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Edição 2050

5 de março de 2008
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Cartas

"Que o povo cubano possa resgatar a dignidade, a liberdade e a esperança de dias melhores, tão escassas na era Fidel."
Helaine Povoa
Brasília, DF

 

Fidel Castro

Na semana em que a imprensa informou sobre o afastamento de Fidel Castro, experimentei uma sensação de perplexidade pelas manifestações em favor dele. Lula, Frei Betto, Oscar Niemeyer e José Sarney enalteceram suas "qualidades", com visões deploráveis e comentários obtusos. Senti-me confortado ao ler a reportagem "Um país de muito passado agora tem algum futuro" (27 de fevereiro) e entender que há em nosso país jornalismo voltado às causas democráticas e com poderoso foco na verdade. Definitivamente, VEJA é hoje um marco da expressão da liberdade no Brasil. Obrigado pelo excelente trabalho desenvolvido.
Alceu Toledo Jr.
Ponta Grossa, PR

Sensacional a capa de VEJA ("Já vai tarde"). Sobre um ditador assassino como Fidel Castro, é isso que todos os defensores da democracia deveriam bradar. Certamente é isso que pensa a maioria do povo brasileiro que já conviveu com ditadores sanguinários como Fidel. Infelizmente, alguns dos nossos dirigentes, torturados e exilados pela ditadura brasileira, se esqueceram do que se passou por aqui nos anos 60 e 70 e continuam a apoiá-lo, assim como ao déspota Hugo Chávez. O poder de fato corrompe. Desejo mais sorte ao povo cubano.
Luiz Carlos da Fonseca
São José dos Campos, SP

Emblemática a capa de VEJA. A esquerda, obtusa e obscura, dá melancólico adeus a um nada e, no cantinho, sorrateira como sempre, comemora as benesses do capitalismo.
Luís Otávio Dias Ferreira
Goiânia, GO

Após aturar por uma semana as carícias e a adulação da mídia à (falsa) generosidade de Fidel ao entregar o poder (passando o trono ao irmão), finalmente tive meu momento de catarse: o título "Já vai tarde" é o grito que qualquer pessoa de bom senso queria dar para comemorar a exclusão de mais um caudilho de nosso pobre planeta. Parabéns a VEJA pela coragem de dizer o que outros não disseram.
Vania Paganini Thurler
Rio de Janeiro, RJ

Em todos os meus 32 anos de serviço, acrescidos de mais doze na aposentadoria, jamais deparei com uma análise tão verdadeira, relevante e impecavelmente escrita como a apresentada na última edição de VEJA sob o título "Já vai tarde". Trata-se de uma aula de história muito bem ministrada: concisa, mas espetacularmente verdadeira, o que é muito difícil de encontrar hoje em dia. Jamais a esquerda será a mesma depois dessa publicação, que conseguiu desmascarar para todo o povo brasileiro a trama não só do ditadorzinho latino Fidel, de seus filhotes Hugo Chávez, Morales e Corrêa, mas também da quadrilha que tomou de assalto o país e pretende sugá-lo até quando ninguém sabe.
Adilson Marcos Coelho Avelleda
Curitiba, PR

Aplausos a VEJA por mostrar a verdade sobre o monstro ditador Fidel Castro. Vi pela TV o presidente Lula se referindo a Fidel como "um dos heróis do século e um líder que tem guiado Cuba com dignidade e caráter". Desde quando um tirano, torturador e repressor de seu povo pode ser considerado uma pessoa de caráter? O presidente Lula precisa vir a Miami, onde vivo, e escutar os milhares de histórias de tortura, famílias e pessoas destroçadas por causa desse sanguinário ditador que governa a ilha como se fosse seu próprio reino. Como brasileiro vivendo nos Estados Unidos, eu posso retornar a minha pátria a qualquer momento. O mesmo não se pode dizer do povo cubano, cuja pátria lhe tem sido roubada e depredada por esse terrível ditador.
Roberto de Sousa
Miami, Flórida, EUA

Cumprimento os autores da reportagem pela lucidez com que descreveram o (tenebroso) legado do ditador Fidel Castro para Cuba e para a América Latina. Contudo, lamento que essa mesma lucidez falte a grande parte da esquerda brasileira (incluindo muitos de nossos governantes), que parece convencida de que a implantação de uma ditadura à cubana, ou à venezuelana, seria de alguma serventia para o Brasil.
Vitor Last Pintarelli
São Paulo, SP

