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Internacional O relato de quatro seqüestrados
libertados expõe
Ingrid Betancourt, a mais conhecida das seqüestradas, corre risco de morte, segundo contou Pérez. Ela sofre de hepatite B e de problemas renais graves. Como represália por suas tentativas de fuga e pela coragem com que enfrenta os terroristas, Ingrid é maltratada diariamente. Vive acorrentada a uma árvore ou a uma estaca e é forçada a caminhar descalça quando o grupo se desloca pela mata. Apesar de doentes, os quatro libertados na semana passada eram privados de assistência médica no cativeiro. Gloria Polanco tinha sido seqüestrada em 2001 na companhia de dois filhos. Três anos depois, seu marido, o ex-governador Jaime Losada, pagou resgate pela libertação dos jovens mas acabou assassinado pelas Farc por ter atrasado a última prestação. A narcoguerrilha anunciou que não pretende libertar mais nenhum seqüestrado até que o governo do presidente Álvaro Uribe aceite uma série de exigências. A principal é a criação, pelo período de 45 dias, de uma zona desmilitarizada de 800 quilômetros quadrados. Ela serviria de local para as negociações envolvendo a troca de quarenta políticos e policiais seqüestrados por 500 terroristas presos pelo governo. A libertação de uns poucos seqüestrados é parte da estratégia de passar ao mundo a impressão de que o destino dos reféns depende de Uribe, não dos seqüestradores. Trata-se de um blefe. "A criação da zona desmilitarizada servirá para as Farc se apossarem de uma vasta faixa do território colombiano, sem dar nada em troca, como já ocorreu no passado", disse a VEJA Olga Lucía Gómez, diretora da Fundação País Libre, de Bogotá.
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