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VEJA Recomenda DVD
CINEMA
LIVROS
Quando Paris Cintila, de Betty Milan (Record; 152 páginas; 25 reais) Apesar do título, o livro não trata somente da capital francesa. A psicanalista e escritora Betty Milan, colunista de Veja.com, viaja por outras cidades, como Pequim, Barcelona e Ouro Preto. Paris, porém, funciona como uma espécie de base espiritual para a autora: foi lá que ela organizou suas reflexões e escreveu as 33 crônicas dessa coletânea todas no estilo ao mesmo tempo lírico e telegráfico, sem letras maiúsculas e sem ponto final, que Betty já praticara em Paris Não Acaba Nunca. A arte, as diferenças entre a medicina do Oriente e a do Ocidente, a literatura de Marcel Proust são alguns dos temas explorados em Quando Paris Cintila sempre de um ponto de vista inusitado. Leia trecho. Maus Bocados, de Anthony Bourdain (tradução de Celso Mauro Paciornik; Companhia das Letras; 360 páginas; 49 reais) O chef americano Anthony Bourdain ganhou fama com o divertido e escandaloso Cozinha Confidencial, livro em que narrava sua experiência à frente de um restaurante badalado de Nova York e no qual revelava nojeiras dos bastidores da alta cozinha. Os ensaios de Maus Bocados trazem o mesmo tom irreverente e uma maior variedade de temas. Bourdain ironiza tanto a cultura do fast-food quanto o movimento natureba conhecido como raw food, que prega o consumo exclusivo de alimentos crus. Ele também relata viagens gastronômicas a países como Vietnã, Austrália e Brasil, onde Bourdain se delicia com uma feijoada. Leia trecho.
DISCOS
Seventh Tree, Goldfrapp (EMI) Os últimos cinco anos da vida da cantora e tecladista Allison Goldfrapp e do compositor Will Gregory foram uma festa. Eles lançaram dois discos, Black Cherry e Supernature, que traziam canções de apelo dançante. Seventh Tree, o último trabalho da dupla, é bem mais calmo a ponto de ser definido por um crítico inglês como "disco para ser tocado depois da balada". A parafernália de teclados deu lugar a canções acústicas, e os vocais de Allison trazem menos efeitos. Em Eat Yourself e Cologne Cerrone Houdini, ela canta com grande doçura. Os fãs do antigo Goldfrapp não ficaram frustrados. Para eles, a dupla compôs a dançante Caravan Girl.
Growing Pains, Mary J. Blige (Arsenal) A cantora de 37 anos é o maior nome da música negra americana da atualidade. Mary possui o vozeirão e a interpretação derramada das divas das décadas de 60 e 70 (costuma ser comparada a Aretha Franklin), mas também se cerca de produtores que dominam a linguagem do R&B entre eles, Diddy (ex-Puff Daddy), que a descobriu, e o grupo Neptunes. Growing Pains segue à risca as fórmulas consagradas por Mary. Há sempre uma canção que fala de sua infância miserável e outras sobre a busca do amor perfeito, tudo temperado pelos arranjos mais modernos e dançantes do R&B. Talk to Me, que contém sample de uma música das Emotions (grupo de soul da década de 70), e Till the Morning são os melhores momentos do CD. |
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