Edição 1950 . 5 de abril de 2006

Índice
Millôr
Lya Luft
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Veja essa
Gente
Auto-retrato
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Senhora deputada, sua dança no plenário da Câmara fez-me sentir envergonhada de ser brasileira e mulher."
Marilda d'Avila Martins
Petrópolis, RJ

Paloccigate

A boa reportagem "O 'Paloccigate' e a morte na ética" (29 de março) me fez lavar a alma por traduzir minha indignação com um governo que transgride todos os limites da ética e da moral para manter sua estratégia de perpetuação no poder. Não se vê um projeto para o país e a nação sofre ao deus-dará.
José Pedrosa Ferraz Jr.
Ribeirão Preto, SP

Nem na época da ditadura militar chegamos a esses extremos. E o incrível é que tudo é apoiado por representantes legitimamente eleitos pelo povo. Querem que o caseiro explique a origem de seu dinheiro de forma autoritária, pois ainda não há lei que o obrigue a dar essa informação. Se recebeu o dinheiro dias atrás, decerto é que deverá prestar contas à Receita Federal, mas isso só no ano que vem. Por enquanto, não tem de dar satisfação aos seus interlocutores, que deveriam estar na mira do Judiciário.
Sergio Mantovani, advogado
Diretor da Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo (Acrimesp)
São Paulo, SP

A quebra do sigilo bancário do caseiro faz a situação semelhante a quê? Uma ditadura? Que o Brasil não deixe essa crise passar em branco e dê a resposta que Lula merece nas urnas.
Ana Carolina Gomes Correia Letzler
Dallas, Texas, EUA

Fico cada vez mais enojado com a turma de Brasília e, infelizmente, mesmo com todas as dificuldades, me sinto muito mais gente numa terra que nem é a minha, aqui do outro lado do mundo.
Marcelo Komatsu
Shizuoka Ken, Japão

Pode-se acusar o presidente Lula de tudo, menos de falta de visão, pois qual seria outra explicação, senão a clarividência, agora, para justificar sua tentativa de amordaçar a imprensa, como ele tentou no início de seu mandato?
Marcia Maluf
São Vicente, SP

 

Ética cotidiana

Sabe aquele chute de longa distância que entra no ângulo, indefensável para o goleiro? Assim é a reportagem "40 questões do dia-a-dia sobre o que é certo ou errado – Ética cotidiana" (29 de março), de Jerônimo Teixeira. Será que essa barbárie de comportamentos desonestos, amorais, antiéticos dos nossos representantes políticos não é o reflexo do comportamento da maior parte da nossa sociedade? Será que não é essa sociedade que cria essas figuras públicas deploráveis?
Mário Fernandes
São Paulo, SP

A partir de um episódio que para nós se tornou corriqueiro e já quase imperceptível, como uma comemoração solitária de um trunfo eticamente condenável, o autor tratou de questões universais e pertinentes, para as quais buscamos constantemente as respostas. Uma vez respondidas e assumidas pela sociedade, as questões éticas formam um dos alicerces básicos para o crescimento autêntico (engrandecimento) de uma civilização.
Maria Valéria Affonso Lopes
Santos, SP

VEJA tocou num ponto extremamente importante, subproduto da crise que vivemos, que é a crise de valores e a crise moral. Acredito que o interesse gerado por esse assunto merece, a exemplo do que fez o New York Times, uma coluna semanal.
Emerson Kapaz
Presidente executivo
Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial
São Paulo, SP

Não houve greve no Tribunal de Justiça de Minas, mas uma paralisação simbólica dos desembargadores numa segunda-feira, dia em que não há mesmo sessões de julgamento. A manifestação se referia a pontos de resoluções do CNJ, que ofendem direitos adquiridos. O tribunal ficou aberto, os prazos correram e venceram normalmente, e as medidas urgentes foram distribuídas e despachadas. A foto que ilustra a matéria é, na verdade, uma reivindicação do Sindicato dos Servidores da Segunda Instância do Poder Judiciário de Minas Gerais, relacionada ao Plano de Carreiras.
Ricardo Arnaldo Malheiros Fiuza
Secretário do presidente e supervisor da Assessoria de Comunicação do Tribunal de Justiça
Belo Horizonte, MG

