Hartung
na ponta O discretíssimo Paulo
Hartung é hoje o governador mais popular do país.
Uma pesquisa inédita feita em fevereiro pelo Ibope mostra
que o governo Hartung tem a aprovação de 88% dos
capixabas. Em 2006, concorrendo à reeleição,
ele já fora o mais votado do país proporcionalmente,
com 77,27% dos votos (Aécio Neves teve 77,03%).
Governo
Lula
e Renan O presidente e o ex-presidente
do Senado continuam se falando com freqüência pelo
telefone. Atribui-se a Renan Calheiros forte influência
sobre cinco senadores essa é a força de
Renan hoje e a razão de tanta conversa.
Eleições 2010
Criador e criatura Não vão de
vento em popa as relações entre José Sarney
e Edison Lobão. O motivo do estremecimento é a
decisão de Lobão de disputar o governo do Maranhão
em 2010. Sarney, padrinho da indicação de Lobão
para o Ministério de Minas e Energia, quer que sua filha,
Roseana, seja a candidata.
A MP do queijo
cremoso e do requeijão
Rodrigues Pozzebom/ABR
Câmara: "contrabandos"
nas MPs
Um dos esportes prediletos
dos parlamentares é reclamar da enxurrada de medidas
provisórias que o governo manda ao Congresso
sob Lula já foram 317. Boa parte das queixas é
da boca para fora. Uma pesquisa realizada pela Arko Advice,
do cientista político Murillo de Aragão,
revela que os congressistas usam as MPs para empurrar
"contrabandos" e apresentar emendas que às
vezes nada têm a ver com o espírito da MP
original. Por que fazem isso? Dessa forma, conseguem aprovar
muito mais rápido suas propostas, em comparação
com a lentidão do trâmite de um projeto de
lei. Um exemplo é a MP 413, que trata da Cofins
e do PIS-Pasep. Recebeu 185 emendas. Numa delas, o deputado
Luiz Carlos Hauly propôs equiparar, para efeito
da cobrança dos tributos, o queijo cremoso e o
requeijão. Já o deputado Leonardo Vilela
quer destinar recursos do FGTS para a construção
de armazéns rurais. A moralização
do uso das MPs não passa, portanto, só pela
limitação do seu uso.
Minas Gerais
Comendo
pelas beiradas Aécio Neves foi convidado
para fazer discurso de encerramento do Banco Mundial, no dia
15 de abril. Vai explicar o modelo inédito de financiamento
do banco (sem contrapartida financeira) a um estado. O Banco
Mundial emprestou 1 bilhão de dólares a Minas
Gerais e a sua aplicação será mensalmente
avaliada. Ao estado caberá cumprir as metas estabelecidas.
O Banco Mundial quer adotar esse modelo para todos os seus financiamentos.
Economia
Tempo
de abate no
Pão de Açúcar
Em dezembro, Claudio Galeazzi assumiu a presidência do
Grupo Pão de Açúcar com a missão
de chacoalhar o gigante, que estava pesadão e com rentabilidade
insuficiente. Como um cirurgião, Galeazzi resolveu aplicar
cortes profundos no paciente: entre terça e sexta-feira
passada, demitiu vinte diretores. Já começou a
fazer jus a seu apelido "Galeazzi, o mãos
de tesoura".
Confiança
nas "mãos
de tesoura" A meta de Galeazzi é
ter uma diretoria enxuta, com três diretores apenas. Até
agora o mercado tem lhe dado apoio: em fevereiro, as ações
do Pão de Açúcar subiram 13% na Bovespa.
Avanço
coreano A Samsung, que inicialmente
era somente a fornecedora de tecnologia do Estaleiro Atlântico
Sul, que a Queiroz Galvão e a Camargo Corrêa inauguram
em junho em Pernambuco, está negociando a compra de 10%
da empresa. O Atlântico Sul já possui 1,1 bilhão
de reais em encomendas de petroleiros.
Cuidado
com a
tentação Crédito abundante,
prazos de pagamento a perder de vista? Faça as contas
com cuidado. Uma pesquisa inédita da TeleCheque, empresa
de concessão de crédito no varejo, feita com 6.400
brasileiros inadimplentes põe a culpa do calote no crédito
fácil: 53% dos ouvidos afirmaram estar com dívidas
devido à perda do controle de seus gastos. Em 2006, esses
consumidores representavam 42% dos entrevistados. Esse descontrole
afeta igualmente homens e mulheres, segundo a pesquisa.
Bancos
CEF
versus BB Há uma guerra surda
sendo travada pelos dois maiores bancos federais Banco
do Brasil e Caixa Econômica Federal. Há um ano
e meio, o BB pediu autorização ao Banco Central
para operar o fervilhante setor de crédito imobiliário.
Até agora, nada. No BB, atribui-se a pressões
da Caixa a indefinição sobre o assunto.
Um novo contrato
com a Nike
Oscar Cabral
Teixeira: a França
pode valer mais?
No fim do mês, Ricardo Teixeira segue para os EUA
para renegociar o contrato de patrocínio da Nike
com a seleção brasileira. Hoje, a CBF recebe
22 milhões de dólares por ano. Mas há
um acordo verbal entre as partes de que, se o patamar desse
tipo de patrocínio for alterado, os valores poderão
ser revistos. E isso aconteceu há dez dias, quando
a Nike fechou com a seleção da França
um contrato de 63 milhões de dólares anuais,
valendo a partir de 2011. Ainda que os franceses tenham
se beneficiado de uma guerra empresarial entre a Nike e
a Adidas, não faz o menor sentido a França
valer três vezes mais que o Brasil no futebol.
Luxo
Ares
aquecidos Guilherme Leal, fundador
e um dos controladores da Natura, está trocando seu jato
Excel (de 10 milhões de dólares) por um Legacy,
da Embraer (25 milhões de dólares).
Vida
de rei Pelé acaba de voltar
de Dubai. Foi tomar posse de uma ilha que ganhou de presente
do governo, perto da ilha de Michael Schumacher. Vai construir
uma casa.
Televisão
Portas
fechadas Tom Cavalcante sondou a Globo
na semana passada. Quer voltar para a emissora. É difícil.
Há quatro anos, Tom rompeu com a rede quatro meses antes
de o seu contrato acabar e foi para a Record. Na ocasião,
ouviu da diretoria da Globo que esperasse o contrato terminar
porque, do contrário, as portas da emissora se fechariam
para ele.