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Gente Zerando o carma
Dener sabia da dúvida sobre a paternidade da sua filha, Maria Leopoldina? Ele ficou sabendo por um amigo comum e fofoqueiro que eu tinha me envolvido com o Roberto Carlos, mas nunca tocou no assunto comigo. Quando a Maria Leopoldina nasceu, ele disse: "Esta menina é a cara da jovem guarda". Foi só. Mas a gente tinha um amor muito forte um pelo outro, e sei que ficou magoado. Afinal, Maria Leopoldina é ou não é filha do Roberto Carlos? O potencial existe. Se você é casada, tem um romance fora do casamento, dorme com o marido e com outra pessoa e fica grávida... Esse foi o meu grande problema. Naquela época não tinha exame de DNA. Hoje isso é completamente irrelevante. Maria Leopoldina está ótima, mora numa comunidade hare krishna, tem quatro filhos e vai ser avó em abril. Quanto tempo durou o seu relacionamento com o Roberto Carlos? Durou bastante. Depois que a Leopoldina nasceu, teve inclusive um desfile do Dener com show do Roberto Carlos. Ele pediu, por intermédio de um amigo, que eu não fosse, mas pus uma peruca e fui disfarçada. Agora, quero enterrar esse assunto. O livro não tem como objetivo falar sobre o Roberto Carlos, e sim mostrar a importância da vida humana. Dener era mesmo bissexual? Enquanto fomos casados, nunca soube de nenhum envolvimento dele com homem. Os trejeitos eram de um personagem. Esse personagem se permitia fazer uma maquiagem de vez em quando. Eu morria de ciúme. Foi uma paixão. Primeiro, ele não queria a separação e, depois, não queria que eu me envolvesse com ninguém. Mesmo separados, tivemos um relacionamento muito forte até o final. No livro, a senhora diz que foi uma mãe ausente. Dener e eu não éramos os melhores pais. Nosso filho Frederico começou a usar drogas com 12 anos. Era HIV positivo, mas não morreu por causa disso, e sim de uma infecção na membrana do coração. Ele abandonou o corpo quando tinha 26 anos. Sua religião admite intervenções estéticas? Plástica e Botox dão à pessoa uma aparência mais limpa. Tudo pode ser usado para servir a Deus. O que não pode é ser obcecado, porque tudo o que está conectado com o corpo é passageiro.
Depois dos talibãs, ataque aos pubs
Estava tudo combinado: o PRÍNCIPE HARRY, 23 anos, tenente do Exército, foi para o Afeganistão em dezembro, a imprensa britânica ficou caladinha em troca de uma enxurrada de entrevistas que iriam ao ar quando ele voltasse, em abril. A idéia, claro, era preservar da ira dos talibãs o terceiro na linha de sucessão do trono inglês. Mas faltou combinar a jogada com o incontrolável site do americano Matt Drudge. Dado o furo, apareceu tudo. Harry dando tiros e instruções a aviões de combate ou no alojamento virilmente tosco. "Não tomo banho há quatro dias", comenta, orgulhoso, sem sentir falta de nada, "nem de bebida, se essa for a próxima pergunta." Volta antecipada, com imunidade de herói nacional, já se prevê: não vai restar pub sobre pub.
Na rodoviária, só de calcinha
Tem gente que acha que sairá de calças na mão se circular em certos ambientes de Brasília. Na lista, não se inclui, felizmente, a estação rodoviária da cidade, por onde desfilou na quarta-feira um bando de modelos lindas e semidesnudas, numa promoção conjunta de um site de moda e lojas de lingerie. Apesar dos assobios e de certas reações, digamos, emocionais, IOHANA MELO, 21, de babadinhos na foto, considerou "uma causa justa". KAMYLA NASCIMENTO, 18, de branco, levou susto: "Uma evangélica puxou meu braço e disse que o mundo desabaria sobre nós". "E eu fiquei fugindo dos homens que faziam fotos com celular das nossas partes baixas", relata CRISTINA KRAUSE, 18, calcinha de oncinha. "Mas foi um momento histórico."
Comportamento nota 10
Houve tempo em que o rolling stone KEITH RICHARDS, 64 anos, destruía suítes de hotel. Agora, dá toques na decoração: foi dele a iniciativa de pôr lenços sobre os abajures no quarto em que foi fotografado por Annie Leibovitz empunhando sua Gibson, ao lado do porta-guitarra Louis Vuitton feito especialmente para ele, na primeira campanha publicitária da sua vida. O cachê foi doado à campanha ambientalista de Al Gore, outra boa ação do ex-malcomportado Richards, que em entrevista voltou a aconselhar os jovens a fugir das drogas: "Não vale a pena, cara". Já alfinetar Mick Jagger continua válido: "Convenhamos ele é meio convencido".
Editado por Lizia
Bydlowski
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