 

Deputada bailarina

Na semana em que se comemora o Dia do Circo, gostaria de cumprimentar VEJA pela belíssima homenagem prestada a essa forma de distração. Como apreciadora desse tipo de entretenimento, agradeço à revista por não ter poupado esforços em mostrar o maior circo já montado no Brasil: o Congresso Nacional. No centro do picadeiro, para delírio do público, a dançarina Angela Guadagnin deu um show após a apresentação do mágico João Magno. E, entre contorcionistas, malabaristas, trapezistas e equilibristas, a platéia, formada por 170 milhões de palhaços, assiste atônita a esse show de bizarrices. Respeitável público, o espetáculo continua... ("Moral torta", 29 de março).
Michele Koch
Estância Velha, RS

Todos os domingos, religiosamente, vou à banca comprar a minha revista VEJA. Nunca, nestes anos todos, uma capa me indignou tanto quanto a do último dia 29 de março, ao ver o rosto sarcástico da deputada petista Angela Guadagnin. Nem a dança da garrafa, a egüinha Pocotó ou as cachorras dos bailes funks conseguiram ser tão imorais e vergonhosas quanto a bizarra dança dessa deputada!
Eduardo Scatolin
Rio Claro, SP

É inadmissível o comportamento de nossos dirigentes. Além de legislarem em causa própria, terem direitos que toda a população trabalhadora não tem, manterem uma carga tributária pesadíssima, absolverem deputados comprovadamente envolvidos em corrupção, ainda promovem concursos para eleger a nova loira do Tchan do Congresso.
Adriano Carmensi Carneiro
Kitwe, Zâmbia

Sou nascido em São Caetano, mas me considero joseense de coração, por morar há quase trinta anos na terra da madrinha da bateria da "Unidos do Mensalão": a excelentíssima sambista federal Angela Guadagnin. Ainda bem que sua excelência apareceu sambando em todos os telejornais do Brasil, pois assim as chances de ela se reeleger com os votos de São José dos Campos vão se tornando um pouco mais remotas.
Marcos F. Madeira
São José dos Campos, SP

Nossa nobre deputada, simplesmente por um ato de valentia e coragem, comemorou a vitória da clePTocracia. Valeu, doutora Angela, em outubro a gente conversa.
Fausto Rodrigues Garcia
São José dos Campos, SP

Essa nobre deputada me humilhou, sapateou e pisoteou nos votos dos meus irmãos eleitores de São Paulo. Parabéns a VEJA por dar a ela a capa da semana. Parabéns à imprensa em geral por abordar o assunto na devida proporção.
Paulo Guerra
Curitiba, PR

Senhora deputada, sua dança no plenário da Câmara fez-me sentir envergonhada de ser brasileira e mulher. Por favor, preste um serviço à nação: suma do cenário político.
Marilda d'Avila Martins
Petrópolis, RJ

A "dança da pizza" protagonizada pela deputada Angela Guadagnin não surpreende, apenas expõe de maneira clara o comportamento do governo e seus "companheiros" desde que veio a público o esquema do valerioduto. A desonra, o acinte e o escárnio ao povo brasileiro foram explicitados no cenário mais adequado para tal gesto: a "pizzaria" da Câmara Federal.
Mario Marcio Gomes da Silva
Recife, PE

A atitude da deputada – aliás, mais parece dançarina de gafieira – ao comemorar a impunidade do seu colega corrupto não faltou apenas com a ética, mas também com o decoro, a decência e, principalmente, com o respeito a milhares de brasileiros que a ela confiaram seus votos.
João Nunes Neto
Morro do Chapéu, BA

 

Diogo Mainardi

Meus cumprimentos ao jornalista Diogo Mainardi, ao apontar profissionais que, por corporativismo, compactuam com aqueles que faltam à verdade e corrompem. Continue, Mainardi, a dar nome aos bois ("Marcelo Netto, Marcelo Netto", 29 de março).
Augusto Cesar Geoffroy
Rio de Janeiro, RJ

