Edição 1 643 -5/4/2000

VEJA esta semana

Brasil
Internacional
Geral
Economia e negócios
Guia
Artes e Espetáculos
O Liberalismo Político, de John Rawls
O holocausto pode ser tema de comédia?
Garota, Interrompida, com Angelina Jolie
O Show do Milhão de Silvio Santos
Mostra de Guignard, no Rio
Novas réplicas de O Pensador, de Rodin
Colunas
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Roberto Pompeu de Toledo
Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Contexto
Holofote 
Veja essa
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Para usar
Veja recomenda
Lista de mais vendidos

Banco de Dados 

Para pesquisar digite uma ou mais palavras no campo abaixo. 


 

Maluca beleza

Garota, Interrompida é um
Estranho no Ninho
para moças

Isabela Boscov

Divulgação
Winona (à esq.) e Angelina: pouca loucura e muita birra


Anos 60, um hospital psiquiátrico, jovens pacientes que podem ser genuinamente perturbadas ou simplesmente rebeldes: o que se espera de um filme com esses elementos é alguma contundência e sinceridade. Mas Garota, Interrompida (Girl, Interrupted, Estados Unidos, 1999), que estréia nesta sexta-feira no país, está longe de ser Um Estranho no Ninho. No clássico da década de 70, Jack Nicholson botava para quebrar no manicômio, instigando todos à insurreição até ser silenciado por uma lobotomia. Nesta fita adaptada de um romance autobiográfico da americana Susanna Kaysen, as meninas não vão muito além de testar a paciência das enfermeiras e fazer beicinho. Essa, aliás, é uma especialidade de Winona Ryder. Ela vive a protagonista, internada por estar "triste" e ter tomado uma overdose de aspirinas e vodca. Uma vez no hospital, a moça descobre que não é problemática como as colegas, mas se acomoda na situação. A subversão, por assim dizer, fica por conta da personagem de Angelina Jolie, muito atiradinha também na vida real, que levou o Oscar de coadjuvante pelo papel. Angelina está ali para ser uma versão curvilínea de Jack Nicholson. Com seu estilo histriônico, ela faz o que pode. Mas ora o roteiro culpa o "sistema" pela sua insurgência, ora diz que ela é louca. Ao final, o espectador é que se pergunta por que cargas d'água se internou no cinema para ver tal filme.