É muito importante que as notícias sejam divulgadas com a clareza da realidade, pois os livros e muitos registros históricos exaltam a figura de Fidel como a de um jovem advogado que lutou para desgarrar Cuba do poder americano. Isso pode bem ser verdade, entretanto toda moeda tem dois lados, e, no caso de Fidel, somente a "coroa" é mostrada. A verdadeira "cara" de um ditador sem escrúpulos é camuflada sob falsas aparências de liberdade e justiça. Quero agradecer a VEJA pela transparência das notícias, as quais permitem que jovens como eu não sejam privados da verdade, que deve sempre permear o passado, o presente e o futuro de nossa história!
Maria Letícia Marques Pinheiro, 15 anos
Montes Claros, MG

Fidel, o ditador, não vai de vez, mas seguramente já vai tarde mesmo. Seria bom que a renúncia dele tivesse sido motivada pela manifestação de um tardio senso de autocrítica. Mas não foi, não. Foi a decadência física apenas.
Diniz Esteves
Brasília, DF

A Fidel Castro desejo muita lucidez até o fim de seus dias, para ele ouvir, sem cessar, do fundo de sua consciência, os clamores das almas daqueles que ele levou ao paredón com choro e ranger de dentes.
Raimundo Josenias Pontes
Fortaleza, CE

Estive em Cuba há oito anos para conhecer o setor de biotecnologia. Fiquei cinco dias. Nada do que vi me impressionou bem, e todos os médicos e cientistas cubanos com os quais estive me pediram para arrumar-lhes um jeito de sair do país.
Eduardo Cruz
Presidente da Associação de Empresas do Pólo de Biotecnologia do Rio de Janeiro – Biorio
Rio de Janeiro, RJ

Tive o privilégio de ver o fim da URSS, a unificação da Alemanha, a abertura da economia chinesa e, agora, a aposentadoria forçada do tirano caribenho. Sem dúvida, ele já vai tarde.
Oscar Roberto Jr.
São Paulo, SP

 

Reinaldo Azevedo

Como perseguido e fugitivo do comunismo alemão – da extinta RDA –, sinto-me autorizado a comentar seu artigo em pauta com triste conhecimento de causa. Estou impressionado pela clareza e pela precisão com as quais o senhor Reinaldo Azevedo analisou o DNA do comunismo em tão exíguo espaço ("Fidel e o golpe da revolução operada por outros meios", Artigo, 27 de fevereiro). Não deixa de ser curioso que os nossos comunistas de salão, tão insatisfeitos com o capitalismo, nunca emigraram para um paraíso sob a égide da foice e do martelo. Por que será? Parabéns a VEJA e ao seu jornalista Reinaldo.
Peter Naumann
São Paulo, SP

O artigo de Reinaldo Azevedo sobre o "coma-andante" cubano vai na contramão da mediocridade que assolou a imprensa brasileira em geral na semana da renúncia do ditador. Irrefutável nos fatos e praticamente impossível de ser contestado nas idéias, é um soco na cara dos que choram a queda do Muro de Berlin, vivem a eterna viuvez de Stalin e morrem de amores pelo sanguinário ditador Fidel Castro.
Edmilson Siqueira
Campinas, SP

O artigo é um alento a todos os que vêem, preocupados, a diminuição do espaço de resistência ao discurso único dos que falseiam a realidade para validar atos de facínoras como Fidel. Sob o pálio do que denominam "justiça social", os defensores desses ditadores acobertam e justificam a supressão da liberdade, atributo sem o qual a dignidade do ser humano não existe. Também merecedora de elogio, a matéria assinada por Diogo Schelp traz dados consistentes que não deixam dúvida quanto ao acerto das opiniões manifestadas pelo articulista.
Eduardo Pizarro Carnelós
São Paulo, SP

Excelente o artigo, sobretudo a referência a Chico Buarque, autor, entre outras músicas, de Apesar de Você. Pois é, canção mais atual do que nunca, para homenagear o responsável pelo atraso daquele país.
Valter Guerra Hadad
São Paulo, SP

Brilhante o artigo de Reinaldo Azevedo, com ênfase nos apologistas brasileiros do governo cubano, como Oscar Niemeyer, Chico Buarque e frei Betto, que demonstram uma grande simpatia pelo modelo Fidel de governar, no qual a força e a intimidação são recursos imprescindíveis.
Antônio Soares Júnior
Sítio Novo, MA