Diogo Mainardi na frente, a verdade vem logo atrás. Como pode o ministro achar que estava blindado? Errou, errou feio, envergonhou a nação com suas mentiras, confiando que era o todo-poderoso do governo, da oposição e do Brasil. Estamos engatinhando, aprendendo a dar os primeiros passos no sistema democrático. Não estamos olhando nem para trás, nem para a esquerda, nem para a direita. Mas para a frente.
Vera Lucia Jader Pandini
Brasília, DF

Nossa indignação no caso da quebra de sigilo bancário não se limita apenas aos agentes do governo, da Caixa, da Polícia Federal. Parece-nos igualmente grave o papel da imprensa no episódio. A revista Época agiu levianamente e em conluio torpe com os protagonistas desse triste espetáculo antidemocrático, autoritário e covarde.
Feliciano Ribeiro
Rio de Janeiro, RJ

Marcelo Netto, Marcelo Netto e Marcelo Netto, antes de Diogo Mainardi, desconhecido graças ao "acordão" de parte do jornalismo brasileiro. Depois de Diogo Mainardi, consolidado como o principal "agente" do crime praticado contra o caseiro Francenildo. Parabéns a Diogo Mainardi, Diogo Mainardi, Diogo Mainardi.
Márden de Pádua
Belo Horizonte, MG

Sempre começo a leitura de VEJA do final para o início, e nesta edição notei que o artigo de Diogo Mainardi demorava a chegar. Pensei que ele havia saído de férias novamente. Mas achei seu artigo na página 57, bem perto de uma foto de Lulla. Percebi que Diogo se "aproximou" do nosso presidente e – talvez por educação –, na presença de ilustre personagem, não se referiu diretamente a ele, porém levantou muito bem o assunto a respeito do corporativismo no meio jornalístico. Na verdade, escrevo estas linhas para elogiar a foto de Lulla na página 56. Em uma primeira análise, as fotos parecem mostrar o presidente com olhar ressabiado para o senhor deputado Alberto Goldman, mas se olharmos atentamente veremos que na verdade o olhar é para o seu algoz, Diogo Mainardi!
Guilherme Steckelberg
São Bernardo do Campo, SP

 

Petrobras

Quem foi mesmo que mentiu? Excluindo os 60 milhões de brasileiros incautos e incultos, o restante já sabia que a tríade petista – Delúbio, Silvinho e José Genoino – não só mentiu sobre esse caso, mas também sobre toda a tunga aos cofres das empresas públicas, praticada pelo seus pares. E o presidente Lula ainda tem a coragem de dizer que não sabia de nada. Será ("E agora, Petrobras?", 29 de março)?
Edivelton Tadeu Mendes
São Paulo, SP

Se uma empresa tiver qualquer problema jurídico, fiscal ou de idoneidade, fica impedida de realizar contratos ou fornecer bens e serviços para a estatal; se o fato ocorrer depois do contrato fechado, bens fornecidos ou serviços realizados, o pagamento fica suspenso até a regularização da situação. No caso do marqueteiro das contas ilegais no exterior, Duda Mendonça, e da GDK, que realizou o sonho do Land Rover do secretário do PT, Silvio Pereira, nada disso valeu. Este é um país de todos, mas está faltando o complemento: desde que sejam amigos do PT.
Abel Pires
Rio de Janeiro, RJ

Mais uma vez sinto a necessidade urgente de privatização desse câncer nacional chamado Petrobras. Melhor ainda, doação para quem quiser tocá-la, com honestidade. Nós, brasileiros, pagamos os combustíveis mais caros e piores do planeta, tudo para sustentar esse monstro, verdadeiro cabide de empregos. Eu tenho a absoluta certeza de que atrás de todas as "maracutaias" se esconde essa famigerada empresa.
Braz Ferraz Carlomanho
Piracicaba, SP

 

