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Edição 2050

5 de março de 2008
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DVD

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Aristogatas: jazz e Paris, num clássico da animação


Aristogatas
(Estados Unidos, 1970. Disney) – Assim como Ratatouille, essa animação é ambientada em Paris. Além do cenário, seu outro trunfo é a música: a Disney fez um experimento com o jazz, e, embora as canções não sejam extraordinárias, são sempre divertidas. Ao morrer, uma milionária excêntrica deixa sua fortuna para a gata Duquesa e seus três filhotes. A herança é cobiçada pelo mordomo esnobe, que tenta se livrar dos bichanos levando-os para longe de casa. Eles então são acolhidos por uma trupe de gatos boêmios chefiada por O’Malley – o oposto de Duquesa e também, é claro, seu par romântico ideal. Como todos os relançamentos recentes de clássicos da Disney, esse vem acompanhado de diversos extras – como um jogo e um material educativo que ensina a ler em inglês.

 

CINEMA

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Todos contra Zucker: piadas marotas sobre os judeus na Alemanha


Todos contra Zucker
(Alles auf Zucker, Alemanha, 2004. Desde sexta-feira em cartaz) – Essa comédia alemã trata de um judeu relapso e trambiqueiro que, para receber a herança da mãe e pagar suas dívidas de jogo, tem de se reencontrar pela primeira vez em quatro décadas com o irmão ortodoxo e conviver pacificamente com ele pelos sete dias do luto. Seguem-se piadas e mais piadas sobre ser judeu na Alemanha ("seu irmão é tão kosher quanto uma costeleta de porco!", reclama a mulher do ortodoxo), que o diretor Dani Levy – ele próprio um judeu alemão que cresceu na Suíça – entrega com tom maroto. Prova de que o humor pode mesmo ser a melhor forma de derrubar um tabu é que Zucker foi um tremendo sucesso em seu país de origem.

 

LIVROS

Lailson Santos
Betty: sempre um ponto de vista inusitado 

Quando Paris Cintila, de Betty Milan (Record; 152 páginas; 25 reais) – Apesar do título, o livro não trata somente da capital francesa. A psicanalista e escritora Betty Milan, colunista de Veja.com, viaja por outras cidades, como Pequim, Barcelona e Ouro Preto. Paris, porém, funciona como uma espécie de base espiritual para a autora: foi lá que ela organizou suas reflexões e escreveu as 33 crônicas dessa coletânea – todas no estilo ao mesmo tempo lírico e telegráfico, sem letras maiúsculas e sem ponto final, que Betty já praticara em Paris Não Acaba Nunca. A arte, as diferenças entre a medicina do Oriente e a do Ocidente, a literatura de Marcel Proust são alguns dos temas explorados em Quando Paris Cintila – sempre de um ponto de vista inusitado. Leia trecho.

Maus Bocados, de Anthony Bourdain (tradução de Celso Mauro Paciornik; Companhia das Letras; 360 páginas; 49 reais) – O chef americano Anthony Bourdain ganhou fama com o divertido e escandaloso Cozinha Confidencial, livro em que narrava sua experiência à frente de um restaurante badalado de Nova York – e no qual revelava nojeiras dos bastidores da alta cozinha. Os ensaios de Maus Bocados trazem o mesmo tom irreverente e uma maior variedade de temas. Bourdain ironiza tanto a cultura do fast-food quanto o movimento natureba conhecido como raw food, que prega o consumo exclusivo de alimentos crus. Ele também relata viagens gastronômicas a países como Vietnã, Austrália – e Brasil, onde Bourdain se delicia com uma feijoada. Leia trecho.

 

DISCOS

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Allison Goldfrapp: depois da festa, a calmaria 

Seventh Tree, Goldfrapp (EMI) – Os últimos cinco anos da vida da cantora e tecladista Allison Goldfrapp e do compositor Will Gregory foram uma festa. Eles lançaram dois discos, Black Cherry e Supernature, que traziam canções de apelo dançante. Seventh Tree, o último trabalho da dupla, é bem mais calmo – a ponto de ser definido por um crítico inglês como "disco para ser tocado depois da balada". A parafernália de teclados deu lugar a canções acústicas, e os vocais de Allison trazem menos efeitos. Em Eat Yourself e Cologne Cerrone Houdini, ela canta com grande doçura. Os fãs do antigo Goldfrapp não ficaram frustrados. Para eles, a dupla compôs a dançante Caravan Girl.

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Mary J. Blige: vozeirão de diva, mas com arranjos modernos e dançantes 

Growing Pains, Mary J. Blige (Arsenal) – A cantora de 37 anos é o maior nome da música negra americana da atualidade. Mary possui o vozeirão e a interpretação derramada das divas das décadas de 60 e 70 (costuma ser comparada a Aretha Franklin), mas também se cerca de produtores que dominam a linguagem do R&B – entre eles, Diddy (ex-Puff Daddy), que a descobriu, e o grupo Neptunes. Growing Pains segue à risca as fórmulas consagradas por Mary. Há sempre uma canção que fala de sua infância miserável e outras sobre a busca do amor perfeito, tudo temperado pelos arranjos mais modernos e dançantes do R&B. Talk to Me, que contém sample de uma música das Emotions (grupo de soul da década de 70), e Till the Morning são os melhores momentos do CD.

 
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Fontes: Belém: Laselva; Belo Horizonte: Laselva, Leitura; Brasília: Cultura, Fnac, Laselva, Leitura, Saraiva; Campinas: Laselva, Fnac; Campo Grande: Leitura; Curitiba: Fnac, Laselva, Livrarias Curitiba, Saraiva; Florianópolis: Laselva, Livrarias Catarinense; Fortaleza: Laselva; Foz do Iguaçu: Laselva; Goiânia: Leitura, Saraiva; Londrina: Livrarias Porto; Maceió: Laselva; Manaus: Laselva; Natal: Laselva; Navegantes: Laselva; Porto Alegre: Cultura, Livrarias Porto, Saraiva; Porto Seguro: Laselva; Recife: Cultura, Laselva, Saraiva; Rio de Janeiro: Argumento, Fnac, Laselva, Saraiva, Travessa; Salvador: Saraiva; São Paulo: Cultura, Fnac, Laselva, Livraria da Vila, Nobel, Saraiva, Martins Fontes; Ribeirão Preto: Paraler; Teresina: Laselva; Vitória: Laselva, Leitura; internet: Cultura, Laselva, Nobel, Leitura, Saraiva, Submarino.

 



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