Lázaro
Henrique Júnior cumpriu corretamente suas obrigações.
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O BBB
NA POLÍTICA
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Os leitores sugerem
o uso do formato televisivo do Big Brother Brasil
na política para facilitar a vida dos brasileiros.
Valmir Borrigueiro, de Fortaleza, sugere o programa
como alternativa às eleições presidenciais.
"Seria realmente uma forma inteligente, democrática
e com menor probabilidade de erros na escolha do futuro
presidente da República", diz Borrigueiro, que
detalha a proposta: "A casa seria nos mesmos moldes
do BBB, entretanto os presidenciáveis
passariam três períodos de uma semana,
ou cinco períodos de quatro dias, monitorados
por câmeras 24 horas por dia. Durante esse tempo,
haveria debates com convidados, discussão de
projetos e respostas a perguntas da população".
Gilberto Almeida, de São José do Rio Preto,
São Paulo, sugere um BBB de outra ordem,
reunindo na casa José Dirceu, José Genoino,
Delubio Soares, Sílvio Pereira, Paulo Okamotto,
Antonio Palocci, Marcos Valerio, Ideli Salvati, Tião
Viana, Roberto Jefferson, Duda Mendonça, Rogério
Buratti, Mary Corner e o presidente Lula. "Já
imaginaram todas aquelas câmeras filmando 24 horas
por dia todas as falcatruas, lavagem de dinheiro, brigas
pelo poder e para ver quem ia pagar ou pegar o mensalão?"
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DEPUTADA BAILARINA
Na
semana passada, os leitores ficaram indignados com a
deputada petista Angela Guadagnin, que dançou
comemorando a absolvição de colega envolvido
no escândalo do mensalão. Foram 566 cartas
de eleitores revoltados. Alguns lembraram que ela não
é boa só de balanço
Quando prefeita de São José dos Campos,
seu secretário de Finanças, Paulo de Tarso
Venceslau, denunciou um contrato da prefeitura com a
CPEM, consultoria acusada de arrecadar dinheiro para
um caixa dois do PT. Venceslau foi expulso do PT.
Foi acusada de contratar sem licitação
a empresa Machado e Daniel, ligada ao ex-prefeito de
Santo André Celso Daniel e ao ex-deputado federal
e ex-prefeito de Piracicaba José Machado, ambos
do PT.
Enfrentou três processos de cassação.
Uma ação popular por superfaturamento
de contrato entre a prefeitura e uma agência de
publicidade ainda corre contra ela na Justiça.
Além de se notabilizar como defensora do mensalão
e pé-de-valsa da pizzaria que absolve mensaleiros,
Angela Guadagnin é autora do momentoso e fundamental
projeto que proíbe moças de biquíni
em propaganda de cerveja.
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