Radar

A nota "Ano de Copa, ano de pirataria" (Radar, 29 de março) sugere que a Warner Bros. está engajada em uma ação oportunista de pirataria envolvendo a Copa do Mundo e ligando um de seus personagens, o Piu Piu, a um grafismo semelhante ao logotipo da CBF. A mercadoria mencionada foi fabricada, sem nosso conhecimento, por uma indústria do México que tem a licença apenas para uso de nossos personagens. Tão logo tomamos conhecimento da possível existência de tal produto, iniciamos um levantamento dos fatos. Apuramos que 488 camisetas haviam sido vendidas a um varejista no México e prontamente solicitamos a esse varejista que recolhesse todo o estoque em sua loja. Como resultado dessa investigação, encerramos nosso relacionamento com aquele licenciado. Estamos absolutamente alinhados com a CBF e todas as organizações cujo sucesso vem do respeito à proteção da propriedade intelectual e dos direitos autorais.
Salvador Viramontes
Vice-presidente para a América Latina
Los Angeles, Califórnia, EUA

 

Roberto Pompeu de Toledo

Fina a ironia destilada em "O futuro – uma visão virtuosa" (29 de março). De maneira surrealista, o artigo expressou nossa indignação diante dos descalabros de que tomamos conhecimento. Precisamos urgentemente virar essa página negra de nossa história.
Mariza Simon dos Santos
Capão da Canoa, RS

O sonho estava indo tão bem, de repente virou pesadelo: Lula reeleito em 2007. É mais fácil o ex-ministro da Fazenda virar o "irmão Antonio", da ordem dos franciscanos em Monte Santo, no sertão baiano, do que Lula se tornar menos deslumbrado com o poder, mais consciente e mais ético.
Helaine Póvoa Aires Rodrigues
Brasília, DF

 

André Petry

Ao proibir o caseiro Francenildo de depor na CPI, o ministro do STF justificou a decisão alegando a "condição cultural" da testemunha ("O Estado policial", 29 de março). Tal juízo me deixou extremamente feliz. Esclareço: como decisão judicial não se discute, a partir de agora o presidente Lula fica terminantemente proibido de abrir a boca.
Carlos Gilberto Gama Filho
Manaus, AM

André Petry, com maestria, nos lembrou de fatos que demonstram que, sob Estados que dizem pensar no social e agem de forma imoral, existem dois pesos e duas medidas. Emprestando e ampliando um dos milhares de bordões deste governo: "O melhor do Brasil é o brasileiro e o pior são os governantes".
Marcos Tadeu Lima
São José dos Campos, SP

 

Balada com os pais

Com relação à reportagem "Os limites da amizade" (29 de março), quero dizer que os filhos precisam de pai e mãe, e não de amigos. O pai e a mãe precisam ter outro tipo de comportamento para que possam cobrar uma postura mais decente, mais séria dos filhos. Essa história de querer viver a vida dos filhos não existe.
Fernando De Lamonica Freire
Cuiabá, MT

CORREÇÕES: Na edição VEJA Porto Alegre (março de 2006), a galeteria Casa do Marquês não tem serviço à la carte, apenas rodízio e bufê executivo. A reportagem "40 questões do dia-a-dia sobre o que é certo ou errado" (29 de março) atribuiu erroneamente ao escritor João Ubaldo Ribeiro a frase "O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria-prima de um país". A citação foi retirada do estudo "Corrupção na política: eleitor vítima ou cúmplice?", realizado pelo Ibope. O instituto de pesquisas, por sua vez, a encontrou no site Jornal do Meio Ambiente. A frase pertence a um texto apócrifo. A reportagem "Os mimados de março" (29 de março) informa erroneamente que a Comuna de Paris teria inspirado Karl Marx e Friedrich Engels a escrever o Manifesto Comunista. Na verdade, a Comuna de Paris aconteceu em 1871 e o Manifesto foi publicado em 1848, ano dos levantes que levaram à queda de Luís Felipe de Orleans. Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, foi decalcado de um poema anterior do alemão Johann von Goethe, e não de Heine, como constava na matéria "Os ladrões criativos" (29 de março).

 

A PIZZA DEU BANDEIRA


O artista plástico Dudu Rodrigues, indignado com a absolvição dos deputados envolvidos no escândalo do mensalão, propôs uma campanha nacional contra o descaramento. Dudu integra um grupo de cinqüenta artistas plásticos que tem uma exposição permanente na Praça dos Omáguas, em Pinheiros, São Paulo, todos os sábados, das 9h30 às 18h. Aí está a bandeira de sua campanha.