Li emocionado uma verdadeira dissecação socioideológica que desmascara algumas das pessoas que mais souberam usar de forma nefasta, em proveito próprio, a ditadura brasileira e a cubana: José Dirceu, Chico Buarque e Oscar Niemeyer.
Imad Mohamad Shaher
São José dos Campos, SP

 

A popularidade de Lula

A reportagem "Lula surfa na supereconomia" (27 de fevereiro) comprova aquilo de que muitos esclarecidos desconfiavam: brasileiro tem memória curta. O alto índice de aprovação do governo Lula não se encaixa no contexto de grandes escândalos e passividade observados nestes cinco anos. O verbo surfar é corretamente utilizado pois a onda sólida e dinâmica da economia, impulsionada principalmente pela iniciativa privada e por políticas adotadas por governos anteriores, como o Plano Real, proporciona a Lula uma performance invejável. Nunca antes neste país um governo teve tanta sorte.
Lucas Martins
São Paulo, SP

Se a economia não estivesse bem, Lula certamente iria culpar a "herança maldita" do governo anterior. A economia brasileira tem um dinamismo impressionante – ela consegue ir bem mesmo quando o governante é ruim.
Jackson Torres de Oliveira
São Paulo, SP

Essa supernotícia, fruto de governos anteriores comprometidos com o progresso, foi um alento ao povo brasileiro. Mas daí a considerar o governo Lula responsável pelo feito, apenas por ter refutado a ultrapassada ideologia petista, é demais. Esse governo não fez nada mais do que sua obrigação ao seguir com as políticas econômicas sucessivamente implementadas. Afinal, "em time que está ganhando não se mexe".
Juliana Pisetta de Oliveira
Foz do Iguaçu, PR

 

Alice Braga

Alice Braga é uma vencedora. Um exemplo para os jovens brasileiros buscarem seus sonhos com toda a garra e vontade de realizá-los. Sua entrevista me deixou com o ânimo renovado para continuar lutando pelos meus sonhos, que não são hollywoodianos, mas são desafiadores (Amarelas, 27 de fevereiro).
Flaviana Figueiredo
Salvador, BA

 

Coquetel antiaids

É espantosa a verdade que VEJA trouxe na semana passada: como os jovens, a cada dia que passa, se afundam em um absoluto inatingível ("O coquetel do dia seguinte", 27 de fevereiro). Parecem não pensar antes de praticar o ato sexual. Duplamente ignorantes, pois correm o risco de se contaminar com o vírus da aids e, pior, tentam livrar-se dele através do uso profilático de remédios.
Heitor Munhoz Pereira, 16 anos
Campo Grande, MS

VEJA não deixa a peteca cair e desperta o leão que dorme, para o bem dos jovens imprudentes e dos pais acomodados. Eu sou pai de dois filhos adolescentes e me chamou atenção a oportuna reportagem para que eu os vigie um pouco mais, coisa que certamente também farão outros pais. Conversem com seus filhos e os alertem sobre essa situação, que é muito delicada. O vírus da aids continua assolando em altas proporções, e o cuidado precisa ser redobrado. Sedimentando o lugar comum: parabéns, VEJA. Brilhante, mais uma vez!
Djalma Alves Gomes
Salvador, BA

Como católica, vejo quão lamentável é o estágio de banalização do sexo a que chegamos. É triste constatar que muitos dos avanços científicos conquistados no mundo contemporâneo são usados de forma tão pouco nobre. Na verdade, evitar a propagação de uma doença grave é, com certeza, algo louvável. Contudo, tentar reparar erros humanos causados por irresponsabilidades desse tipo pode ser associado ao completo descaso com os valores éticos e sociais, visto que reflete um total desconhecimento do real sentido da vida.
Grazielli Pozzi Menegardo
Cachoeiro de Itapemirim, ES 

 

Diogo Mainardi

Diogo Mainardi é divertido mesmo quando resolve escrever sobre o nada. Seu humor cáustico ao relatar o factóide da praia e sua habilidade machadiana para metáforas são, de fato, pura diversão. Particularmente, não gosto de Lula, nem de Claudia Leitte, nem de comida árabe. Quase não gosto de Diogo Mainardi também. Mas reconheço que é impossível deixar de lê-lo.
Érico Reis Mesquita
Brasília, DF