 

O DENTISTA DE OKAMOTTO


A reportagem "Okamotto, o tipo O" (15 de março), falou da generosidade do presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, que pagou dívidas de 29 000 reais do presidente Lula e de 26 000 reais de sua filha Lurian e ainda doou 24 000 reais à campanha eleitoral de Vicentinho. Essas doações não foram declaradas ao imposto de renda. Para demonstrar que não foi por esquecimento que Okamotto não as declarou, VEJA citou o pagamento de modestos 340 reais feitos a "um certo José Lázaro Henrique Júnior" e devidamente declarados por Okamotto. Henrique Júnior, dentista em Santo André, não gostou de ser chamado de "um certo José Lázaro Henrique Júnior" e ficou preocupado por ver seu nome em reportagem daquele teor: "Sou um profissional com 24 anos de profissão que, como deve ser, emitiu um recibo relativo ao tratamento dentário que realizou no senhor Paulo Okamotto". A expressão usada por VEJA não tem nenhuma conotação pejorativa nem a citação do nome do profissional teve por objetivo envolvê-lo nos atos de Paulo Okamotto. O objetivo único da reportagem foi demonstrar que Okamotto é meticuloso em sua prestação de contas ao Fisco, chegando a declarar os mínimos pagamentos. Portanto, se ele não declarou as três gordas doações, foi porque não quis que fossem conhecidas. Ao contrário de Okamotto, José Lázaro Henrique Júnior cumpriu corretamente suas obrigações.

 

O BBB NA POLÍTICA


Os leitores sugerem o uso do formato televisivo do Big Brother Brasil na política para facilitar a vida dos brasileiros. Valmir Borrigueiro, de Fortaleza, sugere o programa como alternativa às eleições presidenciais. "Seria realmente uma forma inteligente, democrática e com menor probabilidade de erros na escolha do futuro presidente da República", diz Borrigueiro, que detalha a proposta: "A casa seria nos mesmos moldes do BBB, entretanto os presidenciáveis passariam três períodos de uma semana, ou cinco períodos de quatro dias, monitorados por câmeras 24 horas por dia. Durante esse tempo, haveria debates com convidados, discussão de projetos e respostas a perguntas da população". Gilberto Almeida, de São José do Rio Preto, São Paulo, sugere um BBB de outra ordem, reunindo na casa José Dirceu, José Genoino, Delubio Soares, Sílvio Pereira, Paulo Okamotto, Antonio Palocci, Marcos Valerio, Ideli Salvati, Tião Viana, Roberto Jefferson, Duda Mendonça, Rogério Buratti, Mary Corner e o presidente Lula. "Já imaginaram todas aquelas câmeras filmando 24 horas por dia todas as falcatruas, lavagem de dinheiro, brigas pelo poder e para ver quem ia pagar ou pegar o mensalão?"

 

DEPUTADA BAILARINA

Na semana passada, os leitores ficaram indignados com a deputada petista Angela Guadagnin, que dançou comemorando a absolvição de colega envolvido no escândalo do mensalão. Foram 566 cartas de eleitores revoltados. Alguns lembraram que ela não é boa só de balanço

Quando prefeita de São José dos Campos, seu secretário de Finanças, Paulo de Tarso Venceslau, denunciou um contrato da prefeitura com a CPEM, consultoria acusada de arrecadar dinheiro para um caixa dois do PT. Venceslau foi expulso do PT.

Foi acusada de contratar sem licitação a empresa Machado e Daniel, ligada ao ex-prefeito de Santo André Celso Daniel e ao ex-deputado federal e ex-prefeito de Piracicaba José Machado, ambos do PT.

Enfrentou três processos de cassação.

Uma ação popular por superfaturamento de contrato entre a prefeitura e uma agência de publicidade ainda corre contra ela na Justiça.

Além de se notabilizar como defensora do mensalão e pé-de-valsa da pizzaria que absolve mensaleiros, Angela Guadagnin é autora do momentoso e fundamental projeto que proíbe moças de biquíni em propaganda de cerveja.

 
 
 
 
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