Li, como de costume, o texto de Diogo Mainardi ("Massa e kebab", 27 de fevereiro). Eu também não sei quem é Isaiah Berlin, tampouco sei quem seja Elias Canetti. Sei quem são o Lula e a Claudia Leitte. Também tenho dois filhos, mas não passeio com eles de bicicleta. Se passeasse, não iria a um restaurante árabe. Prefiro a comida tipicamente nordestina. A liberdade de Diogo Mainardi começa no mesmo instante e pela mesma razão pela qual começa a de Claudia Leitte. Ele tem todo o direito de observar as pernas dos espectadores do show e ela o direito de mostrar as dela, embora, ao que parece, não sejam capazes de chamar a atenção dele. Ele prefere Elias Canetti. Chega a sentir o que Elias Canetti sentiu. Mas não é capaz de sentir o que os milhares de fãs dela conseguem sentir... Para mim, buchada, nada de homus ou kebab. Admiro Mainardi, mas prefiro Claudia Leitte.
Francisco Gerlandio Gomes dos Santos
Senador Sá, CE

 

Tropa de Elite

Ficam com cara de tacho os críticos e "entendidos" de cinema nacional que escolheram o xaroposo O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias para concorrer ao Oscar de filme estrangeiro em vez de Tropa de Elite. À época, justificou-se a escolha de mais um filme edificando os que "combateram" a ditadura (hoje provavelmente ganhando uma bolsa do governo) porque Tropa era muito violento e não seria do gosto da academia. Final da história: Tropa ganha o Urso de Ouro do Festival de Berlim e um filme ultraviolento (e ótimo), Onde os Fracos Não Têm Vez, ganha o prêmio máximo da academia ("A tropa conquistou Berlim", 27 de fevereiro).
Luiz Augusto Módolo de Paula
São Paulo, SP

 

Claudia Leitte

Claudia Leitte é bonita e pode até cantar bem, mas chega a ser pedante ao se achar "a tal" e imatura ao falar tantas bobagens em suas entrevistas. Espero que ela consiga chegar aos pés de Ivete Sangalo ("A aposta de Claudia", 27 de fevereiro).
Denise Leão
Salvador, BA

Claudia Leitte pode até ser muito parecida com Ivete Sangalo, mas lhe faltam duas características: espontaneidade e carisma, que sobram em Ivete.
Andrea Novato
São Paulo, SP

 

Guimarães Rosa

A reportagem "Briga pelas jóias de família" (20 de fevereiro) apresentou como mero capricho e até mesmo egoísmo o empenho da família de João Guimarães Rosa em manter inédito seu diário pessoal. A única opinião não mencionada pela matéria foi a do próprio Guimarães Rosa, que expressamente requereu à filha Vilma que resguardasse seus escritos pessoais. Ainda que as filhas, em razão da importância histórica e literária do diário pessoal, venham a eventualmente considerar a possibilidade de autorizar que ele seja publicado, elas certamente vão, em respeito à sua memória e à sua imagem, omitir os trechos que exponham sua privacidade, cuidado que infelizmente não foi tomado por VEJA.
Vilma Guimarães Rosa
Rio de Janeiro, RJ

 

CORREÇÃO: Na reportagem "Briga pelas jóias de família" (20 de fevereiro), saiu incorreta a grafia dos endereços Alster Pavillion e Rothenbaumchaussee.

 

 

A santa dos educadores

Na edição de 14 de março de 2007, VEJA publicou nesta seção a notícia, enviada pela professora Silvia Maria Russo Correia, diretora pedagógica do Colégio Assunção, de São Paulo, sobre a santificação de madre Maria Eugênia, fundadora da Congregação Assunção. A canonização da freira aconteceu na Basílica de São Pedro, em Roma, no dia 3 de junho último, e foi presidida pelo papa Bento XVI. Agora, a professora Silvia Maria escreve para informar que no próximo dia 10 de março será comemorado o primeiro aniversário da santidade de Maria Eugênia. Já na primeira metade do século XX, ela acreditava que "educar é transformar o mundo. Educar é libertar o homem. Educar é trabalhar para construir uma sociedade onde o homem possa atingir a estatura que Deus projetou para ele". Em 1839 abriu o primeiro colégio, em Paris. Hoje, as escolas da Congregação Assunção se espalham por quatro continentes, com presença em cinco países da Ásia, onze da África, nove da Europa e dez das Américas, entre eles o Colégio Assunção São Paulo, no Jardim Paulista. Quem quiser saber mais sobre a Congregação ou sobre madre Maria Eugênia pode acessar os sites www.assuncao.com.br e www.assomption-ra.org.

 



 

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